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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.
Olá, sejam bem-vindos a mais um "Isto é Ser Mãe", um programa dedicado às maiores preocupações do dia a dia dos pais. Eu sou a Fabíola Carletis, consultora de moda e beleza da MAG e mãe da Francisca, de dois anos e meio.
E eu sou a Catarina Bolstero, jornalista da MAG e tenho uma filha com dois anos, a Carmo. Hoje temos conosco no "Isto é Ser Mãe" Magda Soares, blogger, assessora de imprensa, professora de ioga, formadora de Shantala e ainda mãe do Afonso, de cinco anos. Last but not least.
Exato.
Bem-vinda, Magda.
No fim da lista, mas o mais importante de tudo.
Olá, Magda.
Obrigada.
Obrigada por ter vindo.
Uma lista muito completa, não é?
Não está completa.
Ainda nos falha.
Não está completa. Eu acho que sou aquela pessoa que vai estudar para o resto da vida e que acha sempre que pode sempre fazer mais qualquer coisa ou ser boa a fazer mais qualquer coisa, espero eu que assim seja. E por isso ainda tenho aqui umas coisas pelo meio. Estão mais uns cursos e umas formações na calha. E eu sou muito curiosa, estou sempre a querer saber de tudo um pouco.
Por isso a próxima vez que falarmos contigo, temos que fazer um programa maior.
Só para enumerar todas as tuas atividades.
Toda a introdução.
Magda, trabalhas em comunicação e assessoria de imprensa há cerca de 10 anos, mas como é que surgiu este teu interesse nos bebés e, neste caso, também nas massagens Shantala? Vamos começar por esse tema.
Para não estar aqui a ser muito extensa na explicação, na realidade, a minha formação é em design. Ainda cheguei a trabalhar na área durante um ano, mais ou menos. Depois surgiu a possibilidade de ir para uma editora de música portuguesa e a experiência foi tão interessante que acabei por lá ficar quase nove anos. Mas depois cheguei a um ponto em que senti que estava a estagnar, não conseguia evoluir mais, queria fazer outras coisas, queria tentar perceber. Eu trabalhava muito com a rádio e queria perceber como é que funcionava mais a parte da imprensa escrita, da televisão. E então decidi trabalhar por conta própria, criar a minha própria empresa, começar a investir na parte de assessoria de imprensa e foram surgindo algumas coisas pelo caminho. Na altura, até muito concentrada ainda na música, porque era a área que eu estava habituada a trabalhar e que na altura depois pensei: "Vou precisar aqui de um suporte, de família, o namorado na altura, etc." E então tentei jogar um bocado pelo seguro, continuei na área da música, tive algumas pessoas que quiseram imediatamente trabalhar comigo e isso foi ótimo. Posso dizer até hoje que felizmente nunca estive sem trabalho necessário. Mas depois comecei a querer também outras coisas que não fossem só a música e fui explorando outros caminhos. E nessa altura em que eu criei a empresa, eu também pensei: "Se calhar, tenho que pensar aqui em mais alternativas, no caso de não me safar muito nisto". E na altura, a minha mãe também mudou um pouco a vida dela e acabou por se dedicar muito a uma área mais ligada à saúde, terapias, etc. E ela dava esses cursos, fazia essas formações de Shantala e um dia perguntou-me: "Olha, se calhar era interessante, tu até gostas de crianças e tudo". Eu longe ainda de imaginar sequer em ter filhos, etc. E pensei: "Sim, é capaz de ser uma área interessante". E fui fazer o curso e gostei imenso. Mas depois ficou um bocadinho na calha, porque depois foram acontecendo outras coisas pelo meio. Entretanto, fui mãe e depois acabei por ainda ir praticando ali um bocadinho com o meu filho. Hoje em dia penso que não tanto como eu gostaria. Teria feito as coisas de forma diferente, mas eu acho que nós mães achamos sempre isto.
Sempre, claro. Falta qualquer coisa.
No final da fase de eles serem bebês. Quando começam a entrar noutra fase em que nós começamos a dizer: "Já não é bebê". E entretanto também fui ensinando outras pessoas, mas tudo assim de uma forma mais descontraída, até que há dois anos decidi: "Não, vou tirar aqui as coisas da gaveta, vou novamente dedicar-me a isto, perceber até que ponto eu consigo gostar e fazer também deste lado um lado profissional". E a realidade é que adorei e tenho investido bastante nisso. Eu na altura em que fiz o curso, e o curso já foi feito há uns 10 anos também, acho eu. Coincidiu quase na mesma altura em que eu me comecei a dedicar à assessoria de imprensa sozinha. E quis complementar com isso e mais tarde ainda tirei, cerca de dois ou três anos depois, acho eu, talvez, o CAP, que hoje em dia se chama CCP, o curso de formação para poder fazer a formação também. E acabei por me dedicar um bocadinho a isso.
A esta área. Olha, e pra quem não conhece, o que é que são as massagens Shantala, neste caso, aplicadas aos bebês? Porque existe também, corrija-me se eu estiver errada, massagem Shantala pra adultos e tudo isso. Ou nem por isso?
Nem por isso.
Pronto, então explica.
A massagem Shantala é uma massagem infantil que entretanto se tornou conhecida como Shantala, porque a sua origem é precisamente uma indiana. E então, pra não estar aqui também a ser muito extensa na explicação, mas um obstetra francês, há uns bons anos, esteve na Índia e acabou por ver essa indiana a fazer uma massagem no bebê. E ele achou aquilo muito interessante e pediu-lhe se podia fotografar, etc. Depois trouxe para o Ocidente essa técnica e deu-lhe o nome de Shantala, precisamente porque era o nome dessa barriga. E mais tarde, depois uma norte-americana, Vimala McClure, acabou por Incluir algumas técnicas de outras coisas que ela também conhecia. Ela também teve essa experiência na Índia, também esteve lá num orfanato a trabalhar durante algum tempo e percebeu que eram as crianças mais velhas que faziam as massagens às mais pequeninas e aos bebês. E acabou por depois, nessa técnica indiana, incluir algumas técnicas de reflexologia, de massagem sueca e algumas posturas de yoga adaptadas para bebês. Portanto, hoje em dia aquela Shantala que é ensinada e que também chamam massagem infantil já é um mix de várias coisas e eu acho que é a mais conhecida, é a mais tradicional, valha por assim dizer. E acaba por ser ótima para imensa coisa, precisamente porque tem um bocadinho de tudo. É uma massagem muito completa que é dada ao bebê, ao corpo todo. Começamos nas pernas e depois vamos para os braços, peito, tórax.
Quando dizes bebê, é logo a partir do nascimento que se pode fazer?
Sim, esperar se calhar ali uns diazinhos só. Depende das situações, se é um bebê prematuro, se é um bebê que teve que estar algum tempo no hospital. Aí temos obviamente algumas coisas para respeitar, mas sim, é uma massagem que pode ser feita quase de imediato. Obviamente que se calhar inicialmente vamos fazendo quase só mais umas festinhas do que propriamente manipular o corpo do bebê. E depois ir aos poucos evoluindo, mas sim, pode ser feita logo. Pode e deve ser feita logo desde o início, não só para ele se adaptar ao toque, que também é uma coisa extremamente importante para os primeiros tempos de vida do bebê e ajuda a criar o vínculo com os pais, mas também para prevenir alguns problemas que eles têm nessa altura, como as cólicas, obstipação, se calhar ajudar a regular um bocadinho o sono, mais tarde o início de dentição.
Era isso que eu te ia perguntar, Magda, que benefícios é que esta massagem Shantala traz ao bebê?
Todos. Desde um melhor funcionamento de sistema circulatório, linfático, digestivo. Quando estamos a manipular o corpo do bebê, de certa forma, também estamos quase que a fazer uma espécie de exercício físico. Mais tarde os pais até podem dizer: "Agora vamos fazer a massagem no pé, agora vamos passar ao braço, agora vamos passar à perna", e eles próprios também começarem a identificar as partes do corpo. E podemos cantar e podemos fazer alguns jogos. É importante haver sempre um contacto visual. Acaba por ser a nível físico, a nível emocional, a nível energético, é benéfico para tudo e mais alguma coisa.
Não disseste que é benéfico para sono e cólicas, mas as pessoas vão correr. Só isso, a tua caixa de e-mail hoje fica cheia.
Eu acho que é a maior parte dos pais.
Estás a falar com duas grávidas que estão a ir para o segundo, cheias de medo.
Que as coisas não...
No meu caso eu tive sorte com a primeira e acho que a Francisca também. Em termos de cólicas, agora de sono, tem dois anos e meio e anda a acordar as noites todas. Ninguém merece. Magda, vai lá casa fazer uma massagenzinha, se faz favor.
Não, tivemos que combinar e ensinar as duas, porque é muito importante, e isto eu costumo sempre dizer, eu posso obviamente ir fazer a massagem, mas sou eu que na realidade estou a criar a relação com o bebê.
O teu objetivo é ensinar as mães.
É que os pais criem esse vínculo com os filhos, sejam os próprios pais diariamente a fazer isso com os próprios bebês, para eles perceberem que aos poucos: "Ok, este momento é meu, eles estão mesmo concentrados só em mim". Essa parte é mesmo muito importante. E até uma vez ser a mãe, o dia a seguir ser o pai, não haver trocas durante a massagem, fazerem a massagem do início ao fim, a mesma pessoa, mas ser sempre ou a mãe ou o pai, porque eu acho que aí sim estão a criar esse vínculo que é muito importante e a transmitir-lhe uma segurança que é fundamental nos primeiros tempos de vida do bebê.
Além das massagens, também te formaste em yoga. O que é que te levou a fazê-lo?
Foi uma coisa que aconteceu muito por acaso. Eu depois de ter o Afonso, acabei por me descuidar muito com a minha imagem e acho que nós também temos sempre essa tendência de os filhos estão primeiro e se sobrar tempo eu logo cuido de mim e depois esse tempo nunca acontece. E para nós nunca é uma prioridade.
Temos que inventá-lo.
Mas é um erro, porque se nós estivermos bem, eles estão bem também. Se nós não estivermos, isso acaba por ser complicado. E então eu engordei bastante durante a gravidez, depois não consegui perder esse peso, foram cerca de 20 quilos, quase. E andei sempre a protelar a decisão até que o ano passado disse: "Não, chega, vou finalmente concentrar em mim". Houve obviamente aqui uma série de coisas pelo meio que também me fizeram pensar: "Agora tenho o tempo que eu preciso para me dedicar a mim". E decidi perder peso. Perdi cerca de 10 quilos de uma forma muito natural. Quis fazer uma mudança alimentar que não fosse uma coisa drástica, tanto que não fui seguida por nenhum nutricionista nem nada. Fui fazendo umas mudanças e depois aos poucos também pudesse considerar que é um estilo de vida. Consigo fazer isto sem ter que estar sempre preocupada em se estou a consumir determinadas calorias, se estou a comer não sei quantas vezes ao dia. E quando perdi esse peso, senti necessidade depois de: "Ok, agora preciso de tonificar ou preciso de fazer aqui mais qualquer coisa também".
Um exercício, se calhar, para complementar.
Também me estava a sentir muito cansada e sem energia e sentia-me ao mesmo tempo sem resistência para nada. E então pensei: "Vou ter que fazer aqui alguma coisa de exercício físico", que eu não gosto.
Nem eu.
Eu não gosto de ginásio, não gosto de correr, não gosto de tudo o que seja quase uma espécie de rotina. Cheguei a ir para o ginásio durante anos e fazer não sei quantas aulas, fui quase viciada nisso, mas depois passou, nunca mais me aconteceu. E pensei: "Tenho que arranjar aqui um compromisso, tenho que arranjar qualquer coisa que eu faça, que eu me sinta bem, que eu goste, que sinta que estou a trabalhar fisicamente o corpo", mas eu também procurava um equilíbrio entre corpo e mente, alguma coisa que me equilibrasse. E surgiu a possibilidade de fazer o curso de yoga para professores. Eu pensei: "Bom, isto se calhar é muito à frente". De repente, eu praticamente não fazia yoga, não tinha tido alguma abordagem sequer com a prática. E pensei: "Mas vai me criar o compromisso que eu preciso de todos os dias ou todos os dias, se calhar, isto vai ter que acontecer". E os dias do curso, obviamente, eu tinha que lá estar A realidade é que um ano depois eu adorei o curso, foi transformador. Acabei por me identificar imenso e foi a melhor decisão que eu podia ter tomado, porque de facto percebi que este é um caminho que eu quero continuar a seguir. Identifico-me muito como professora de yoga. Já tenho as minhas alunas fiéis.
Alunas só adultas ou crianças também?
Ainda não tenho crianças, mas eu quero que isso aconteça. Ainda cheguei a ir dar uma aula de yoga ao colégio do meu filho e à turma dele e foi muito giro. Foi muito gratificante.
Que vantagens é que pode trazer o yoga às crianças?
Muitas também, porque a realidade é que acaba por ajudar a acalmá-los. Há uma coisa que eles fazem muito bem e que nós devíamos aprender mais com eles, que é respirar. Eles sabem respirar melhor do que nós. Portanto, não é propriamente preciso ensiná-los a respirar, é preciso ensiná-los a parar para escutar a respiração, para descansar ali um bocadinho.
Ensiná-los a parar deve ser um grande desafio.
É um grande desafio, mas é muito interessante e obviamente que uma aula de yoga para uma criança não é mesmo para um adulto.
Não acho que haja ambiente de silêncio.
Não há ambiente de silêncio, temos que inventar umas histórias, depois vamos fazendo umas posturas, às vezes um bocadinho adaptadas, mas eles acham muito interessante e às vezes são mais atentos e tentam fazer as coisas de uma forma mais correta.
Do que os adultos.
Do que os adultos, exatamente.
Estavas a dizer que foste à escola do teu filho, então podemos assumir que o Afonso já aderiu ao yoga.
O Afonso adora yoga, não faz tantas vezes como eu gostaria que ele fizesse, mas está sempre disposto a fazer quando eu digo: "Vamos fazer".
Foi fácil aplicar os teus conhecimentos.
Foi, porque também foi de uma forma muito espontânea. Ele ia vendo e depois ia perguntando: "Mamã, o que estás a fazer?" Eu disse: "Olha, estou a fazer yoga, queres fazer?" Pronto, e ele achava imensa piada, mas depois não fica muito tempo, não permanece muito tempo nas posturas. Ele depois quer passar à postura: "E agora vamos fazer a águia. E agora vamos fazer a tartaruga".
Os nomes também ajudam, não é?
Sim, exatamente. E então ele quer fazer e quer perceber se está a ser bem feito e a maior parte das vezes eles conseguem fazer melhor do que nós, porque ainda têm muita flexibilidade. E então acaba por ser muito interessante. Eu tenho lá um jogo também que, como tem essa componente de jogo, nós temos que nos desafiar, temos X tempo para fazer e depois ele faz uma vez e depois faço eu. Ele acha imensa piada, porque é um jogo. Não é só aquela coisa de vamos fazer uma aula de yoga. Não, há um jogo e então acaba por achar muito interessante.
Magda, enquanto formadora, neste caso, dás workshops mais ligados às massagens de Shantala. Que tipo de pais te procuram?
Normalmente são pais que são pais pela primeira vez, porque têm alguns receios, porque não sabem muito bem ao que vão e acabam por se querer preparar para o que vai acontecer e por isso acaba por ter muitas grávidas. É uma ótima altura, eu digo sempre que é uma ótima altura para poder fazer o workshop, porque conseguimos perceber algumas coisas e ter algum tempo, se calhar, para praticar antes do bebê nascer.
Ainda vamos a tempo, Catarina.
Ainda vão muito a tempo.
Levamos as mais velhas também.
Sim, porque não?
Porque não param quietas.
Mas se calhar era uma forma de conseguirem parar ali um bocadinho. Mas pode ser interessante, porque eu ensino a massagem quando é o caso de grávidas, em que ainda não há um bebê onde a gente possa ensinar a massagem, eu tenho bonecos e por isso elas têm que fazer nos bonecos e se calhar isso para elas até pode ser interessante. Por acaso nunca aconteceu. Nunca tive pais com bebê que também levassem irmãos, mas acho que pode ser uma dinâmica gira.
É superútil, depois elas é que dão as massagens enquanto nós estamos a ver um filme.
Exatamente. Mas foi giro porque por acaso agora há pouco tempo eu fui ensinar uma pessoa à casa dela, porque eu também disponibilizo esse serviço e ensinei a fazer na bebê e depois ela estava a dizer: "Esta massagem, a parte das pernas, eu acho que vai ser ótima para a minha filha mais velha, porque ela sofre muito de dores de crescimento". E então, se calhar, eu muitas vezes estou ali quase instintivamente a fazer-lhe umas massagens e acho que há aqui coisas que até podem ser interessantes. Então acho que ela adorou e passou a fazer aquela parte da massagem à filha mais velha, precisamente para ajudar quando ela tem ali aquelas dores de crescimento. Pronto, que não há muito a fazer, a não ser a tal massagem.
E por falar nisso, de que forma é que os pais podem recorrer aos teus serviços de massagem Shantala?
Os pais podem me contactar através do Instagram. Tenho o @inspira.magdasoares, através do meu e-mail inspirapontomagdasoares@gmail.com. Eu acho que são as formas mais fáceis de me contactar.
E também dás workshops.
Sim, também dou workshops. Os workshops normalmente eu dou num espaço em Algés, na Biolistic, que é um espaço que me diz muito, porque é dos meus pais.
E avisas através das tuas redes sociais, presumo, também.
Sim, aviso sempre através das minhas redes sociais. Também tenho o Facebook, sendo que o Facebook ainda está ali numa fase de alteração, porque vinha de um percurso do blog, que hoje em dia deixou de fazer sentido.
Os macarons e purpurinas.
Os macarons e purpurinas, que foi uma coisa que me deu imenso. O blog deu-me imensas coisas positivas. Principalmente as pessoas que eu fui conhecendo ao longo desse tempo. E eu acho que todas dizemos isto, é impossível não dizer isso, mas as coisas também já mudaram muito. Nós vamos mudando, deixamos de nos identificar com algumas coisas. E para mim macarons e purpurinas hoje em dia já não.
Já não é para ti.
E então surgiu a ideia do Inspira, não só porque para mim, e através do yoga, a respiração tornou-se uma parte fundamental do meu dia. Nós achamos que sabemos respirar e não sabemos respirar a maior parte das vezes. E então o inspira, aquele inspirar profundamente, é muito importante. E ao mesmo tempo Porque espero que, de alguma forma, consiga inspirar outras pessoas a fazerem algumas mudanças positivas nas suas vidas.
Significado duplo.
Exatamente. Achei que faria sentido, ando com esta palavra na cabeça há algum tempo e disse assim: "Não, está na altura, vamos então fazer aqui algumas mudanças". O Instagram já tem esse nome, o Facebook ainda está aqui no processo de mudança, o blog vai deixar de existir. Não sei se depois terei outra plataforma onde vá colocando alguma informação, mas acho que o Instagram funciona perfeitamente nesse sentido.
Sim, hoje em dia os blogs já não têm tanta força.
E os workshops muitas vezes acabo por dar quase sempre na Biolistic, portanto também podem consultar a página da biolistic.pt e estão lá algumas das coisas que eu também faço.
Magda, em relação ainda às aulas, quantas aulas achas que um pai precisa para ficar apto a fazer estas massagens sem voltar a ter que te contactar?
É assim, o workshop normalmente é só um dia. É um dia, estamos a falar de três horas. É o suficiente. Por quê? Porque eu faço sempre uma breve explicação sobre o que é a Shantala, a sua origem, os seus benefícios, etc. Mas é uma coisa que os pais depois em casa podem ler com calma. O importante para mim naquelas três horas é conseguir explicar-lhes toda a sequência da massagem, como é que ela é feita, ou no boneco ou no bebê. Tenho sempre os bonecos, porque o bebê de repente pode estar mal disposto, pode adormecer, pode querer comer, e então tem que se respeitar essa paragem. E acima de tudo, que os pais percebam quais são as condições que têm que ter para fazer a massagem. O quarto tem que ter uma determinada temperatura, as mãos têm que estar aquecidas, não podemos tocar no bebê com as mãos frias ou temos que tirar tudo o que é anéis, etc., porque podemos ferir. Não se pode fazer em determinadas circunstâncias, de o bebê ter sido vacinado há pouco tempo ou alguma coisa do gênero. Portanto, é tomarem consciência de todos os passos que devem ser feitos e depois a própria massagem em si, sendo que eu ofereço sempre um manual onde vai a explicação do passo a passo da massagem e normalmente tem umas fotografias a acompanhar, portanto, os pais conseguem facilmente identificar quais são os passos. E obviamente, depois também estou lá no final para tirar algumas dúvidas que sejam necessárias. Ou seja, na realidade a formação são três horas para os pais. Depois é praticar.
Até que idade é que devem praticar, mais ou menos? Com dois anos e meio da Francisca, faz sentido eu fazer-lhe uma massagem deste género?
Faz sentido. O que pode acontecer é a Alice já não estar tão recetiva, porque não foi uma coisa que se habitou a ter desde o início. E por outro lado, porque também já está numa idade em que já quer tudo muito mais rápido.
Vais vulgar-te.
Vou vulgar-me.
Para ti dizer: "Mãe". Magda, temos aqui mais um desafio para ti.
Ui, ui. Vocês não me prepararam para esta parte.
Agora, como mãe, vou contar até três, a nossa rubrica. São várias questões rápidas, de forma espontânea, para responderes aquilo que te vier à cabeça.
Vocês deviam ter enviado isso.
Não, então assim perde a graça.
Que miúdo!
Amei-te. Amamentação ou leite de fórmula?
Amamentação.
Quando é que mudaste o teu filho para o quarto dele?
Sete meses.
Chucha até que idade?
Dois, três.
Três. Fralda até que idade?
A mesma coisa. Eu acho que ele deixou a fralda na mesma altura em que deixou a chucha.
Já saíste de algum sítio por causa de uma birra?
Sim. Shame on me.
Não, desculpa. Tablet ou telemóveis para o entreter, sim ou não?
Sim, em doses certas, sim.
Baby wearing, aqueles acessórios para carregar o bebê. Usaste, não usaste?
Não usei, mas sou a favor, sim.
Magda Soares, muito obrigada por teres juntado a nós no "Isto é Mãe". Gostámos muito.
Também eu.
Podem voltar a ouvir o programa ao final do dia em observador.pt ou em mag.pt. Eu e a Catarina estamos de volta no próximo sábado às 10h30 com um novo tema e um novo convidado.
Até lá, queremos saber o que acharam da emissão desta semana com a Magda. Comentem nas nossas redes sociais ou enviem-nos um e-mail para istoémae@observador.pt. Eu e a Fabilha voltamos para a semana. Um bom resto de fim de semana.
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