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É uma hora. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, uma da manhã, vamos às notícias na Rádio Observador e começamos pelo debate intenso entre João Noronha Lopes e Rui Costa, na preparação da segunda volta das eleições do Benfica. Modalidades, associativismo, infraestruturas e direitos televisivos foram alguns dos temas discutidos num debate de mais de duas horas. A discussão aqueceu quando o assunto foram as contas do clube. Noronha Lopes acusa Rui Costa de viver à margem da realidade.

Rui Costa vive numa realidade paralela também na questão das contas. E a questão das contas, o problema começa também com o facto de Rui Costa não conseguir reter pessoas a trabalhar no departamento financeiro do Benfica. Rui Costa teve quatro pessoas a tratar das finanças deste presidente. Mingo Soares Oliveira, Luís Mendes, que era seu amigo e que saiu, Jaime Antunes, que ficou com esse pelouro, e agora Nuno Caterino, quatro pessoas. E, portanto, quando temos quatro pessoas, quando se muda de diretores financeiros ou de responsáveis financeiros, como se muda de camisa, como se muda de treinador, obviamente que os resultados não aparecem.

São as críticas de Noronha Lopes a Rui Costa. Já o atual presidente do Benfica rejeita que o clube esteja numa má situação financeira.

O Noronha Lopes ou o Benfica está a perder.

Não está a dizer a verdade.

Só que não está e continua a ser o clube português com melhores condições financeiras, incomparavelmente com todos os outros. E, portanto, o Benfica fez os investimentos que tinha a fazer. E os números são os números. Aqui não há a retórica, eu nunca tive problemas nenhuns a assumir as minhas responsabilidades naquilo que são erros, ou naquilo que são medidas que não foram corretas ou que não foram as melhores para o Benfica, mas aqui não há erros. Há uma subida, sim, da dívida líquida dos tais 95 milhões de euros, mas há uma redução naquilo que é a dívida total do clube. E os números são números, não enganam.

Rui Costa e João Noronha Lopes no último debate na BTV, antes das eleições do Benfica. No próximo sábado, as mesas de voto abrem às 08h30 e fecham às 22h. Entretanto, o Benfica promete 30 minutos de tempo máximo de espera para as urnas. Garante ainda informação permanente sobre os locais para votar de forma mais célere do que na primeira volta. Numa mensagem enviada aos sócios dos encarnados, o Benfica volta ainda a apelar à chegada a um novo recorde mundial, desta vez de 100 mil votantes. E continuamos com desporto, até porque a Liga Europa decorreu esta quinta-feira sem vitórias das equipas portuguesas. O Futebol Clube do Porto empatou por um igual com o Utrecht. No regresso aos Países Baixos, os holandeses marcaram primeiro, mas o Porto igualou na segunda parte. Os Dragões ficam com sete pontos na Liga Europa. Faltam ainda quatro jogos. No final da partida, o treinador do Porto disse que o empate deixa um gosto amargo.

No primeiro tempo, acho que tivemos três ou quatro chances claras de marcar gol. O jogo estava totalmente sob o nosso controle. Já os minutos finais foram um pouco caóticos demais. Não tivemos paciência para atacar da maneira correta. Então sim, o gosto amargo é definitivamente o comentário certo sobre este jogo.

São declarações de Francesco Farioli à Sport TV. E também o Sporting Braga entrou em campo para a Liga Europa. Na quarta jornada, perdeu por 4x3 com o Genk da Bélgica na Pedreira. Falamos agora de presidenciais. António José Seguro garante que é um homem de esquerda, isto depois de ter dito que não quer ser metido numa gaveta. Esquerda, mas moderada e moderna. Numa entrevista ao jornal Público, o antigo secretário-geral do Partido Socialista tinha-se recusado a assumir um posicionamento político no âmbito das eleições presidenciais. Esta noite, à RTP, António José Seguro diz que esse foi um momento infeliz.

Em relação a essa entrevista, nem sempre nós estamos nos nossos melhores momentos. E às vezes há infelicidade nas respostas. E, portanto, eu pertenço àquela esquerda moderada, àquela esquerda moderna, que se afirma com soluções concretas para os problemas das pessoas. Mas mais importante, de onde eu venho, é para onde quero ir. Eu quero ser o presidente de todos os portugueses.

Em entrevista à RTP, o candidato a presidente da República, que conta com o apoio do PS, diz não ter mágoas com membros do partido que escolheram não o apoiar, como é o caso, por exemplo, de Manuel Pizarro, que decidiu apoiar Henrique Gouveia Melo. E Luís Marques Mendes recusa fazer um debate com André Ventura exclusivamente para discutir o tema da saúde. É a resposta ao candidato do Chega à presidência, que queria sentar-se à mesa não só com Marques Mendes, como também com António José Seguro e Gouveia Melo. O candidato apoiado pelo PSD diz que não vale a pena estar a debater temas que devem ser resolvidos em sede própria.

Nós vamos ter dezenas de debates, portanto, não vale a pena acrescentar mais debates. Neste momento, temos é que resolver as questões. Não contam comigo para politiquice. Eu acho que neste momento temos um problema sério. Nós temos um problema de um ambiente crispado com os tarefeiros no âmbito do Serviço Nacional de Saúde. Isso pode criar um problema muito mais sério ainda a acrescentar aos problemas que já existem no Serviço Nacional de Saúde. Não devemos desviar as atenções disto para a politiquice. E, por isso, renovo o apelo, sim, a que o governo aceite negociar e que os tarefeiros aceitem sentar-se à mesa das negociações.

Sobre saúde, Luís Marques Mendes diz apenas esperar que o governo se sente à mesa de negociações e chegue a um entendimento com os médicos tarefeiros depois da ameaça da greve. Henrique Gouveia e Melo também recusou este desafio de André Ventura. O almirante afasta qualquer tipo de aproveitamento político da situação grave que o Serviço Nacional de Saúde está a atravessar e diz em tom de crítica a André Ventura que não quer cavalgar um problema. Voltamos aos médicos tarefeiros, que consideram que a situação atual da carreira destes profissionais está envolta num pânico infundado. Querem, por isso, reunir com a ministra da Saúde. Só que Ana Paula Martins diz que não negoceia com movimentos, mas sim com associações profissionais. O movimento criticou que o jornal Público tenha divulgado uma ata em que se apontava para uma paralisação nas urgências de pelo menos três dias. Agora volta atrás, diz que quer falar com a tutela. A greve passa a ser uma solução hipotética, é o que indica a direção dos médicos prestadores de serviços portugueses. Essa eventual reunião entre o movimento de médicos tarefeiros e a ministra da Saúde foi mal recebida pelo Sindicato Independente dos Médicos, que considera errada uma negociação direta entre os profissionais e a tutela. O secretário-geral do SIM, Nuno Rodrigues, deixa um alerta.

Nós achamos isto um precedente perigoso, assim como já o achamos na altura da criação do chamado grupo de médicos em luta. Ou seja, não há uma hierarquia, não há uma responsabilização, não há enquadramento legal para isto. Agora, o Ministério da Saúde e a senhora Ministra da Saúde ouvirá, naturalmente, quem quiser.

É a posição do secretário-geral do SIM, em declarações à Rádio Observador. Já uma ideia diferente tem a Federação Nacional dos Médicos, que apoia um contacto direto entre os trabalhadores e a tutela, à semelhança também da Ordem dos Médicos. O bastonário Carlos Cortes não vê impedimentos.

Há aqui um conjunto de reivindicação destes médicos que são entendíveis. E o que eu peço neste momento ao Ministério da Saúde, é um pedido que a Ordem dos Médicos faz, é que reúna com esses médicos. Reunir para tentar perceber precisamente toda a dimensão do problema. E depois, que obviamente, tome uma decisão no sentido de haver uma uniformização de relação contratual com os médicos.

É o apelo feito pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, que alega que caso se concretize a paralisação anunciada pelos tarefeiros, o impacto nas urgências vai ser muito grande. Há tempo ainda para falar de atualidades internacional e começamos com António Costa, que garante que a União Europeia vai fazer tudo o que tiver ao alcance para limitar o aquecimento global a um grau e meio acima dos níveis pré-industriais. Foram declarações feitas na Cimeira de Líderes, que antecede a Conferência das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, a COP30. Ainda assim, o presidente do Conselho Europeu deixa um aviso: a janela de oportunidades para agir e evitar impactos irreversíveis sobre a humanidade e natureza está a fechar-se rapidamente. A União Europeia, perante esta ameaça real, sustenta o compromisso inabalável com o Acordo de Paris. E nos Estados Unidos, o Supremo Tribunal deu luz verde à política da administração de Donald Trump e restringiu os passaportes para pessoas transgénero e não binárias. Foi uma notícia avançada pela Associated Press. As pessoas ficam então impossibilitadas de escolher os marcadores de sexo no passaporte que correspondam à identidade de género com a qual se identificam. Em comunicado, o tribunal nega que esta seja uma política discriminatória. E a fechar, o Conselho de Segurança da ONU levantou as sanções contra o presidente da Síria. A resolução foi proposta pelos Estados Unidos. Também foram suspensas as sanções contra o ministro do Interior sírio. Recebeu 14 votos a favor, enquanto a China se absteve. Na rede social Xi's, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria já agradeceu aos Estados Unidos pelo apoio. Os dois líderes dos países vão encontrar-se na segunda-feira na Casa Branca. E é assim que fechamos o jornal da uma da manhã. A informação fica por aqui. Está de regresso daqui a pouco, à uma e meia, com a síntese de notícias.