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É uma hora. As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. A flotilha internacional que em direção a Gaza, onde está a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, foi esta noite atacada. Num vídeo nas redes sociais, a coordenadora do Bloco de Esquerda comenta e também descreve os ataques que foram realizados a este conjunto de barcos que está em direção à Faixa de Gaza. Nos próximos espaços noticiosos vamos dar conta dessas explicações e também das principais reações de Mariana Mortágua, que está a bordo de um destes barcos que partiu de Barcelona em direção à Faixa de Gaza. No Algarve, o incêndio que começou no domingo em Aljezur mobiliza, a esta hora, mais de 600 operacionais. O fogo sofreu, na tarde desta terça-feira, um reacendimento na zona da Feiteira, numa altura em que os meios de combate estavam posicionados em ações de consolidação e de extinção. De acordo com a Proteção Civil, o fogo aumentou de intensidade durante a tarde, devido a projeções para fora do perímetro queimado, que estava a ser controlado pelos bombeiros. Esta noite, em entrevista ao Observador, o comandante operacional no terreno, Abel Gomes, afirma que as condições climatéricas não estão a ser favoráveis ao combate às chamas.
Neste momento, contrariamente àquilo que é habitual, temos apenas um arrefecimento da temperatura, mas a entrada de humidade não se regista, portanto, temos humidades muito baixas, que naturalmente não favorecem quem está a combater o incêndio.
As palavras do comandante Abel Gomes. A mesma fonte garante também ao Observador que neste momento ainda não há casas em risco, mas que todos os planos de evacuação estão a ser preparados caso a situação em Lagos piore. No desporto, vão dois jogos seguidos sem vitórias para o Benfica. No Estádio da Luz, os encarnados empataram a um golo com o Rio Ave, um jogo em atraso da primeira jornada da Liga Bwin. O nulo durou até aos 85 minutos, altura em que Sudakov respondeu com um remate certeiro ao cruzamento do extremo Lukebakio. Ainda assim, a vantagem das Águias não durou muito, isto porque ao minuto 90 mais um, o brasileiro André Luiz restabeleceu a igualdade a um golo. O jogo assinala o regresso de José Mourinho, 25 anos depois, ao Estádio da Luz como treinador do Benfica. No final da partida, o técnico das Águias deixou críticas ao trabalho da arbitragem, com o golo anulado de António Silva, e lamentou também o golo sofrido já perto do final da partida.
Dentro das nossas limitações, a segunda parte é boa. A segunda parte é dominante, é agressiva, oportunidades. Fazemos um golo que assiste a um novo futebol em que se invalidam gols por um dedinho pisar outro dedinho. Eu não gosto deste futebol, mas se é isto, o novo futebol, temos que o aceitar como tal. Depois fazemos golo, tanto tentar, tanto criar, fazemos golo. E depois é o momento em que não se pode sofrer. Não se pode sofrer um golo neste momento do jogo.
José Mourinho, no escalão do Benfica, um, Rio Ave, um, com este resultado e com o calendário já acertado. O Benfica ocupa agora a terceira posição com 14 pontos, menos um que o Sporting que está na segunda posição. O campeonato, neste momento, é liderado pelo Futebol Clube do Porto com 18 pontos. E esta terça-feira foi o dia marcado pela Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque. Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que os países em conflito não podem ser juízes do próprio caso. Uma crítica ao uso do poder de veto pela Rússia nas Nações Unidas. No último discurso enquanto chefe de Estado, na Assembleia Geral das Nações Unidas, Marcelo Rebelo de Sousa prometeu que Portugal será uma voz global e sem agendas escondidas, se for eleito para um lugar de membro não permanente do Conselho de Segurança no mandato entre 2027 e 2028. O presidente da República sublinha também que os países em guerra não podem, de acordo com a Carta das Nações Unidas, decidir sobre os próprios conflitos. Marcelo Rebelo de Sousa critica o uso constante do veto e sugere uma reforma do Conselho de Segurança da ONU.
No Conselho de Segurança, agiremos prevenindo, criando parcerias e protegendo, defendendo a reforma do Conselho de Segurança, tornando mais representativo e eficaz, refletindo a geopolítica do século XXI e não a de 1945, mais plural e coerente com a letra e espírito da Carta. Em 2024, o Conselho reuniu mais vezes do que desde 1989 e, no entanto, tendo reunido mais vezes, menos deliberações aprovou e mais vetou deliberações. É incompreensível que o uso do veto continue a paralisar decisões essenciais perante o sofrimento humano.
O último discurso de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto chefe de Estado numa Assembleia Geral das Nações Unidas. O presidente da República defendeu também que a ONU é insubstituível e apontou a ausência de mais poderosos do mundo na mediação das guerras na Ucrânia e também na Faixa de Gaza. Em Portugal, a investigação da Polícia Judiciária à TAP já fez um arguido a suspeitas em torno da indenização paga à antiga administradora Alexandra Reis. O Observador confirmou que há um arguido constituído de seu nome César Sá Esteves, que faz parte da sociedade de advogados SRS Que foi esta terça-feira alvo de buscas. Pedro Nuno Santos, na altura ministro das Infraestruturas, e Hugo Mendes, que era secretário de Estado, também são alvos desta investigação da PJ, mas neste momento não há notícia de que sejam arguidos. A Operação Check-In da Judiciária suspeita de crimes de administração danosa, recebimento ou oferta indevida de vantagem, participação econômica em negócio e também abuso de poder. Alexandra Reis recebeu uma indenização de meio milhão de euros depois de sair da transportadora aérea portuguesa. A antiga administradora chegou depois a devolver parte desta indenização, que foi considerada ilegal. E a propósito desta investigação, André Ventura ataca o trabalho da Assembleia da República e do PS. O líder do Chega recorda as conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito da TAP em 2023. O relatório final foi aprovado apenas com votos a favor do PS. André Ventura insiste que as buscas de hoje à TAP provam que a maioria absoluta socialista contornou a comissão de inquérito. Apesar da investigação ser judicial, André Ventura exige uma responsabilização política de todo o Partido Socialista.
E de pedir que haja conclusões rápidas para que o Parlamento possa também exigir a sua responsabilização política, não só aos anteriores governantes, mas ao Partido Socialista, que tem aqui responsabilidades. Recordo que a atual direção do Partido Socialista estava no governo precisamente durante estes factos e, portanto, devemos ser capazes de exigir essa responsabilização também aos atuais membros da direção do Partido Socialista.
O Chega pede uma investigação rápida à tutela da TAP e também à indenização paga a Alexandra Reis. Falamos agora do descarrilamento do Elevador da Glória. Carlos Moedas vai convocar a anterior administração da Carris para prestar esclarecimentos à Câmara de Lisboa. A reunião surge depois de um pedido do PCP. Os vereadores comunistas pediram informações ao executivo de Moedas. O Observador sabe que a Câmara de Lisboa remete o assunto para a anterior administração da Carris, nomeada ainda por Fernando Medina. Isto porque foi essa anterior administração que nomeou o júri do procedimento da contratação da empresa de manutenção dos elétricos. Este é o órgão responsável por analisar as propostas e submeter a avaliação à Carris. E terminamos este noticiário com a morte da atriz Claudia Cardinale, aos 87 anos. Nascida na Tunísia, a atriz franco-italiana foi um ícone do cinema nos anos 60. Claudia Cardinale trabalhou com nomes dos maiores atores e realizadores da segunda metade do século XX, como Luchino Visconti, Federico Fellini e também Richard Brooks. Claudia Cardinale morreu esta terça-feira perto de Paris, onde ainda residia. Ponto final neste noticiário da uma da manhã. Regresso dentro de 20 minutos para a praça informativa. Continue com a Rádio Observador.