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Por agora são 19h, está com a Rádio Observador. Vamos às notícias com a jornalista Laura Figueiredo e, em destaque, o PS quer ouvir com urgência o Ministro da Economia e Coesão Territorial no Parlamento. Quer ouvir o ministro sobre a execução do PRR.
Um pedido que surge na sequência das declarações de Manuel Castro Almeida, que garantiu na sexta-feira que o PRR está totalmente concluído. Nesse sentido, o Partido Socialista quer ouvir o ministro para esclarecer o estado efetivo de execução financeira, material e operacional do Plano de Recuperação e Resiliência. Socialistas dizem estar preocupados com dificuldades na execução de projetos de instituições de solidariedade social. Afirmam que permanecem por concluir ou entrar plenamente em funcionamento investimentos em infraestruturas no setor da saúde, habitação e educação. De acordo com o grupo parlamentar do PS, o objetivo das audições é conhecer com rigor quanto falta pagar aos beneficiários e que investimentos continuam ainda em execução.
E André Ventura promete decidir até amanhã se o Chega vai ou não avançar com uma moção de censura ao governo.
O ministro da Administração Interna tem estado sob pressão depois da ameaça do Chega em avançar com uma moção de censura ao Executivo, caso o primeiro-ministro não resolva a situação de Luís Neves. André Ventura diz que vai reunir os órgãos do partido entre hoje e amanhã para tomar uma decisão. Por enquanto, diz estar satisfeito com alguns sinais que considera positivos neste processo.
Acho que o presidente da República, pelo menos pelo que não foi desmentido em vários jornais, parece ter dado um prazo ao governo para resolver o problema de Luís Neves. E o Chega também exigiu a resolução desse problema e também pede isso ao primeiro-ministro. Isso é um sinal positivo. O outro sinal positivo é o ministro ter dito, parece que era preciso mesmo uma moção de censura, para vir dar novas explicações. O que eu espero é que não sejam explicações iguais às últimas, que falava do que queria, como queria, e aumentando ainda mais as suspeitas sobre ele do que antes da conferência de imprensa.
Na mesma conferência de imprensa na sede do partido, o líder do Chega reagiu também ao discurso de Luís Montenegro, ontem no final da Universidade de Verão do PSD, no qual o primeiro-ministro admitiu algumas falhas no processo de correção dos exames nacionais. André Ventura acusa o governo de viver numa realidade paralela.
Um discurso de 40 minutos, ou de cerca de 40 minutos, em que foi incapaz de assumir a sua própria responsabilidade em matéria de educação e em matéria das fragilidades e do caos nos exames e no processo de colocação dos alunos que teve lugar nos últimos meses, sempre por responsabilidade do governo e por responsabilidade do senhor Ministro da Educação. Usou, aliás, a expressão "lamentamos a perturbação que aconteceu durante algum tempo", como se não tivessem nada que ver com isso.
Declarações do líder do Chega esta tarde. André Ventura diz também que Luís Montenegro anunciou como sendo novas medidas que já tinham sido anunciadas, tal exemplo da Universidade de Bragança.
O coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, Adalberto Campos Fernandes, rejeita a ideia de uma derrota do Presidente da República na sequência da decisão do Tribunal Constitucional sobre a Lei do Retorno.
António José Seguro pediu, no início de agosto, a fiscalização preventiva deste diploma. Ora, os juízes do Palácio Ratton decidiram, por unanimidade, não se pronunciar pela inconstitucionalidade da lei. Adalberto Campos Fernandes considera que a decisão deve ser encarada com normalidade. Recorda que o princípio de equilíbrio, defendido por António José Seguro, funciona nos dois sentidos.
É a normalidade democrática a funcionar. Não parece que aqui há nenhuma derrota e, sobretudo, nós temos que nos habituar que este princípio de equilíbrio que o Presidente da República define, de balanço e de equilíbrio entre os poderes, possa funcionar com normalidade, umas vezes fazendo as decisões penderem num determinado sentido, noutras no sentido inverso.
Opinião partilhada pelo social-democrata Duarte Marques, que sublinha que o facto de o Presidente da República ter remetido o diploma para o Tribunal Constitucional não significa que esteja contra a lei.
O Presidente da República é alguém que conhece bem estes temas. Eu até diria que não fez este tipo de fiscalização por estar contra. Fez para ter a certeza que estava no caminho certo. Quiçá, se ele não o fizesse, outros o fariam. E o presidente aqui, temos que interpretar aquilo que ele fez. Nós não podemos achar sempre que o presidente recorre ao Tribunal Constitucional, que é porque está contra ou quer arrastar a quem decida por ele.
Duarte Marques, que considera ainda que com a entrada em vigor da nova lei, uma situação semelhante à de Ceuta não aconteceria em Portugal. Adalberto Campos Fernandes e Duarte Marques estiveram esta tarde no Explicador da Rádio Observador.
Em Lisboa, quase um ano depois do acidente com o elevador da Glória, a Carris apresentou hoje a solução para este equipamento. Deverá estar a funcionar até 2029.
É pelo menos essa a expectativa da Carris. O presidente do Conselho de Administração, Rui Lopo, admite-se ainda assim que o prazo poderá derrapar.
Esperamos que esteja pronto em 2029, como foi dito, no primeiro semestre de 2029, com um conjunto de variáveis que nós, felizmente ou infelizmente, não controlamos a 100%. Eu queria particularizar uma que foi dita pelo meu colega Luís Gonçalves, que é as questões do património arqueológico. Iremos intervir numa zona da cidade que é muito rica em património arqueológico e, portanto, como se costuma dizer, nunca se sabe o que vamos encontrar quando levantarmos toda a infraestrutura, mas é um equipamento seguro, é um equipamento moderno, uma cabine semelhante à anterior, mas não será em madeira, será em materiais que são mais resistentes.
Rui Lopo, presidente do Conselho de Administração da Carris, esta tarde, na apresentação da nova solução para o ascensor da Glória. Já o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Gonçalo Reis, fala numa solução moderna e robusta para a cidade.
E é um modelo que, por um lado, é tecnicamente robusto, é um modelo que garante toda a eficácia, toda a segurança e que segue as melhores práticas do mundo. É também um modelo que compatibiliza uma boa solução em termos de mobilidade de transportes com a valorização do espaço público
E é uma solução moderna, é uma solução avançada, mas que respeita a identidade, o caráter e a história deste espaço tão especial.
Gonçalo Reis, vice-presidente da Câmara de Lisboa, que promete ainda um concurso público internacional de excelência para atrair os melhores parceiros para o projeto do novo Elevador da Glória. A Carris espera lançar o concurso público já no primeiro trimestre do próximo ano. As partes do antigo Elevador da Glória vão ser preservadas e expostas em museu.
Passam seis minutos das 19h. Destaque também na tarde política da Rádio Observador para Alexandra Leitão. Esteve no Explicador e criticou o atraso no pagamento de indeminizações às famílias das vítimas do acidente do Elevador da Glória.
A vereadora socialista da Câmara Municipal de Lisboa esperava que o processo tivesse sido executado com maior rapidez.
Naturalmente, que a situação já devia estar muito mais avançada do que está. Eu não sei se foram pagas. O que eu li em todas as notícias, e porque o que sei é pelas notícias, é que havia quatro acordos. Quando a Carris esteve numa reunião com a vereação, à porta fechada, porque assim nos foi imposto, falou em dois acordos. Isto foi no fim de junho, agora haverá quatro.
Alexandra Leitão recusou comentar o novo plano para o ascensor. Diz que os vereadores ainda não conheceram a proposta. A antiga líder parlamentar do PS atira ainda críticas à inação de Carlos Moedas, que acusa de ter discursos vazios e pouca ação.
Consegue ter a desfaçatez de se colocar na posição de espectador. "Eu já pedi, eu já exigi, eu já falei, eu estou alarmado", mas ele não é o presidente da Câmara de Lisboa. Ele não é vice-presidente do partido que manda neste momento no país. Portanto, eu diria que em vez de se mostrar tão alarmado e tão preocupado, devia atuar.
Alexandra Leitão, vereadora do PS da Câmara Municipal de Lisboa, esta tarde no Explicador. A socialista critica também a ação do autarca lisboeta em matéria de segurança na cidade e na gestão do caso do Elevador da Glória, insiste que têm de ser apuradas responsabilidades.
No desporto, o Benfica joga esta noite com o Estoril, no Estádio da Luz. E Laura, já se conhecem os 11.
E por isso mesmo vamos seguir em direto até ao Estádio da Luz, onde está o Diogo Varela. Diogo, boa tarde. Vamos às escolhas nas duas equipas.
Boa tarde, Laura. Com poucas novidades, pelo menos do lado encarnado. Marco Silva não mexe, mantém o 11 base da equipa encarnada. Samuel Soares na baliza, a defesa com Alexander Bach, Lemar Langlet, Tomás Araújo e ainda Samuel Dalot, meio-campo com Enzo Barra Netché, Sudakov, Leandro Barreira, Prestiani e também Rafa Silva. O ponta de lança é Vangelis Pavlidis. Desde logo, Miguel, Laura, o destaque vai para a presença de João Palhinha no banco de suplentes. Ele tinha sido convocado por Marco Silva. Havia essa dúvida se iria ou não para o banco. Está no banco o novo 36 da equipa encarnada. Quanto à formação estorilista, o técnico é Vasco Matos e tem na baliza Joel Robles, a defesa com Sierra, Fernando Medrano, Ricardo Sanches e regressa ao Estádio da Luz, Ferro. Passou também pelo Benfica, o defesa português. O meio-campo do Estoril com Andrey, Tsongyi, João Carvalho, outro formado no Benfica, Checa e ainda André Laksimikan. O ponta de lança da formação canarinha vai ser o marroquino Yani Bekraoui. Um jogo que começa às 20h15, vai ter arbitragem de Hélder Carvalho e este também, Laura, Miguel, é o primeiro jogo para o campeonato em que o Benfica tem adeptos aqui no Estádio da Luz, relembrando que na primeira jornada frente ao Académico, o Benfica jogou à porta fechada.
Diogo Varela com os 11 do Benfica-Estoril, um jogo que começa às 20h15. Vai ser no Estádio da Luz.
E a emissão especial da Rádio Observador depois da síntese das 19h30. Destaque também no desporto, Laura, para o adeus de Lionel Messi à seleção da Argentina.
O jogador do Inter Miami não vai voltar a vestir a camisola albiceleste. A decisão foi anunciada nas redes sociais, através de uma longa e emotiva carta. Messi deixa a seleção argentina como jogador com mais partidas e mais gols na história do país. Como capitão, venceu quatro títulos, entre eles um Mundial e duas Copas Américas.
Agora passam 10 minutos das 19h, Laura Figueiredo, que outras notícias estão em destaque?
O Estado arrecadou mais de € 36 milhões em impostos até julho, um aumento de quase 4% relativamente aos primeiros sete meses do ano passado. Os dados foram hoje anunciados pela Entidade Orçamental. Morreu o antigo presidente da Associação Empresarial de Portugal. Ludgero Marques tinha 88 anos. A notícia foi divulgada através de uma nota de pesar divulgada pela AEP, à qual presidiu durante 23 anos. Ludgero Marques foi também o presidente da Associação dos Industriais Metalúrgicos e Metalomecânicos do Norte e fundador e presidente da Associação Portuguesa dos Industriais de Ferragens.
A Laura Figueiredo está de regresso às 19h30 com mais informação. Está tudo também disponível em observador.pt.