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É uma hora. Boa noite, meu nome é Rita Lourenço, vamos às notícias na Rádio Observador. Começamos com o tiroteio nos Estados Unidos da América, que decorreu no centro da cidade norte-americana de Minneapolis. A notícia foi avançada pela conta oficial da cidade na rede social X, que dá conta de dois agentes da polícia entre os feridos. Uma unidade de saúde local confirmou à CNN Internacional que recebeu seis pessoas feridas, resultado deste incidente, e uma que acabou por morrer dos ferimentos. Entretanto, a CBS News também já avançou há momentos que o suspeito foi atingido também e terá morrido. O mesmo canal reporta um forte contingente policial perto de um complexo de apartamentos, tendo sido mobilizados para o local veículos blindados de equipas SWAT e agentes armados com armas de alto calibre. Até ao momento, ainda é desconhecido o motivo do tiroteio. Passamos agora para a atualidade política nacional. O Chega vai mesmo avançar com a moção de censura ao governo. André Ventura avisa Montenegro que pode vir a perder a autoridade política. A confirmação foi dada esta tarde, em conferência de imprensa, na sede nacional do partido. André Ventura critica a falta de esclarecimentos dados pelo ministro Luís Neves e procura colar António José Seguro à rejeição do titular da pasta da Administração Interna. Depois de vários dias de reflexão, a confirmação por parte do Chega chegou e vai mesmo avançar com a censura ao governo, como explica Martim Madeira.
O Chega deu entrada hoje no Parlamento de uma moção de censura com o objetivo claro: censurar o primeiro-ministro e o governo.
Foi a razão principal desta conferência de imprensa convocada por André Ventura, apresentar uma moção de censura ao governo, uma moção por parte do Chega, que apenas tem um culpado.
Deixámos de ter um governo liderado por Luís Montenegro e temos um governo liderado por Luís Neves. Se continuarmos a ter Luís Neves como ministro, sabemos que a autoridade do primeiro-ministro, não para prejuízo do PSD, mas para prejuízo de todos, está irremediavelmente colocada em causa.
O líder do Chega justifica a razão desta moção. Deixa o aviso de que a retórica de Luís Neves é um perigo para a democracia, principalmente a atitude que Ventura diz ser de rockstar.
O senhor ministro entendeu que não devia responder a nada e que não tinha que responder a nada, porque vinha com a estrela de rockstar de ministro do governo. A lógica e linguagem, "ninguém me afasta deste cargo, quer queiram, quer não", é um perigo para a nossa democracia.
E na sede do Chega, a mensagem de Ventura é clara: apresenta esta moção para mostrar que ninguém o intimida.
Quando há suspeitas de falta de integridade, onde há suspeitas de uso indevido de poder público ou de corrupção, a nós ninguém nos intimida. A mim, ninguém me intimida.
Por fim, depois de vincar que a moção é pra avançar e após ser questionado várias vezes, Ventura finalmente diz o que é preciso por parte do primeiro-ministro para o Chega recuar na decisão.
Não pactuamos com autoritarismo, nós não pactuamos com a falta de integridade.
Certo, mas o que Luís Montenegro pode fazer?
E, portanto, o que pode fazer é substituir o seu ministro da Administração Interna.
É a única alternativa possível?
É a alternativa que, neste momento, a democracia e a integridade exigem.
O líder do Chega deixa ainda claro que se o PS votar contra esta moção, está do lado da continuidade.
Martim Madeira, com os destaques da intervenção de André Ventura na apresentação desta iniciativa de censura ao executivo de Luís Montenegro. O porta-voz do PSD considera que esta moção de censura apresentada por André Ventura vai ser uma derrota parlamentar do Chega. Sebastião Bugalho acredita que a moção de censura vai ser chumbada. Diz, por isso, que vai representar apenas uma derrota para André Ventura.
É uma moção de censura, ainda assim, não é?
Que será chumbada.
Nunca se sabe, só no dia em que ela for votada é que se saberá.
Era preciso o Partido Socialista votar a favor dela. O secretário-geral do PS ainda hoje afirmou que não haveria crise política, nem eleições por causa do PS. Eu não o tomo como mentiroso. Portanto, nesse sentido, a ideia de que uma derrota parlamentar do Chega, que é aquilo que a moção de censura vai ser, fragilizará o governo, parece-me algo criativa, com todo o respeito.
Sebastião Bugalho, que reitera que Luís Neves não é um problema para o executivo liderado por Luís Montenegro. O PS já se afastou desta moção de censura. José Luís Carneiro critica o espetáculo pirotécnico do Chega e garante que não vai ser por causa do Partido Socialista que Portugal volta a ter uma crise política. Já o PCP defende que o executivo liderado por Luís Montenegro merece censura, mas não se compromete com nenhum sentido de voto. O dirigente dos comunistas, Vladimir Vale, explica que os casos que envolvem o ministro da Administração Interna exigem esclarecimentos que até o momento não foram prestados pelo governo. Ainda assim, acusa o Chega de fazer também malabarismos políticos e de não querer, de facto, esclarecimentos. Vladimir Vale, dirigente do PSP, que esclarece que o partido ainda está a apurar se vai ou não apoiar esta moção de censura. Também à esquerda, o Bloco considera que a moção apresentada pelo Chega é motivada pelas razões erradas. O líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, admite que Luís Neves se tornou um agente de confusão, mas sublinha que há motivos maiores para censurar o executivo de Luís Montenegro.
O governo merece censura por ter deixado aumentar o preço das rendas e das prestações ao banco. O governo merece censura porque a conta do supermercado é cada vez menos sustentável. O governo merece censura pelo caos criado nos exames nacionais. O governo merece censura porque não há professores. Sim, merece censura
Mas André Ventura não censura o governo por isso, Luís Montenegro agradece e as pessoas continuam com as contas para pagar. Isso é que é o drama deste momento em Portugal.
José Manuel Pureza, coordenador do Bloco de Esquerda, em declarações recolhidas esta quarta-feira em Coimbra. O líder do grupo parlamentar do PSD considera que a moção de censura apresentada é ridícula. Hugo Soares desconfia das intenções do partido de André Ventura ao apresentar esta iniciativa. Considera que a moção de censura é apenas mais um episódio da chamada silly season política.
Qual é o objetivo de uma moção de censura? O objetivo de uma moção de censura é derrubar o governo e provocar eleições. Esta não é uma moção de censura contra Luís Neves, não é uma moção de censura contra este ou aquele aspeto, ou contra aquela circunstância. É uma moção de censura contra um governo e por isso é que ela é ridícula. Por isso é que ela é mais um epílogo, um terminar da silly season, em que todos, ou quase todos, vamos alimentando, especulando e comentando aquilo que o deputado André Ventura quer, e vamos todos no engodo.
Quanto a Luís Neves, Hugo Soares garante que o ministro da Administração Interna está muito longe de ser arguido. Sublinha ainda que é necessária uma acusação definitiva para que possa existir juízo político sobre a continuidade ou não do governante.
Nós temos escrito que é preciso uma acusação depois de uma instrução, portanto, depois do prazo que está previsto para a abertura de uma instrução, uma acusação definitiva, é assim que se diz do ponto de vista jurídico, para que possa haver um juízo político, porque não é um juízo de censura sobre a pessoa.
Portanto, Luís Neves arguido não sai do governo, é isso?
Não faço ideia, isso é uma decisão do primeiro-ministro. Eu vou dar a minha opinião. Eu acho que o doutor Luís Neves está muito longe de ser arguido.
Hugo Soares, secretário-geral do PSD e presidente do grupo parlamentar social-democrata, em entrevista à SIC Notícias esta quarta-feira à noite. Hugo Soares reitera ainda que Luís Neves é um ministro da Administração Interna extraordinário. Conferência de líderes convocada para amanhã. Os partidos vão reunir para decidir a data da votação da moção de censura apresentada pelo Chega. A decisão foi de Aguiar Branco, presidente da Assembleia da República, que vai convocar os líderes parlamentares para amanhã. Em declarações aos jornalistas nos Açores, onde está numa visita oficial até sexta-feira, José Pedro Aguiar Branco diz que vai convocar uma conferência de líderes para resolver as questões sobre a data do debate.
Aquilo que terá que ser agora decidido é em relação à data em que ocorrerá a discussão, a partir do momento em que se conta essa data para a discussão, porque estamos num período de interrupção dos trabalhos parlamentares. Eu vou convocar uma conferência de líderes para amanhã, em que participarei de forma remota, para precisamente em conferência de líderes nós podermos definir a data a partir da qual o prazo se conta para a discussão da moção que foi apresentada.
José Pedro Aguiar Branco, que explica que existem várias teses em cima da mesa e por esse motivo é preciso chegar a um consenso sobre se o debate pode ou não ser feito antes do arranque oficial dos trabalhos marcado para 15 de setembro. Na atualidade internacional, Donald Trump garante que os Estados Unidos da América estão prontos para voltar a atacar o Irão a qualquer momento. Esta foi uma promessa deixada pelo presidente norte-americano, que afirma que os ataques da última noite destruíram os novos sistemas de mísseis e radares iranianos construídos perto do Estreito de Ormuz.
Na última noite atacámo-los com toda a força. Destruímos todo o equipamento novo que tentaram instalar ao longo do Estreito de Ormuz, tanto defensivo como ofensivo. Estavam a tentar detectar os navios porque não conseguem vê-los. Destruímos muitos desses navios que eles não conseguem ver porque já não têm radar. Foi um ataque muito intenso ontem e estamos preparados para lançar outro sempre que quisermos.
A garantia de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América, deixada aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca. Na mesma conferência de imprensa, o presidente norte-americano disse ainda que gostaria de realizar uma cimeira com Vladimir Putin quando ambos os lados do conflito na Ucrânia estiverem preparados para um acordo de paz. Este foi o ponto final neste jornal da uma da manhã. As notícias estarão de regresso já daqui a pouco, à 13h30.