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Do Ricardo Lopes. Ricardo, boa noite. Começamos com o Presidente da República, que esteve reunido com o secretário-geral das Nações Unidas. António José Seguro e António Guterres falaram sobre os diversos conflitos que marcam a atualidade internacional.

Abordaram a situação na Ucrânia e no Médio Oriente, nomeadamente em Gaza. É o que se pode ler numa nota enviada às redações pelo gabinete da Presidência. Em cima da mesa estiveram também temas como as alterações climáticas, a inteligência artificial e as desigualdades globais. O chefe de Estado e António Guterres analisaram ainda os desafios que o atual contexto político tem colocado ao direito internacional. Durante o encontro, António José Seguro quis também destacar o legado de Guterres à frente das Nações Unidas, desenvolvido num contexto particularmente adverso. No final da reunião, António Guterres agradeceu o convite e disse que, ao longo de perto de duas horas, falaram sobre quase tudo o que se passa no mundo.

Foi com enorme satisfação que aceitei o seu convite para vir aqui ao Palácio de Belém, e trocarmos algumas impressões sobre tudo o que se passa no mundo.

Podemos perguntar quais foram os temas que falaram?

Perdão?

Podemos perguntar quais foram os temas? Falaram de política internacional.

Falamos de tudo o que se passa no mundo.

As curtas declarações do secretário-geral das Nações Unidas, que esteve ao final desta tarde reunido com o Presidente da República. Sobre outro tema, no site da Presidência, António José Seguro publicou uma nota a confirmar que já se inteirou do estado de saúde da portuguesa ferida no ataque em Cracóvia e enviou uma mensagem de solidariedade ao povo polaco.

E Ricardo, a cidadã portuguesa ferida nesse ataque em Cracóvia já foi operada e não corre risco de vida. O embaixador português na Polónia viajou para a cidade para acompanhar de perto a situação.

A mulher tem 74 anos, foi baleada neste ataque. Estava na cidade polaca para visitar a neta, que está a fazer Erasmus. O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, confirma que a vítima continua hospitalizada, numa situação clínica particularmente grave, mas já sem risco de vida.

Desde o primeiro momento em que nos apercebemos da situação do tiroteio, desde as primeiras notícias, ficámos naturalmente muito preocupados, porque a probabilidade de existir algum português afetado era grande e, de facto, confirmaram-se as nossas piores previsões. Imediatamente enviámos para lá o nosso embaixador, que está cá em Cracóvia. E a informação é esta mesmo. Temos uma senhora que estava de visita, que foi ferida, que foi hospitalizada. Entretanto, obtivemos a informação também que já terá sido intervencionada, terá sido objeto de uma intervenção cirúrgica e que, embora em situação muito grave, já não terá risco de vida.

Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades, em declarações à RTP. O embaixador português foi enviado para Cracóvia para acompanhar a situação. O ataque aconteceu esta tarde na praça central da cidade. Um homem chegou de carro e começou a disparar indiscriminadamente sobre as pessoas. Pelo menos seis pessoas morreram, 15 ficaram feridas, 12 das quais estão em estado crítico. O suspeito, de nacionalidade polaca, foi detido depois de uma troca de tiros com a polícia, que deixou também três agentes feridos. O primeiro-ministro polaco deslocou-se também até Cracóvia e apelou que a tragédia não seja aproveitada para fins políticos.

Escutamos agora as palavras do presidente da Assembleia da República. José Pedro Aguiar-Branco defende que os parlamentos devem ser o local certo para encontrar consensos para os problemas da sociedade.

Ideia defendida na capital moçambicana, onde o presidente da Assembleia da República iniciou hoje uma visita oficial ao país, numa altura em que os consensos e acordos entre os partidos têm estado no centro do debate político. Aguiar-Branco defende que é nos parlamentos que devem ser encontradas soluções para os problemas dos países.

É nos parlamentos que se tomam as decisões. É nos parlamentos que se obtêm os consensos. É nos parlamentos que se aprovam as leis que depois impactam na vida das pessoas, dos cidadãos. E os parlamentos devem ser precisamente esse espaço de respeito, de prestígio, de credibilidade, em que a sociedade olha para o Parlamento como o local certo para se encontrarem as soluções para os seus problemas.

José Pedro Aguiar-Branco sublinha que os parlamentos devem ser espaços de respeito e credibilidade. O presidente da Assembleia da República iniciou hoje uma visita oficial a Moçambique.

E sobre a acampada em Lisboa, Ricardo, um grupo de seis personalidades da sociedade civil apela à realização de um encontro entre a Câmara Municipal de Lisboa, os manifestantes pelo direito à habitação e ainda os comerciantes do Rossio.

Carta essa que é assinada por três violantes: Susana Peralta, Luísa Aguiar-Conraria, Ana Martins Gomes, João Paulo Batalha e Ricardo Sá Fernandes. São estas as seis personalidades que defendem que seja respeitada a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que permite a continuidade do protesto no Rossio, mas exige ao mesmo tempo que seja encontrada uma solução para a coexistência com o mercado natal. Pedem, por isso, que não seja feita, entretanto, qualquer remoção, sem que antes haja soluções de conciliação. Caso não seja possível manter o processo no Rossio, defendem que seja disponibilizado um local alternativo nas proximidades, tal como prevê a decisão judicial. À Rádio Observador, a economista Susana Peralta, uma das subscritoras desta carta, apela à capacidade de negociação de todas as partes envolvidas.

Não é por mudar do Rossio para outra praça que tenha a mesma centralidade e o mesmo simbolismo, que as manifestações perdem o seu simbolismo e a sua força política, e que, de resto, o mercado natal também não é eterno. Portanto, é aqui um bocadinho apelar à capacidade negocial de ambas as partes para se sentarem. Aliás, das três partes, também da Associação de Comerciantes de Lisboa, para se sentarem e encontrarem uma solução que proteja os direitos de toda a gente, para permitir o mercado natal. E realmente, o país não vai fechar depois do Natal, portanto cá estaremos para o ano a seguir.

Explicações da economista Susana Prado em declarações à Rádio Observador. Já quanto ao Porto, os subscritores consideram que há margem para encontrar também uma localização para a pista de gelo prevista para a Praça Dom João I, de modo a não interferir com o protesto. Apelam ainda que os manifestantes aceitem o convite da Câmara do Porto para uma reunião.

E apesar destes apelos, Carlos Moedas insiste na instalação do mercado natal na Praça do Rossio. O autarca dá, por isso, três alternativas à acampada.

Largo de São Domingos, a Praça do Martim Moniz ou os Restauradores. São estas as três alternativas para a continuação dos protestos. Esta decisão baseia-se num parecer do Comando Metropolitano de Lisboa, da PSP, que não vê forma, Vicente, de conciliar o mercado natal e os protestos pela habitação no Rossio. As autoridades indicam que o mercado tem preponderância face à manifestação. Entretanto, a defesa da ativista Renata Cambra avançou com uma providência cautelar para suspender esta decisão de Carlos Moedas.

Tempo ainda nesta edição das nove de ouvir o secretário-geral do Partido Socialista, que quer, Ricardo, explicações do governo sobre as duas mortes no Algarve por alegada falta de assistência médica.

Diz estar preocupado com os relatos que chegam do Hospital de Portimão, onde o mês passado e também esta semana, duas pessoas morreram enquanto esperavam por assistência médica. O líder do PS já falou com o autarca de Portimão e quer agora ouvir explicações do primeiro-ministro.

Entendo que o primeiro-ministro tem o dever de explicar publicamente o que se passou para termos tido duas mortes por falta de assistência médica naquele hospital de Portimão. O senhor presidente da Câmara Municipal de Portimão, com quem já pude falar, pôde transmitir-me que as informações que tem são muito preocupantes, porque está a haver uma falta de médicos na urgência. As pessoas esperam horas e horas por assistência médica e temos a notícia de duas mortes para as quais é preciso uma explicação, que é devida às famílias.

Palavras de José Luís Carneiro, em Vila Nova de Gaia, que referiu-se a dois casos que aconteceram no Hospital de Portimão. Primeiro, um doente que terá estado cerca de 24 horas sem observação médica e acabou por morrer. Este caso junta-se à morte de outro homem de 87 anos, que esteve alegadamente 12 horas à espera de atendimento médico. Hoje, o presidente da Câmara de Portimão pediu que estas denúncias sejam levadas a sério.

Tempo ainda nesta edição para atualizar a informação de âmbito local que está a marcar este sábado, 7 de novembro, Ricardo Lopes.

E começamos na Azambuja, onde vai ser criado um passe mensal com o custo de 40 € para viajar de comboio até Lisboa. A medida entra em vigor a 1 de maio, pretende corrigir a situação dos residentes no Conselho que, apesar de pertencerem ao Distrito de Lisboa, não estavam abrangidos pelos descontos dos passes navegante. A Câmara Municipal anunciou também um desconto de 35% nos passes mensais dos transportes rodoviários da Lezíria do Tejo. Vamos até Sesimbra. A Câmara Municipal de Sesimbra abriu a época natalícia com concurso para revitalizar o comércio local. É uma aposta do município para dar destaque ao comércio tradicional e incentivar o consumo local durante a quadra festiva. O concurso divide-se em duas partes: a entrega de cupões por cada compra superior a 10 € nos estabelecimentos aderentes e uma competição que vai premiar a melhor decoração de montra. Os comerciantes podem participar gratuitamente e têm até 11 de novembro para se inscrever. O município de Odivelas celebra 28 anos no dia 19 de novembro. Para comemorar a data, a autarquia está a promover várias iniciativas, entre as quais a corrida Dondinis, já a tradicional corrida, e um concerto de Diogo Piçarra. O aniversário do município prolonga-se por três dias de muita festa. A programação está disponível no site da autarquia de Odivelas. Falamos também de um livro que eterniza 135 anos de história de Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis. A obra, da autoria de Mário Silva e António Rebelo da Costa, é um testemunho do caminho percorrido pela instituição, desde a fundação até aos dias de hoje. A apresentação do livro foi um dos momentos das comemorações dos 135 anos. Vila Nova de Famalicão realiza amanhã a 11ª Gala do Desporto no Pavilhão Municipal. A iniciativa vai distinguir cerca de 245 figuras do desporto, entre os quais 225 atletas, 10 treinadores e 10 equipas em 35 modalidades distintas. Ao longo da gala, vão ser entregues oito prémios, que distinguem os resultados alcançados na época 25/26. Vamos terminar em Leiria. A Festa das Colheitas regressa já amanhã à Bajouca para celebrar os produtos e tradições da região. O evento reúne uma grande variedade de expositores. Um dos momentos altos da festa será o tradicional magusto gratuito para todos os participantes, marcado para às 15h30, em homenagem a São Martinho. Não sei o que é que fazes amanhã, Vicente, mas talvez possas passar aqui em Leiria.

É, olha, porque estas coisas contem comigo. Eu gosto muito da expressão "quentes e boas". Ponto final desta edição das nove, um pouco atrasada porque estivemos a acompanhar a primeira parte do pra já Sporting 0, Moreirense também 0. Os segundos 45 minutos são para ouvir já a seguir com relato em direto do Manuel Costa São Carvalho. O Ricardo Lopes está de regresso no final do encontro com a informação desta noite de sábado atualizada. Um abraço, Ricardo. Até já.

Até já.