Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
É uma hora. As notícias com Beatriz Félix.
Boa noite, vamos às notícias na Rádio Observador e começamos com uma notícia Observador. Luís Montenegro é novamente investigado. O Ministério Público quer saber como o primeiro-ministro pagou a construção da Casa de Espinho. O primeiro-ministro é um dos visados do inquérito aberto pelo Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto. Trata-se de uma nova investigação, é já a terceira relacionada com o primeiro-ministro. O inquérito foi aberto por indícios de fraude fiscal e Luís Montenegro foi alvo de denúncia. Os investigadores querem saber a origem dos fundos que financiaram a construção da vivenda de Montenegro, que custou mais de €630 mil, informações dadas pelo próprio. As alegadas discrepâncias sobre os diferentes custos da casa também foram um dos motivos que levaram à abertura do inquérito. Como o Expresso noticiou, o empreiteiro responsável pela construção declarou nos autos desta nova investigação que a obra terá custado cerca de €215 mil. O Observador confrontou Luís Montenegro com estas informações, mas não recebeu resposta. O secretário-geral do PS acusa Luís Montenegro de sobranceria ao não responder às cartas com propostas para resolver vários problemas do país. Em entrevista à RTP Notícias esta noite, José Luís Carneiro considera que há uma ala da AD que quer o governo nas mãos do Chega, mas deixa o aviso: o PS não deve ser ignorado.
O primeiro-ministro não pode nem deve ignorar o Partido Socialista. E tem-no feito, ao seu ponto de vista? Tem. O primeiro-ministro tem ignorado e tem desconsiderado o Partido Socialista. Isso é inaceitável. Ao seu ponto de vista, isso acontece por quê? Insensibilidade, por um lado, sobranceria, por outro. E eu seria levado a interpretar que no núcleo político do governo há sensibilidades que querem que, definitivamente, o doutor Luís Montenegro fique nas mãos do Chega.
Sobre a substituição da Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, José Luís Carneiro diz que se o Luís Montenegro precisar, até pode dar uma ajuda.
Devo dizer que tenho pensado que um dia venha a ter a responsabilidade de primeiro-ministro, tenho, pelo menos na minha cabeça. Já tem o Ministro da Administração Interna? Tenho três ou quatro personalidades com o perfil adequado para Ministro da Administração Interna, para ministro ou para ministra da Administração Interna. Na área do Partido Socialista? Assim como tenho. Ou vai sugerir ao primeiro-ministro nomes para o ministério. Não queria que isso fosse visto como falta de humildade, mas faz parte do exercício das responsabilidades políticas, nós termos um planeamento das opções de política.
José Luís Carneiro revela ainda que vai colocar em cima da mesa o tema da regionalização já no próximo congresso do PS. Nesta entrevista, o secretário-geral do PS acredita também que é possível apoiar as populações afetadas pelo mau tempo e manter a estabilidade das contas públicas. José Luís Carneiro lembra que o governo conta com o apoio da União Europeia para avançar.
A União Europeia já deu uma grande ajuda. Foi considerar que estes apoios são tomados de uma vez só. Ou seja, são apoios que não têm caráter duradouro e estrutural na despesa pública e, portanto, excetuou, decidiu exceptuar todos estes apoios do perímetro orçamental, o que significa que é uma almofada, é uma garantia que o governo tem e, portanto, eu diria que o governo tem condições para manter a estabilidade das contas públicas, manter os objetivos em relação ao déficit orçamental e também em relação à dívida pública.
O líder do PS acusa o executivo de Luís Montenegro de deixar territórios ao abandono e acrescenta que as linhas de crédito anunciadas vão ficando curtas. Defende ainda a isenção de pagamento de portagens nas regiões mais afetadas. E o Chega alinha com o PCP, o Bloco de Esquerda e Livre para que o lay-off seja pago a 100% aos trabalhadores afetados pelo mau tempo. Primeiro, o executivo disse publicamente que sim, que era para pagar 100% os ordenados dos trabalhadores abrangidos, mas o que está escrito é que o pagamento é feito a dois terços. É, de resto, o que consta no diploma. André Ventura confirma e vai votar ao lado da esquerda para que o salário seja pago na íntegra.
Como disse também durante a campanha, tive a oportunidade durante os dias mais difíceis da tempestade e do impacto que teve sobre o país, de manter em contacto com o primeiro-ministro em relação a esta matéria, para garantir que há alguma articulação que fosse exigível do ponto de vista dos dois maiores partidos ou do Parlamento. Mas neste caso, independentemente disso, falarei evidentemente sobre isso também com o primeiro-ministro, mas acho que aquilo que foi assumido é aquilo que deve ser concretizado e, portanto, nós viabilizaremos o lay-off pago a 100%.
São declarações de André Ventura depois de sair da reunião do que designa por governo-sombra, na sede do Chega. Desafia Luís Montenegro a apresentar um substituto para Maria Lúcia Amaral, já no próximo debate quinzenal.
Eu gostaria que amanhã o senhor primeiro-ministro trouxesse já a apresentação de um nome para a administração interna. Uma vez que estamos no meio de uma crise, é preciso tomar decisões rápidas sobre mobilização de meios, sobre canalização de apoios, sobre organização de forças de proteção civil, de forças de segurança, de bombeiros, etc. Era importante que houvesse alguém pronto para gerir a pasta. E eu gostava que o senhor primeiro-ministro amanhã tivesse esse nome para apresentar.
André Ventura pede ainda, tal como o PS, o prolongamento do estado de calamidade e da isenção de portagens nas autoestradas das zonas afetadas. São temas que vão marcar o debate quinzenal com o primeiro-ministro esta quinta-feira, aqui na Rádio Observador. Transmitimos em direto a partir das 15h. Seguimos com a CGTP, que critica o governo por ter sido excluída das negociações sobre o novo pacote laboral. Em entrevista à Sic Notícias, o secretário-geral, Tiago Oliveira, não percebe a ausência de convite por parte do executivo de Luís Montenegro para participar nas negociações. Só foi convidada a UGT e as Confederações do Patronato. Tiago Oliveira insiste que a central sindical foi excluída por iniciativa do governo.
Repare no posicionamento do governo, no que diz respeito a estas reuniões que estão agendadas Quem exclui a CGTP de todo este processo, quem retira a CGTP deste processo, é o próprio governo. Portanto, fica aqui bem patente qual é a postura deste governo, qual é o objetivo deste governo e por onde ele está a caminhar. E o caminho a gente já sabe, que é o retrocesso nos direitos de quem trabalha.
Na reunião desta quarta-feira, no Ministério do Trabalho, a UGT acabou por não comparecer por falta de agenda, os patrões também abandonaram. A próxima reunião está marcada para segunda-feira de manhã e, mais uma vez, a CGTP não foi incluída. A circulação na Estrada Municipal 601, que dá acesso a Ereira, no Conselho de Montemor-o-Velho, foi restabelecida depois de vários dias ter estado isolada por causa das cheias. Esta reabertura permite então restabelecer a ligação por via terrestre à localidade. A Câmara de Montemor-o-Velho recomenda, ainda assim, uma condução prudente, porque podem existir zonas com sujidade ou piso irregulares. Ainda um alerta da Ordem dos Médicos. O desafio do paracetamol, que está a ser promovido nas redes sociais, representa um risco que pode ser fatal. Esta é uma competição promovida online entre jovens, na qual é incentivada a toma deliberada de doses elevadas deste medicamento. Um dos maiores riscos apontados pelos especialistas é a ausência de sintomas imediatos. Por isso, em comunicado, a Ordem dos Médicos explica que embora o paracetamol seja seguro em doses terapêuticas, a sobredosagem pode levar à falência de órgãos, necessidade de cuidados intensivos e, noutros casos mais extremos, o transplante hepático. Face à gravidade deste desafio, é feito o apelo diretamente às plataformas digitais, escolas e autoridades para que identifiquem e removam todos estes conteúdos. A Ordem dos Médicos pede ainda aos pais das crianças que reforcem a literacia sobre segurança dos medicamentos junto dos mais jovens. E fechamos este jornal, edição da 01:00 a.m, na atualidade internacional. O ataque dos Estados Unidos ao Irão pode acontecer a partir de sábado. É o que avança a CBS News, diz que Donald Trump ainda não tomou uma decisão final e que a probabilidade do ataque ao Irão acontecer a partir deste fim de semana é maior. Outra fonte, a agência Reuters, diz que o presidente norte-americano já ordenou um reforço militar no Médio Oriente. A Casa Branca está a ponderar os riscos que uma escalada pode acarretar para a região, assim como as consequências políticas e militares do ataque ao Irão. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui. Estamos de regresso daqui a pouco, à 13:30, com o síntese de notícias.