Pelo menos sete pessoas morreram e 112 ficaram feridas numa colisão entre dois comboios em Giza, cidade a sul do Cairo, a capital do Egito. Os feridos foram levados para três hospitais da região e, no local, encontram-se mais de 70 ambulâncias, enquanto ainda decorrem os trabalhos das equipas de emergência e resgate, pelo que o número de vítimas pode aumentar noticia a BBC.
Ayman Gamal, um residente da região, relatou à Associated Press que a primeira assistência aos feridos foi garantida por pessoas que estavam nas imediações da linha do comboio, que retiraram sobreviventes dos comboios e chamaram os serviços de emergência. Gamal relatou ainda ter visto pessoas a morrer por terem ficado presas dentro do comboio que foi atingido.
O Ministério Público do Egito anunciou a abertura de uma investigação ao acidente, depois de uma ordem do Presidente Abdel-Fattah al-Sisi nesse sentido. Mas os procuradores já adiantaram já algumas informações. A colisão ocorreu entre dois comboios que seguiam na mesma linha, depois de o primeiro ter parado — ainda não foram avançados motivos para esta paralisação. Este comboio partira do Cairo com destino a Aswan, 900 quilómetros a sul.
أتابع باهتمام بالغ تداعيات حادث القطارين وأعرب عن خالص مواساتي لأسر المتوفين وأصدق التمنيات بالشفاء للمصابين .
و قد وجّهت أجهزة الدولة بتوفير الرعاية الطبية اللازمة، وسرعة التحقيق في ملابسات الحادث، ومحاسبة كل من يثبت تقصيره.
— Abdelfattah Elsisi (@AlsisiOfficial) November 8, 2026
O segundo comboio também saiu do Cairo, mas encetara uma viagem mais curta, até Fayoum, a 100 quilómetros da capital egípcia. O maquinista deste comboio, que chocou com a parte de trás da composição imobilizada na linha, é uma das vítimas mortais.
Os bilhetes dos comboios custam entre 1,20 euros (para a viagem com destino a Fayoum) e cerca de 12 euros (na viagem com destino a Aswan). O sistema de caminhos de ferro do Egito é o mais antigo de todo o continente africano e da região do Médio Oriente, mas não foi alvo de obras de modernização tão recentes como o sistema rodoviário do país — o que ajuda a explicar os acidentes relativamente frequentes, que motivaram apelos à demissão do ministro dos Transportes.