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Boa noite, eu sou a Teresa Freire. É a uma da manhã, hora de atualizar a informação. Pedro Passos Coelho saúda as medidas do governo para estancar o que diz ser o excesso de migrantes, um discurso muito à semelhança do que defende alguma da direita europeia.
A Europa está a desbaçar com esses movimentos imigratórios que são demasiado intensos. E claro, a gente já sabe, não conseguimos viver sem os imigrantes, mas também não conseguimos viver com a quantidade de imigrantes que não se integram, que não estão disponíveis para se identificarem com aquilo a que nós podemos chamar a idealização do nosso destino comum.
Pedro Passos Coelho, que protagonizou mais um momento de críticas ao governo, afirma que os políticos postiços são como prostitutos, sem caráter.
Não sendo verdadeiramente um populista, é melhor apenas parecê-lo para evitar que o verdadeiro ache. Normalmente, a história mostra que a coisa não funciona, porque o que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço. E então o postiço fica sem nada. Fica sem integridade, fica como um prostituto, sem caráter.
É mais uma farpa deixada por Pedro Passos Coelho perante uma assistência onde estava André Ventura. O líder do Chega e o antigo primeiro-ministro conversaram também sobre o ritmo que deveria ter a atual governação, e concordaram.
Era bom, por isso eu disse há pouco, que as coisas ganhassem um pouco mais de ritmo. Porque a expectativa é essa, que as pessoas têm quando fazem escolhas.
E as pessoas esperam que esta maioria também, que ao central desta maioria no Parlamento, também faça essas mudanças.
Pois. Eu julgo que sim, pelo menos estão prometidas.
A troca de impressões sobre o papel do governo entre Passos Coelho e André Ventura, durante a apresentação de um livro em Lisboa, esta terça-feira. O líder do Chega vai ser recebido esta quarta-feira pelo Presidente da República, em causa a polêmica em torno da liderança do SIRESP, com a nomeação de Viegas Nunes. André Ventura quer que António José Seguro seja chamado a intervir junto do governo por causa de um processo que considera preocupante.
Espero poder transmitir ao Presidente da República a preocupação que há sobre as suspeitas de corrupção e de conluio à volta do SIRESP. Acho que as denúncias que ontem eu próprio tive a oportunidade de divulgar, da adjunta do Ministério da Administração Interna, sobre o relatório do SIRESP, são graves, merecem a atenção quer de um antigo primeiro-ministro, quer do Presidente da República, quer dos líderes da oposição. Eu acho que há momentos na vida em que nós, políticos, jornalistas e todos, temos que dizer sim ao escrutínio e não ao medo. E este é um desses momentos. O MAI tentou esconder o que vinha no relatório do SIRESP, tentou condicionar o que vinha no relatório do SIRESP.
André Ventura, que se vai reunir com António José Seguro às onze da manhã. O Chega e o Livre mostram preocupação com a renomeação de Viegas Nunes para a presidência do SIRESP. Já o CDS confia na decisão do ministro da Administração Interna. No Explicador da tarde política, esta terça-feira, o deputado João Almeida sublinha que Luís Neves está a par dos detalhes que poderiam pôr em causa o perfil do major-general.
É fundamental saber se entre o momento em que essas questões aconteceram e o momento em que foram corrigidas, permita avaliar que foram erros e erros corrigidos sem uma repercussão maior ou significativa. Em segundo lugar, saber se o senhor general conhecia ou não, ou se isto nem sequer chegou a ele, também não sabemos. E portanto, são questões essenciais para saber, e o senhor ministro analisou-as, para saber da idoneidade.
Já Luís Paulo Fernandes, do Chega, critica a decisão do Luís Neves, defende que com o verão à porta não pode haver a mínima dúvida da competência de quem gere o SIRESP.
Temos denúncias de problemas, de ajustes diretos, supostamente um compadre. Isto é muito grave. E depois temos, por outro lado, um sistema que não funciona e que este senhor já esteve como principal responsável no passado. Ninguém admite, ninguém pode admitir. E o senhor ministro não pode deixar passar mais horas, nem mais dias. De certeza que vai encontrar outras escolhas. Já bem nos basta o SIRESP não ter redundância, o SIRESP das antenas locais estão todas no chão, porque ainda não foram reparadas depois da tempestade. E agora temos uma pessoa que não tem crédito, e não tem crédito, principalmente por quem lhe é próximo.
Já a co-portavoz do Livre, Isabel Mendes Lopes, realça a importância de se conhecer o relatório integral da Inspeção-Geral de Finanças antes da audição no Parlamento, para dissolver as dúvidas em relação à idoneidade do general Viegas Nunes.
É uma infraestrutura demasiado importante para ter alguma suspeita, para não haver uma confiança absoluta neste sistema. E, portanto, nesta progressividade de confiança que nós temos de dar ao SIRESP, para termos o país preparado para responder a catástrofes, para responder a emergências, para se ter a certeza que o SIRESP é redundante, nós precisamos também de confiar nos seus decisores. E, portanto, por isso é que temos com muita preocupação e alarme estas notícias sobre a liderança da SIRESP.
Isabel Mendes Lopes, que avança que o LIVRE já apresentou um requerimento ao Ministério da Administração Interna para disponibilizar o relatório integrado da Inspeção-Geral de Finanças à auditoria ao SIRESP. O mesmo pedido também foi feito esta terça-feira pelo PCP. Paulo Raimundo considera que é importante que os deputados conheçam o relatório, porque talvez estejam aí alguns elementos que possam ter dado fundamento às decisões tomadas. Admite que o PCP não se opõe aos pedidos de audições parlamentares por parte da IL e do Chega. O Ministro da Administração Interna rejeita uma teoria do caos sobre a segurança em Portugal. Luís Neves garante que o país continua a ser muito seguro graças ao trabalho das forças policiais. O ministro critica quem tenta passar a ideia de que o país está cheio de criminosos, principalmente no que toca aos imigrantes. Durante uma cerimônia de abertura de protocolos na área da segurança no Conselho de Cascais, o governante voltou a sublinhar que a percepção de insegurança não corresponde à realidade e que o país mudou para melhor nas últimas décadas em matéria de criminalidade. O ministro da Educação confirma que vai ser limitado o apoio extra aos alunos do ensino superior mais pobres. Fernando Alexandre recusa, no entanto, estar a recuar. Afirma que é um ajuste. Só vai ser atribuído ao primeiro ano da licenciatura. O ministro tinha afirmado que os alunos mais pobres beneficiários do escalão A do abono de família que chegassem ao ensino superior teriam, além da bolsa de estudo, um apoio extra de € 1.045 por ano ao longo de todo o curso, mas agora dá um passo atrás nesta intenção.
O não ser atribuído a partir do segundo ano tem a ver com o facto de nós estimarmos que cerca de 25% a 26% dos alunos, com este modelo, vão receber a bolsa máxima. E porque como vamos ter mais de 25% dos alunos a receber a bolsa máxima, eu diria que eles estão todos na mesma condição a partir do segundo ano. Não estão no primeiro, porque apesar de estarem todos elegíveis para a bolsa máxima, uns têm ações sociais que o escalam e outros que não têm, e privilegiamos esses porque sabemos que esses têm mais dificuldades para o acesso, mas a partir do momento em que eles estão lá dentro, eles vão receber todos o mesmo incentivo, que é uma bolsa máxima, que para a licenciatura são cerca de € 7.800. O que quer dizer que, além da propina, são cerca de €720 por mês.
Explicações de Fernando Alexandre, que admite que a medida pode ser reavaliada no próximo ano. As novas regras vão ser apresentadas na quinta-feira aos partidos, ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, ao Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e às instituições acadêmicas. O antigo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afasta uma solução a curto prazo para a guerra no Irão. Numa entrevista esta noite ao NOW, Durão Barroso considera também que a situação no Estreito de Ormuz não vai voltar a ser o que era antes do conflito.
A meu ver, é irrealista pensar que agora, como alguns dizem, mesmo que se consiga restabelecer o trânsito no Estreito de Ormuz, vai tudo voltar ao que era. Não é verdade, porque a desconfiança está lá, porque os custos, sobretudo os custos em termos de transporte, estão lá, porque do ponto de vista dos mercados, os mercados financeiros não vão voltar a olhar para a situação do mesmo modo. Aqueles países vão tentar, a Arábia Saudita, os Emirados, Omã, os outros países todos da região, Bahrain, Kwait, etc, vão passar a olhar a situação de outra forma. E, portanto, mais uma vez, dá-se a situação que eu já aqui há pouco referi, que na melhor das hipóteses, há uma situação de nem guerra nem paz, na melhor das hipóteses, mas de conflito latente.
Durão Barroso, esta noite no canal NOW, o antigo presidente da Comissão Europeia, diz que está pessimista em relação ao conflito no Irão. É o ponto final neste noticiário da Uma. A informação está de regresso à Uma e Meia.