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É uma hora. Boa noite, eu sou a Teresa Ferreira. É uma hora, tempo de atualizar a informação. A A16 está cortada no sentido Sintra-Cascais, na zona de Alcobideche. A Proteção Civil adianta que a autoestrada está cortada desde às onze da noite, devido à queda de um placar publicitário na via. Fonte do Comando Sub-regional da Grande Lisboa garante que estão já a ser realizados os trabalhos de remoção do placar. Uma ocorrência que se dá depois de a Proteção Civil ter alertado para a probabilidade do colapso das estradas na sequência do mau tempo. No briefing mais recente, o comandante nacional dá conta de quase 18 mil ocorrências registadas em Portugal continental até às 18h. Mário Silvestre apela ao cuidado de quem anda na estrada.
Realçamos aqui também que continua a haver a probabilidade de existir colapso das vias rodoviárias, em virtude do deslizamento de terras e, portanto, todo o cuidado é pouco nas movimentações, sobretudo em estradas secundárias.
Mário Silvestre indica ainda que as derrocadas continuam a ser o tipo de ocorrência que mais provoca desalojados durante um maior período de tempo. E deixa recomendações à população.
Se tiver a conduzir, não atravesse estradas inundadas, pare em local seguro e elevado, longe de linhas de água, evite túneis e passagens inferiores. Se estiver em casa, feche portas, janelas, torneiras e as torneiras do gás e desligue a eletricidade. Mantenha-se nos andares superiores ou pontos altos, afaste equipamentos elétricos da água e se tiver de abandonar a casa, leve apenas o essencial, nomeadamente os seus medicamentos.
O comandante nacional Mário Silvestre no briefing da Proteção Civil, captado pela RTP Notícias. A estrutura de missão para a recuperação das zonas afetadas diz que o perímetro de danos na região de Leiria continua a aumentar. É, por isso, difícil quantificar os prejuízos causados pelo mau tempo. Em declarações à Agência Lusa, o responsável pela estrutura, Paulo Fernandes, afirma que são contas complicadas de fazer.
Essa estrutura de missão tem, neste momento, uma enorme dificuldade, que é o perímetro do dano não para. Ou seja, nós estamos ainda longe de podermos dizer assim: "bom, ok, os danos são estes", porque todos os dias temos estado, obviamente, neste momento também com as cheias, com as questões aqui nomeadamente tão próximo da bacia do Mondego.
Paulo Fernandes, à margem de uma reunião com o Conselho da Comunidade Intermunicipal da região de Leiria. Já o presidente desta comunidade intermunicipal adianta que na região de Leiria, cerca de 20 mil pessoas continuam sem eletricidade, 17 dias depois da passagem da Depressão Christine. Jorge Vale fala de um problema de grave resolução e teme que o país não tenha aprendido nada com esta calamidade. Coimbra está fora da situação de grande perigo, sem risco de inundação. Anúncio feito esta noite em conferência de imprensa pela presidente da Câmara. Ontem, Ana Abrunhosa alertou para a possibilidade de haver uma cheia centenária na cidade. Agora a autarca admite que o pior não aconteceu.
Com as condições climatéricas que temos, com os caudais que temos, que vêm da Aguieira, podemos dizer que a situação de risco grave acabou. Isto significa que aquela situação que temíamos de a Baixa de Coimbra ficar inundada é já algo que não consta das nossas previsões nem dos nossos temores.
Ana Abrunhosa, que pede ainda que as pessoas aguardem a confirmação das autoridades para regressarem às casas que ficaram inundadas. A barragem da Aguieira foi uma das preocupações da região de Coimbra. Trata-se de uma estrutura que entrou em funcionamento há 45 anos e que continua a ser a principal forma de controlar as cheias no Baixo Mondego. Mas nem sempre foi assim. O repórter Luís Soares foi ao encontro de quem ajudou a construir a barragem, uma estrutura que também serviu de cupido.
A casa onde eu namorava era aqui. A minha mulher ia lá para cima para a varanda e eu vinha cá para baixo da estrada a assobiar.
Com a ajuda de uma régua, Jaime Vitorino aponta para uma fotografia a preto e branco. Vê-se a casa onde, há mais de 45 anos, namorava com a ainda agora mulher, em Foz do Dão, uma aldeia que foi engolida pela água do Mondego depois ter sido construída a barragem da Aguieira.
A Foz Dão era uma aldeia bonita, era um ponto de turismo. Temos ali o quadro. Foi pena aquilo ter vindo a desaparecer, mas a lei da vida é assim.
Agora a barragem protege Coimbra, mas Jaime Vitorino explica: o rio Mondego tem uma personalidade muito própria.
A barragem ajuda muito. A barragem ajuda muito, mas é aquilo que eu digo. A serra da Estrela manda muita neve, ajuda muito, porque se aquilo estiver cheio de neve, o rio Mondego fica doido e não há barragem nenhuma que o aguente.
De resto, antes de haver barragem, Jaime Vitorino lembra que a Baixa de Coimbra costumava inundar.
Basta que a Baixa de Coimbra também ficava toda alagada. Onde é a Estação Nova e aquilo tudo, o Banco de Portugal, aqui ficava tudo inundado.
Ele que participou na construção da barragem, viu a estrutura a encher, ainda no início dos anos 80. Na altura, Jaime Vitorino ouvia dizer que ao fim de 20 anos era preciso realizar uma manutenção, mas nunca soube que isso tenha acontecido.
Ela começou a encher mais ou menos em 80. Já até diziam que depois ao fim de 20 anos, que era despejada pra fazer uma manutenção e já vamos lá em 40 e tais. E manutenções, nada.
Não sei, mas penso que isso deve ser um risco muito grande depois de amanhã.
João Vitorino defende também que o governo não devia permitir construção à beira dos rios.
É muito bonito fazer aqueles bares à beira do rio, como está lá em Coimbra. Aquelas esplanadas, aquilo é muito bonito. É, para o verão, mas temos de convencer que quando São Pedro abrir as portas, os torneiros me ligam.
O repórter Luís Soares, numa barragem que esteve sob alerta por causa do agravamento do mau tempo. A Brisa faz um ponto de situação da obra a decorrer para reparar a A1 entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul, depois do piso ter abatido. Nos últimos dois dias foram depositados mais de 8900 toneladas de enrocamento no sentido norte-sul, com o objetivo de estabilizar os solos sob a laje de transição. A Brisa garante que os trabalhos decorrem de forma contínua e devem demorar algumas semanas. O Presidente da República deixa um apelo às seguradoras, pede que acelerem as peritagens nos locais afetados pelo mau tempo, para que as famílias retomem a normalidade rapidamente. Em declarações aos jornalistas, em Coimbra, onde foi de forma espontânea, apontou para a importância de acelerar as medidas de resposta à crise.
Não há razão para demorar tanto tempo as peritagens, as perícias e os relatórios, porque se não arrancam esses estabelecimentos nos próximos 30, 60 dias, é um prejuízo irreversível, não é possível.
O apelo de Marcelo Rebelo de Sousa às seguradoras, em declarações à RTP Notícias. Já Henrique Gouveia e Melo também deixa críticas ao governo, considera que o Estado falhou na resposta às tempestades. O ex-candidato à Presidência da República diz que o primeiro-ministro devia ter assumido as rédeas desde o início, imobilizado todos os ministérios e não apenas o da Administração Interna. O almirante considera que as fragilidades do Estado ficaram à vista.
O Estado falhou. No entanto, é preciso ter a noção da dimensão da crise. A crise foi de uma dimensão não habitual e, portanto, o poder do Estado também é limitado. No entanto, nesta crise, o que notámos foi um conjunto de fragilidades, quer organizacionais, quer de capacidades de resposta, que fizeram com que o Estado, no início, tivesse falhado e depois, de alguma forma, não tem conseguido responder às populações. Não tem conseguido responder às populações, cria muita instabilidade, incerteza nas populações, o que não é bom.
O ex-candidato presidencial, Henrique Gouveia e Melo, em declarações à CNN Portugal. E no futebol, o Benfica ganhou ao Santa Clara num jogo a contar para o campeonato, os encarnados venceram nos Açores por duas bolas a uma, graças aos gols de Pávlović e a um autogol de Paulo Vitor do lado dos benfiquistas. Já na segunda parte, Gonçalo Paciência marcou um gol pelo Santa Clara e no final do jogo, o técnico benfiquista, José Mourinho, fala de um jogo difícil, mas garante que a vitória foi conseguida com o mérito de todos os jogadores.
Precisávamos desesperadamente de pontos para poder olhar para cima e não para o Braga ou para o Gil Vicente, que é lógico, é óbvio, e era muito importante ganharmos este jogo. Foi aquilo que nós conseguimos, na minha opinião, com todo o mérito. O jogo podia ter sido obviamente diferente. Houve momentos do jogo que podiam ter criado um jogo diferente, mas eu acho que é muito difícil marcar grandes penalidades a favor do Benfica.
Do lado do Santa Clara, o treinador Petit sublinha a falta de oportunidades de ataque à equipa adversária.
É um jogo difícil contra uma equipa que ainda não perdeu no campeonato e nas cinco provas europeias também, sabendo que ia ser um jogo extremamente difícil, mas não abdicamos daquilo que são os nossos princípios, mas foi um jogo sem muitas oportunidades. Eu penso que o nosso guarda-redes Gabriel faz uma defesa na primeira parte do Rafa. Na segunda parte acho que não faz nenhuma, mas foi um jogo sem muitas oportunidades. Queremos outro resultado, mas estamos a dar passos em frente naquilo que é a nossa ideia e aquilo que eu mentalizei já no final do jogo com os nossos jogadores é já trabalharmos esta semana para chegar a Albergar e ganhar.
Declarações dos técnicos do Santa Clara e do Benfica na flash interview da Sport TV. Com esta vitória, o Benfica fica em terceiro lugar no campeonato, mais próximo do Sporting e do líder Futebol Clube do Porto. É o ponto final no Jornal da Uma, a informação regressa pela 13h30.