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As notícias com Beatriz Félix.
Boa noite, uma da manhã, vamos às notícias. O governo assegura que está a fazer de tudo para ter acesso direto aos portugueses detidos por Israel o mais rápido possível pelos navios. Onde seguiam Mariana Mortágua e Sofia Aparício foram esta noite interceptados pelas autoridades israelitas, que levaram as duas portuguesas. Paulo Rangel aponta para sexta-feira ou domingo o contacto do cônsul com os portugueses. Explica, no entanto, que decorre nesta altura a celebração do Yom Kippur, um dos tempos mais sagrados judaicos, o que pode atrasar este processo. Em entrevista à RTP3, Paulo Rangel refere que, dentro das circunstâncias, as autoridades israelitas estão a ser profissionais.
As autoridades israelitas garantiram-nos que não usariam de violência, respeitariam os direitos das pessoas, indicaram-nos qual seria o sítio por onde elas seriam levadas, e qual seria o sítio nas quais as podíamos visitar para dar a proteção consular e tratar do repatriamento. Tudo isto foi visto nos últimos três dias ao detalhe, sempre com uma colaboração que eu diria profissional por parte das autoridades israelitas, que obviamente têm a sua visão sobre esta questão, que não é a visão de muitos Estados e muito menos a visão daqueles que integram a flotilha.
Paulo Rangel garante ainda que os três portugueses a bordo da flotilha foram acompanhados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros desde o início da viagem.
Há uma coisa que é muito importante, é fundamental dizer: estes três cidadãos, como qualquer português que esteja em dificuldades no estrangeiro, são objeto de proteção consular e diplomática. Estes cidadãos, desde o dia em que saíram na flotilha até hoje, foram sempre acompanhados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Nem sempre o disseram, mas foram.
Paulo Rangel, em entrevista na RTP3. Já Fabián Figaredo, entrevistado na SIC, acusa Israel de cometer um ato ilegal.
Eu quero sublinhar que esta interceção e estas detenções são profundamente ilegais. Estamos a falar de uma missão humanitária que se propõe entregar bens de primeira necessidade, comida e medicamentos em Gaza. Portanto, agora é a altura de todos os Estados que se vinculam ao direito internacional de agirem, de exigirem a Israel a libertação imediata de todos os integrantes e de todas as integrantes da flotilha humanitária e de iniciar um processo de aplicação de sanções a todos os responsáveis.
Também Catarina Martins, eurodeputada e candidata a Belém, considera que esta é mais uma ação ilegal e diz que o governo português deve condenar esta ação e exigir a libertação imediata dos detidos. Já pelo PS, o deputado João Torres considera que é uma obrigação do Estado garantir a segurança dos cidadãos nacionais detidos na flotilha.
É fundamental que o Estado exerça os seus deveres para com os cidadãos portugueses e designadamente concentrar-se e focar-se no apoio consular e nos deveres de Estado de acompanhamento de cidadãos nacionais, garantindo naturalmente a sua plena segurança. Essa é uma obrigação do Estado português para com os seus cidadãos.
Entretanto, o ativista Miguel Duarte, que vai também a bordo da flotilha humanitária, publica um vídeo nas redes sociais onde revela que o barco onde segue ainda não foi interceptado. Ainda assim, o português relata que há muitos barcos da Marinha israelita a cercarem o navio, assim como toda a frota humanitária. E antes de ser detida, Mariana Mortágua deixou uma mensagem gravada num vídeo publicado no Instagram depois da detenção. A coordenadora do Bloco de Esquerda pede às pessoas que pressionem o governo português para garantir a libertação de todos os participantes da flotilha.
Se estão a ver este vídeo é porque o meu barco, que se chama Dara, e que faz parte da missão humanitária para Gaza, foi interceptado ou atacado por forças israelitas. Muito provavelmente, se estão a ver este vídeo, é porque fui levada contra a minha vontade para uma detenção por essas forças israelitas, agindo contra a lei internacional. Se for esse o caso, peço-vos que contactem o governo português para que faça todos os esforços para garantir a libertação, não só de mim própria, Sofia Aparício e Miguel Duarte, delegação portuguesa, mas de todos os participantes desta missão. Pedimos que se mobilizem. Que se mobilizem em Portugal, que acompanhem as mobilizações um pouco por todo o mundo para acabar com o genocídio e contra a impunidade de Israel.
Mariana Mortágua num vídeo gravado antes de ser detida por Israel. Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel publicou um vídeo onde se vê Greta Thunberg a interagir com um soldado israelita. O vídeo foi publicado na rede social X, acompanhado pela legenda: "A Greta e os amigos estão seguros e saudáveis". O governo de Israel informa ainda que vários navios da Flotilha Amaz Sumud já foram detidos em segurança e que os passageiros estão a ser transferidos para um porto israelita. Ainda assim, mais de 30 barcos continuam a caminho de Gaza. Carlos de Baron, jornalista do El País a bordo da flotilha, relata que mais de 33 barcos continuam a navegar lentamente em direção a Gaza. O jornalista espanhol explica que os barcos estão apenas a 96 km da costa e que no horizonte estão vários navios militares israelitas a formar um bloqueio naval. Ainda na atualidade internacional, o presidente do Conselho Europeu diz que a Rússia tem de entender que os países europeus vão continuar a apoiar a Ucrânia. Em conferência de imprensa, depois de uma reunião informal na Dinamarca, António Costa deixou uma mensagem clara a Putin.
And the message is clear
E a mensagem é clara: a Rússia tem de entender que os parceiros da Ucrânia, incluindo os seus parceiros europeus, têm a vontade e os meios para continuar a apoiar a Ucrânia até que uma paz justa e duradoura seja alcançada.
O presidente do Conselho Europeu revelou ainda que na reunião foi apresentada uma proposta com projetos para fortificar a parede aeronáutica da Europa e garantir a liberdade de defesa de combate até 2030. Falamos agora das autárquicas no Porto. Pedro Duarte tece duras críticas a Manuel Pizarro, diz que o velho PS regressou. O candidato do PSD, CDS e Iniciativa Liberal à Câmara Municipal do Porto apresentou esta noite o programa eleitoral. Durante o discurso, Pedro Duarte criticou a promessa socialista de 5 mil casas com rendas entre €300 e €800 no primeiro mandato. Fala de um projeto pouco realista e que vai custar mais do que o prometido.
A visão socialista é muito clara. Propõe-nos mais 5 mil casas. Eles dizem que vão bater o recorde mundial e, portanto, fariam 5 mil casas em quatro anos. Nunca aconteceu em lado nenhum. À boa moda socialista, dizem: "Mas não se preocupem, porque só vamos começar a pagar daqui a quatro anos". Portanto, é aquela coisa de um dia alguém fecha a porta, não é? E depois dizem-nos: "Bom, não vai custar assim muito. Nós prevemos fazer isto com 840 milhões de euros. As nossas contas dizem-nos que nunca ficará abaixo de mil milhões de euros".
Pedro Duarte arrancou o discurso com a segurança, fala de um tema importante que vai além das perceções e promete mais polícias na rua.
Há uma degradação, designadamente nalgumas zonas da cidade, em particular, uma degradação daquilo que é o clima de segurança e que não é só perceção, mas também é muito de perceção. E a perceção só por si condiciona a nossa vida. É por isso que esta vai ser, de facto, a nossa prioridade. Nós vamos defender mais polícia, polícia na rua. É inevitável. Vai ter que acontecer. Polícia de proximidade, polícia com visibilidade na rua.
Declarações de Pedro Duarte na apresentação do programa eleitoral, que se compromete ainda a combater o centralismo. Promete, por isso, ser um líder com impacto nacional e não apenas local. Quem marcou presença na apresentação foi José Pedro Aguiar Branco, presidente da Assembleia da República. Por Lisboa, a campanha de Alexandra Leitão dedicou o dia aos jovens estudantes, mas nem por isso poupou nas críticas. A candidata da coligação Viver Lisboa acusa Carlos Moedas de fazer uma campanha à porta fechada. Com uma agenda dedicada à cidade universitária, Alexandra Leitão quis aproximar-se dos lisboetas para apresentar-se como parte da solução. Dos estudantes da Universidade de Lisboa à poluição sonora de Alvalade, a candidata do PS, Livre, Bloco de Esquerda e PAN diz querer mudar Nadine Soares, mas ainda assim não poupou nas críticas ao principal adversário.
Alexandra Leitão dedicou o dia aos jovens, especialmente aos estudantes. Trocou ideias com alunos e almoçou na cantina da Universidade de Lisboa. Pelo meio, ainda houve tempo para críticas. Para a candidata da coligação PS, Livre, Bloco de Esquerda e PAN, o importante é ouvir as pessoas, ao contrário do rival Carlos Moedas, que acusa de fazer uma campanha à porta fechada.
Carlos Moedas, pelo contrário, entendeu. É arrancar numa sala fechada, cheia de membros do governo. Agora podia era, pelo menos, utilizar o facto de ter tantos membros do governo com ele para ter um bocadinho mais de influência política nas decisões que o governo toma e que são claramente danosas para o problema da habitação, problema esse que tem, obviamente, contornos particularmente graves em Lisboa.
Na parte da tarde, uma pequena arruada em Entre Campos, onde Alexandra Leitão aproveitou para apresentar-se.
Vou deixar um folheto às senhoras. A coligação Viver Lisboa para a Câmara de Lisboa, sou a candidata. Obrigada.
E o barulho ficou marcado. No bairro de Alvalade, a discussão foi a poluição sonora dos aviões, assinalada também pelo candidato à Junta de Freguesia, Francisco Costa.
E a verdade é que não sabemos quantos é que foram de novembro a fevereiro, mas desde fevereiro, neste período que foi anunciado pelo Ministro das Infraestruturas, houve mais de mil voos entre a 13h e as 5h. Os alvaladenses não conseguem descansar e, portanto, Carlos Moedas, durante quatro anos, não defendeu o sono dos lisboetas, não defendeu a saúde dos lisboetas.
Para a candidata à Câmara de Lisboa, há muito por fazer e acusa Carlos Moedas não saber utilizar a influência política para ajudar os lisboetas.
Não parece usar a influência política que tem ou então não tem nenhuma, porque, na verdade, da habitação ao número de movimentos do aeroporto, passando por muitas outras coisas, não tem conseguido, pelo menos, fazer nada em defesa dos lisboetas.
Alexandra Leitão, num dia de campanha dedicado aos jovens e à rota dos aviões em Alvalade.
A jornalista Nadine Soares, que acompanhou este segundo dia de campanha de Alexandra Leitão, a candidata à Autarquia de Lisboa pela coligação PS, Livre, Bloco de Esquerda e PAN. Quase um mês depois do acidente do Elevador da Glória, a Fidelidade ainda não conseguiu contactar quatro dos 22 feridos identificados. Segundo apurou o Observador junto da seguradora, tratam-se de três estrangeiros e um português. Há ainda dois feridos por identificar. As indemnizações às vítimas continuam a ser calculadas, aguardando-se o envio da documentação essencial para avançar com os pagamentos. António José Soares.
Logo após o acidente do Elevador da Glória, a Fidelidade recebeu os dados das autoridades: 24 feridos, 22 identificados e dois por identificar. Neste momento, a seguradora está em contato com 18 deles, de forma direta ou através de representantes. Entre os casos sem contato, está um português, dois espanhóis e um francês. Em relação aos estrangeiros, foi solicitada a colaboração das respectivas embaixadas. Fonte da seguradora revelou ao Observador que, face à gravidade do acidente e à multiplicidade de nacionalidades envolvidas, os processos estão em fases diferentes, com o acompanhamento a ser feito, em vários casos, pelo representante da seguradora da Carris nos respectivos países. Quanto aos portugueses feridos, alguns são acompanhados diretamente pela Fidelidade, enquanto seguradora de acidentes de trabalho. Já noutros casos, a regularização dos procedimentos iniciais e das indemnizações está a ser conduzida por seguradoras que não a da Carris, casos em que caberá à Fidelidade reembolsar as despesas que forem pagas, se assim for solicitado. No caso das vítimas mortais estrangeiras, já foram feitos pagamentos relativos a transladações, funerais, viagens e alojamento dos familiares. O acidente fez ainda quatro mortos de nacionalidade portuguesa. Nestas situações, o processo está a ser conduzido pelas seguradoras de acidentes de trabalho, às quais a Fidelidade irá efetuar o reembolso das despesas assim que for solicitado. Neste momento, e para a generalidade das situações, aguarda-se o envio de documentos imprescindíveis para que as indemnizações possam ser apuradas e pagas, esclareceu a Fidelidade ao Observador. Entretanto, já foi feita a peritagem ao prédio onde o Elevador da Glória embateu e aguardam-se agora diligências complementares para se mandar reparar o edifício.
O jornalista António José Soares com o ponto da situação dos processos de indemnização às vítimas do acidente do Elevador da Glória. Este é um artigo assinado pela jornalista Ana Sanles e que pode ler no site do Observador. E fechamos no desporto. O Sporting perdeu por 2x1 contra o Nápoles, no Stadio Diego Maradona, em Itália, para a Liga dos Campeões. Dois gols dos italianos nas duas metades da partida foram marcados aos 36 e aos 79 minutos. O Sporting acabou por reagir na segunda parte do jogo. Luiz Suárez marcou de pênalti para os Leões. No final da partida, Rui Borges disse estar muito orgulhoso da exibição da equipa leonina, apesar da derrota, e afirma também que o jogo enaltece a competitividade no campeonato.
Grande exibição, orgulho. Não poderia estar mais orgulhoso de tudo que a equipa foi capaz de fazer ao longo do tempo e do jogo. Equipa difícil, um jogo muito competitivo, um grande jogo, na minha opinião. Um grande jogo de futebol, acho que enalteceu aquilo que era a competição em si.
Os Leões sofrem a primeira derrota na Liga dos Campeões e a segunda na época. A primeira foi no clássico para o campeonato, frente ao Futebol Clube do Porto, a perder por 2x0. O Sporting joga no próximo domingo contra o Sporting de Braga, às 19h15, para o campeonato no Estádio José de Alvalade. Um jogo que vai contar com relato e análise em direto para ouvires aqui na Rádio Observador. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui. Regressa daqui a pouco, à 13h30, com o Síntese.