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Momentos de glória. Ficámos distraídos com a filha da Rita Camarneiro, que é a coisa mais querida.

Estão a ver a cor aos olhos.

Estava a sorrir.

Não está, não.

Bem.

Estamos lá?

Agora vamos aos momentos de glória.

Muito bem. Houve Congresso de PS este fim de semana.

A sério?

A sério, é verdade. Quem diria?

Lá para os seus lados.

Lá para os meus lados mesmo. E sabemos que os congressos partidários são sempre eventos ricos em grandes momentos de glória. Este não foi exceção. E começamos pelas dificuldades que a linguagem inclusiva traz para muita gente.

Caras e caros camaradas, caras e caras congressistas.

Não é fácil aqui o masculino e feminino. Mas este foi um congresso onde se mediram distâncias, uma espécie de congresso meu. Alguém que tenha vindo de mais longe do que eu.

Queríssimo presidente da mesa, acabei de fazer 11 mil quilómetros de Macau a Viseu, pelo que peço a sua indulgência se ultrapassar por um breve minuto o tempo que me foi concedido. Muito obrigada.

Camarada, eu fiz 20 e tal quilómetros.

Em Sydney está constituída uma secção já com 18 militantes, está a começar. Depois já podem competir com a nossa camarada Francisca e dizer que também vêm de longe quando vierem aos congressos do Partido Socialista.

Há nada.

Ora bem. Quem é que tem mais quilómetros?

Quem é que faz mais?

Quem é que foi fazer a rodagem?

Esta sonoplastia é dos bloopers que estão no Observador, os habituais bloopers pós-congresso. Sabemos também que os partidos são muitas vezes máquinas trituradoras de lideranças. As estruturas nem sempre são muito gratas àqueles que lideraram o partido e em três dias de congresso, só um orador, que foi Pedro Vaz, é que se lembrou de um ex-secretário-geral.

Portanto, Pedro Nuno Santos, quero que saibas que esta é a tua casa, sempre foi e continuará a ser.

Pedro Nuno Santos, ainda se lembram? Isto foi há muito tempo, há tanto tempo que o PS já nem se lembrava dele. Mas se há uns que rapidamente caem no esquecimento, há outros que nunca caem é do lugar onde se encontram.

Quero começar por agradecer ao senhor presidente a sua resiliência, porque já vai no terceiro secretário-geral do PS e ele sempre é presidente.

Carlos César.

Carlos César, claro, aqui a referência. Este era Ricardo Gonçalves, que foi a única voz da oposição, se quisermos, de crítica a José Luís Carneiro. Ele tentou apresentar uma lista concorrente à de José Luís Carneiro, precisamente, mas não conseguiu porque a impressora encravou e só conseguiu entregar a primeira folha, que tinha sete nomes, e a mesa do Congresso não aceitou porque não cumpria as regras.

Não tinha o mínimo.

Não cumpria mínimos. Esta é a versão mais próxima do "o cão comeu o trabalho". Neste caso, foi a impressora que encravou.

Porque acho que houve outra versão que dizia que teriam perdido as folhas. Uma dizia que não tinham sido imprimidas as folhas e outra dizia que tinham sido, mas entretanto se perderam no caminho para o palco.

Seja qual for a versão, tudo coisas muito dignas, mas obviamente que isso são situações que deixam qualquer pessoa irritada.

E agora ficamos de fazer uma reflexão para sair disto e a reflexão é nenhuma. Eu é que ainda levei o trabalho de fazer uma lista, eu é que ainda levo o trabalho de mandar aqui acomodar.

"Mandar aqui acomodar"?

A vida partidária é muito complicada.

E ingrata.

Ingrata. Gonçalo Capitão, do PSD, mesmo antes do Congresso, isto no Parlamento no final da semana passada, por antecipação, até resumiu isto tudo muito bem.

Agora que o PS estava cheio de boas ideias, agora que o PS ia resolver isto tudo, esses ingratos dos eleitores votaram na AD. Mas vamos tentar perceber porquê.

Bom, é verdade, nos congressos grandes ideias sempre para o país. Quanto ao Chega, o Chega encontrou, reparem, um indicador diferente para averiguar do grau de pureza dos partidos políticos.

Não podemos dizer que queremos defender os animais, mas quando há certas etnias que os mal tratam, olhamos para o lado. Se começamos a ter uma imigração que vem e que não permite cães, não permite gatos, gosta de comer cães, gosta de comer gatos, gosta de fazer o que tiver que fazer, e o PAN fica em silêncio sobre isso. O PAN, por isso é que só está com um deputado, senhor deputado. E sabe uma coisa? Hoje, aqueles que defendem os animais não estão aí sentados, estão aqui sentados nesta bancada. Nós temos efetivamente dois gatos na nossa sede, o Livre e o PAN. Não têm nenhum. É um bom sinal do partido que defende os animais. Temos dois gatos e temos muito orgulho neles.

60 deputados e dois gatos. É o novo indicador. E por falar em Chega, que também o Chega também lidera outros rankings. O deputado socialista José Carlos Barbosa tem uma sugestão a fazer.

Não sei se viram mais um membro do Chega suspeito, desta vez de desvio de fundos numa corporação de bombeiros. Eu tenho uma sugestão a fazer ao Chega, que é em vez de atribuir um número de militante, atribuir um número de telefone, porque assim todas as semanas nós ligamos durante a semana para que no domingo à noite, a casa dos segredos do Chega perceba qual é o militante que vai expulsar. São tantos os casos que começa a ser difícil conseguir gerir isto tudo. Então se nós pudermos telefonar para lá para resolver os problemas, acho que conseguimos dar uma ajuda ao Chega a expulsá-los. Vão definindo quem é que cometeu o crime mais grave para o poder expulsar. Esta não é boa ideia? Por isso, é tomar o número de telefone de todos os militantes para as pessoas começarem a fazer esse trabalho. É uma ajuda.

Ora bem, eu só não sabe onde milhares.

Mas parabéns à sonoplastia, muito intensa.

Muito intensa, não é?

Dramática.

No fundo, é atribuir um número a cada militante do Chega e domingo à noite as pessoas telefonavam a dizer qual é que expulsavam em função dos vários escândalos que no fundo vão atormentando o Chega.