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Em Faro. Jornal das 10, na Rádio Observador, com Laura Figueiredo. E Laura, a mãe das gêmeas luso-brasileiras alega que tinha direito a tudo o que recebeu do Estado português no tratamento das duas crianças. Daniela Martins assegura que não cometeu nenhuma ilegalidade e que tudo o que recebeu para as filhas estava dentro das normas e do processo habitual numa situação como esta. Em entrevista à RTP, a mãe das gêmeas luso-brasileiras admite que pediu tudo a que tinha direito, mas sem qualquer tipo de favorecimento, explica Daniela Martins, que foi sempre com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das crianças.
Eu tinha um gasto muito alto, porque são duas crianças e eu estava a me organizar a viver em Portugal. Então tudo que eu conseguisse, que fosse direito das meninas, através do governo, eu pedi, eu fui atrás. Mostrei os documentos e o que foi me concedido foi tudo com documentos que eu mostrei. Então nada do que eu pedi foi a mais do que eu tinha direito, do que as meninas tinham direito.
A mãe das gêmeas luso-brasileiras é acusada pelo Ministério Público de burla, devido às cadeiras que foram atribuídas às filhas. Uma acusação que Daniela Martins considera mentirosa, explica que os equipamentos que pediu estavam dentro das normas de saúde em Portugal para casos como os das filhas.
Eu pedia tudo que as meninas poderiam se beneficiar. Eu pedi uma cadeira de transporte inicial, que é onde eu ia às consultas. Antes disso, elas não tinham uma cadeira para crianças com necessidades especiais. Elas ganharam uma cadeira para crianças com necessidades especiais e depois eu pedi ainda a motorizada, porque na altura elas já estavam quase em idade escolar e elas precisavam criar uma independência.
As explicações de Daniela Martins, mãe das gêmeas luso-brasileiras, que garante que vai contestar a acusação do Ministério Público português, fala numa situação desgastante, apesar do tempo que já passou, diz que fez o que qualquer mãe teria feito numa situação semelhante. André Ventura recusa que António Costa seja uma vítima na Operação Influencer. Isto por estar impedido de consultar o processo. São críticas do líder do CHEGA em Aveiro, depois da Procuradoria-Geral da República ter insistido que a lei não permite que António Costa consulte o processo da Operação Influencer, por não ser formalmente interveniente no inquérito. Ora, o líder do CHEGA diz que há uma clara teia de prevaricação à volta do processo e que António Costa está longe de ser uma vítima.
Quem olhar para este processo, o doutor António Costa é aqui uma vítima. Não, o doutor António Costa, objetivamente, esteve, está envolvido numa teia que venha ou não a demonstrar-se que ele é próprio, é culpado. Acho que já ficou mais do que evidente que houve uma teia de prevaricação ao volta dos negócios do lítio e do hidrogênio.
André Ventura à entrada para uma sessão promovida pela distrital do partido sobre economia e a reforma do Estado. E a Procuradoria-Geral da República esclarece que António Costa não pode consultar o processo da Operação Influencer porque a lei não o permite. O esclarecimento surge depois do semanário Expresso ter noticiado que o Ministério Público recusou por seis vezes pedidos do ex-primeiro-ministro para consultar os documentos que fazem parte do inquérito no qual é apenas suspeito e não arguido. A Procuradoria-Geral da República insiste, por isso, que António Costa não pode consultar o processo por não ser um interveniente formal. Questionada pela Agência Lusa, fonte oficial da Procuradoria-Geral, sublinha que os requerimentos para as consultas dos autos apresentados pelo antigo primeiro-ministro foram apreciados à luz da lei, que estabelece que uma vez terminado o segredo de justiça interno, mas mantendo-se o externo, apenas podem consultar o processo as pessoas envolvidas formalmente, ou seja, arguidos, assistentes, ofendidos, lesados e o responsável civil. O Ministério Público abriu um inquérito para apurar a legalidade do uso da base das Lajes nos Açores pelos Estados Unidos. O inquérito foi aberto depois de uma queixa do Bloco de Esquerda. Numa resposta à Agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República confirma o inquérito e confirma também que foi aberto devido à denúncia do partido. A queixa do Bloco de Esquerda foi apresentada em abril e pedia à Procuradoria-Geral da República para apurar se a utilização da base das Lajes cumpriu a lei. Na altura, o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, insistiu que se tratava de uma violação grosseira do direito internacional e do direito português. Esta não é a primeira vez que o Bloco de Esquerda entrega uma queixa na Procuradoria-Geral da República contra atos do governo a nível internacional. Já em 2024, Mariana Mortágua entregou uma exposição na qual pedia ao Ministério Público que fiscalizasse e prevenisse que Portugal viesse a ser acusado internacionalmente por cumplicidade com o genocídio, isto sobre a situação em Gaza. E o hacker Rui Pinto vai mudar-se para um local desconhecido por entender que está a correr risco de vida. Uma decisão anunciada esta tarde, depois de ser conhecido que o hacker do Football Leaks ia perder a proteção policial do Estado português. Rui Pinto está há seis anos no programa de proteção de testemunhas, que vai terminar no dia 10 deste mês. Perante a decisão do Estado, o hacker entende que corre o perigo de vida. Vai mudar-se assim para uma localização não divulgada, por um período de tempo indefinido. Neste mesmo anúncio feito na rede social X, Rui Pinto revelou ainda que lançou uma angariação de fundos para sobreviver à situação que diz ser criada pelo Estado português. Uma decisão que surge depois de Rui Pinto ter sido associado ao escândalo que envolve o Manchester City. As informações reveladas no Football Leaks foram utilizadas por várias autoridades judiciais, fiscais e desportivas no processo contra o clube inglês A ameaça de Donald Trump de suspender a exportação de combustíveis a aliados pode ter impacto na Rússia. É o que diz o professor de Relações Internacionais, Bernardo Valente. Ouvido no gabinete de guerra da Rádio Observador, Bernardo Valente considera que numa altura de crise, as decisões têm de ser concertadas entre a Europa e os Estados Unidos. Caso isso não aconteça, avisa que a Rússia sai a ganhar.
Por estarmos a viver num mundo muito mais mercantilista, neste momento, essas alianças reconfiguram-se quase diariamente, dependendo dos fluxos e das bolsas e dependendo dos fluxos do comércio internacional. O que é que acontece? A Rússia agora vai beneficiar, porque os estados que, a certo ponto, dependeram da Rússia e que cortaram esse laço econômico e esse laço energético com a Rússia, devido ao início do conflito em 2022 e da invasão da Ucrânia, muitos desses países podem ter que retomar esses laços econômicos e energéticos.
Depois de ameaças, recusas, telefonemas e reuniões de emergência, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou que o G7 vai libertar até 100 milhões de barris das reservas de emergência. O professor de Relações Internacionais, Bernardo Valente, diz que perante a falta de capacidade de abrir pontes entre os aliados, as organizações são obrigadas a agir.
Perante esta instabilidade, perante esta insegurança dos mercados petrolíferos, o que é que acontece? Há aqui uma transição, que é as organizações internacionais tentam ocupar um espaço de charneira pra permitir esse escoamento.
Análise de Bernardo Valente no gabinete de guerra da Rádio Observador. A fechar, Laura, que outras notícias estão em destaque? A agência de notação financeira Scope melhorou o rating de Portugal para A+, com outlook estável. A perspetiva foi assim alterada de positiva para estável. De acordo com a agência, a alteração do rating teve em conta a descida do rácio dívida/PIB, que reflete o bom desempenho fiscal e custos moderados dos juros. Por outro lado, o crescimento econômico resiliente de Portugal e a melhoria contínua da posição externa do país também pesaram para a decisão. A Ucrânia está preparada para partilhar a experiência de guerra com os aliados europeus. Volodymyr Zelensky diz que o país pretende partilhar a experiência para ajudar na defesa comum da União Europeia e da NATO. Nas redes sociais, o presidente ucraniano afirma que a ameaça russa não é apenas sobre a Ucrânia, mas sobre a segurança de toda a Europa. O secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se hoje contra a pena de morte, depois do caso de Christa Pike, nos Estados Unidos. A mulher que foi condenada à morte em 1996 por homicídio, está agora em estado crítico, depois de duas tentativas falhadas de execução por injeção letal. Em Nova York, o secretário-geral da ONU reitera que a pena de morte não deveria existir. Diz que essa é também a posição das Nações Unidas. Laura Figueiredo, com o Jornal das 10.