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Estava prestes a começar e a gritar: "Ai, mãe!"

Não estava a contar que fosse agora. Não sei. Acordei hoje.

É a primeira vez que isto vem às oit-

É a primeira vez.

É a primeira vez que ela faz rádio.

Fim de semana foi bom?

Foi.

Foi ótimo.

Foi ótimo.

Passou.

Já acabou? Não é verdade. E começa mais uma semana. E desta vez vamos a Oliveira do Hospital. Este foi sugerido por um ouvinte e podem fazê-lo sempre através do ouvinte@observador.pt, mas também podem enviar para o meu e-mail ou Instagram, não me importa.

@rcamarnere.

Está a contar tudo. rcarnerne@observador.pt. Bom, vamos conhecer o movimento Oliveira um Motivo, uma coligação formada pelo CDS-PP e pelo partido Nós Cidadãos, e começamos com um dos autarcas mais novos do país, Rafael Dias, que é presidente da Junta de São Gião e volta a candidatar-se. Ele fala em algumas propostas feitas neste último mandato.

Mas foi também com isso, com esta honestidade e com esta proximidade, que colocámos a Junta de Freguesia de São Gião ao serviço do povo. Adicionámos novos serviços à nossa freguesia, como é o caso da nossa cabeleireira.

Finalmente.

Antes de mais, é a melhor banda sonora.

Não, mas do CDS-PP, não estavas à espera.

De Zé Carlos Afonso, nunca, de facto. Muito bom.

Sim, é verdade. Finalmente, os gadulhos dos habitantes de São Gião têm quem lhes trate do cabelo. Boa iniciativa. Podia seguir em frente com a lista de feitos da junta, mas resolve pormenorizar a contratação.

Instruímos a nossa funcionária a visitar as terras mais remotas da nossa freguesia para garantir essa proximidade e colocámos a carrinha da junta ao serviço das coletividades e de toda a população.

Tivemos de mostrar a freguesia, que ela, coitada, nem sabia ver no GPS, pegar na carrinha nem se fala. Mas achei graça. Estou a exagerar, eu sei. Se calhar vamos olhar para o futuro e conhecer uma proposta forte para o próximo mandato.

O que proponho é construir os sanitários públicos no recinto da Nossa Senhora das Febres, por dois motivos. Primeiro, para dar dignidade a quem visita esta rosa festividade. Segundo, porque ainda hoje é a única aldeia da nossa freguesia que não tem esta infraestrutura pública.

Ó diabo.

Eu acho que ele não precisava de explicar por que é necessário ter uma casa de banho nas festas da Nossa Senhora das Febres.

Das Febres?

Das Febres. Mas ainda assim, das Febres Altas. Ainda assim, disse para dar dignidade, claro está, porque nos últimos anos até já lhes chamavam a festa da Nossa Senhora das Febres.

Rita, já percebemos. Vamos tentar manter aqui o ambiente arejado. São oito e pouca também. É verdade.

Vamos, sim. E vamos pregar para outra freguesia. Vamos até Bobadela, também em Oliveira do Hospital, conhecer o Fábio Silva, que fala como se estivesse a contar a história do Winnie-the-Pooh.

O meu nome é Fábio Silva, tenho 39 anos, tenho três filhas e sou residente e natural de Bobadela. Sou um jovem da Terra e sempre me dediquei ao associativismo. Fui presidente do grupo desportivo e ainda hoje faço parte dos órgãos diretivos.

Ainda bem que ele diz que é jovem porque não parecia pela voz. E agora um aparte, no vídeo vemos Fábio Silva a olhar para o lado e eu nos primeiros segundos pensei: "É em visual". Mas não, está só mesmo a olhar para o teléponto que está ao lado no computador, eventualmente. Mas nada disto interessa. Vamos antes ouvir as propostas para Bobadela.

Pretendemos criar uma feira romana, voltar a organizar o desfile de moda no anfiteatro, apoiar as instituições locais nos seus objetivos para conseguirmos devolver a vida à Bobadela.

Continuo a adorar, venham mais cinco segundos de Zé Carlos Afonso.

Dura, não é?

Dura e dura como as feiras medievais, que duram até hoje.

Esta é romana.

É romana. Pois, têm razão.

Mas não falha o desfile de moda na Bobadela.

Eu sugeria até juntarem os dois, fazerem um desfile de moda romano. Podia ser que voltassem as capas, mas agora não faz sentido, porque não havia capas na Roma antiga.

Tu não havia? Túnicas.

Pois havia! Havia o César e o Zé usavam. Eu adoro capas, adoro mesmo, e usava-se muito antes. E depois foi só capuchinho vermelho, super-heróis e garotos depois da piscina. E eu gostava muito que voltasse.

Garotos depois da piscina.

Sim, porque não se vê e é pena. Como é que se perdeu?

É verdade.

Desculpem.

Estão a matar as nossas tradições.

Que horror! Seguimos em frente e se calhar, já agora, vamos conhecer o candidato à Câmara de Oliveira do Hospital. Chama-se Ricardo Nogueira, tem 47 anos e teve uma vida muito ligada ao desporto, nomeadamente ao hóquei em patins, e é hoje treinador.

Entretanto, treinador desde sub-7 até aos seniores. Treinei muitos jovens que hoje também são pais e chefes de família.

Muitos anos a treinar jovens para hoje serem grandes atletas. Não, para serem pais e chefes de família. Pergunto-me o que é que andavam a fazer nas aulas. Mas agora gostava de fazer um jogo. Quem acertar ganha um prémio e pode ir desde um carro a uma vela de cheirinho, eu é que escolho. Que modalidade Ricardo Nogueira treina agora? Eu dou pistas. Não é hóquei em patins. Ele é um homem de 47 anos que parece quase triste de tão sereno que é. Qual é a modalidade?

Ou golfe ou paddle.

Ioga. Pilatos.

Talvez se alguém acertar, Paulo?

Dominó.

Ok, vamos ouvir.

Atualmente sou treinador de patinagem artística. Tenho 50 atletas por minha conta e esta também é a forma de dar o meu contributo.

E ficou com gripe de repente.

50 atletas por minha conta de patinagem artística.

Por minha conta, parece uma ganadaria.

Sim, também. E agora vamos terminar. Vamos ao desaguisado da semana entre Isaltino Morais e André Ventura, que já tem sido muito comentado. Não sei se querem fazer resumo do que se passou.

Foi tão bonito.

Foi bonito.

Andrezito!

Exatamente. Isaltino parecia o Paulo Núncio na garraiada, só que neste último caso, o bezerro acertou no Paulo Núncio e ele resumiu o acontecimento como: "Foi uma tarde bem passada." Nada como levar uma cornada num domingo à tarde de setembro. Mas o que ele queria mesmo dizer era: "Foi uma tarde bem passada." E a seguir vomitou o ensopado em guias do almoço. Vamos então voltar ao desaguisado. Já não há muito mais que se possa dizer em relação ao que se passou entre Isaltino e André Ventura. Só me resta acrescentar aquilo que faltou, que foi uma música de trap com Isaltino Morais. E fui eu que fiz, espero que gostem.

André Tutti Frutti. Antes de me espezinhar toda a gente, tens de bater de frente com tudo o que tem coragem de te dizer o que és. És um mentiroso cobarde, que enfrenta o povo rodeado de seguranças, que se faz forte com os imigrantes quando a polícia te protege. Achas que tiveres medo? Mentiroso e cobarde, André. O populismo vai ter de enfrentar os democratas com coragem para te combater. Achas que tiveres medo? Não passarás, Andrezito. Não passarás.

Este final está a abusar.

Não passarás, André.

Agora queremos a resposta, se não é contrário.

Exato.

Amanhã há mais. Com a Rita Camarneiro.