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Olha, o Bruno fica sempre com tosse a esta hora.
Estás com um problema?
Não, está tudo bem.
Antes de lá, Paulo?
Vamos lá.
Vamos lá, Paulo.
Vamos lá à fruta da época. Vamos andar pelos extremos hoje. Dizem que os extremos se tocam. Eu acho que aqui até fazem conchinha, sinceramente, os extremos um com o outro. Ora bem, na terça-feira, em frente ao Parlamento, lutou-se por quê e para quê?
E é isso que nós queremos construir. Queremos mobilizar a classe trabalhadora, mas queremos também construir uma alternativa comunista. E é isso que nós estamos aqui a fazer, a construir uma organização de comunistas revolucionários que guiem a classe trabalhadora e que sejam liderança para pôr, de uma vez por todas, esse sistema no lugar onde ele pertence, no lixo da história. Junta-te aos comunistas revolucionários, aqui em Portugal e no mundo inteiro. Nós pertencemos à Internacional Comunista Revolucionária e vamos na galge com a revolução comunista.
Ora bem, Francisco Gomes, deputado do Chega, tem um modo muito próprio de lidar com isto.
Sabem o que essa gente merece? Encostem-lhes à parede! Encostem-lhes à parede e carga em cima deles, senhor primeiro-ministro.
Era só .
Era só estar à parede.
Estava em loop. Claro. Ora bem, no ensino também há protestos. Enfim, chegamos aqui à conclusão que as aulas dão muito trabalho.
Com nove anos, no quarto ano e no sexto, alunos a terem de fazer provas que os estressam, que os sobrecarregam com explicações, com mais horários, com mais estudo. Eu, agora, no 12º, no secundário, a ter de fazer mais explicações, sobrecarga horária. Muitos alunos do ensino público não têm condições para pagar explicações e, por conta disso, muitos alunos dos colégios privados têm 19 e 20 valores nos exames, enquanto nós do público temos notas mais baixas, por conta da falta de financiamento do ministério, do governo de direita, do governo do Montenegro, para o ensino público.
Ora bem, o que fazer com isto? Qual é a receita?
Sabem o que essa gente merece? Encostem-lhes à parede! Encostem-lhes à parede e carga em cima deles.
É revolução.
É revolução. Ora bem, se a extrema-esquerda ocupa espaços públicos, com o problema que sabemos, já a extrema-direita prefere, obviamente, espaços privados. O Reconquista foi para a Universidade de Coimbra e o reitor não gostou nada disso.
Permita-me a sugestão que seria positivo que zelasse também pelo extremismo que grassa aqui na sua universidade, nomeadamente com alunos de extrema-esquerda a ameaçar os outros de morte.
Ou saem ou chama a polícia. A Universidade de Coimbra não defende nada que tenha a ver com intolerância.
Então defende que os fascistas devem ser mortos, é isso?
Não vá por aí.
Não, mas é que essa é que foi a intolerância que ouvimos hoje, não foi intolerância da minha parte.
Não, vocês vieram para aqui para um espaço que não é público, é privado, é da universidade.
O espaço é privado, coisa que acabou por se resolver sem chamar a polícia, mas lá está. Há sempre problemas quando se ocupam espaços que não são próprios. E quando estes extremos estão juntos no mesmo estúdio de televisão? Priscila Valadão, uma das dirigentes dos Rostos dos Acampamentos, esteve na televisão, debateu com o Rodrigo Tassa, do Chega.
Já não foi a primeira vez que eu ouvi algo parecido na SIC, em virtude de eu ser brasileira.
Não é nada disso, não seja falsa.
Cala a boca que agora sou eu que vou falar.
Calar a boca? Vai mandar calar a sua mãezinha. Aqui tem respeito.
Isso aqui é o seguinte, isso aqui não é uma conversa de TikTok.
Isto está gravado. A senhora sabe o que é que disse.
Você não pode tratar a vida das pessoas como se fosse de qualquer maneira.
A senhora não conhece lado nenhum. Esteja educada e respeitadora do país para onde veio.
Agora você vai falar com excelência da minha vez.
Respeite o país. Esqueladinha, respeite o país para onde veio. Está mal? Vá para o teu país.
Isto não começou bem.
Para dizer o mínimo.
Mas no decorrer do debate pode ser que se componha, não?
Olhe, desculpa, mas você pode falar assim com quem você quiser.
Falo consigo a partir do momento em que trata com respeito ao meu país. A senhora não falta o respeito ao meu país. Não falta o respeito ao meu país. Ao meu país não faltam o respeito. Não faça cara feia que eu não tenho medo de você.
Bem.
Ninguém tem medo de ninguém ali.
Que violência.
Parece que não há a mesma forma de se entenderem.
Todos os dias, eu, assim como milhares de imigrantes nesse país, Portugal, que por acaso é a terra dos meus avós.
Tá bem, isso é conversa da treta.
É conversa da treta.
Eu no Brasil também tenho familiares. Vá para frente.
É bom você dizer isso, porque os portugueses que estão na Suíça, os filhos deles-
Respeitam quem lá está. Respeitam quem lá está.
Você não sabe de nada.
Não sabe você vir aí ensinar a mim agora o que é Portugal.
Bom, isto não está funcionando, estão falando de imigração. Vamos tentar a educação, por exemplo.
Vamos tentar, sim.
Olha, desculpa, eu vou dizer uma coisa. Tanto dinheiro familiar e tanto dinheiro público gasto para o senhor estudar para ser advogado, para vir aqui falar tanta besteira. Sinto muito.
A senhora não tem nada a ver com isso.
Agora tem mais uma coisa que eu vou dizer que agora é minha vez.
A senhora não tem nada a ver com o dinheiro que eu gastei para estudar ou não. O que eu estudei não foi à conta do dinheiro público.
E fica clarinho para quem ouve.
É claro, sim. Percebemos as ideias de cada um. E cabe uma certa convergência, pelo menos em discutir. Bom, isso só se resolve, de facto, com medidas drásticas.
Sabem o que essa gente merece? Encostem-lhes à parede! Encostem-lhes à parede e carga em cima deles.