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É uma hora. As notícias com Maria João Brás.
Boa noite. O PSD responde às críticas de Pedro Nuno Santos. Hugo Soares rejeita que o Governo esteja a fazer política de baixo nível sobre a redução do IRC. O líder parlamentar do PSD aconselha o secretário-geral do PS a ter mais atenção aos estudos sobre este imposto.
O doutor Pedro Nuno Santos, eu o vi hoje designar alguns membros do Governo de incompetentes e que precisavam de estudar melhor. Eu acho que quem precisa estudar melhor é o secretário-geral do Partido Socialista, porque ele devia saber que o impacto dos dois pontos percentuais do IRC só se verificaria em 2026. Portanto, uma coisa não é comparável com a outra.
Hugo Soares, num som captado pela SIC, o líder parlamentar do PSD assegura que está previsto um aumento de pensões para os reformados. Mas voltando atrás, vamos ouvir as tais críticas de Pedro Nuno Santos. O secretário-geral do PS diz que o Governo está a inventar problemas onde não existem no IRC. Pedro Nuno Santos fala ainda em incompetência. E acusa o executivo de fazer política de baixo nível ao ameaçar voltar à proposta inicial, ou seja, reduzir o IRC em dois pontos percentuais.
Nós temos irresponsáveis, além de incompetentes, a governar o país e que em vez de resolverem os problemas que nós temos e que os portugueses sentem todos os dias, estão concentrados no jogo político, na pequena política. A questão do orçamento está resolvida. Agora, obviamente, que nós apresentamos propostas que desejamos que sejam aprovadas. Nós não vamos fazer nenhuma chantagem com nenhum partido político, nem com o Governo. O que esperamos, obviamente, é que o Governo e o PSD apoiem o aumento das pensões, porque se estavam disponíveis para reduzir o IRC em dois pontos percentuais e, portanto, em perder seiscentos milhões de euros da receita fiscal, espero bem que tenham menos do que trezentos milhões para aumentarmos as pensões dos nossos reformados.
O secretário-geral do PS este sábado em Aveiro, onde voltou a insistir na proposta do aumento extraordinário das pensões. Ainda sobre o tema Orçamento do Estado, Nuno Melo acusa o PS e o Chega de tentarem destruir a proposta do Governo. O ministro da Defesa apela aos socialistas para que não deitem a perder o entendimento alcançado com o executivo.
O que não pode acontecer é, na especialidade, destruir-se tudo isto. E destruir-se tudo isto equivale a dizer o Partido Socialista e o Chega apresentarem agora coisas totalmente diferentes e através dessa maioria, que é contranatura, conseguirem uma coisa qualquer de diferente.
Nuno Melo, em declarações reproduzidas pela SIC Notícias. E falando em finanças, Marcelo Rebelo de Sousa prevê um crescimento de 2% da economia portuguesa. O presidente da República está convencido de que Portugal está no bom caminho, com contas certas e a crescer.
Portugal está bem, num mundo que não está bem, numa Europa com complicações, numa América Latina com complicações. Portugal está politicamente estável. Portugal está com as contas do Estado certas. Portugal está a crescer este ano e vai crescer 2%. Portugal continua a crescer em investimento, mas queremos mais. Queremos mais e convosco vamos mais longe.
Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações no Equador, na Cimeira Ibero-Americana. O chefe de Estado aproveitou ainda a oportunidade para elogiar a capacidade de resistência da comunidade portuguesa no Equador, um país que atravessa uma crise energética e graves problemas de violência.
Portugal está bem no mundo. Esta comunidade de setecentos vale por toda a comunidade espanhola e ainda mais. Não é fácil passar o dia e ter só quatro horas por dia de energia elétrica. Ou quatro, ou cinco, ou seis, ou duas, ou três. Porque é realmente o viver com a capacidade de resistência que têm os portugueses. Têm todos aqueles que aqui vivem, mas os portugueses são sempre muito, muito, muito resistentes.
Viramos a página para o tema da saúde. A crise no INEM voltou a ser alvo das críticas do Partido Socialista. Pedro Nuno Santos responsabiliza o primeiro-ministro pelos problemas no Serviço de Emergência Médica. Ainda assim, continua a pedir a demissão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
O Partido Socialista não concentra a sua intervenção nos pedidos de demissão, porque o problema, aliás, é um problema de fundo deste governo e em que o principal responsável, o primeiro responsável, é o primeiro-ministro. Quem faz uma campanha criando expectativa nos portugueses e a ilusão dos portugueses que os problemas da saúde se resolviam fácil e rápido, foi Luís Montenegro. Nós temos oito anos, resolvemos muitos problemas, outros problemas não foram resolvidos, há novos problemas. Entretanto, temos um governo que já vai com oito, nove meses. Esta greve do INEM, a resolução, a gestão desta greve do INEM não pode ser imputada ao governo anterior.
Acusações a que, entretanto, Ana Paula Martins foi confrontada este sábado, mas a governante optou por nada dizer.
Eu compreendo que queiram falar sobre o INEM, mas eu não vou falar sobre o INEM.
Ana Paula Martins, que recusa comentar as críticas do PS, que na voz de Pedro Nuno Santos, disse que o Governo está a desistir do INEM. Ainda na atualidade nacional, a FENPROF diz que o concurso de vinculação de professores não resolveu o problema da falta de docentes em Portugal. Mário Nogueira admite que a medida ajuda no ponto de vista da valorização da carreira dos professores, mas garante que o problema continua a ser o abandono da profissão.
Os professores não faltam por causa de não haver vinculação. Os professores faltam porque há falta de professores, porque foi desvalorizada a profissão ao longo de muitos anos E milhares de professores abandonaram a profissão. Os jovens, para quererem voltar a ser professores, precisam ter uma profissão que, do ponto de vista salarial, da carreira, da estabilidade e das condições de trabalho, seja uma carreira que os atraia, coisa que hoje não acontece.
O concurso promovido pelo governo permitiu a vinculação de mais de 1800 docentes em escolas carenciadas, mas para a FENPROF, o número de vagas restantes é preocupante, tendo em conta que também podiam candidatar-se docentes com habilitação própria.
Para além dos 14.500 professores que abandonaram e que poderiam candidatar-se, também os jovens que terminaram o curso no ano passado, que ainda não têm nenhum tempo de serviço, podiam candidatar-se, os professores que estão no ensino privado e quisessem passar para o público podiam candidatar-se e até professores com habilitação própria, ou seja, sem formação pedagógica. Apesar deste grande universo de tantos milhares de professores poderem candidatar, não foi possível preencher as 2308 vagas.
Mário Nogueira, em declarações na Rádio Observador este sábado. Na atualidade internacional, foi detetado o primeiro caso nos Estados Unidos de uma nova variante de Mpox. Informação avançada pelas autoridades sanitárias norte-americanas. Este paciente infetado esteve em viagem no continente africano. Entretanto, foi hospitalizado no estado da Califórnia e os sintomas já terão melhorado. As autoridades afirmam que o risco de contágio é baixo. Ainda assim, estão a ser contactadas todas as pessoas com quem este paciente esteve em contacto. Lembro que no início deste ano, os cientistas já tinham dado conta do aparecimento de uma nova forma de Mpox em África e que se transmitia através do contacto próximo. Terminamos este jornal com uma notícia animadora para Portugal, que ficou em segundo lugar no Festival da Eurovisão Júnior. Vitória Nicole fez a melhor prestação portuguesa de sempre neste festival. A luso-venezuelana terminou apenas atrás da Geórgia, que venceu a competição. Vitória Nicole, de apenas 14 anos, não escondeu a satisfação.
Incrível! Não acredito. Não, é que eu estava sentada normalmente com a minha amiga e do nada: "Centos e não sei quantos pontos para Portugal". 170. Pronto, e eu fiquei tipo: "O quê?" Fiquei assim, eu comecei a gritar como louca.
Vitória Nicole, em declarações à RTP, em Madrid, onde decorreu o Festival da Canção Júnior. É o ponto final deste jornal. Regressamos à 13h30. Até já.