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"Momentos de Glória" com o Paulo Ferreira. Pareceu o quê?
Ora bem.
Falta-te cantar.
Não, parece que hoje é segunda-feira.
É segunda e a semana é mais curta.
É mais curta.
Então.
Mas afinal, o que o 25 de Abril mudou na vossa vida? A pergunta é feita no desfile da Avenida da Liberdade, em Lisboa, pelas reportagens das televisões. Encontramos participantes com várias experiências.
Vou aqui falar com esta senhora. Lembra-se do dia 25 de Abril? Se calhar, não me ouviu.
Não. Eu trabalhava no Diário Popular. Trabalhámos 24 horas seguidas.
Quero perceber o que mudou para si enquanto mulher.
Não muito, porque aquilo que eu já fazia antes do 25 de Abril é aquilo que eu continuo a fazer agora.
Sempre fez, sempre teve liberdade, sempre foi uma mulher com liberdade.
Sempre tive muita liberdade.
Que ela fosse castrada na altura pelo Estado Novo.
Eu com 17 anos já vivia sozinha. Portanto, não fiz mais nada ou menos do que estou a fazer agora.
Muito bem!
Portanto, é-me indiferente.
Não mudou muito para esta senhora.
Nem dei por isso.
Claro, ela viveu antes e depois, não mudou muito. Por isso é melhor explicarmos muito bem o 25 de Abril e aqui nem se trata de explicar às criancinhas, mas pedir às criancinhas que o expliquem.
Boa tarde.
Olá, boa tarde.
Que idade é que tu tens?
Tenho 11 anos.
O que é isto do 25 de Abril? Vieste com a mãe?
Com a minha mãe.
Vocês estavam de mãos dadas. Para ti, o que é o 25 de Abril?
O 25 de Abril é os direitos do povo, é a liberdade. Portanto, isso resume-se tudo à Revolução dos Cravos, à revolução sem tiros, sem armas, só com os cravos na mão e com as armas. Portanto, isto é uma revolução sem armas. É a melhor revolução que já fizeram, com paz, com tudo, e só com a força do povo e com a comunicação do povo. Obrigado.
Tenho dito, adeus. Obrigado.
11 anos. Não precisou de viver o momento para perceber a sua importância. O que é certo é que 52 anos depois do 25 de Abril continuam a ocorrer atropelos aos direitos humanos mais básicos. Afonso Gonçalves, que é fundador e líder do grupo ultranacionalista branco Reconquista, é ultimamente uma dessas vítimas.
Revolut, Milenio, BPI, Novo Banco, todos estes bancos me baniram, encerraram e suspenderam as minhas contas e congelaram os meus fundos. Qual o motivo? Discurso de ódio. Não sou arguido em nenhum caso. Nunca cometi nenhum crime. Nunca fui condenado por nada. No entanto, estou a ser tratado como um bandido e um criminoso por ousar opor-me à substituição populacional do povo português em Portugal.
Cá está, uma pessoa diz duas coisas na praça pública e fica sem contas bancárias.
É, sem Revolut e sem contas.
As dele, não sabemos se é dele, se é do movimento, porque isto misturou-se tudo. Mas este vídeo de Afonso Gonçalves, publicado nas suas redes sociais, começa assim, parece de facto ser uma denúncia grave, mas vamos ver como é que evolui.
Nenhum partido me apoia. Sou livre e independente. É por isso que o único partido no qual eu confio e com o qual conto para lutar ao meu lado contra esta tirania e esta imposição da imigração à força, contra a vontade do nosso povo, és tu, o povo português. Eu só conto contigo nesta luta. E é por isso que para continuar com liberdade, independência e de forma apartidária, esta luta para acordar Portugal e os portugueses, eu conto com o teu apoio.
Ora bem, aqui já se pede apoio à população. Só o povo é que entende, de facto, estes movimentos ultranacionalistas e racistas. Mas vamos um pouquinho mais à frente, porque isto ainda evolui. Já está mesmo a pedir pronto.
Se queres que eu continue esta luta por ti, pelos teus filhos e netos e por este país que todos amamos, então apoia já a minha causa e a minha angariação de fundos. Os links estão na minha bio, tem recon.pt/donativos ou por MB Way 910 206 116. E apoias esta causa. Se queres dar um grande cartão vermelho a este sistema podre, corrupto e moribundo, que silencia quem se opõe à substituição do nosso povo, enquanto mantém na impunidade os maiores criminosos, os imigrantes ilegais e aqueles que todos os dias roubam este país, então apoia-me já. Eu conto contigo e juntos vamos acordar Portugal.
Se queres pôr fim aos que andam aí a roubar, dá-me dinheiro.
Exato. Se queres dar um grande cartão vermelho a isto, dá antes dinheiro a mim. Basicamente.
Como?
A questão é esta, como é que ele tem MB Way se não tem contas bancárias? Há aqui algumas coisas para explicar, também há coisas para explicar se as contas são dele ou se são do movimento Reconquista, porque já agora as coisas não são a mesma coisa. Mas enfim, isto no fundo começa como uma queixa escondida com a mão estendida de fora depois.
Exato.
Mas há mais sinais de que Afonso Gonçalves anda mesmo a precisar de fundos. Na sexta-feira, isto tem sido em dias consecutivos, ele tinha publicado mais este vídeo. E este vídeo ainda por cima tem um convidado muito especial.
O livro da Remigração já está nas bancas. Compra em remigração.pt. Portugal precisa de ti. Juntos, vamos vencer.
Tudo pela Nação. Nada contra a Nação. Quem não é patriota não pode ser considerado português.
Sim, convidado muito especial.
Um convidado especial para os mais distraídos. Salazar.
Não aquele menino de 11 anos, que de certeza sabe.
Não.
Saberia esta voz. É o Salazar. Obrigada.
Salazar, com algumas frases mais icónicas. Portanto, aqui são mais 14,99 euros, mais cinco euros de portes que se pede pelo livro. É um livro onde se escreve português com "Z". Mas Afonso Gonçalves quer ir longe e além do notório culto da personalidade que há nisto tudo e nesta comunicação total Reconquista, ele partilha vídeos em que se apresenta já como deputado e simula estar a discursar precisamente na Assembleia da República.
Senhor Presidente, senhores deputados, o país vive hoje um problema real de insegurança e não podemos continuar a ter medo das palavras.
Depois continua isto. Isto é um discurso de acordo com aquelas regras do regimento sobre o início do discurso parlamentar, senhor Presidente, senhores deputados, e repare-se como é que termina este discurso.
Sem segurança não há liberdade e sem coragem política não há futuro para Portugal.
Portanto, uma enorme mas falsa ovação com este discurso.
Estão todos de pé e ninguém de costas.
Exatamente. Portanto, basta juntar aqui uns efeitos sonoros e cá temos um grande líder político. Pronto, Afonso, pode desligar a televisão e ir para dentro, já acabou a rua Sétima.