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Isto ia tão bem ser a Rita Camarneiro a cantar.

Este é o momento que me põe on.

Ó Bruno.

Que me liga.

Sim.

Não é turn on.

Boa quarta-feira.

Boa quarta-feira, Rita Camarneiro.

É o que tu dizes, Bruno, tu lá sabes.

Eu gosto de acordar. Eu até esta hora estou a dormir.

É mentira, é mentira, que tu estás sempre aí muito forte nos três toques que eu apanho tudo.

Thank you, very nice.

Hoje é quarta-feira, é o mês de maio da semana. Esta é pro Luís, que ontem ficaste surpreendido.

Fiquei. Continuo maio.

Porque maio é um mês trabalhador.

Junho é que é o meio do ano.

Não, mas tem a ver com o sentimento.

Ok, pronto.

Em maio trabalha-se muito, são muitos dias.

Ainda não apanhei exatamente essa lógica. As pernas estão lá ao fundo, já se veem.

Sim, exatamente. Vamos começar com uma bonita mensagem vinda do candidato do PS à presidência da Junta de Vila do Conde, Isaac Braga.

"Nunca usei o caminho da maledicência, por isso esse caminho nunca será o meu. Todos podem fazer parte desta caminhada, desde que esteja assente no bem fazer e procurá-lo, fazê-lo bem. Bom fim de semana."

Bom fim de semana.

Para si também. Obrigada.

Mas quem é que não subscreve uma coisa desta?

O Isaac Braga, nas suas redes sociais, tem vídeos com paisagens dele a andar pela praia, por Vila do Conde, e com estas mensagens muito bonitas. E agora vamos ouvir um pouco de uma compilação que Isaac fez de pessoas a dizerem bem dele para votarem nele. É já uma tradição das campanhas esse tipo de vídeos e nunca fica bem feito, porque tanto há pessoas que notoriamente são amigas, e outras que parece que têm uma bazuca apontada à cabeça.

Quem votar no Isaac, eu ofereço sardinhas. Grande ser humano, não há como ele.

Eu e a minha amiga Dorante apoiamos o Isaac Braga. Desde pequenino, desde muito pequenino, quando andamos com ele. Força, Isaac, conta que tu és gente.

E vote no Isaac Braga.

Nós votamos no Isaac Braga.

Vote Isaac Braga, pra Vila do Conde muito melhor. Obrigada.

Esta tinha a bazuca.

Eu gostei dessa senhora que parecia que estava um pouco coagida pelo marido.

Exato, é isso.

"Eu também voto no Isaac Braga".

Sim, não é muito convincente. E agora, ele tem também alguns vídeos com mensagens para refletirmos na sua página. Fiquem agora com mais uma.

À semelhança do que disse John F. Kennedy: "Não perguntes o que Vila do Conde pode fazer por ti, pergunta antes o que podes fazer tu por Vila do Conde".

Ora aí está, muito bem.

John F. Kennedy. Preocupava-se muito com o futuro.

Eu estou a imaginar o John F. Kennedy nas cachinas, com o Fábio Coentrão.

A perguntar o que eu posso fazer por Vila do Conde. Parece mesmo inventado, como dizia Camões: "Quem tem pressa come cru". Tardamos pouco em Vila do Conde. Conheces esta expressão "quem tem pressa come cru"?

Não conhecia.

Descobri há pouco tempo e gosto muito.

Pensei que tivesse inventado.

Não, é do Camões.

O Facebook diz que é de Camões.

Não é do Camões, não sei de quem é. Tardamos pouco em Vila do Conde, poderemos lá voltar um dia, mas há muito para fazer em Valongo, nomeadamente vamos até ao Susão, no Conselho de Valongo, onde uma cidadã se queixa da bicheza que lhe entra pela janela.

É o seguinte: eu moro na Rua André Gaspar, em frente tem o ribeiro, que dizem que é o Rio Simão, mas não é, porque seca durante o verão todo. Em frente a esse tal ribeiro existem dois terrenos que estão completamente silvas, árvores, arbustos, cobras. Praticamente já meti uma cobra na minha casa. Não consigo ter uma porta aberta, porque as cobras e os ratos entram porta adentro.

Parece que só vai entrar.

Minha Nossa Senhora, isto de fato é muito aborrecido.

É muito chato.

Rita.

Porventura que encontramos este testemunho na página de apoio ao Chega em Valongo. E de fato, isto é muito chato. Não consigo imaginar um pesadelo maior em casa.

Não.

Aliás, consigo, porque já me aconteceu. Ter uma ratazana em casa foi horrível, no quintal. Depois veio aquele carrinho amarelo que dá cabo. Eles mataram a ratazana com a minha cadeira de jardim e ainda me pediram um saco plástico. Tinha o tamanho de um gato, foi horrível.

Digamos que é um método um bocado rudimentar, um bocado medieval.

E super caro. Eu estava a pagar o mínimo.

À espera de um ataque químico.

Exato, eu queria aquilo perfeito. Eu até o ouvi a guinchar. Bem, desculpem, é demasiado. Parece que esta senhora já fez queixa à câmara e até tinha vontade de mostrar a carta de resposta da câmara, mas perdeu-a. Felizmente, há uma solução: ela tem uma idosa ao seu lado.

Foram ver, não justificam uma limpeza. Veio por carta, a carta por acaso botei fora, mas tenho lá uma vizinha que é de idade, com 80 e tal anos, que deve ter uma carta igual à minha, que também a recebeu.

E todos nós devíamos ter uma vizinha idosa que recebe o nosso correio por engano. Esta não foi por engano, mas deveria ser, porque era a única forma de guardarmos uma carta, ou melhor, de abrir uma carta. Não sei se vocês são como eu, que raramente vão ao correio.

Retirar a publicidade, às vezes. Não, eu vou todos os dias.

Vais todos os dias?

Todos os dias.

Eu esqueço-me completamente. Já me cortaram a água porque eu me esqueci de ir ao correio. Numa onda de calor, eu achei desumano, foi horrível.

Mas podes já aderir ao débito direto.

Eu sei, mas é sempre tão complicado. Tens de enviar não sei o quê, ir ao Multibanco.

Imagina que depois há um dia que tens uma conta astronómica e sai diretamente da conta. Não.

Mas isso, pronto. Vamos só ouvir mais um som do pesadelo que é não poder abrir as janelas.

Olho para o ribeiro, que dizem que é o rio Simão, mas não é, porque seca.

Outra vez?

Não consigo abrir uma janela, uma porta, os ratos entram.

Sim, ela repetiu do rio Simão. Do rio Simão. Não pode ser o rio Simão. O rio não seca. Não seca, o rio Simão não seca. E antes de irmos a mais um testemunho de um outro cidadão, vamos só conhecer um candidato forte nas redes sociais à Câmara de Valongo, na coligação Aliança Democrática, é o Hélio Rebelo, que se apresenta assim.

Talvez alguns de vocês perguntem: "Hélio, que credenciais tens tu para ser nosso presidente de câmara?" Trago a credencial de quem cresceu, trabalha e vive desde sempre em Valongo. A credencial de quem se envolve no movimento associativo e de quem conhece cada uma das suas cinco freguesias. Mas também trago a credencial de quem sempre tratou o dinheiro alheio como trata o seu.

Como assim? Isto pode ser bom ou pode ser muito mau. É isso, nós devemos tratar o dinheiro alheio precisamente como dinheiro alheio, porque o nosso à partida estamos mais à vontade para gastar. Sim, é isso. Em conjuntos de azúl e por aí fora. Ainda assim, falou tanto de credenciais que no final pensava mesmo que ia oferecer bilhetes para o Rock in Rio, mas deixamos isso para os empresários das telecomunicações e bancários. E agora sim, vamos ouvir mais um testemunho de um cidadão que fez mais do que um vídeo sobre o problema das torneiras em Sobrado, Valongo.

Ora bem, pessoal, eu encontrei esta garrafinha aqui e eu vou aproveitar para ver o tempo que demora a encher uma garrafa.

Nunca ninguém se lembrou disto. Não. E é longo o vídeo. Vai aqui então o desafio, é ver quanto tempo ele vai encher uma garrafa de litro e meio numa torneira pública. Devo dizer que a média é de 15 a 25 segundos numa das nossas torneiras. Isso é só um fiozinho de água. Sim, era só um fiozinho. Querem dar palpites de qual o tempo certo que demora uma garrafa em Sobrado a encher? Um minuto. Dois minutos e meio. Ok. Claro que não vamos ouvir o vídeo na íntegra, mas eu compilei os comentários.

Ora bem, 30 segundos. Isto eu não vou parar o vídeo, que é para não enganar ninguém, ok? Que é para verem a realidade disto. Um minuto e meio.

Sim.

Meia garrafa.

Um minuto e meio a três minutos, a garrafa inteira.

Isto está só uma torneira, que a outra está igual. Dois minutos. Ora, cá está. Em três minutos, nós temos aqui litro e meio de água. Litro e meio de água, meus amigos.

Ó meus amigos. Três minutos! Três minutos. É muita água. É muito. Tempo é água. O partido está a dizer que estão a gastar muita água, mas às vezes a fraca pressão não quer dizer que se esteja a perder água. Ainda assim. Só deixei de fora uma piada para ouvirmos agora enquanto ele estava a encher a garrafa.

Ainda dizem que há falta de água. É pá, há em todo lado falta de água, menos na Câmara de Valongo. Na Câmara de Valongo, eles até metem água a mais.

Pois é. Um candidato que se chama Hélio tem tendência para subir. Não, mas atenção, este não é o Hélio. Nas sondagens. Não, este não é o Hélio. Sim, é um cidadão descontente. Ah, é um cidadão. Um cidadão descontente em Valongo, onde o Hélio está a concorrer. O Hélio tem credenciais. É outro químico qualquer. Exatamente. Bom, e foram mais uns momentos de juízo. Foram vários momentos. Foram vários, sim. A replay Camarnero está de volta amanhã.