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Jornal das 5, com Vasco Maldonado Correia. O governo volta a afastar a hipótese de avançar para uma reforma da Segurança Social ainda nesta legislatura.

Assunto fechado, pelo menos para já, é o que avisa de viva voz o ministro da Presidência, António Leitão Amaro. O ministro esteve há pouco no habitual briefing semanal do Conselho de Ministros e, de acordo com Leitão Amaro, o estudo que foi apresentado esta semana pelo grupo de trabalho escolhido pelo executivo serve apenas para habilitar o país todo a fazer uma análise do tema. Leitão Amaro fala de mais um contributo sério e profundo. Recorda que o próprio primeiro-ministro já garantiu que se demitia se tivesse de cortar pensões. Leitão Amaro assegura também que se alguma vez a reflexão do governo resultar em decisões sobre a Segurança Social, tal será apresentado apenas num contexto de campanha eleitoral e, por isso, só a partir de 2029.

Na saúde, foi hoje divulgado o relatório do Centro de Orientação de Doentes Urgentes e Meios de Emergência Médica do ano passado. A Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica considera que o documento não mostra o impacto das falhas do INEM na vida dos utentes.

O relatório do CODU revela uma taxa de inoperacionalidade das ambulâncias a rondar os 38% e aponta a falta de meios humanos, sobretudo técnicos de emergência pré-hospitalar, o que levou à necessidade de mais de 360 mil horas extraordinárias dos profissionais no ano passado. Ora, em reação ao relatório, a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica afirma que o relatório mostra, de facto, uma pressão operacional no INEM, mas falha em demonstrar o impacto clínico do sistema. Diz que falha, por exemplo, em quantificar o que a indisponibilidade na resposta do INEM significou na prática para os doentes. A ANTEM questiona quantas ocorrências ficaram por responder no último ano, quantos doentes críticos foram afetados e, por exemplo, quanto tempo adicional foram obrigados a esperar os utentes. A associação pede, por isso, e em conformidade com as conclusões do documento, um relatório de desempenho do sistema integrado de emergência médica com dados que permitam perceber efetivamente o efeito de toda esta atividade na saúde da população.

Com as temperaturas a descer esta quarta-feira, os maiores incêndios dos últimos dias já entraram finalmente em fase de resolução, mas obviamente as equipas continuam no terreno.

No incêndio no Conselho de Arouca continuam mais de 500 operacionais apoiados por três meios aéreos. Há também três meios aéreos no incêndio de Boticas, que também já entrou em fase de resolução. Situação semelhante em Torre de Moncorvo, incêndio que foi mobilizando mais operacionais no início da semana. Nesta altura, continuam mais de 300 bombeiros no terreno. A descida das temperaturas veio ajudar o trabalho da Proteção Civil no combate aos incêndios. Esta tarde, destaque apenas para o fogo que começou por volta da hora do almoço em Alfândega da Fé. Estão duas aeronaves no terreno a apoiar o trabalho de cerca de 80 bombeiros.

E Vasco, desde sábado, o incêndio em Boticas, Vila Real, já atingiu ou consumiu, pelo menos, cerca de 3 mil hectares de mato e pinhal. São as contas mais recentes relativas a este incêndio.

Feitas pelo presidente da Câmara Municipal de Boticas, Guilherme Pires. O autarca afirma que vai ser necessário recomeçar de novo na gestão da floresta na região, depois de dias de enorme sobressalto.

Dias de sobressalto, muito sobressalto, até porque nós preocupamo-nos com as pessoas, com os bens, mas também nos preocupamos com a riqueza que é a nossa floresta e constantemente a arder. E agora é um recomeçar de novo. E também sobressalto porque poderiam estar casas em risco e havia as pessoas em risco. E eu andei este tempo todo a arranjar um adjetivo, é como se fosse um tsunami que passou pelas nossas aldeias, pela nossa freguesia. Um tsunami, neste caso, de fogo.

Tsunami de fogo é a expressão usada pelo presidente da Câmara de Boticas, Guilherme Pires, que refere ainda que vai ser feita a avaliação dos estragos provocados pelos incêndios nos próximos dias.

Além da descida das temperaturas, é esperada chuva e vento forte, em especial mais para domingo.

O IPMA avisa para a chegada de uma depressão a Portugal continental com características pouco habituais para a altura do verão. A meteorologista Ângela Lourenço fala num fenômeno típico do outono.

Tudo tem algumas características mais de outono. Não tem tantas características de verão. Muitas vezes no verão acontecem algumas perturbações frontais que fogem um bocadinho da sua trajetória normal, porque no verão a trajetória normal é mais a norte, o latitud mais a norte, e por vezes no verão acontece que elas vêm um pouquinho mais a sul.

Uma semana de outono em pleno agosto. Já a partir de domingo, o IPMA prevê vento forte e agitação marítima.

A precipitação que vai começar logo a partir de domingo e deverá manter-se durante boa parte da semana. Por vezes, essa precipitação poderá ser mais intensa. Neste momento, tudo indica que a ser mais intensa, será mais para as regiões Norte e Centro do que para a região Sul, mas vamos ver. Vai trazer também, por vezes, o vento a soprar com mais intensidade e, eventualmente, também o aumento da agitação marítima.

Avisos da meteorologista Ângela Lourenço, do IPMA, revela também que não são esperadas grandes variações de temperatura nos próximos dias.

No plano internacional, a presidente da Comissão Europeia insiste que a Rússia é incapaz de ganhar a guerra na Ucrânia.

Declaração de Ursula von der Leyen na rede social X, defende que a escalada dos ataques russos a infraestruturas civis é uma vingança pela falta de avanços no terreno. O líder da Comissão Europeia acusa a Rússia de retaliar contra quem não se consegue defender. Ursula von der Leyen adianta que está a coordenar com os Estados-membros da União Europeia e com os parceiros o reforço das capacidades antibalísticas ucranianas para que a Ucrânia disponha dos meios necessários para evitar a perda de vidas humanas.

Para a especialista em relações internacionais Nuno Gouveia, os ataques russos a infraestruturas civis são, no fundo, um sinal de fraqueza por parte da Rússia.

Ele sublinha que este tipo de ataques tem acentuado nos últimos dias. No gabinete de guerra, explica que a Rússia está a tentar quebrar a Ucrânia sem sucesso.

Este tipo de ataques a infraestruturas civis E que nos últimos meses tem se vindo a acentuar, é também uma demonstração de fraqueza por parte da Rússia, pois percebe que pela via militar convencional não tem conseguido ganhar esta guerra e tenta atingir alvos civis para tentar quebrar a vontade ucraniana.

Análise de Nuno Gouveia no Gabinete de Guerra da Rádio Observador, a dar conta do aumento de ataques a infraestruturas civis por parte da Rússia. E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira. O fundo para impostos da venda de barragens da EDP no Douro está por implementar há cinco anos. O governo continua sem explicar porquê. O fundo foi criado em 2021 por iniciativa do PSD, com o objetivo de gerir as receitas dos impostos da concessão das barragens, que a empresa energética vendeu no final de 2020 na região do Douro. Questionada pela Agência Luz à tutela das finanças do Executivo, não explica a razão deste atraso, nem em que ponto se encontra a regulamentação do decreto-lei. A UGT defende que a sustentabilidade da Segurança Social não pode ser desligada da garantia de pensões dignas. É a reação da Central Sindical ao relatório do grupo de trabalho que estudou uma reforma para o setor. A UGT questiona o impacto da proposta relativa às contas individuais nas reformas futuras. No futebol, já é oficial, João Cancelo é reforço do Barcelona para a nova época, agora em definitivo, depois de duas passagens por empréstimo pela Catalunha, uma delas na última época. O internacional português rescinde contrato com o Al-Hilal e assina agora um contrato com o Barcelona até 2029. E Ricardo, estamos em agosto e por isso no mês dos mosquitos, mas hoje é um dia especial, um dia diferente.

Então, por quê?

Uma coisa boa, o verão também traz coisas más. Agosto é sinônimo de calor, de praia, mas também de picadas e daquele barulho irritante, aquele zumbido dos mosquitos.

Nada como ter um amigo ou alguém conosco que é daquelas pessoas que atraem mosquitos.

Que tem o sangue doce, geralmente é o que se diz. Mas hoje é um dia de tréguas, porque hoje é o Dia Mundial do Mosquito.

O Dia Mundial do Mosquito?

Existe há mais de um século. É uma homenagem não só ao mosquito, não sei se sabes disso, mas é o animal mais mortal do planeta.

Pelo menos a transmitir doenças.

Exatamente. É ele que espalha doenças como Zika, malária, mas acima de tudo, este Dia Mundial do Mosquito é uma homenagem ao médico britânico Ronald Ross. O dia, perguntavas há pouco, há mais de um século, já se celebra desde 1897. É uma homenagem a este médico inglês que comprovou que o mosquito Anopheles, uma espécie de mosquito, era responsável pela transmissão da malária entre humanos. E por isso, fica a homenagem a este animal.

E ainda hoje, este animal, o mosquito te picou.

E hoje picou.

O Vasco Maldonado Correia vai regressar às 17h30.