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Uma hora. As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. Começamos com o ponto de situação sobre os incêndios em Portugal. Por esta hora há 10 fogos ativos no país. Um dos que mais preocupa é o incêndio em Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança. O segundo comandante regional do Norte explica à Agência Lusa que o fogo está a ser combatido com prioridade para a proteção de pessoas e bens. Luís Araújo explica ainda que as condições meteorológicas não têm criado janelas de oportunidade para o combate às chamas, devido ao tempo quente e seco. Em Torre de Moncorvo, as chamas lavram desde sábado. Por esta hora estão no terreno 400 operacionais apoiados por 150 meios terrestres. Mais a oeste, o incêndio de Valongo já provocou sete feridos, número confirmado à Rádio Observador pelo Comando Sub-regional da Área Metropolitana do Porto, mas antes avançado pelo comandante dos Bombeiros de Valongo, Bruno Oliveira.
No total, nós temos sete feridos, dois deles populares, que foram transferidos para o Hospital São João, e cinco bombeiros. Dos cinco bombeiros, quatro deles por exaustão e um por queimaduras de terceiro grau. Penso que até o final do dia conseguimos controlar esta frente.
O comandante dos Bombeiros de Valongo, Bruno Oliveira, num registo da RTP sobre o incêndio, que já obrigou ao corte de um troço da Estrada Nacional 209, que liga o Porto a Lousada. A autarquia já procedeu ao corte de mais estradas municipais. Mudamos de tema. O presidente da Câmara Municipal de Albufeira garante que nenhum grupo étnico está a ser excluído no acesso à habitação social. Rui Cristina está acusado pelo Ministério Público de discriminação e incitamento ao ódio contra a comunidade cigana. Em causa estão declarações do autarca numa reunião da Assembleia Municipal de Albufeira, em que Rui Cristina afirmava que nenhum grupo étnico minoritário teria acesso exclusivo a habitações, declarações que motivaram o Ministério Público a acusar o autarca de discriminação e incitamento ao ódio, por considerar que Rui Cristina agiu com o intuito de discriminar a comunidade cigana no acesso à habitação. À Rádio Observador, o autarca assegura que qualquer pessoa pode concorrer, desde que cumpra os critérios.
Enquanto fizer habitação, será para todos. Todos poderão concorrer mediante o nosso regulamento municipal habitacional, porque ao estar a fazer única e exclusivamente habitação para um grupo de etnia, eu estou a ir contra a inclusão, porque isto é inclusão, isso será exclusão. Já lhe disse e volto-lhe a repetir: vamos fazer habitação municipal e todos serão livres de poder concorrer a essa habitação.
Incluindo a comunidade cigana, no caso.
Sim, claramente, pois se as pessoas tiverem condições para concorrer e para receberem a habitação, receberão.
Rui Cristina, entrevistado pelo jornalista Ricardo Lopes, o presidente de Albufeira garante que mantém tudo o que disse e garante que na altura estava a ser pressionado para construir casas para a comunidade cigana. Na análise, o advogado Paulo Saragoça da Mata afirma que a acusação não tem teor político. No Explicador desta tarde, o advogado avisa que ainda assim, o caso pode acabar por ser arquivado.
O que eu acho é que o Ministério Público fez a aplicação da lei rigorosamente. Caberá à defesa explicar as circunstâncias, o modo, a razão de ser e, eventualmente, alguma causa de justificação, desculpação ou de exclusão até do tipo, dizendo: "Atenção, isto era uma declaração política, tinha este objetivo, em rigor, não foi nada disso que fizemos", e como dizia o Duarte muito bem, é uma pessoa ainda por cima pela qual ele tem apreço, eu não conheço, mas que não faria esta declaração de um ponto de vista insultuoso. Foi isso que eu entendi.
As explicações do advogado Paulo Saragoça da Mata. Já o antigo deputado do PSD, Duarte Pacheco, afirma que Rui Cristina podia ter tido outra elevação nas declarações, mas critica quem as retira do contexto.
No contexto, também diz que há de fazer construções para todos. Ora bem, para todos significa, pelo menos na minha leitura, que também para este grupo, naturalmente. Agora, não quer dizer é dar o privilégio a alguém. Pode haver outras pessoas com outras opções e que digam: "Não, há aqui um grupo que está mais necessitado e eu vou fazer para ele". Mas não foi isso que o Rui disse.
O ex-deputado social-democrata Duarte Pacheco, no Explicador desta tarde. No Oriente vivem-se momentos de tensão entre os aliados árabes dos Estados Unidos e Donald Trump. O Irão anunciou que chegou a um acordo com Oman para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. Na reação, Donald Trump deixou claro à Fox News que se Oman atrapalhar, vai bombardear o país até não sobrar mais nada. Maria Miguel Laques.
"Oman não se está a portar muito bem". É o que diz Donald Trump aos jornalistas na Casa Branca, em reação à própria ameaça que fez ao aliado árabe. Mas Trump esclarece que está confiante, diz que o estreito de Ormuz está praticamente aberto e deixa no ar o desejo do controle da via marítima.
Eu gosto da ideia de declarar o estreito de Ormuz um território americano. Eles podem ser um incômodo, mas o bloqueio tem sido muito eficiente. Estamos a conseguir passar lá milhões de barris de petróleo por semana. Se virmos os números que estamos a fazer, é como se o estreito estivesse aberto. Os preços do petróleo estão a descer e vão continuar a descer, a menos que decidamos fazer algo muito mais drástico do que estamos a fazer. O Irão está em grande perigo. O país é uma desgraça e as forças militares iranianas estão totalmente derrotadas.
Donald Trump continua a insistir no controle de Ormuz e diz que está a manter conversas com a Guarda Revolucionária do Irão, apesar das forças iranianas negarem. Isto numa altura em que, de acordo com a Sky News, o Irão apreendeu um petroleiro de uma companhia dos Emirados Árabes Unidos, aliados norte-americanos, que navegava no estreito de Ormuz. A jornalista Maria Miguel Marques com as últimas atualizações nas negociações sobre o Estreito de Ormuz. No desporto, o Benfica venceu o Casa Pia por 7 x 0. As Águias venceram em Rio Maior com gols de Prestianni, Rafa, Pavlídis e Duran. Na flash interview, o técnico das Águias, Marcos Silva, realça a capacidade de reação da equipa ao empate da primeira jornada.
Depois de um resultado bem negativo para nós no começo do campeonato, a reação tem que ser chegar e ganhar o próximo. Não estou a falar dos números, mas chegar e ganhar o próximo jogo. E falar dos nossos adeptos também. Acredito que a grande diferença do jogo da primeira jornada para este esteve realmente aí. É óbvio que jogamos fora de casa, mas praticamente jogamos em casa e há que realçar o apoio desde o primeiro minuto, empurrar a equipa pra frente e fazem a diferença. Ficou bem provado hoje que fazem toda a diferença para nós e retiraram-nos isso na primeira jornada e por culpa nossa não ganhamos aquele jogo, mas retiraram-nos algo que é a força deste clube, a grande força deste clube e hoje conseguimos mostrar isso com o apoio deles.
Marcos Silva, o treinador das Águias. Já do lado do Casa Pia, o técnico adjunto Alexandre Santana reconhece que o jogo correu mal, mas acredita num processo de crescimento.
Estamos cientes que nestes momentos muitas pessoas gostam de se esconder, mas dentro deste clube, quer estrutura, quer equipa técnica, quer jogadores, temos homens com H grande e é com isto também que nos vai fazer crescer e que nos vai fazer caminhar.
As declarações de Alexandre Santana à Sport TV. O Benfica consegue assim a primeira vitória do campeonato na segunda jornada da época. Fechamos com o ciclismo. A Federação Portuguesa aplaude a abertura de um inquérito pela Procuradoria-Geral da República à morte de Finley Tarling na Volta a Portugal, inquérito que decorre no Ministério Público de Ponte de Lima. À RTP, a PGR adianta que o corpo do ciclista vai ser alvo de uma autópsia. Finley Tarling, de 19 anos, natural do País de Gales, morreu durante a oitava etapa da competição. O jovem ciclista colidiu contra uma viatura externa à organização da Volta, que entrou indevidamente no circuito da prova. Na reação, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, diz à Rádio Observador que esta é uma boa notícia.
Para nós, é uma ótima notícia, porque o que a federação pretende é esclarecer, sem que antes existam especulações que podem não ser coincidentes com a verdade, e significa que a justiça está a funcionar e que está ativa e naturalmente que nos vai certamente ajudar a esclarecer aquilo que pode ter passado no local e que, para nós, organizadores, queremos que realmente este assunto fique clarificado e que todos os portugueses fiquem a saber o que realmente se passou.
Cândido Barbosa, em declarações à Rádio Observador. O presidente assegura ainda que a Federação Portuguesa de Ciclismo fará tudo para ajudar no processo de investigação em curso. Notícia de fecho deste jornal de 13h. Informação está de regresso à 13h30.