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São os Momentos de Glória, na Rádio Observador.

Vamos lá. São tempos difíceis os que o país está a atravessar e uma das grandes dificuldades para quem governa é encontrar um tempinho para falar.

Não sabemos. E, portanto, não tenho mais nada a dizer nesta fase. Está bem? Muito obrigado. Boa noite.

Mas vai deslocar-se ao local ou está a deslocar-se nesta altura ao local?

Eu já lhe disse duas vezes que estou a deslocar-me. Parei para poder falar com a RTP e vou continuar agora a minha marcha. Está bem? Obrigado.

Agradecemos ao ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz. Já chegou.

E pronto, adeus. Nem com licença.

Há uma marcha para continuar.

Há uma marcha e ouvimos o Miguel Pinto Luz, a caminho, presume-se, na altura de Coimbra, tendo feito o grande favor de interromper a marcha para falar com a RTP. Minutos antes, o ministro já tinha interrompido a marcha para falar com a SIC.

E eu fiz questão de fazer esta declaração para dizer que com tranquilidade estamos a acompanhar, estamos preocupados e eu estou neste momento a deslocar-me para o local novamente, porque as equipas têm que estar a fazer uma avaliação e é isso que vou fazer agora. E portanto, não queria deixar de responder ao apelo da SIC.

Pronto, e é importante falar com a comunicação social para tranquilizar os portugueses, mas com tantas paragens, o ministro é capaz de ter demorado algumas horas a mais.

Ó Nelman, naturalmente, quando nós mandamos encerrar uma infraestrutura da importância e da envergadura, as decisões não são nem leve. Ninguém manda encerrar a A1 ou manda encerrar uma infraestrutura absolutamente crítica para o país, sem ter em consciência aquilo que são os riscos que estão calculados. E o governo não abdica, em nenhum momento, de salvaguardar sempre a segurança dos portugueses. Não leva mal, mas eu tenho que arrancar para o local.

Claro.

Com pressa.

Sempre, sempre em marcha.

Para, arranca.

Até já não para, arranca. Exatamente. Mas para comunicar. Mas para a próxima se calhar é melhor ir de barco. Uma semana antes, em Alcácer, Pinto Luz também não parou.

A confiança na enorme solidariedade dos portugueses. São milhares e milhares de portugueses da administração pública, dos privados, dos serviços sociais, das câmaras municipais a trabalhar. Não paramos e não paramos enquanto não resolvemos tudo o que temos que resolver. Obrigado.

Não paramos, mas é só para falar. Isto chama-se política em movimento. É aquele velho conceito da televisão, só que adaptado à política. Talvez por andar tão ocupado, o ministro não tem publicado o clássico "Tens um minuto?" Mas uns dias antes das intempéries, ele até falou de um tema que vem mesmo a propósito.

Tens um minuto? Todos os dias um mar de gente atravessa o Tejo nos navios da Transtejo Soflusa. Sabias que isto acontece há 50 anos? A TTSL existe para uma coisa simples e absolutamente essencial: ligar Lisboa à margem sul do Tejo e com isto garantir que a vida continua a andar. Neste caso, a navegar.

Neste caso, a navegar. Eu desconfio que o ministro esteja a pensar aqui em alargar o serviço da Transtejo a todo o país, pelo que a breve trecho não estranhem se virem cacilheiros no Mondego. Por falar em Mondego...

Por cima de campos de arroz, hoje é possível.

Com aqueles hoverboard. Por falar em Mondego, nós podemos estar descansados pelo menos num aspeto. Neste caso, a interação com Espanha é perfeita.

Nós vivemos um tempo de grande exigência, de um desafio extremo. Estamos no limiar da capacidade possível para conter estas águas do rio Mondego e tudo aquilo que puder ainda ser salvaguardado, vai ser salvaguardado do ponto de vista da gestão do caudal, do ponto de vista técnico e do ponto de vista da nossa interação com os nossos vizinhos espanhóis.

Ops.

Ora aí está. Se há rio em que a interação com os espanhóis é perfeita, é o Mondego. O governo garante que não haverá águas espanholas no rio Mondego e que todas as cheias que houver serão apenas com água produzida nacionalmente, até porque o Mondego nasce na Serra da Estrela.

Isso é fail de terceira classe, não é? Qual é o maior rio que nasce em Portugal?

Eu agora já não sei se é na terceira, se calhar já é no 12º ano que se dá isto. Mas nós sabemos, se os espanhóis quisessem fazer descargas no Mondego, tinham de fazer ao balde, o que era um bocadinho mais difícil. Bem, já ouvimos o ministro Pinto Luz a desdobrar-se em declarações à SIC e à RTP e nós percebemos muito bem o quão difícil é encontrar um especialista nestas alturas. Poderia ter evitado a construção de uma outra barragem ou minimizado, pelo menos, esta situação.

RTP Notícias.

Está aqui no ar.

Agora estou aqui com um problema, porque estou aqui a entrar na RTP e vocês também estão ao mesmo tempo. Portanto, estou aqui como uma bicha atrás.

Estamos aqui no simultâneo.

Exatamente. Vou à RTP Notícias. Paulino Pereira.

Professor, antes...

Eu agora estou aqui assim, vestido numa camisa de sete varas, porque estou com vocês. Vocês tinham dito que eram 10 minutos.

Esticaram-se. Vá.

Pois é.

Isto foi ontem.

Isto foi ontem no "Explicador". O Paulino Pereira já estava a falar connosco há algum tempo.

Há mais 10 minutos.

Há mais 10 minutos, entretanto.

Tinha o próximo à espera.

Tinha o próximo cliente à espera. Isto um bom especialista é difícil de encontrar.

E ele devia...

Ele devia o quê, Paulo Ferreira? Nunca te queremos cortar a palavra. Nós já temos Momentos de Glória para a semana.

Só ia dizer que devia perguntar ao ministro Pinto Luz como é que se gere o tempo.

A interromper a marcha.