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Uma hora. As notícias com Ana Cláudia Silva.
Boa noite. Começamos este jornal com uma notícia conhecida na última hora. Foram lançados engenhos pirotécnicos dentro de um restaurante na zona do Cacém, em Sintra. À Rádio Observador, fonte do Comando Metropolitano de Lisboa avança que dentro do estabelecimento estariam cerca de 500 elementos da claque No Name Boys e mais de uma centena de pessoas. O alerta foi dado às autoridades pouco antes das 11 da noite deste sábado. Quando as equipes de polícia chegaram ao local, já fora do restaurante, os membros da claque arremessaram engenhos pirotécnicos e outros objetos contra as autoridades e um polícia ficou ferido numa mão. Não há registro de mais feridos e nenhuma pessoa foi detida. De acordo com o Comando Metropolitano de Lisboa à Rádio Observador, os elementos da claque No Name Boys acabaram por dispersar do local. No desporto, o Futebol Clube do Porto venceu por 3 x 0 frente ao Moreirense. Os Dragões voltam a ganhar fora, na estreia de Mora como titular na equipa principal dos azuis e brancos. O Futebol Clube do Porto soma assim a terceira vitória consecutiva. É líder isolado à condição, com mais um ponto do que o Sporting. O primeiro gol da partida foi marcado por Samu, o segundo por Rodrigo Mora. Já o terceiro foi de André Franco. No final da partida, Vítor Bruno, técnico do Futebol Clube do Porto, disse estar satisfeito pela prestação da equipa.
Até o 2 x 0, o jogo mais ou menos dividido. Depois do 2 x 0, a equipa controlou perfeitamente tudo o que era jogo com bola, mesmo sem bola, não me recordo de grandes ocasiões ou de nenhuma ocasião clara do Moreirense, num campo extremamente difícil. Os números provam-no até aqui, não é preciso estar a falar disso novamente. Uma vitória dos jogadores, muito mérito deles, muito contente por eles. Como disse no início da questão, e bem, pareceu-me que a fome que falou foi muito visível, sobretudo no momento sem bola, em que a equipa foi superagressiva na frente a procurar condicionar a primeira fase contra o Moreirense. Depois faltou-nos, eventualmente, aquilo que eu falei. Com bola, descobrir os momentos certos pra ligar naqueles alvos que nós tínhamos identificado, porque sabíamos que íamos criar alguma dificuldade com o outro posicionamento.
Já o técnico do Moreirense, César Peixoto, diz que apesar da derrota, a prestação foi justa para as duas equipas.
Eu acho que a entrada do Porto é normal. Uma entrada perfeitamente normal, nada de novo, nada a acrescentar em relação a isso. O padrão estava lá todo. O Porto é uma grande equipa, nós temos sido muito fortes em casa. Eu acho que é uma primeira parte onde nós nos batemos bem. Pelo menos eu acho que até o 2 x 0, acho que a equipa foi sempre competitiva, sempre competente. Um jogo muito equilibrado, um Porto numa primeira parte onde constantemente interrompeu o jogo, os jogadores a irem pro chão, várias vezes a ser assistido, a quebrar o ritmo de jogo, a quebrar o ímpeto da nossa equipa. Até o 2 x 0, eu acho que o jogo foi muito equilibrado.
As declarações de César Peixoto, treinador do Moreirense, no final da partida em Moreira de Cónegos, onde o Futebol Clube do Porto venceu por 3 x 0. Este domingo é a vez do Sporting se deslocar até Barcelos para defrontar o Gil Vicente, encontro marcado pras 20h30. Um jogo que conta com relato e comentário aqui na Rádio Observador. Este sábado saiu à rua uma manifestação de solidariedade com os imigrantes em Lisboa. Dezenas de pessoas juntaram-se à tarde, neste sábado, no Martim Moniz, em solidariedade com os imigrantes, depois da operação policial que decorreu na segunda-feira. PS, Bloco de Esquerda, PCP e Livre marcaram presença com duras críticas ao governo. Pelos socialistas, a deputada Isabel Moreira diz que não é assim que se constrói um país.
Nós não esqueceremos o que aconteceu. E eu gostava que houvesse um sobressalto cívico para que as pessoas imaginassem o que seria serem postas numa fila, indiscriminadamente, contra a parede, para serem revistadas. Isso não pode acontecer num Estado direito e, sobretudo, não pode ser algo impulsionado pelo governo. Um governo que tem sistematicamente usado o fantasma da percepção da segurança para virar uns contra os outros.
Já pelas palavras de Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda, diz que este tipo de ações policiais por parte do governo são inaceitáveis.
Em Portugal, as pessoas não têm de viver com medo de ações de caráter racista, nem xenófobo, nem de exageros de violência desproporcional por parte da polícia.
Também João Ferreira, do PCP, marcou presença na manifestação do Bem Formoso.
Aquilo que é justificado como sendo feito para incrementar o sentimento de segurança das populações, o que vamos percebendo é que acaba por ter o efeito exatamente oposto, ou seja, por gerar um alarme social que é totalmente injustificado.
Nesta manifestação, todos os partidos de esquerda estiveram presentes em solidariedade com os imigrantes em Lisboa, com críticas ao governo, que acusam de estar a utilizar a polícia para se aproximar do eleitorado de extrema-direita. André Pestana é o primeiro candidato às eleições presidenciais, diz que de indecisos não reza a história. André Pestana, coordenador do Sindicato para Todos os Profissionais da Educação, anunciou este sábado a intenção de se candidatar a Belém, em entrevista à Sic Notícias, fala em determinação.
De indecisos não reza a história, e que nesse sentido também demonstra alguma determinação. Quem me conhece também sabe que nunca garanto nada à partida, mesmo quando as coisas são muito difíceis, mas de fato, uma coisa é certa: as pessoas sabem que quando me aplico a algo, dou o meu melhor.
O líder do STOP fez ainda algumas críticas a uma possível candidatura do almirante Gouveia e Melo. Diz que Portugal tem de primar pela paz e ser contra blocos militares. Diz que é preciso lutar contra a injustiça no país. De recordar que as candidaturas presidenciais são apresentadas ao Tribunal Constitucional até 30 dias antes da decisão da eleição e têm de ser subscritas com o mínimo de 7500 cidadãos eleitores. Só depois de validadas pelo Tribunal Constitucional, as candidaturas são oficiais. Mudamos de tema. Marcelo Rebelo de Sousa lamenta a morte de Pedro Sobral, o presidente da APEL e diretor da LEIA, que morreu este sábado vítima de um atropelamento em Lisboa. O Presidente da República lamenta a morte, que diz ter ocorrido em condições trágicas e que provoca um grande choque. O chefe de Estado diz que o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros vai fazer muita falta ao setor dos livros e da cultura, pelo notável trabalho que desempenhou no cargo. Antes, também reagiu a ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, que lembrou Pedro Sobral como um parceiro essencial do Ministério da Cultura. Numa nota enviada às redações, a ministra diz que o presidente da APEL era reconhecido por ter um espírito crítico e empreendedor e que será lembrado pelo percurso dedicado aos livros e à importância dos hábitos de leitura no país. A PSP adianta que o suspeito pelo atropelamento de Pedro Sobral conduzia sob o efeito de álcool, ainda que com valor abaixo do que constitui crime. A mesma fonte esclarece ao Observador que o condutor fugiu e depois apresentou-se na esquadra e que os outros quatro ocupantes, que seguiam no carro, também se apresentaram mais tarde numa esquadra em Cascais para serem ouvidos como testemunhas. O suspeito foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência. O caso já foi comunicado ao Ministério Público. Filipe Beja, conselheiro da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, denuncia a falta de sinalização na zona onde morreu Pedro Sobral e diz também que o excesso de velocidade dos veículos é regular nesse troço. O acidente ocorreu no sentido Alcântara-Aljezur, junto à Cordoaria Nacional. São declarações de Filipe Beja à Rádio Observador.
É uma situação que é uma via tipicamente onde a velocidade dos automóveis, de quem circula na via rodoviária, é muito alta, desrespeitando, na maior parte das vezes, o limite de velocidade que está apresentado aos condutores. Há, pelo menos nalguns troços, uma limitação de velocidade de 30 km/h, noutra 40 km/h. Percebe-se que os sinais não estão nas melhores condições. Portanto, há uma questão, naturalmente, que tem a ver com a manutenção dessa sinalização vertical, que não é ideal.
Aqui as declarações de Filipe Beja, conselheiro da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta. Recorda também outras mortes que ocorreram no mesmo local e diz que isso se deve, em parte, ao facto de não existir uma ciclovia naquele troço. O conselheiro para a Mobilidade Sustentável da Federação Portuguesa de Cicloturismo pede ainda a intervenção do Estado português para resolver os problemas na estrada que provocam este tipo de acidentes. Na atualidade internacional, pelo menos 38 pessoas morreram e mais de uma centena estão desaparecidas, na sequência de um naufrágio na República Democrática do Congo. De acordo com as autoridades locais, um ferry sobrelotado naufragou no rio Buriza, na República Democrática do Congo, na sexta-feira à noite. Segundo a agência Associated Press, 20 pessoas foram resgatadas com vida. O ferry deslocava-se no nordeste da República do Congo e os passageiros eram sobretudo comerciantes que regressavam a casa para passar o Natal, de acordo com fontes locais. E o jornal da 01:00 fica por aqui. As notícias estão de regresso à antena da Rádio Observador, à 01:30. Até já.