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Hora de mais um "Não se Fala de Outra Coisa", onde destacamos histórias que têm suscitado muita curiosidade. Dá que falar, não é?

Meu Deus, eu agora assustei.

Então porquê?

Meu Deus, porque não estava preparado.

Os ships têm de andar no ship. Nem tu nem o mundo.

Nem outras pessoas, mas outras já estavam preparadas.

Só estavam à espera, era uma questão de tempo.

Muitas reviravoltas têm acontecido.

Plot twist.

De que estamos a falar? Estamos a falar do célebre caso do casal, que não era casal.

Do casal informal.

Do casal informal num concerto do Coldplay, apanhado pela Kiss Cam, a câmara dos beijinhos. Há novidades sobre este caso, novidades dramáticas.

Escaldantes.

Escaldantes.

Exclusivas.

Exclusivas. Sabemos que o casal informal que foi apanhado naquela situação.

Cada um era casado.

Eram casados, cada um com os seus companheiros. E agora descobre-se.

Não era um casal.

Ela chamava-se, e chama-se, Christine Cabot, era casada com Andy Byron. E agora qual é que é a novidade? É que o senhor Andy Byron também estava no concerto, num camarote, e muito bem acompanhado.

Afinal havia outra.

Afinal havia outra.

Mas era a mulher do outro?

Não. A reviravolta não chega a isso. O argumentista não foi tão longe.

Assim tem mais graça.

Não foi tão longe. Eu estive a procurar saber exatamente qual era a relação que o senhor Andy Byron tinha com esta outra mulher que estava no camarote, e parece que na altura em que eles estiveram no concerto, ainda não tinham uma relação. Agora sim, é apresentada como a atual namorada de Andy Byron.

Deixa-me imaginar o que cada um disse em casa à noite quando se despediu. Eu estava a pensar nisso.

"Então onde é que foste?"

"Onde é que vais?" "Tenho uma reunião chata."

Pode ser tudo consentido.

Isso.

E depois o que?

Como é que eles saíram os dois de casa, o que é que disseram a cada um?

E os dois a trautear uma canção dos Coldplay enquanto estão a falar. Deve ter sido muito giro.

Mas é o que diz o Paulo, pode ser tudo consentido. Não é consentido.

Claro. Não, obviamente. O que me parece é que o Andy Byron, quer dizer, que era o senhor, o último a saber.

Foi especialmente traído.

Exatamente. Eu acho que ele deve ter contratado uma equipa de relações públicas, crisis management.

Gestão de crise.

Gestão de crise, e eles disseram: "Meu amigo, não vais passar pra história com a imagem do último a saber. Vamos arranjar aqui uma ótima história que te vai fazer aparecer perante o público como um tipo que também tinha as suas coisas".

Não era um totó.

Não era um totó. Pronto, não era um totó. Também é um termo que pode substituir o outro, todos estamos a pensar. Há muitos termos para totó. E aí está, o totó já não é totó.

Afinal.

Afinal, havia outra.

Só não foi apanhado na Kiss Cam. A história virava: pobre mulher.

Coitada, traída.

Ela que estava em trabalho com o diretor, foi ali numa reunião pra ver como é que era um Coldplay ao vivo.

Isto apareceu no Times de Londres.

No seríssimo Times.

No seríssimo Times, em que é confirmado que Andrew Cabot também estava lá com uma mulher que agora é sua namorada. Foi este "agora é sua namorada" que me fez pensar qual seria o tipo de relação que manteriam naquela altura.

Estavam a conhecer-se.

Estavam a conhecer-se biblicamente.

Eu acho que vocês têm a imaginação muito fértil. Eu acho que claramente um e outro foram em programas de empresa.

Team building.

Claramente.

Casal building.

Casal.

Couple building.

Agora precisam de casal building.

Eu nunca pensei que um concerto dos Coldplay juntasse tanto adúltero. Eu pensei que era pra outro tipo de pessoas mais experientes.

Ainda vai dar muito que falar, ainda se vai descobrir mais qualquer coisa neste concerto dos Coldplay. Falta a mulher do outro.

Não, agora imagina as pessoas que estiveram no concerto a pensar: "Meu Deus, quando é que vai chegar a minha vez? Quando é que eu vou ser denunciado nas redes?"

Não sei se nunca mais a gente vai.

Mas quando isso acontecer.

Partido agora os concertos dos Coldplay.

"Vais a um concerto dos Coldplay, quem é maluco?"

Com quem?

Uma coisa vocês podem ter a certeza, se houver mais novidades, vamos falar delas aqui. Eu trago essas novidades.

Vais acompanhar isto.

Vou acompanhar, de muito perto.

Mas não acompanhaste mais o da Catarina Furtado.

Não, porque ainda não tenho novidades.

O Carlão.

Quer dizer.

O Carlão é lá dos teus lados.

Calma, a Margem Sul é muito grande. Vocês reduzem a Margem Sul. Mas há uma grande diferença entre o Montijo.

Eu ando lá no norte e ele lá pra Margem Sul.

"É da Margem Sul, é dos teus lados." Calma, não é dos meus lados. Ele é do outro lado, tal como eu, mas não somos dos mesmos lados.

Pronto, já sabes, tens essa tarefa.

Tenho essa tarefa. Vou investigar. Salvo seja, apareceu uma Catarina Furtado aqui no feed. A dizer: "Catarina Furtado e tal, mais umas novidades e tal."

Não investigaste.

Não investiguei.

Um casal de cada vez.

Calma, que isto é muita coisa.

Não se pode contar contigo.

É que agora já foram dois.

As coisas verdadeiramente importantes.

É que já foram dois casais agora. É muito excessivo.

É demais.

Isto é muito exigente.

À beira disso não tenho nada de importante no mundo, sinceramente.

Vais falar do quê?

A vida dos famosos, a vida das pessoas.

Eu senti a expressão do Paulo esmorecer.

Não, eu estava falando sobre a Melania.

Perante isto, o que é que vou falar do quê?

Umas coisas da Casa Branca.

Da Casa Branca? Não, isso não interessa para nada.

O que foi desta vez? Ainda aqui a Melania.

Mais uns gestos do Trump.

Não, mas a tua história é muito boa, Paulo.

Não é nada boa.

É ótima, é incrível.

Esquece, não mete casais, nem traições, nem figuras públicas.

Não?

Pensas tu então. Não mete figuras.

Um senhor chamado Donald Trump.

Sim.

Estás a ver quem é?

Sim.

Pronto.

Pela mulher. Melania.

Exatamente. É o que ela quer que se fale dela. Parece que há aqui mais sinais de gestos a mostrar que ele tem pouco sentido de Estado e que tem uma convivência democrática difícil, mas o que é que é isto, de facto? Isto não é importante.

Ele foi ao concerto de Coldplay ou não? É isso que nós queremos saber, com quem é que ele foi ao concerto.

Não há histórias de ele ter ido aos Coldplay, ou de se anda a sair com alguém. Seria incapaz disso, o Trump, nós sabemos pelo passado.

Sim.

Enfim, mas a história é esta: numa parede da Casa Branca, a administração Trump decidiu montar um corredor da fama presidencial, um “hall of fame”, basicamente um corredor com os retratos de todos os presidentes dos Estados Unidos até agora. Todos? Não, todos menos um. Calma lá. Em vez do retrato de Joe Biden, a imagem que aparece ali numa moldura dourada, igual às molduras de todos os outros presidentes, aparece uma foto gigante de uma caneta automática. Uma caneta automática é um daqueles braços mecânicos que está programado para reproduzir a assinatura de uma pessoa depois devidamente ensinada. O vídeo foi publicado por Maggie Martin, que é adjunta do conselheiro de comunicação de Trump, e vê-se então um traveling. É assim que se chama, não é, Carla?

Sim. Como é que se chama? Eu sou da sétima arte.

Exatamente. Aparece um plano a mostrar-nos o corredor, vê-se de facto ali a parede com as molduras douradas, com todos os retratos dos antecessores de Trump. Estão lá democratas críticos dele, tal como Clinton ou Barack Obama. E quando a câmera começa a chegar à atualidade, porque eles estão por ordem cronológica, aparecem dois retratos, obviamente, de Trump, do mandato anterior e ali no meio devia estar o retrato de Biden, mas aparece não o seu rosto, mas então a representação da caneta automática que, a reproduzir a assinatura do ex-presidente Joe Biden Júnior, só se vê o braço mecânico. O uso da caneta automática é uma das várias acusações que Trump vai fazendo a Joe Biden. Ele chegou a escrever na sua rede social que os perdões assinados com aquela caneta antes de Biden sair do cargo, em janeiro deste ano, que eram inválidos e que o aparelho, no fundo, era usado, acusa Trump, para ocultar o declínio cognitivo do antecessor. No fundo, ele já não estaria capaz nem de decidir, nem de assinar as suas decisões. Trump já tinha ameaçado que ia fazer isto e agora cumpriu. Diz que Biden não ganhou a corrida presidencial. Diz que perdeu redondamente, que foi um péssimo presidente. E em resposta a estas críticas, Biden já disse que sim, que usou e autorizou várias vezes o uso da caneta automática em documentos, mas assegurou que sempre foi ele a tomar as decisões que foram assinadas desta forma. Enfim, mais um gesto bonito. Lamento não haver aqui traições nem nada disso.

Há outros sentimentos.

Há, sim. Nobres. Muito nobres.