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O Bruno está a fazer flexões.
Estou a fazer flexões. Já me espreguicei.
Já nos espreguiçamos.
Bom.
O indicativo é diferente todos os dias.
Claro, para ser mais animado.
Muito bem, vamos lá.
Bora! Força, Paulo.
Vamos lá. Nós sabemos que a política não é uma ciência exata, não é?
Então não é?
Achas que é uma ciência exata? Então já vais ter aqui uma contraprova. E permite, por isso, uma grande amplitude de interpretações e conclusões. Repare-se agora como duas cabeças diferentes pensam coisas diferentes. O primeiro é Mário Amorim Lopes, deputado da Iniciativa Liberal.
Há dois anos, o Partido Social-Democrata propôs Maria João Vaz Tomé, que era alguém que manifestamente não reunia as condições para ser juíza do Tribunal Constitucional, tanto que foi a audições na Assembleia da República e foi chumbada, e bem. Ou seja, não interessa se vem do Partido Social-Democrata. Se for alguém que não reúne as condições de competência e de honradade, não deve ir para o Tribunal Constitucional. Portanto, é isso que está aqui em causa.
Esta é uma opinião.
É uma opinião. Quase à mesma hora, no canal ao lado, Miguel Morgado, PSD, lia o mesmo facto desta forma.
Começando pela juíza proposta pelo PSD, Maria João Vaz Tomé. Foi ao Parlamento, foi a audições, e o PS até tinha dado um acordo inicial. Depois, quando a ala esquerdista radical do PS, com o Livre e com o Bloco de Esquerda, interrogaram a senhora sobre as suas opiniões relativamente ao aborto e à eutanásia, parece-me. E ela respondeu isto: ela respondeu com a jurisprudência do Tribunal Constitucional. Ela respondeu com a jurisprudência do Tribunal Constitucional firmada em 2010. Eles: "Isto não é uma pessoa que está a favor do aborto a toda a hora e a toda a maneira. Isto é uma mulher de direita, conservadora, não cabe no Tribunal Constitucional." Voltaram atrás com o acordo, ela não foi eleita. E alguém pôs em causa os quesitos técnicos dela? Zero, era a ideologia.
Pois, cá está.
Sim, exatamente. Não. Menos com mais dá menos. Não foi eleita.
Isso depende das operações, mas não vamos aprofundar. Bom, em causa está aqui, sabemos, o impasse na nomeação de pessoas para vários cargos em várias instituições externas ao Parlamento. O Chega também quer, obviamente, nomear os seus e Rui Tavares, do Livre, tem uma enorme expectativa sobre os nomes que podem vir com essas nomeações.
Este debate começou com o deputado André Ventura querendo colocar representantes do seu partido nos órgãos externos, em particular no Tribunal Constitucional. E de facto, o historial do Chega, quando se trata de finalmente fazer as suas nomeações para os seus tachos, seja ao nível local ou nacional, como o próprio Chega chama, é um historial brilhante. Nós estamos todos à espera de ver qual é o Miguel Arruda que vai ser nomeado para o Tribunal Constitucional, qual é a Mafalda de Livermore que vai ser nomeada para o Tribunal Constitucional. Sim, Livermore, porque aquilo que o Chega quer é sempre more, more.
Bom, mas mais more, menos more.
O mores. O tempora, o mores.
O Chega tem uma abordagem muito própria sobre essa corrente política a que chama tachismo, já o tachismo. E aparece aqui muito bem exposta pelo deputado do Chega, Bruno Nunes.
Desculpe, Paulo. Não é taxismo, não.
Não, é com C.
É o taxismo e o tachismo.
Não é com X, é com C. O deputado Bruno Nunes do Chega explica aqui muito bem.
Mas por que o Chega não há de estar no Tribunal Constitucional? Porque afinal a democracia para eles funciona enquanto for para arrumarem a malta do partido, os boys e as girls que andam a orbitar à volta do partido, e quando aparece alguém para cortar com o sistema, ai, ai, ai que eles não podem ir. Mas depois ainda vejo alguns comentários nas notícias que foram propagadas acerca desta matéria, ainda aparece alguma malta a dizer: "Mas se o Chega não quer tachos, por que vai nomear malta para as instituições?" Porque o Chega tem direito a nomear as pessoas para as instituições e, portanto, nós queremos estar presentes nos lugares que temos direito a ocupar, não por uma questão de tachismo, mas sim, e precisamente, porque as instituições precisam do Chega para que possam ser fiscalizadas e para que o Chega possa entender aquilo que de fato se passa dentro deste povo e desta lógica das instituições.
Portanto, introdução à teoria do tachismo. Esta foi a lição número um. Já percebemos que o Chega só quer perceber o que se passa naquelas instituições.
Como é que funciona o tachismo?
É uma espécie de uma visita de estudos só. Não há tachismo nem tachos.
O nosso enviado especial ao Tribunal Constitucional.
Só querem ver.
Claro, isto está quase próximo de uma função social. Bom, mas um dos temas destes dias é claramente o preço dos combustíveis. O humorista Miguel Queirós está numa bomba de gasolina como quem está a ver as montras.
Boa noite, é para abastecer?
Não, estou só a ver. Por acaso não tem nada mais barato? Isto está a €20 o litro, é o preço?
Não, o preço que temos é €20 por litro.
Mas desculpa, isto são bombas da Louis Vuitton, é Hermès, é o quê?
Não, isto agora são os preços que nós temos, é assim.
São os preços? Está bem. Então olhe, se calhar pode ficar aqui com o carro que eu vou a pé pra casa, está bem? Eu vivo ali no Montijo. Também de Alverca ao Montijo é o saltinho, sempre ouvi dizer que isto andar a pé faz bem, até às artroses e tudo mais. Está bem, eu se calhar vou andando. Mas espere, só uma questão. Por exemplo, eu costumo meter sempre €20. Se eu meter €20 agora está mais caro?
Não, então €20 continua a ser €20.
É €20 na mesma. Então não aumentou nada, amigo. Então olhe, é para testar com gasóleo, se faz favor. Realmente não aumentou, o pessoal é que cai nas fake news. As televisões hoje em dia é uma vergonha. Então mete também 20 eurinhos, se faz favor.
Ora, eu acho que esta é a solução.
Meter sempre a mesma quantia?
Sim.
Pôr sempre €20.
Assim não faz mossa.
Já tínhamos ouvido aqui uma parte.
Não tínhamos ouvido esta.
Esta teoria do €20 é muito importante.
É a sugestão, €20. Se for 30 já não dá.