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Rádio Observador. Começa agora o jornal das 16h, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, o Estado registou um déficit de mais de 200 milhões de euros na primeira metade do ano.

É o que consta do mais recente balanço da entidade orçamental, divulgado hoje. O Estado passou de um excedente orçamental a um déficit, com um decréscimo de cerca de 2200 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado. A redução é explicada por vários fatores, como os gastos com a regularização de dívidas do Serviço Nacional de Saúde. De acordo com o relatório, os restantes subsetores tiveram uma evolução positiva, tendo em conta a melhoria nos saldos da Segurança Social, da administração local e da administração regional.

E Luís Neves não vai ser ouvido no Parlamento. A audição ao ministro foi chumbada na reunião de líderes.

PSD e CDS voltaram a votar contra a ida de Luís Neves à Assembleia da República. É uma das decisões que sai da reunião de hoje no Parlamento. Foi ainda marcada uma reunião para debater os problemas na correção dos exames. A Comissão Permanente do Parlamento vai reunir-se na segunda-feira, nesse sentido. A votação foi unânime.

E após a reunião, o deputado do PSD culpa o Chega por a Comissão Permanente da Assembleia da República incluir apenas o tema dos exames nacionais.

É o que garante Francisco Figueira no final do encontro, que é também porta-voz da conferência de líderes.

Não tendo o Chega aberto mão, se me permitem o coloquialismo, da audição do senhor ministro, não havia forma de enquadrar essa audição no âmbito do funcionamento e da Comissão Permanente da próxima segunda-feira, razão pela qual a Comissão Permanente vai incidir sobre o tema dos exames nacionais, fazendo-se o governo representar por um membro do governo, da forma que entender, nos termos que são regimentalmente previstos.

Já o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, acusa a AD de querer fugir ao debate.

Infelizmente, mais uma vez, o PSD e o CDS não quiseram esse consenso. Infelizmente, foram respaldados pelo presidente da Assembleia da República, porque o presidente da Assembleia da República tem poder para convocar essa Comissão Permanente. O PSD e o CDS provaram apenas que estão a fugir ao debate. E a pergunta que eu faço é muito simples: que sentido é que fazia nós estarmos a aceitar uma Comissão Permanente para falar sobre o Ministro da Administração Interna, para falar sobre tudo o que ele fez enquanto foi diretor nacional da Polícia Judiciária, sem a presença do mesmo? É uma coisa que não faz sentido.

Já pelo PS, Pedro Delgado Alves lembra que o partido sempre se manifestou a favor de ouvir tanto Luís Neves como Fernando Alexandre.

Nós entramos para esta conferência de líderes com o objetivo de marcar uma audição com caráter de urgência, porque o tema assim o exige, com o senhor ministro da Administração Interna. E saímos da conferência de líderes com um debate marcado sobre educação, em que o governo nem sequer se compromete a fazer-se representar nessa mesma reunião. A isto acresce o dever do governo de prestar esclarecimento, sobretudo quando o próprio ministro da Administração Interna se disponibilizou variadas vezes para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Já a Iniciativa Liberal, pela voz de Mário Amorim Lopes, diz que ficou claro que a conferência de imprensa de Luís Neves correu mal.

Nós entramos para esta conferência de líderes com o objetivo de marcar uma audição com caráter de urgência, porque o tema assim o exige, com o senhor ministro da Administração Interna. E saímos da conferência de líderes com um debate marcado sobre educação, em que o governo nem sequer se compromete a fazer-se representar nessa mesma reunião. A isto acresce o dever do governo de prestar esclarecimento, sobretudo quando o próprio ministro da Administração Interna se disponibilizou variadas vezes para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Mário Amorim Lopes, da Iniciativa Liberal. À esquerda, Paulo Mocho, do Livre, atribui responsabilidades a José Pedro Aguiar Branco.

Do nosso ponto de vista, a decisão de não marcar um ponto sobre esta matéria é do presidente da Assembleia da República, que é quem tem a competência constitucional e a competência regimental para marcar ou não reuniões da Comissão Permanente. Poderia tê-lo feito, escolheu não o fazer e, portanto, naquilo que já tinha sido a decisão anterior, que nós também discordamos, o Livre mais uma vez não se opôs a que este debate pudesse ter lugar, mas foi a decisão do senhor presidente da Assembleia da República.

O PCP, pela voz de Paula Santos, critica a postura do governo por não permitir escrutinar e fiscalizar a atividade do executivo. Já Fabian Figueiredo, pelo Bloco de Esquerda, critica as mudanças de posição do executivo.

E o secretário-geral do Partido Socialista admite não ter medo de eleições.

José Luís Carneiro esteve no Sob Escuta, na Rádio Observador, sobre a possibilidade do país ir a eleições legislativas antes do previsto. O líder do PS garante que o partido está pronto para servir os portugueses quando surgir a oportunidade.

O Partido Socialista será parte responsável para garantir estabilidade política ao país, mas não teme as eleições.

Isso quer dizer o quê, exatamente?

Quer dizer que o Partido Socialista se tem vindo a preparar para ser uma alternativa para responder aos cidadãos.

E já está pronto.

Há um ano que tenho e que temos equipas diversificadas.

Já Luís Carneiro, já está pronto.

O Partido Socialista é um grande partido que tem capacidade convocatória para servir o país quando os portugueses assim o entenderem. Não é por nós que haverá crise política.

Sobre o orçamento de Estado, José Luís Carneiro lembra as palavras do Presidente da República, quando António José Seguro disse que não havia nenhum drama se o país tivesse de ser governado em duodécimos.

Não haverá drama. É evidente que gerir em duodécimos não é o mesmo que gerir com orçamento aprovado. Por quê? Porque gerir em duodécimos significa gerir por conta do exercício do ano anterior. E sabemos que o exercício do ano anterior, por exemplo, é insuficiente em relação à área da saúde.

José Luís Carnoeiro, em entrevista na Rádio Observador, o Sob Escuta, já está disponível em podcast. Pode escutar a entrevista completa no site do Observador.

Na atualidade internacional, o número de migrantes que morreram ao tentar chegar a Ceuta subiu para 57 e os que conseguiram chegar à cidade espanhola deparam-se agora com uma cidade fantasma, sem locais para comprar comida.

A atualização do número de mortes foi feita na última hora, confirma o jornal espanhol "El País". As autoridades mantêm nas águas um dispositivo de busca e salvamento. O patrulhamento foi também aumentado, numa altura em que o Ministério da Administração Interna espanhol confirma que cerca de metade dos migrantes que entraram de forma irregular em Espanha nas últimas 24 horas já regressaram a Marrocos de forma voluntária. A jornalista do Observador em Ceuta, Inês André Figueiredo, descreve uma cidade fantasma onde as pessoas não conseguem, neste momento, sequer comprar comida.

Uma cidade completamente abandonada pelos habitantes, pelas pessoas que aqui vivem. É como se fosse uma cidade fantasma que foi invadida por pessoas que não são daqui, que estão a deambular nas ruas, que não têm para onde ir, que não têm o que fazer e, mais do que isso, que não têm comida nem bebida. E este está a ser o principal drama destas pessoas. Algumas que já aqui estão há alguns dias, há dois, três, quatro dias sem comida e não conseguem fazer uma única refeição. Todas as lojas, neste momento, desta cidade estão fechadas.

E perante esta situação, muitos conformaram-se com o regresso voluntário a Marrocos. Inês André Figueiredo esteve também na praia por onde chegaram estes migrantes e explica que agora se registam dois fluxos, com pessoas a chegar e outras a partir.

Neste momento, há uma fronteira terrestre aberta, que faz a ligação entre Espanha e Marrocos, por onde podem passar sem qualquer problema. Foi aberta essa fronteira e o que se está a passar na praia por onde estas pessoas chegam é que há dois fluxos. Um fluxo de pessoas que continuam a chegar pelo mar e depois, uns metros ao lado, cerca de cinco metros ao lado, um portão gigante, onde estão imensos membros do exército a explicar que aquela fronteira é a fronteira que os pode levar de regresso a casa.

A reportagem da jornalista do Observador, enviada especial a Ceuta, Inês André Figueiredo.

E agora vamos a outras notícias que marcam a atualidade.

O primeiro-ministro britânico Andy Burnham afirmou hoje que Gianni Infantino é a pessoa errada para liderar a FIFA. É uma reação que surge depois de ter sido conhecido um plano para abrir o organismo a investidores privados. Burnham junta-se assim ao crescente bloco de contestação a este plano de Gianni Infantino para criar a FIFA Forward Enterprises, uma estrutura que iria abrir a exploração comercial das provas, incluindo o Campeonato do Mundo, a investidores privados. Perante esta situação, a UEFA anunciou ontem um boicote a todas as competições da FIFA enquanto esta ideia estiver de pé. António Silva já está em Inglaterra para assinar contrato com o Bournemouth. O central deixou o Benfica para rumar ao futebol inglês. Ontem, depois da vitória encarnada sobre o St. Gallen na Liga Europa, António Silva despediu-se dos adeptos. A transferência deve rondar cerca de € 25 milhões. Em Vale de Passos, o incêndio ainda dura e por esta hora é combatido por quase mil bombeiros, apoiados por 309 viaturas e 12 meios aéreos. Entretanto, o incêndio que deflagrou em São Domingos, no Conselho de Chaves, junta por esta hora 17 operacionais no terreno, 55 viaturas e três meios aéreos. Estes dois incêndios a norte do país, no distrito de Vila Real, estão separados por apenas 30 km.

E foi José Rafael Lopes com as notícias das 16h, está de regresso às 16h30. Até já.