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Esta semana no Isto Não Passa na Rádio, o tema é: canções que descobrimos em outubro.

"Nada me importa quando me besas, de tudo me olvido. Quando não miro tus lindos ojos, é um martírio. Si tu supieras cuando te tengo entre mis brazos. Mucho disfruto de tus carícias y tus encantos. Nada me importa lo que me digan, si yo te quiero, si yo te adoro. Por eso grito a todo el mundo que tú eres mi tesouro. Si tu supieras cuando te tengo entre mis brazos. Mucho disfruto de tus carícias y tus encantos. Nada me importa lo que me digan, si yo te quiero, si yo te adoro. Por eso grito a todo el mundo que tú eres mi tesouro".

"Mi tesouro".

Obrigado.

"Mi tesouro".

Que bela forma de arrancar o Isto Não Passa na Rádio esta semana com Kacey Musgraves, a mulher que quase me faz gostar de country.

Eu estava aqui a pensar o que te aconteceu.

Acontece. Terrano. Quando entra terrano, entra México, Texas, esse country já me conquista um bocadinho mais. É por aí. A Kacey Musgraves é uma cantora já muito reconhecida, com Grammys, até.

Eu já trouxe aqui cantigas dela, mas cantigas de cowboys a sério.

Ela canta bem. Canta muito bem. E é muito bem apessoada também.

Também, sim, senhor.

Estava aqui a mostrar-te esta nova canção que surgiu há dias e que vai fazer parte de um novo disco apontado para janeiro, "Middle of Nowhere Volume Two: Tex Mex Tapes", também conhecido só como "Tex Mex Tapes".

Tex Mex é bom. E também é bom de comer.

É. E ela tem, de facto, aqui um alinhamento cheio de inglês e espanhol. Decidi trazer esta, "Mi Tesoro", porque foi das que eu mais gostei. Há uma muito boa também chamada "Weekend in Texas". Também é fixe. É uma história do gênero: vou pro Texas durante o fim de semana, mas se calhar isto vai se tornar a minha vida toda. Tem uma mensagem engraçada, mas a "Mi Tesoro", não sei, acho que tu ias gostar mais. Foi por ti que eu trouxe esta canção.

Fizeste bem, eu apreciei muito. Fiquei muito contente.

Aqui está uma das novidades de outubro. Vamos andar aqui a rondar outras durante os próximos minutos. Por exemplo, o Tiago Pereira trouxe os Sensible Soccers.

Sim, que é uma novidade de setembro, mas foi no fim. E, portanto, nós estamos aqui a tentar jogar com o jornalismo que nos vai no sangue.

Claro.

A considerar a atualidade. E os Sensible Soccers, que são uns moços portugueses que andam nisto de fazer músicas e canções, muitas vezes pouco previsíveis, voltaram aos discos e têm um álbum que se chama "Caminando di notte". Isto começa logo bem. Aliás, os títulos são rebuçadinhos aqui no Sensible Soccers. O tema que vamos ouvir chama-se " Balsinha Mentirosa". Sabes como é que dizem os lisboetas? Viram-se pra pessoas como tu e dizem assim: "Isto é rapaziada que vem lá da tua zona, lá do Norte".

São de Vila do Conde.

Pronto, porque o Norte, como tu sabes, para as pessoas do Sul É assim uma coisinha, quem é do Norte, toda a gente é do mesmo sítio.

Mas eles são mais ou menos do meu sítio, porque eu sou banhado pelo rio Ave.

Também já estás a esticar a corda.

Desagua em Vila do Conde. É a mesma zona.

Há uma comunicação, não é?

Há aqui uma comunicação.

Eu aprecio muito isto. Isto é gente a fazer-

Tocaram em Lisboa há pouco tempo.

Tocaram, sim senhor.

Uma semana ou duas.

Isto é gente a brincar à eletrónica, mas o disco é curto, são duas, quatro, seis, oito músicas, menos de 45 minutos, mas neste curto espaço de tempo eles conseguem fugir ao lado mais previsível de quem vai ver. Imagina um concerto de rapaziada a brincar com uns sintetizadores e umas guitarras e eles conseguem ir de um espectro ao outro completamente distante das texturas e isso é que é o mais surpreendente. Toca lá esta balsinha.

Apresentação no Beleza, há dias, em Lisboa, para o novo disco de Sensible Soccers, Balsinha Mentirosa, bal com B.

Balsinha.

Balsinha Mentirosa foi o tema que o Tiago Pereira nos trouxe aí.

Gosto muito disto.

Eles também gostam muito.

Já tem um lado meio medieval.

E celta, um bocadinho celta.

Eu não gosto nada de festas medievais, não contem comigo. "Vamos beber hidromel". Opa, vá lá.

Por amor de Deus. Enfim, nisso estamos juntos. Vamos avançar?

Vamos.

Vamos aonde? Deixa-me olhar aqui para as minhas escolhas. Vou-te surpreender muito. Olivia Rodrigo com Chappell Roan.

Sim, senhor.

Num videoclipe.

O que se passa contigo hoje?

O que é que se passa comigo hoje mesmo? Estou um bocado desarranjado.

Vá lá.

"Expectations" é uma música da Olivia Rodrigo que faz parte do seu último trabalho e que há dias recebeu uma nova versão com a Chappell Roan a acompanhá-la. E depois a mim conquistam por quê? Porque há um videoclipe novo com elas duas a cantar esta "Expectations", que estão assim numa espécie de Wheel of Misfortune, dizem elas, que é a roda da sorte. E há um apresentador do concurso. E quem é o apresentador do concurso? É o David Byrne, que está lá.

Muito bem.

E está ali a dar o aval dele à música da Olivia Rodrigo.

Está a ser padrinho.

Está a ser padrinho, da Chappell Roan. De facto, são duas das mais interessantes da pop atual, diria.

De longe, sim.

E foi por isso que as trouxe. Não é na pop que eu passo a maior parte do meu tempo.

Mas às vezes também devias.

E foi isso que me disse. Olha, está aqui uma música, está aqui uma pop, até que está bem.

Na maior parte das vezes bem mais interessantes do que, e desculpem lá, mas é o que é, do que Sabrina Carpenter ou Taylor Swift.

Sim, do que Taylor Swift.

Ou aquela outra moça, que é filha do outro senhor famoso, a Gracie Abrams, esse tipo de coisas. É aborrecido.

JJ Abrams.

Estamos sempre a ouvir a mesma cantiga.

É verdade. Mas a Olivia Rodrigo divertiu-me aqui com a Chappell Roan nesta "Expectations". Vamos lá à pop de outubro. "Expectations", Olivia Rodrigo com Chappell Roan e David Byrne no videoclipe que acompanha esta nova versão da "Expectations", que já existia no último disco da Olivia Rodrigo. Recebeu agora esta nova versão em outubro. E que tal? Diverte ou não diverte?

Gosto muito.

Gosto desta coisa, parece que estão a marchar.

Atenção.

Gosto. É pop bem feito.

Isto caía bem em qualquer festa indie.

Achas?

Tenho a certeza.

Os indies estão assim? Já gostam disto?

Acho que sim.

Estão malucos, então.

Não estão nada.

Ainda bem que não tenho ido às festas indie.

Ainda bem para as festas indie.

Também. Vou para lá dizer mal do ambiente. Está muito bom o ambiente. O que é que escolheste para fechar esta primeira parte?

Escolhi um jovem que faz parte do conjunto de jovens-

Em 35 segundos, o que é que me podes dizer sobre isto?

Que acredita no valor das guitarras outra vez.

Finalmente.

Mais um que já esteve mais na country alternativa, agora está mais no-

Mas é indie, então.

Isto sim é super indie.

Boring!

Isto é super indie, chama-se Greg Freeman, tem um belíssimo novo disco chamado "All Set The Bone" e esta cantiga chama-se "Hindu".

Por acaso há pouco, quando estávamos a falar da country, o alt-country também me diz qualquer coisa. Também há coisas de alt-country que eu ainda consigo--

Tu tens joninhas dentro de ti.

Tenho.

Tens que o soltar.

Mas está reprimido.

Deixa-o fugir.

Greg Freeman. Nunca ouvi falar, estou curioso.

Vamos embora.

Chama-se "Hindu" e já regressamos com mais canções que descobrimos em outubro.

"Nights go so quick now. And all I wanna say is that I don't care how many miles away you are today. These days come so quick, these nights go so quick now. In this town of bent necks, she lifts her chin. She made me wanna live, but that thought had a twin. In the desert of my bed, they're gonna find my bones. And on the dunes of my pillow, a swirl of red stone. All I wanna do is look at you looking at me with the moonlight in your eyes. These days come so quick, these nights go so quick now. And all I wanna say is that I don't care how many miles away you are today. These days come so quick, these nights go so quick now. And timezones keep me in a prison. It's only in her past I live in. I only know her by what she isn't now. And dear, where's your star tonight? I'll hitch my wagon to its sight. My picture of you is losing light tonight."

Canções que descobrimos em outubro é o tema esta semana no "Isto Não Passa na Rádio". De resto, fazemo-lo uma vez por mês com as mais recentes edições que mais nos chamaram a atenção. Tiago, chamou-me a atenção, durante as últimas semanas, o regresso dos Mesa. Já não me lembrava quase dos Mesa. São uma banda portuguesa que ainda deu que falar no início dos anos 2000. Tiveram algumas baladas que bombaram e que fizeram até temas de novelas e coisas do gênero.

A verdade.

Projeto de João Pedro Coimbra com Mônica Ferraz, está de regresso com uma nova canção. De resto, eu creio que foi em 2025 que eles deram dois concertos só para marcar os 20 anos de carreira. E agora aqui está um novo tema, chama-se "Amor de Papel". De resto, eu estava aqui a tentar confirmar, porque eu acho que eles não editam nada como Mesa desde 2000 e, já não sei, "Automático", 2011, creio que é um dos últimos discos de Mesa com JP Coimbra e com Mônica Ferraz. Depois os Mesa continuam com outra vocalista, mas estão de facto de regresso a este formato mais original do projeto. E há concertos já marcados em novembro. No dia 26 de novembro vão estar no Atmosfera M, em Lisboa. Não conheço este sítio, mas vou pesquisar. E no dia 22 de janeiro há uma atuação no Maus Hábitos no Porto. "Amor de Papel", o regresso dos Mesa na sua formação que mais sucesso teve também, João Pedro Coimbra e Mônica Ferraz, e só por isso vale a pena voltar a ouvi-los.

"O clarão de um santo a ver ilumina o chão. E um pedaço de jornal que fala da viagem. O verão é só passagem, a espera é tão cruel. Ficas lindo no jornal, ó meu amor de papel. Moras nos olhos do mundo e nos meus há tanto tempo. O tempo que não passa, na hora da luta na frente. Nem pareces da guerra, sinto-te perto de mim. Agarro-te bem, vai pra longe do fim. Tenho o vidro e o coração, dos dois faço o mundo. À tua imagem, belo e profundo. Tenho as palavras certas para fazer calar quem quer ver o mundo

Estou em mísseis em casa, há corpos no chão, mas nada afeta a certeza de quem sabe que não luta em vão. Armas e uniforme deixam tudo para trás. Eu cá não acho louco trocar a morte pelo corpo. Para mim é só o que importa. Tu és tudo o que importa. Ó meu amor de papel, volta seguro para mim. Tenho um vinho e um coração. Dos dois faço o mundo. À tua imagem, belo e profundo. Tenho as palavras certas para fazer calar quem quer ver o mundo de pernas para o ar. Para mim é só o que importa. Tu és tudo o que importa. Ó meu amor de papel, volta seguro para mim.

Aí está o regresso dos Mesa, na formação João Pedro Coimbra e Mónica Ferraz. Canção nova, "Amor de Papel". Estava a lembrar também daquele dueto com Rui Reininho.

Sim.

"Luz Vaga".

"Luz Vaga". Bela canção.

Bela canção. Os Mesa tiveram boas canções. E tem uma versão muito fixe do "Senhor Extraterrestre", da Amália Rodrigues, do Carlos Paião para a Amália Rodrigues. É uma versão de Mesa muito eletrónica.

Uma versão de Mesa.

Uma versão de Mesa. E agora trouxeste Olivia Tremor Control.

Pois é.

Que raio de nome que é este, Tiago?

Olha, prepara-te. Não, não precisas de te preparar, eles já foram mais de outro mundo. Isto é uma banda clássica dos anos 90. Só editaram dois discos nos anos 90 e é um daqueles grupos que achou que era boa ideia, nos anos 90, fazer música psicadélica, recolhendo várias referências. Vou dizer assim só para teres uma referência: imagina uma banda que está entre os Natural Milk Hotel e os Flaming Lips.

Perdeste-me completamente.

Se calhar, de vez em quando, ainda mais sem gravidade.

Mais LSD.

Era gente muito imprevisível e eles editaram o último álbum em 99.

O que é que lhes aconteceu?

E agora têm um álbum novo.

Precisavam de dinheiro, claramente.

Entretanto, um dos seus músicos de referência morreu há dois anos, uma coisa assim. Ainda assim, terminaram o disco, chama-se "The Same Place". Este disco não vai revelar uma novidade psicadélica a ninguém ou uma revolução. Tem ótimas canções, é um disco muito grande, o que também seria de esperar. Mas eu acho que pode ser uma boa oportunidade para ires mais longe, para ires à descoberta, por exemplo, no teu caso.

Sim?

Só para dizeres o nome da banda, tiveste que fazer um exercício de ginástica.

Ainda bem que estás cá para me ajudar. Vamos agora ouvi-los e ver o que é que eu acho também sobre isto. Estás preparado?

Vamos!

Olha que eu até gostei disto, ó Tiago. Gostei disto. Tem uma forma de cantar muito nineties, que é quando eles começam com uma certa raiva.

Eu acho que tu podias-

Mas isto cai-me no gosto

Podias voltar, atenção, vais encontrar coisas um bocadinho mais desconfortáveis e menos fáceis. Podes regressar um homem novo.

Olha, gostei muito.

Nunca se sabe.

Olivia Tremor Control, Advice From the Ocean, o regresso depois de muitos anos.

É outra Olivia, depois daquela que tu escolheste.

É, hoje estamos muito olivianos.

É para veres.

Está na altura do azeite. Ora bem, trouxe aqui também esta semana os Fontaines D.C., porque vieram a Portugal.

É uma banda nova.

Uma banda nova que está a despontar. Os Fontaines D.C. são os novos Arcade Fire.

Não.

Obrigado. Eu também acho que não, mas há quem diga que sim.

Nem sequer há espaço. Agora já vamos, enfim.

Não, é aquela coisa de se ter tornado, se calhar, quando uma banda começa a ganhar mais público, a fazer salas cada vez maiores.

Mas isso hoje acontece com muito mais facilidade e muito mais vezes do que acontecia há 20 anos.

Pois.

Os Arcade Fire conseguiram isso entre 2004 e 2005. E a coisa era bastante diferente. Todo o mundo era diferente.

É verdade.

Hoje em dia, não é muito difícil isso acontecer. Portanto, acho que nem sequer o espaço é o mesmo.

Bom, deste "Dopamine Chamber", o novo disco dos Fontaines D.C., que foi apresentado esta-

É um bocadinho aborrecido.

Achas?

Acho.

Não é o meu favorito dos Fontaines D.C., por isso é que acho que eles estão a fazer um caminho.

Tem canções que eu aprecio, mas é assim mé.

E tem uma colaboração com a Rosalía.

Tem, sim senhor.

Foi a que eu trouxe. "Where Is Gone", que de resto é a primeira colaboração dos Fontaines D.C. com alguém de fora da banda. Uma canção produzida pelo James Ford, dos Simian Mobile Disco. Tem produzido muita gente, este James Ford. Eles estiveram no MEO Arena em Lisboa no passado dia 21 de outubro. Quem foi ver diz que eles estavam muito pouco comunicativos.

Nunca foram.

Mas quer dizer, nós também queremos falar com as pessoas ou queremos ouvir a música?

Nunca foram grande...

Não percebo essa coisa de "nem disseram olá".

A malta gosta de fazer amigos.

Enfim, são amigos noutros sítios, aquilo é um concerto, é para haver música.

Como diz o outro, beijinhos da minha mãe.

"Dopamine Chamber", novo disco dos Fontaines D.C., fiquei relativamente surpreendido com esta "Where is Gone", a colaboração com a Rosalía, e achei que valia a pena trazê-la entre as descobertas de outubro.

A certain man will have come and tell you that you're not alone at all. The darkest room. On the brightest day. One dirty trick and we're away forever. Another rainy day inside. I remember when they had me up against the summertime. The tears would fall. Maybe if you try, there's no harm in saying leave it, let it die. I remember when they held me up to the sunshine. Until I cried. Maybe if it's real, there's no way I'm going back to how I feel.

Isto é que foi. Um dueto dos Fontaines D.C. com a Rosalía, "Where Is Gone?". Faz parte de "Dopamine Chamber", novo disco da banda irlandesa que foi apresentado em Portugal no passado dia 21. São também uma das bandas mais elogiadas do novo rock.

Isto fez-me lembrar Lana Del Rey.

Um bocadinho, há ali uns laivos. Olha, vamos fechar com Guitarrica Delafuente. É assim que se diz?

É sim, senhor. Guitarrica Delafuente. E por que em outubro? Julgo que deve ter saído por agora, não estou bem certo das datas, mas terá saído por agora. Este tipo chama-se, na verdade, Álvaro Lafuente Calvo. Um espanhol de quase 30 anos, ainda não chegou lá, que começou nas internets, nos YouTubes, "Operación Triunfo", lá na terra dele. Depois gravou uns discos. Gravou um disco o ano passado que eu aconselho-te, Nelson. É uma mistura de pop indie.

Já não o tinhas trazido cá.

Acho que não. Música tradicional espanhola, vale o que vale, porque Espanha é muito grande. Algumas coisas que eventualmente podes achar parecidas com aquilo que Rosalía também já fez. E ele é um dos protagonistas ou o protagonista do filme "A Bola Negra", que estreia agora na quinta-feira, dia 5, que é o filme espanhol concorrente aos Oscars. É um filme que tem gerado bastante expectativa. Já vi, posso aconselhar.

É bom?

E de ver, vale muito a pena, uma belíssima história. E esta canção, "La Nieve", é uma canção que faz parte do filme. Portanto, ele além de ser o protagonista do filme, também ajuda na banda sonora. É uma canção extremamente dramática e melancólica, como aliás o filme é. É um filme muito bonito. Mesmo que não gostem de mais nada, só de olhar para aquilo que está a acontecer no ecrã, vale a pena. Se puderem, vão ao cinema ouvir, se puderem ouçam a canção, se puderem regressem ao álbum de 2025, que se chama "Spanish Leather". Vale muito a pena. Vejam o concerto que ele tem no Tiny Desk, que também está no YouTube. E é isso.

E para a semana regressamos com outro tema. Abraço, Tiago.

Até para a semana.

Guardo el deseo en un camafeo. Reliquia de imperio andaluz. Espero el instante, esta tierra gigante me aceche un destello de luz. No pestañeo. Mira qué tontería. Arden las turbias aguas

Llego el primero donde arden mil fuegos. De carne y lucero es mi cruz. Miro de frente como hacían los sueños y quién no le teme al sol. Llego a la nieve, mira el tonte día. Guarde en mí las turbias palabras que nunca prendí tú.