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Estes são os Momentos de Glória da Rádio Observador. Paulo.

Ora bem, este fim de semana tivemos a habitual festa de PSD no Pontal e, como é tradição também, antes disso houve uma peladinha, um jogo de futebol entre duas equipas, o PSD Algarve, liderado por Cristóvão Norte, e o PSD Nacional, onde alinhou também Luís Montenegro.

Quem vai ganhar hoje? A sua equipa ou a equipa do Montenegro?

A nossa equipa vai ganhar, vai esmagar.

Ganha sempre a equipa do Montenegro.

A do Cristóvão?

A equipa do Montenegro.

O PSD.

É a mesma equipa. Unidos iremos transformar Portugal.

Então é a mesma equipa?

Exato.

Não tem graça.

Mas depois dividem-se. Prognósticos divididos. Aquela velha história do só no fim do jogo. Mas sempre com esta ideia muito politicamente correta que é: o segredo está na união.

Se perderes, qual é a desculpa?

A culpa é do árbitro.

É porque queremos manter a estabilidade governativa.

Nós não vamos perder, não há desculpas.

Mas é da sonorização.

Está com ritmo.

Este é o vídeo oficial de PSD sobre o tema. Portanto, cá está, a culpa é do árbitro.

Sempre.

Sempre. No fundo, é aquela versão futebolística de "a culpa é do Parlamento". No caso da política. No final, a análise mais distanciada da ministra Maria da Graça Carvalho.

A equipa do Algarve defendeu com unhas e dentes o Algarve como prioridade nacional, mas pelo amor à estabilidade tornámos este jogo fácil para o Governo.

Um jogo fácil para o Governo. Não jogou, mas era, se não me engano, treinadora da equipa nacional. Muito bem. Depois os protagonistas, os que estiveram mesmo no campo. Basicamente aqui ouvimos as queixas do costume.

Afinal, quem jogou melhor? A equipa do Cristóvão ou a do Montenegro?

A do Montenegro, claro, ganham.

Fomos derrotados quatro um. De ambos os lados, uma equipa de arbitragem teve conveniências suspeitas com a outra equipa.

Qual foi o jogador que surpreendeu?

O filho do primeiro-ministro fez um grande golo. Não se via que ele jogava tanto.

Houve reforços.

Houve reforços. O filho do primeiro-ministro aqui a fazer as obras do pai também nas peladinhas de futebol, não é só nas empresas da família. Bom, e agora vamos ao sistema Volta, aquele sistema para recuperar os €0,10 que nos custa agora cada garrafa de plástico ou cada bebida em lata. Há muita discussão sobre o assunto, muita polémica, prós e contras. Há quem, antes de mais, aproveite para fazer um rendimento extra.

Pela primeira vez estou a ir ao Volta, tenho o carro cheio. Quanto é que acham que eu vou tirar? Será que eu fico milionário? O gajo está para ir de férias?

Coitado de quem estiver na fila.

É verdade.

Ainda ontem no supermercado estava alguém com um saco enorme cheio de latas e garrafas.

Claro, neste caso, a imagem do vídeo é um carro mesmo cheio, uma daquelas comerciais ligeiros que têm aquela rede a separar os dois bancos da frente do espaço de carga, e o espaço de carga é completamente cheio. Daqui a pouco já vamos saber quanto é que esta pessoa foi buscar.

Reciclável, siete ponto tri dado. Está bem. Quer dizer, vim eu aqui pôr a recolha, uma máquina cheia, outra máquina cheia, e agora vou levar isto outra vez para casa. Que bom, Volta! Que bom!

Ora bem, o João Felisberto encheu duas máquinas, de facto. Porque aquilo já agora as máquinas enchem.

Não foi o único a deixar lá garrafas.

Não foi o único. E olhando para aquilo, de facto, é muito volume, porque as garrafas têm que ir direitinhas, não podem ser esmagadas, como é de bom tom quando se põe para reciclagem.

Pois, eu enganei-me ontem. Uma cinco policheiros depois volta.

Esquece Volta depois. Ele encheu duas máquinas, ainda ficou com muitas garrafas para recuperar e depois mostrou o talão e recebeu €32,30. Mas de qualquer forma está lançado o debate, porque a Vanessa Correia acha isto tudo muito mal.

Aquelas pessoas que andam a fazer vídeos com as garrafas e as latas do Volta a dizer quanto é que ganham por semana. Umas fazem €1000, outras €500. Olha, boa iniciativa. Incentivar outras pessoas a fazerem também. Em vez de vocês ganharem €1200 ou €1000 por semana, vão começar a ganhar €50 e qualquer dia é tudo à batatada pelas garrafas. Longe de mim eu pensar que as pessoas fazem isto pelos €0,10. Eu é que sou péssima pessoa e sei perfeitamente que elas antes do Volta não iam ali ao cafezinho da esquina, mamavam uma Coca-Cola ou uma garrafinha de água e como não havia Volta, zupa para o chão. Mas agora como o ambiente é importante, a partir do Volta vamos queimar 20 L de gasóleo, rodar os shoppings todos, as freguesias, a cata de garrafas e latas, para depois pagarmos o combustível. Olha, espetáculo!

Tem que ser um bocado assim. É como as pessoas que andam 50 km para atestar €0,01 mais barato de gasolina. Bom, mas como em quase tudo, já quem tenha encontrado também uma forma muito portuguesa de tentar enganar aqui o sistema.

Ai, ai, que o sol imprimir uns rótulos.

É verdade. Vamos deixar estas polémicas para trás. Vamos terminar com uma mensagem de tolerância. Nós sabemos que há muitas marcas de televisores: a Sony TV, a Philips TV, a Panasonic TV, a LG TV.

Um recado só lá para casa. As pessoas que eu mais amo nesta vida são as pessoas que são LGBT.

BT.

Desculpa.

Estás mal nomeada.

LGBT, LGTV. Bom, enfim, o que importa de facto é a intenção. Muita paz e muita amor.