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Sejam bem-vindos ao Nota 20, programa da Rádio Observador, em parceria com a Iniciativa Educação, programa onde a educação fala com a ciência. Professor Nuno Crato, viva, como está?

Viva, estou ótimo.

Professor, hoje vamos tratar de um fenômeno que é muito novo e vou dizê-lo em português, chama-se fadiga do Zoom, ou seja, aquele cansaço provocado por aulas, encontros, reuniões através das plataformas vídeo, a mais popular delas todas, o Zoom. Foi, de resto, esse o tema do inquérito que colocamos no Twitter nos últimos dias. A pergunta que fizemos aos nossos ouvintes foi: a videochamada torna as reuniões mais cansativas? 54% respondeu sim, contra 46 que respondeu que o meio é irrelevante. Professor, o que é que estes dados nos dizem?

Olha, eu estou convencido que o que esses dados nos dizem é que as pessoas que dizem que o meio não interessa, são pessoas que não usam tanto a internet e o Zoom como os estudantes e os professores. É o que me parece que se pode concluir daí, porque estudantes e professores que estão quase constantemente a utilizar o Zoom, seja para esclarecer dúvidas, seja para dar aulas online ou que estiveram nessa fase, porque os professores do ensino superior continuam a utilizar muito o Zoom, os professores do ensino básico e secundário, muito menos neste momento, porque têm essencialmente os alunos em aulas presenciais. Portanto, deve depender um pouco da experiência de cada um. Eu diria que as pessoas que utilizam frequentemente o Zoom, ou o Teams ou o que seja, estão cansadas dele.

É nosso convidado Pedro Rosário, professor de Psicologia da Educação da Universidade do Minho. Professor, obrigado e bem-vindo ao Nota 20.

Olá, muito obrigado pelo convite.

Professor Pedro Rosário, antes de mais, o que é a Zoom Fatigue ou a fadiga do Zoom?

Sim. O Zoom Fatigue é uma condição que surge exatamente como o professor Nuno Crato estava a dizer, pela exaustão que nós vamos sentindo por termos o nosso dia cheio de atividades de vídeo, cheio de atividades online. E de fato, agora menos no básico e no secundário, como o professor Nuno dizia, mas na universidade continuamos bastante centrados nas atividades online e, portanto, continuamos a usar o Zoom. E é normal que esta overdose, digamos assim, de utilização do Zoom, leve a alguma fadiga, leve a algum cansaço, alguma exaustão. E, portanto, há aqui um conjunto de sinais que as pessoas vão sentindo de baixa vontade para fazer as coisas, de alguma desatenção que surge por causa desta overdose, digamos assim, da utilização.

E essa baixa vontade manifesta-se para a utilização do Zoom e de outras plataformas ou para o resto das atividades do dia a dia?

Não, nós podemos ver isto na parte mais instrumental, que é o cansaço que nós temos. Mas se calhar, do ponto de vista psicológico, é mais interessante para nós olharmos a montante, que é: o que é que de fato pode causar esta exaustão? Porque não é só a exaustão de eu ter um conjunto de reuniões, é a carga emocional e a carga anterior que está associada, sobretudo a parte mais psicológica. A investigação tem sugerido, isto é muito importante, porque tudo aquilo que nós vamos dizendo está bastante ancorado nas perspectivas da investigação. E a investigação tem sugerido que a importância é a descontinuidade. O que nós fomos sentindo, sobretudo de março até junho, de quem tinha atividades letivas intensas via Zoom, sentiu uma descontinuidade muito grande entre um processo anterior, que era sobretudo presencial, para um processo que era, sobretudo, para não dizer completamente, completamente online. Mas não é só-

Quando diz descontinuidade, diz rutura, não é?

Sim, há uma rutura.

Havia uma forma de trabalhar e de reunir e de comunicar numa era pré-Zoom e há uma nova forma de comunicar numa era Zoom, não é isso?

Exatamente, numa era Zoom. E quando nós comunicamos na era Zoom, descontinuamos não só o formato, mas também um conjunto de coisas associadas. Por exemplo, os meus objetivos, por exemplo, a utilização do espaço. O espaço passou a ser muito mais diminuto, muito mais confinado. De fato, a competição entre as pessoas em casa por utilizarem espaços que são muito reduzidos, a dificuldade de acesso ao tempo que eu tinha disponível, porque tenho que me dividir para fazer muito mais coisas. Portanto, a fadiga do Zoom tem uma parte, obviamente, da responsabilidade, digamos assim, do Zoom, mas tem uma parte muito grande da descontinuidade que eu fui sentindo. Por exemplo, de ver que os meus objetivos estão postergados no tempo e isso é algo que me pode deixar bastante intranquilo. Eu perceber que não estou a avançar, perceber que não sou tão eficaz como era, perceber que há aqui um conjunto de tarefas que são muito mais cansativas daquilo que eram.

Se eu estou a entender bem, eu peço desculpa de interromper, mas se eu estou a entender bem, há aqui duas coisas diferentes. Uma coisa é o Zoom em si. Portanto, posso estar na situação mais confortável do mundo, posso estar a utilizar o Zoom no jardim, posso estar na piscina, posso estar onde estiver, mas o Zoom em si tem algumas características que levam a pessoa a ficar mais cansada, ou que as pessoas se queixam. E o artigo que nós temos online na Iniciativa Educação, no Add On da Ludimila, fala disso, fala que as pessoas se queixam que ao fim de uma hora estão mais cansadas do que se estiverem numa reunião presencial. E isso é uma coisa um bocadinho surpreendente

Para nós que não somos psicólogos, é uma coisa um bocadinho surpreendente. Eu reparei isso, ficava surpreendido ao fim de uma hora, eu estar mais cansado do que estava à espera. Isso tem a ver exatamente com o quê?

O modo. É o modo da comunicação. O modo mudou. Portanto, existem questões psicológicas que de alguma maneira influenciam a minha disposição para estar no Zoom, digamos assim, mas existe também aspetos, características associadas ao modo. E o modo da comunicação é, de facto, diferente. Nós necessitamos de muito mais pistas do que aquelas que tínhamos. Exemplo: quando nós tínhamos o ensino tipicamente presencial, o que acontecia é que os professores na aula podiam e deveriam, aqueles que têm mais mestria nos processos educacionais, passeavam na aula e iam conversando, falando, explicando as matérias, passeando na aula. E isto suscita que o aluno, para concentrar a atenção, tenha que girar para a procura da fonte da informação. Contrariamente aos professores que falavam de uma forma monocórdica, sentados num único sítio, porque a fonte da informação do som era simplesmente uma e, portanto, dificultava ou facilitava, vamos pôr positiva, a minha concentração da atenção. No Zoom, nós temos mais dificuldades nesse processo, porque a distinção das pistas é muito mais subtil. Portanto, nós necessitamos de pistas muito mais intensas para concentrar a nossa atenção, porque essas pistas não são tão evidentes.

Por pistas significa exatamente o quê, neste caso?

Pistas, por exemplo, significa detalhes muito mais concretos. Por exemplo, atenção ao sublinhado ou ao quadro, ou a este aspeto neste PowerPoint ou nesta folha ou nesta ideia. Muito concretos, muito detalhados, para que as pessoas possam focar a sua atenção. Contrariamente a qualquer coisa com o mais generalista na sala de aula, que tipicamente podia ser atenção ao quadro, reparem, vejam no quadro. Aqui, esta ideia, nós precisamos de pistas muito mais detalhadas.

Isso quer dizer, professor, que os professores têm de estar constantemente a solicitar a atenção dos alunos.

Sim.

Para poder também eles próprios, os professores, avaliarem as pistas que os alunos vão dando ou não?

Claro, exatamente isso. Esse feedback que os alunos transmitem é muitíssimo importante e nós precisamos de os entender. Por exemplo, numa sala de aula, se o aluno baixa a cabeça, se o aluno apresenta um olhar despistado, que parece que não está concentrado ou a entender a matéria, nós chamamos a atenção e podemos modificar os argumentos, modificar os exemplos, de modo a capturar a atenção do aluno. Aqui estas pistas são muito mais subtis, não só porque muitas vezes a câmera está desligada, como muitas vezes o olhar é esgazeado e está simplesmente em frente, a olhar para o Zoom e, portanto, é bastante indiferenciado, não tem nuances e, portanto, os professores têm mais dificuldade. Como é que podem contrariar isso? Por exemplo, como sugeriu, interagindo bastante, ou seja, convocando os alunos para participar, convocando os alunos com perguntas muito dirigidas, convocando com perguntas mais gerais, de modo a que todos possam dar a sua opinião e depois nós vamos fazer um comentário sobre aquilo que surgiu. Portanto, as aulas têm sempre que ser dinâmicas. Aqui o problema é que este formato não facilita a dinâmica. E, portanto, nós precisamos de impor algum ritmo que não vem com a ferramenta. E, portanto, isto é um aspeto muito importante. Depois, por outro lado, porque nós estamos sempre sentados, a visão é sempre a mesma e, portanto, há aqui umas questões do ambiente que não facilitam. Embora o Zoom também é intoxicado por um conjunto de razões que estão a montante. Portanto, a nossa opinião sobre o Zoom, a nossa zanga, o nosso cansaço, vem também por acumulação de aspetos que são extra Zoom. Por exemplo, o facto de nós estarmos aborrecidos. Aborrecidos, boredom, é uma variável muitíssimo importante que explica uma parte muito grande do envolvimento dos alunos na aula.

Mas são alunos naturalmente aborrecidos?

Não, eu vou lhe explicar. Por exemplo, usando a sua expressão há bocadinho de pré-Covid. Estudos pré-Covid, porque ainda não há estudos Covid, sugerem, por exemplo, que dois terços dos alunos americanos do high school, portanto, do secundário, sentem-se aborrecidos na sala de aula. Aborrecidos com pouco desafio, com as aulas pouco dinâmicas, pouco interessantes, no sentido em que eles sentem que no final da aula não aprenderam, não melhoraram. E, portanto, aquilo não foi uma oportunidade de crescimento pessoal. Isto gera uma certa monotonia e um baixo envolvimento na tarefa. Portanto, o aborrecimento, por exemplo, é uma variável que é muitíssimo importante na etapa pré-Covid e obviamente, na pós-Covid, mas na etapa Covid é também fundamental, porque para além do conteúdo da aula, para além do modo de entrega destes conteúdos, nós temos aqui, digamos assim, outras variáveis que estão a ver que estão relacionadas com a nossa vida, o fato de estarmos confinados, o fato de não podermos estar com os nossos amigos. Há aqui um conjunto de questões que, no fundo, estão descontinuadas e isto é complicado.

Deixe-me só voltar atrás uma coisa que me pareceu muito interessante aqui, que é o seguinte: não há ainda estudos pós-covid. É evidente que há estudos. Agora, o professor Pedro Rosário está se a referir a estudos validados cientificamente, julgo eu. Isso é uma coisa que as pessoas às vezes não conhecem, porque não conhecem o processo científico, o que é normal. Um estudo é feito, esse estudo é trabalhado, esse estudo é discutido, habitualmente, depois é apresentado em conferências científicas. Depois disso, é submetido a uma revista, depois de ser submetido a uma revista, volta para trás com alterações, com propostas que os revisores propõem. Portanto, todo esse processo é uma coisa que habitualmente demora meses ou anos. Há casos de trabalhos científicos que demoram cinco, seis anos a serem publicados desde que são submetidos. Portanto, isso explica claramente que nós não temos, neste momento, muitas publicações científicas validadas sobre o Covid. O que não quer dizer que não haja alguns estudos, mas não têm a validade científica para outros.

Sim, são indicadores que mostram eventualmente alguma tendência, mas que precisam de ter a metodologia e de ter a arquitetura analítica, estatística, que permita que as conclusões sejam válidas, fidedignas e que possam servir para informar as práticas educativas.

Certo, e a isto acrescenta-se também uma outra coisa, se eu estou a ver bem, que é: não basta existir um estudo para um psicólogo depois dizer: "Bem, isto é assim, isto passa-se assim". Há um estudo, há um estudo confirmatório, há uma discussão, há outros que dizem coisas um bocadinho diferentes e vai-se construindo um consenso científico, como se construiu em torno do aborrecimento, portanto, do bore na sala de aula, e que não está constituído e que está longe de estar constituído pro covid, pra esta etapa. Daí que tudo seja mais difícil.

Exatamente. Portanto, o que nós temos são intuições. Aquilo que nós estamos a fazer é: transportamos do conhecimento que está validado noutros contextos e ajustamos a este contexto. Por exemplo, o papel dos distratores na sala de aula, ou seja, os distratores podem ser internos, aquilo que me preocupa, os meus pensamentos, a minha imaginação, que obviamente me leva a sair fora da sala de aula, estando fisicamente lá sentado. Aqui também são muito importantes, quer os distratores internos, quer os distratores externos, que na época Zoom, se consubstanciam, por exemplo, com o WhatsApp Web, com um conjunto de outras coisas que eu tenho acesso no computador e o professor vê a minha imagem e eu posso até ir abanando com a cabeça e estou a ler uma outra coisa qualquer que não tem absolutamente nada a ver com o que está ali a acontecer. E, portanto, há aqui um conjunto de distratores, não são novos, mas apresentam-se de um novo formato. É o formato, não é tanto a qualidade do distrator, é o formato como se apresenta que exige uma nova disciplina interior, ou seja, novos processos de autorregulação. Eu tenho que aprender a governar o tempo, porque eu tenho mais intervalos, tenho possibilidades de ocupar mais tempo, porque eu não tenho as viagens, não tenho as deslocações. E a questão é como é que eu giro esse tempo. Tenho mais disponibilidade. Portanto, os processos de autorregulação, ou seja, a gestão, o controle do meu comportamento para alcançar os objetivos, via Zoom, podem se tornar mais difíceis. É um repto mais difícil.

E professor Pedro Rosário, o que lhe diz a sua intuição sobre como é que os professores podem não só contornar o cansaço dos alunos em relação ao Zoom, mas também em assumirem o controle da comunicação e não darem o aluno como perdido quando ele está do outro lado do computador com aquele olhar vago e com a cabeça nitidamente noutro lugar que não ali.

Eu acho que, mais uma vez, a ciência ajuda-nos bastante, a evidência. E o que nós sabemos? Nós não sabemos, não temos dados sobre a nossa competência de atenção, de concentração da atenção no Zoom. Não há dados, há intuições, há guessings.

Não sabemos quanto tempo é que um aluno consegue focar a sua atenção numa reunião ou num encontro Zoom com o professor.

Não. Temos regularidades. As pessoas podem dizer: "A partir daquilo que é a minha experiência pessoal, eu tenho esta regularidade". Mas esta regularidade é idiossincrática, é a minha regularidade, ou é a regularidade dos meus alunos, ou é a regularidade do meu filho. Portanto, estamos a falar aqui casos ad hoc.

Mas há ciência produzida sobre as aulas antes do Covid e antes da era Zoom.

Sim, e o mais próximo interessante, que pode ser uma boa pista, são as TED Talks. O que nos diz a investigação sobre a capacidade de concentração das pessoas numa TED Talk, que tem uma arquitetura fantástica, desenhada para capturar a atenção, desenhada para passar mensagens magníficas, com treino fundamental, com treino e a muita intensidade. E a investigação sobre as TED Talks diz que tipicamente uma TED Talk que quer qualidade, que visa a eficácia, deve organizar-se entre os 16 e os 18 minutos. Portanto, esta é uma indicação que nós podemos ter, porque esta baliza existe em investigações pré-Covid, numa estrutura muito forte, muito bem montada, muito profissional. E, portanto, nós podemos decalcar e fazer uma presunção, que não estará muito longe, que nós à volta dos 20 minutos, até aos 20 minutos. Isto significa o quê? Que as aulas devem ser de 20 minutos? Não. Significa que a entrega dos conteúdos tem que ser distribuída de modo que haja uma calibração entre a dinâmica mais de explicação dos conteúdos e o treino. Ou seja, o meu envolvimento na tarefa, uma coisa mais hands-on. Que exercícios é que eu faço? Que perguntas é que eu realizo? Que trabalhos é que eu realizo? E depois, outra vez, uma etapa de desconstrução e teórica.

Fazer modulação, não é?

Modulação, como se fosse uma montanha-russa. Nós subimos a intensidade, de alguma maneira, a entrega do conteúdo, aquilo a que tipicamente uma forma muito feia se diz "dar as aulas", é uma forma muito feia, muito inadequada.

Aquela exposição clássica, não é?

Exatamente, a exposição clássica. E nós temos que trabalhar esses conteúdos, e que os alunos têm que os compreender, têm que os estudar, isso é muito importante, e depois tem que haver uma fase em que o aluno tem que ter hands-on e pode fazê-lo, por exemplo, em salas pequenas. Nós no Zoom temos uma particularidade que nós podemos alocar os alunos a pequenas salas e podemos dar-lhes tempo concreto para trabalhar. Por exemplo, quatro colegas vão para uma sala que nós inventamos e trabalham durante 10 minutos. A vantagem do Zoom, contrariamente ao presencial, é que passados 10 minutos, esses quatro alunos estão na sala grande, ou seja, no ecrã outra vez. E nós podemos ter claramente limitado a fronteira entre o trabalho que eles têm que fazer e depois a seguir, a devolução à comunidade, ou seja, aos seus colegas, desse trabalho.

Professor Pedro Rosário, são ótimas dicas e ótimas instruções para se, no futuro, esperemos que não, as aulas regressem todas ao modelo de ensino à distância. Se formos todos confrontados com a necessidade de colocar toda a comunidade escolar fechada novamente numa janela de computador. Professor Pedro Rosário, muito obrigado por ter vindo ao Nota 20 desta semana. Obrigado pela disponibilidade.

Muito obrigado, Leo.

Professor Nuno Crato, já na reta final do programa, faço-lhe a habitual maldade, que é pedir-lhe em 20 segundos breves notas a reter do programa de hoje.

Muito bem, primeira nota, o Zoom ou estes meios online trazem-nos mais dificuldades, trazem-nos mais dificuldades de distração, de concentração, etc. E devemos, portanto, tentar intervalar as atividades Zoom com outras atividades. No que se refere à aula, eu julgo que esta última discussão é muito interessante, porque o que quer dizer é que se há uma aula em Zoom, ainda mais razão há para tentarmos dividi-la em pedaços, fazer 15 minutos, depois cinco minutos, depois 15, depois 10, enfim, dividi-la de forma a dar um ritmo à aula e fazer intervalar os momentos mais expositivos com os momentos de trabalho dos alunos. Enfim, são regras gerais do ensino, mas que neste caso ainda maior importância têm.

Muito bem, na próxima semana vamos falar sobre pensamento crítico. Deixo a habitual pergunta aos nossos ouvintes no Twitter da Rádio Observador e também da Iniciativa Educação. A pergunta é: o que é mais importante para o sentido crítico? Conhecer a matéria em causa ou aplicar as estratégias específicas? Daqui a mais ou menos 10 minutos, já lá mora a pergunta no Twitter da Rádio Observador e também na Iniciativa Educação para poder responder. Professor Nuno Crato, acho que está tudo. Até para a semana.

Até para a semana.