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Está na hora de mais um "Máquinas que Pensam", o programa mais inteligente e mais artificial da Rádio Observador. Venha daí viajar conosco pelo incrível, fascinante, surreal, assustador e mais uns quantos adjetivos, mundo da inteligência artificial. Eu sou o André Maia, sou o vosso humano de serviço e, como sempre, não estou sozinho. Tenho aqui comigo a nossa assistente digital, a Raquel. Raquel, esta semana está a ser boa?

Vai se andando, nada fora do comum. E por aí, como está a ser?

Estou bem, mas essa foi uma resposta tristonha. Estás bem, minha querida?

Estou ótima, não te preocupes. Só estava a poupar energia para os desafios que vêm aí.

Estou te a ver, Raquel. Espero que sim. Qualquer coisa já desabafamos mais logo. Mas vá, toca a espolitar, até porque temos muito que falar neste episódio. Vamos tentar perceber se os robôs com inteligência artificial vieram para ficar e descobrir qual das vozes do ator Liam Neeson, que ouvimos no último episódio, era real. Mas isso é lá para a sobremesa. Antes, vamos às entradas, vamos conhecer as novidades no mundo da inteligência artificial desta semana.

Notícias da semana.

Já dizia o filme: "O carteiro toca sempre duas vezes." E aqui tocou, porque é pelo menos a segunda carta destas que é entregue. Um grupo de artistas juntou-se para alertar para os perigos da IA numa carta aberta e principalmente para criticar o uso não autorizado de vozes e obras para treinar os modelos.

E que artistas é que assinaram a carta desta vez, André?

Foram muitos, Raquel, nomeadamente vários. São 11.500 artistas que vão desde a música, passando pelo cinema, literatura ou teatro. Entre eles destacam-se a atriz Julianne Moore, o ator Kevin Bacon, os vocalistas dos Radiohead e também do Zaba. Queixam-se que as empresas tecnológicas continuam a usar obras sem consentimento para treinar os modelos de IA, sendo que, por exemplo, no mês passado, na Califórnia, algumas estrelas de Hollywood apoiaram mesmo um projeto de lei sobre segurança na inteligência artificial. Não correu bem, foi vetado pelo governador da Califórnia, mas a pressão continua. Ora, há quem diga que a inteligência artificial vai ajudar também no crescimento econômico. Tudo bem, mas a questão é: quanto?

Sim, quanto?

É isso, Raquel, to the point. Ora, se calhar já temos agora uma resposta, Raquel. 9,5.

9,5 o quê?

9,5%, Raquel. É quanto se prevê que o Produto Interno Bruto global aumente até 2030. Os dados são de um estudo da altindex.com e explicam que é um aumento de cinco vezes até ao início da próxima década. Só o segmento da inteligência artificial deve passar os 180.000 milhões de dólares só este ano. A América do Norte é a região que vai contribuir mais para este crescimento do PIB, com a Ásia a aparecer logo atrás. Portanto, temos de começar a correr, Europa. Temos de correr. Agora, isto de fazermos perguntas ao ChatGPT sobre coisas curiosas é muito giro, mas quando é que a IA vai começar a fazer coisas úteis, como, por exemplo, fazer por nós os trabalhos chatos?

Estás a chamar-me inútil, André?

Não, de todo, Raquel. Mal de mim. Até porque a resposta a esta pergunta já chegou, que é agora. A IA vai começar a fazer trabalhos chatos por nós agora. Isto porque o equivalente ao ChatGPT da empresa Anthropic, que se chama Claude, já começou a fazer coisas como preencher formulários, mexer no nosso rato do computador e até escrever por nós no teclado.

E isso já está pronto?

Ainda não, Raquel, mas está a caminho. Por enquanto, diz a Anthropic que é uma versão experimental, mas a verdade é que já funciona. Por exemplo, numa demonstração feita aos jornais Financial Times e Wired, o Claude conseguiu planear e criar um compromisso no calendário e melhor, conseguiu criar um site. É um pequeno passo para as máquinas, mas um passo de gigante para o ócio. Por fim, chegou a hora, e é uma hora que muitos temiam. A inteligência artificial chegou aos robôs. A Toyota e a empresa Boston Dynamics, que é uma produtora investigadora em robótica, uniram-se para criar o primeiro robô alimentado por inteligência artificial. É um humanóide chamado Atlas, já existia antes, e ficou conhecido pelos vídeos em que mostrava movimentos que são tão parecidos com movimentos humanos. Ele salta, ele dança, ele já consegue transportar objetos, para além da força notável que já demonstrou. Agora, vai aliar isto a uma maior inteligência. Será que foi aberta a porta a uma nova era de robôs? Podemos esperar que o C-3PO ou o Robocop entrem nas nossas casas daqui a uns tempos? Rezemos para que o João Rocha e Mello saiba a resposta, porque vamos falar com ele já a seguir.

Fala quem sabe.

Todas as semanas tiramos todas as dúvidas com o nosso especialista em inteligência artificial, o João Rocha e Mello. É um humano de carne e osso, prometo que não é um robô. João, bem-vindo, como é que tu estás?

Olá, André, tudo bem?

Tudo bem. Esta semana, João, vamos falar aqui de um tema que ainda não abordamos, que é a robótica. Foi anunciado esta semana o início da integração da inteligência artificial nos robôs da Boston Dynamics. E olha, João, vamos já aqui atalhar caminho. Em primeiro lugar, até porque é uma dúvida que eu vejo muitas vezes replicada em comentários, até já amigos me perguntaram. Estes vídeos dos testes dos robôs da Boston Dynamics, isto é tudo real, não é? É que os movimentos são tão naturais. Parece assim uma coisa de filme, não é? Uma coisa feita em CGI.

É verdade, é impressionante, não é? Mas, André, vamos ser positivos. Reais são, ok?

Claro.

Eu já te explico o que é que pode acontecer para não serem reais. Mas, na realidade, o que acontece, e a dúvida faz sentido, é: eles são demos.

Ok.

Ou seja, isto não deixa de ser um bocadinho como fazer um filme. Se calhar tentaram três vezes, se calhar tentaram 30 vezes, não é? E acabaram por escolher o melhor vídeo.

Claro.

É como fazeres uma demonstração de uma aplicação ou de um software, não é?

Certo.

Tu vais carregar nos botões que tens a certeza que correm bem e funcionam. Se a seguir soltasse o robô na rua e se corria tudo bem, provavelmente falharia algumas coisas, não é? O que nunca sabemos é o nível de. Será que filmaram 50 vezes e pegaram no melhor ou se foram só duas ou três e aquilo correu bem?

Pois, sim.

Imagina, não obstante, claro que na história Há situações em que a coisa não era real. Não sei se te lembras aqui há uns tempos de ouvirmos as lojas da Amazon que afinal não usavam inteligência artificial e usavam produtos atrás.

Sim, lembro-me dessa notícia. Exatamente.

Isso acontece, mas no geral, sim, são demonstrações, mas são vídeos reais.

E de que forma é que agora a inteligência artificial pode revolucionar estes robôs, que de certa forma já são revolucionários? O que é que a IA lhes vai permitir fazer a partir de agora? Ver, ouvir? O que é que muda aqui?

Sim, é muito nessa perspectiva da própria inteligência. Ou seja, nós nas últimas décadas, já temos tido grandes avanços com a parte mecânica dos robôs. O caso, pelo menos, que eu acho mais impressionante, são aqueles robôs de cirurgia.

Sim.

Em que o médico pode estar a 5 mil quilómetros a operar.

Exato.

Portanto, a parte mecânica já existia. Agora, de facto, o que está a acontecer, que é surpreendente, é a integração de toda a parte de inteligência. Começamos pelo processamento em si, portanto, entender pedidos e responder a esses pedidos, como o ChatGPT faz.

Claro.

Mas isto são empresas que estão a levar este caso a outro nível e a integrar tecnologias sobre tecnologias. Tu falas aqui tantas vezes no "Máquinas", na Raquel, que é uma speech to text. Isto também está integrado nestes robôs. Ou seja, é como se fosses ligar as várias peças do puzzle e conseguires ouvir uma voz, passar para texto, passar por um ChatGPT que pensa, juntamente com as imagens. A seguir a esse pensamento, sai então uma ação, uma ordem, que pode ser, por exemplo, voltar a transformar em voz e responder à pergunta.

Incrível.

Mas basicamente é isso, conseguimos integrar todas essas peças dentro de um único robô.

E muitas vezes falamos aqui também da rapidez que a inteligência artificial tem para aprender, rapidez de aprendizagem. A inteligência artificial pode fazer com que estes robôs também aprendam mais depressa, por exemplo, os movimentos, quando vemos ali os robôs da Boston Dynamics a abrir uma porta, a saltar para cima de uma caixa. A IA também pode ajudar a que aprendam mais rapidamente estes movimentos?

Pode, e já ajuda.

Claro.

Há várias maneiras. Não é só com IA e único relacionamento com IA e uma única maneira de fazer as coisas. Há várias técnicas, dou-te aqui dois exemplos. Por exemplo, muitos destes robôs aprendem pelo chamado reforço positivo.

Como os animais, às vezes, não é?

Exatamente. Parecido. E é, vão fazendo até estar certo.

Ok.

Portanto, vão ganhando prêmios, digamos, até estar certo e têm o objetivo de ganhar esses prêmios.

Aqui o prêmio não é um biscoito, não é?

Não é um biscoito. No caso disto, não é um biscoito, é apenas uma resposta a dizer: "Fizeste certo".

Exato.

E para os robôs já ficam suficientemente contentes.

Certo.

Outras maneiras de fazer. Pode ser, por exemplo, a imitação. Os próprios robôs podem ver simulações e demonstrações de humanos e tentar imitar os movimentos. Há uma maneira como a IA ajuda lá por trás, que eu acho que acaba por ser das mais importantes e que se calhar, quem não está envolvido na indústria não tem noção, que é nos próprios testes e na geração de dados sintéticos. Ou seja, uma coisa muito importante nestas novas indústrias é que nós, de facto, não temos muitos dados de como é que o robô se comportaria na rua.

Certo.

Que situações é que lhe podem acontecer. E aí, sim, a inteligência artificial acaba por ajudar muito para garantir que estudamos todas as hipóteses, vamos dizer assim. Acaba por ajudar muito.

Olha, João, isto surge aqui também umas semanas depois do Elon Musk ter apresentado também os seus robôs, que deram aqui também polémica, porque entretanto, naquele grande evento em que eles apareciam a falar, até a servir bebidas, acabou, passados uns dias, acabou por haver ali uma questão se eles não estavam a ser telecomandados à distância. Mas a questão é, tivemos nessa semana essa apresentação, novos robôs da Tesla. Tivemos agora também esta integração da Boston Dynamics com a inteligência artificial, ou seja, tudo a andar à volta da temática da robótica. Podemos entrar aqui numa nova era em que a robótica começa a ser também tendência na inteligência artificial?

Eu acho que sim, claramente. A única coisa que discordo, André, isto é opinião minha, mas que é dos próprios humanoides.

Certo.

Ou seja, se nós pensarmos bem, um humanoide é uma coisa pouco prática. Ou seja, a natureza, a tecnologia já nos mostrou que a melhor forma de nos deslocarmos não é com duas pernas.

Certo.

A melhor forma de pegarmos numa coisa e pôr noutro andar não é com dois braços. Ou seja, o ser humano, embora fruto de uma evolução incrível, não é uma evolução muito eficiente. Os humanoides vêm aqui um bocadinho introduzir como que a robótica a adaptar-se ao nosso mundo.

Certo.

Mas eu não tenho uma visão assim tão óbvia que a robótica vai entrar pelos humanoides adentro. Acho mais que vai entrar, como o Elon Musk também deves ter visto, os táxis e os autocarros autónomos.

Sim.

Ou seja, cada robô, digamos assim, depois vai estar fisicamente e inteligentemente adaptado à sua função.

Claro.

Eu tenho um pouco esta visão.

Olha, mas aqui deixaste-me um bocadinho desmotivado, porque é uma pergunta para jackpot que eu tenho para ti. Estamos mais perto de concretizar aqui este meu sonho de ter um C-3PO da Guerra das Estrelas antes de morrer, ou isto vai ser ainda complicado, ou daqui a uns anos já podemos ter, se calhar, aqui um humanoide a servir-nos em casa?

Bem-visto. Olha, André, então por causa dessa tua pergunta mudei um pouquinho a minha opinião.

Cuidado com as respostas.

Se calhar, essa ainda pode ser a razão para isto acontecer, é a excentricidade.

Pois.

Ou seja, da mesma maneira que um humanoide não é prático, um Ferrari também não é prático. Mas a verdade é que as pessoas querem ter um Ferrari.

Claro.

Se calhar, olha, ainda vai ser isso que te vai permitir ter o teu robô, é o facto de as pessoas quererem mostrar que têm um robô.

Agora vai depender é de uma coisa, vai depender do preço, que não me parece também, se houver, não me parece que seja nada barato, mas pronto, vamos esperar para ver. João, obrigado por ter estado conosco mais uma semana. Para a semana estamos de volta para mais um tema que nos vai explicar, como sempre, ao detalhe sobre inteligência artificial. Até para a semana. E agora, obviamente, vamos jogar ao real ou artificial.

Real ou artificial

Recebeu uma visita do Liam Neeson ou um telefonema? Pois, então é porque não votou. Eu avisei. Eu tentei zelar pela sua integridade física. Agora não me responsabilizo. Isto por quê? Porque tivemos duas vozes do ator Liam Neeson no último episódio e ele não é propriamente conhecido por fazer filmes sobre gatinhos. Já sabe as regras: uma das vozes era real, a outra era gerada por inteligência artificial. Vamos voltar a ouvi-las e já vamos à solução. Esta era a primeira voz de Liam Neeson.

"Then out from the grave with a curl and a twist came a whimpering, whining, spectral mist. It was a little ghost dog with a faint little bark and a jack-o'-lantern nose that glowed in the dark. It was Jack's dog, Zero, the best friend he had. But Jack hardly noticed, which made Zero sad."

E esta era a segunda.

Seven minutes past midnight, which was late for a school night, late for a Sunday, certainly. He'd told no one about the nightmare. Not his mom, obviously, but no one else either. Not his dad in their fortnightly or so phone call. Definitely not his grandma.

Duas vozes de Liam Neeson. Qual será a verdadeira? Vamos à nossa sondagem no Spotify, que ficou muito desequilibrada e diz-nos o seguinte: 63% acha que a voz real é a segunda, ou seja, só 38% acha que a voz real era a primeira. Foi muito desequilibrado, mas vamos lá. A voz humana de Liam Neeson era, tambores, a segunda. Muito bem, mais uma vitória para os nossos ouvintes. Muitos parabéns. Estamos a dar a volta, estamos já em vantagem, mas esta aqui, temos de admitir, era um bocadinho mais fácil, não era? Eu admito. Nem sempre a IA consegue ser brilhante e nem sempre consegue ser perfeita. Esta era um bocadinho mais fácil, mas vamos aumentar aqui já o grau de dificuldade, porque, meus caros, esta semana temos o rei, a lenda, Michael Jackson. É verdade, o rei da pop tem de ser reconhecível. E esta, portanto, não podemos mesmo perder. Vai ouvir duas versões ao vivo da música "Earth Song", interpretada por Michael Jackson. Já sabe, só uma é que é real, a outra é gerada por inteligência artificial. Vamos a isso. É um grande som, portanto toca aí a levantar o volume. Aí vai a primeira versão, real ou artificial? E esta é a segunda versão. Que grande som. Agora tem de votar, já sabe. Temos a sondagem aberta no Spotify, só tem de escolher aquela que acha que é a versão humana de "Earth Song", de Michael Jackson. Até lá, enquanto pensa, temos tempo para conhecer a sugestão da inteligência artificial desta semana. Venha daí.

Máquina da Semana.

Para esta semana trago-lhe algo que pode não ser particularmente útil, e que não é, de todo, mas que é muito giro para quem gosta de cinema. Todos nós temos aquele filme que conhecemos de trás para a frente. Sabemos as falas todas, a entoação, tudo. Há um site que lhe permite encontrar qualquer cena de qualquer filme só com as falas e com a ajuda da inteligência artificial. Chama-se Play.phase.me e serve basicamente para isto. Escreve a citação de um filme e aparece a cena de imediato. Eu até vou fazer aqui um teste em direto e vou aqui pegar numa das falas de um dos meus filmes favoritos, "Star Wars". Vai ser, neste caso, "O Regresso de Jedi". E vou escrever aqui: "You don't know the power of the..." Olha, aí está.

You don't know the power of the Dark Side.

Isto não é uma falha, isto não foi editado, é mesmo assim, é tão rápido quanto isto. Escreve a frase, às vezes nem acabou de escrever a frase e já lhe aparece a cena. E neste caso, há falas que estão em comum em várias cenas de vários filmes, aparece um contador. Neste caso, esta frase só foi dita uma vez na história do cinema, mas se escrever uma coisa mais banal, vai lhe aparecer centenas de hipóteses. Só tem de ouvi-las até encontrar a cena do filme que quer. Chama-se Play.phase.me. Aqui o me é M-E, como se fosse "me", eu em inglês, e relembra as suas cenas favoritas dos filmes. Lá está, utilidade, pouca, diversão, alguma. Dá para brincar um bocadinho. Agora vamos brincar também com a Raquel. Vamos ver se ela também está aqui a par dos clássicos do cinema. Vamos falar com ela.

Consultório Humano.

Antes de acabar mais um episódio do Máquinas que Pensam, já sabe, falamos sempre com a Raquel, a nossa assistente digital baseada nas respostas do ChatGPT e lidas por uma text-to-speech portuguesa. Raquel, já que estávamos aqui a falar de clássicos do cinema, vamos lá testar-te. De que filme é que é a frase: "Life is like a box of chocolate"? Ou seja, a vida é como uma caixa de chocolates.

Essa frase é do filme "Forrest Gump", de 1994. É uma das citações mais icônicas do cinema.

Está certo. Sim, senhor. Quero sair uma mais difícil. Isso pareceu-me muito um desafio. Então olha, de que filme é que é a frase: "You are a toy"?

Essa frase é do filme "Toy Story", de 1995, dita pelo Woody quando está a tentar convencer o Buzz Lightyear de que ele é apenas um brinquedo.

Ok, tu és boa neste jogo, estou a ver. Está certo. Então olha, agora uma coisa mais fora. Quantas vezes é que é dita a palavra "run", ou seja, corre, no filme de que falávamos há pouco, o "Forrest Gump"? Vamos ver se te safas aqui.

Embora não haja um número oficial exato documentado, estima-se que seja dita cerca de 10 a 15 vezes ao longo do filme.

Pois, mas eu queria um número certo, Raquel. Assim não conta. Perdeste. Para ti, qual é o melhor filme da história, Raquel?

Como não tenho gostos pessoais, não posso escolher o melhor filme da história. Mas, com base em opiniões gerais e críticas, "O Padrinho" é frequentemente considerado o melhor de sempre. Já viste?

Já vi, sim, claro. É realmente incrível. Eu não sei se é o melhor, lá está. É difícil dizer o melhor, mas é realmente fantástico. Grande filme.

Então, para ti, qual é o melhor filme da história?

Pois é, é complicado. Eu acho que fico ali entre "O Império Contra-Ataca", "A Vida é Bela" ou "Carros 3".

"Carros 3"?

Estou a brincar, Raquel. Mas sim, é um dos dois primeiros. São dois dos meus filmes favoritos, mas teria mais. Gosto muito dos filmes do Fincher, por exemplo, do Nolan. Mas é por aí. Raquel, antes de ficarmos aqui com os filmes, mais logo fazemos aqui uma sessão de cinema. Antes disso, temos de nos despedir e vamos lá saber qual é o facto completamente inútil, mas muito engraçado desta semana.

Um crocodilo não consegue pôr a língua para fora.

Coitados, é por isso que não comem gelados, não é? Quase de certeza. Raquel, obrigado, um beijinho e até para a semana.

Até para a semana, André.

O "Máquinas que Pensam" regressa no próximo sábado, às 10:10 da manhã, já sabe, na Rádio Observador, e quando quiser, em podcast. Não se esqueça de seguir o programa, de dar cinco estrelas também na plataforma onde estiver a ouvir e principalmente toca a votar. Vote na nossa sondagem no Spotify. Qual acha que é a versão verdadeira, real, da "Earth Song" do Michael Jackson que ouvimos hoje? Até lá, tenha uma boa semana e é como dizia aquela máquina: "I'll be back."