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É uma hora. As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. A esta hora, 10 incêndios considerados mais significativos pela Proteção Civil, todos no norte do país. Juntos mobilizam mais de 1200 operacionais por esta hora. Falamos do incêndio de Arouca, de Santo Tirso, de Ponte de Lima e de Torre de Moncorvo. Mudamos de tema. O Presidente da República promulgou a chamada Lei das Burcas e reconhece que as alterações introduzidas pelo PSD ao projeto de lei do Chega foram decisivas. No texto que acompanha a promulgação, António José Seguro reconhece que a matéria é de grande sensibilidade social e cultural e que é, por isso, difícil definir fronteiras para conseguir valorizar de forma equilibrada direitos e deveres dos cidadãos, e assume que decidiu dar luz verde ao diploma apenas depois das alterações introduzidas pelo PSD. O chefe de Estado argumenta que a decisão está em linha com os passos dados no mesmo sentido pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e é sustentada pela integração social, a não discriminação de género e a segurança. André Ventura saúda a decisão de António José Seguro. Em entrevista à Sic Notícias, o líder do partido que levou a proposta ao Parlamento, o Chega, afirma que esta é uma decisão feita pelo bem do país. Voltamos a mudar de tema. O governo garante que só pretende reabrir o debate sobre a reforma da Segurança Social na próxima legislatura e evita deixar-se vincular às conclusões do estudo hoje apresentado. O estudo liderado pelo economista Jorge Bravo recomenda, entre outros aspectos, a existência de planos de pensões profissionais, a criação de um programa de poupança para as crianças e uma conta poupança consumo. Conclui também que os excedentes registados na Segurança Social criaram uma ilusão de sustentabilidade e em reação ao estudo, a fonte do governo explica ao Observador que até 2029 não há qualquer perspetiva de reabrir o debate sobre o sistema e a sustentabilidade da Segurança Social. A fonte consultada pelo Observador explica que as conclusões do estudo são da exclusiva responsabilidade do grupo de trabalho e que o relatório é um estudo técnico independente e preparado de forma autónoma. O governo pretende, por isso, olhar para o estudo como apenas mais uma fonte de informação e não como um guião que, como acusa a esquerda, poderia servir para preparar o terreno para a privatização da Segurança Social. Como explica a mesma fonte ao Observador, a intenção do Executivo é precisamente fugir desse rótulo e das críticas dos partidos à esquerda no Parlamento. Vamos a essas críticas. Voltamos a André Ventura, que aproveitou o relatório para voltar a dizer que o país está pior. À Sic Notícias, o líder do Chega critica o governo por fechar os olhos à realidade.
O país está pior. Objetivamente, o país está pior e está a piorar. Estas notícias que saíram recentemente, também da Segurança Social, mostram que até no único ponto, Montenegro gosta de dizer assim: "As coisas estão aparentemente piores, mas é perceções. Eu sou à Cavaco e, portanto, na verdade, o país até pode estar pior, mas as contas estão melhor". Só que nem isso está!
André Ventura, em declarações esta noite à Sic Notícias. Antes, o PS acusou o governo de abrir a porta à privatização de parte da Segurança Social. Ouvido esta tarde aqui na Rádio Observador, o deputado do PS e antigo secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, disse que nenhuma das conclusões do relatório é nova e acusou o governo de fabricar uma narrativa falaciosa.
Nenhuma destas conclusões é surpreendente. Do nosso ponto de vista, o que está lá em causa é abrir a porta para a privatização de partes importantes da Segurança Social, porque estamos a criar uma narrativa, volto a dizer, enganosa e falaciosa, de que o nosso sistema não tem condições de sustentabilidade e que haveria aqui números escondidos ou dados escondidos, afinal, um défice que não existe. Todos os anos estes números estão presentes no relatório do Orçamento de Estado, por um lado, e no relatório da Segurança Social, por outro, porque são dois sistemas diferentes.
Críticas do socialista Miguel Cabrita, que insiste que a Segurança Social e a Caixa Geral de Aposentações são sistemas distintos e não devem ser tratados como um só. Opinião diferente tem o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, que diz que os dois sistemas estão ligados. Mário Amorim Lopes responsabiliza tanto PSD como PS pelo défice no sistema de pensões.
As contas da CGA e da Segurança Social misturam-se porque elas estão misturadas. Governos do passado, Partido Socialista, Partido Social-Democrata, mas sobretudo Partido Socialista, na altura queriam contratar funcionários públicos. Não havia dinheiro para dar melhores salários, então prometeram-lhes um logro. Disseram assim: "Ok, vocês são contratados agora, mas no futuro irão ter uma reforma espetacular. Como é que nós vamos pagar isso? Bom, logo se há de ver, aqueles que vierem a seguir que paguem a conta". E é exatamente isso que está a acontecer neste momento. Os portugueses agora estão a pagar a conta daquilo que foi uma promessa feita no passado. E, portanto, nós não podemos ignorar o peso da Caixa Geral de Aposentações, porque é uma fatia enorme daquilo que são as despesas que serão assumidas e que foram assumidas pelo Estado.
Mário Amorim Lopes e Miguel Cabrita no Explicador da Rádio Observador. Morreu a atriz brasileira Glória Menezes, aos 91 anos. A informação foi avançada pela assessoria de imprensa da artista, que morreu esta terça-feira em São Paulo. A atriz morreu por causas naturais. O Brasil perde mais um dos rostos marcantes da televisão brasileira, com uma carreira de mais de seis décadas. Beatriz Félix.
Nasceu Nilce Soares de Magalhães, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, a 19 de outubro de 1934, mas foi como Glória Menezes que o mundo a veio a conhecer. Aos seis anos, mudou-se para São Paulo, onde frequentou a Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo e fundou um grupo de teatro chamado Jovens Independentes. A estreia artística aconteceu em 1959, no espetáculo amador, que lhe valeu um prémio de atriz revelação, e foi nesse mesmo ano que entrou na primeira novela, "Um Lugar ao Sol", na TV Tupi. A carreira ganhou dimensão no cinema com o "Pagador de Promessas", de Anselmo Duarte, filme que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1962, mas foi, sobretudo, na televisão que se tornou uma estrela nacional. Em 1963, protagonizou, juntamente com Tarcísio Meira, o projeto "2-5-499 Occupado", considerada a primeira novela diária do Brasil. Os dois acabaram por formar um dos casais mais populares da televisão brasileira, não só na antena como fora dela. Casaram-se e permaneceram juntos durante 59 anos, até à morte de Tarcísio Meira, em 2021. "Irmãos Coragem", "Brega & Chique", "Rainha da Sucata", "A Próxima Vítima", "A Favorita" e "Senhora do Destino" estão também na lista dos trabalhos mais conhecidos de Glória Menezes. O último trabalho em novelas foi no projeto "Totalmente Demais", em 2015, para depois passar a ter uma rotina mais discreta e longe das grandes produções de televisão. Ainda assim, em 2026, voltou a ser homenageada pela Globo na Calçada da Fama da emissora. Mais de seis décadas depois da estreia, Glória Menezes deixa uma das carreiras mais marcantes e mais longas da dramaturgia brasileira.
Beatriz Félix, com alguns dos destaques da vida e obra de Glória Menezes, um dos maiores nomes da televisão brasileira, morreu hoje aos 91 anos de idade, no Rio de Janeiro, no Brasil. Notícia de fecho deste jornal da uma da manhã. A informação está de regresso à uma e meia.