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É uma hora. As notícias com Maria Miguel Marques.

Boa noite. Pedro Passos Coelho não fecha a porta à vida política. Admite mesmo que pode voltar, caso o PSD não seja bem-sucedido. Em entrevista na SIC Notícias, o antigo primeiro-ministro fala num dever e responsabilidade de intervir no debate público e admite que pode ponderar o regresso à política ativa para acrescentar algo de positivo ao país.

Se eu tivesse de equacionar uma possibilidade dessas, isso teria de corresponder a uma situação em que o PSD, visivelmente, não tivesse a possibilidade de entregar um resultado satisfatório face àquilo que o país precisa e de eu achar que eu o poderia fazer. E se isso vier a acontecer, eu ponderarei e tomarei uma iniciativa, se for caso disso. Não é uma coisa confortável para alguém que já foi primeiro-ministro e que está muito fora da atividade partidária. Não é uma ideia muito confortável a ideia de regressar.

São declarações de Pedro Passos Coelho. Diz que saberia o que fazer se fosse primeiro-ministro sobre uma aliança com o Chega. O antigo governante diz que o PSD tinha obrigatoriamente de explorar essa possibilidade.

Eu acho que o PSD tinha a obrigação de explorar essa possibilidade. Não estou a dizer que seria uma possibilidade fácil, porque talvez não fosse fácil um entendimento parlamentar entre o PSD e o CDS, o Chega e a Iniciativa Liberal. Não vou dizer que fosse fácil, mas era importante tentá-lo.

Era uma coisa que faria, doutor Passos Coelho.

Era importante tentá-lo. Repare, a gente sabe que os governos, para poderem transformar alguma coisa de importante, precisam de apoio. Precisam de apoio no país, dos eleitores, e precisam de apoio-

No Parlamento.

No Parlamento, evidentemente. É muito difícil mudar as coisas sem ter estabilidade e sem ter força política.

Pedro Passos Coelho critica ainda a ideia de um bloco central e deixa elogios a André Ventura. Questionado sobre reformas políticas, o antigo primeiro-ministro garante que o Estado não tem autoridade para alterar o Sistema Nacional de Saúde.

Eu acho que o Estado já não tem autoridade, se quiser, gestionária. São os próprios profissionais que já não acreditam nisso. É preciso fazer alguma coisa para inverter isto. Se nós queremos que as pessoas possam ter, de facto, acesso a cuidados de saúde de qualidade e que exista uma garantia pública de que isso possa acontecer, muita coisa vai ter de mudar na saúde. E eu não vejo nada a mudar. Não vi nada a mudar durante os nove anos do Partido Socialista no governo. Pelo contrário, vi a degradação da política pública e não vejo nada, ao cabo de dois anos, de essencial, de estruturante, de diferente, para mudar o que se está a passar na saúde.

É o que diz Pedro Passos Coelho, em entrevista à SIC Notícias, que apesar de manter uma ligação emocional ao PSD, admite que o governo se meteu numa armadilha política muito grave. Seguimos com uma notícia do Observador sobre o caso BES. A defesa dos arguidos suíços queria ouvir 358 testemunhas, que fariam com que o julgamento se arrastasse durante mais um ano, mas o tribunal recusou. O Ministério Público prescindiu destas inquirições e apenas 15 testemunhas podem vir mesmo a ser ouvidas. O Observador conseguiu apurar que esta decisão gerou uma tensão entre a juíza presidente e a defesa dos arguidos suíços. Em causa está também a decisão do tribunal de começar a ouvir testemunhas da defesa antes de terminar a prova da acusação. Os advogados dos arguidos suíços consideram que esta decisão viola o princípio do contraditório e as garantias de defesa dos arguidos. Mas a juíza rejeita estes argumentos e alerta que pode aplicar multas aos arguidos se considerar que estão a usar manobras para atrasar o processo. O julgamento deve terminar as sessões até julho do próximo ano. Este é um artigo assinado pelo jornalista João Paulo Gudinho e pelo redator principal do Observador, Luís Rosa, e que pode ler com mais detalhe em observador.pt. O MURPI exige explicações à Caixa Geral de Apresentações e à Provedoria de Justiça, devido ao erro no cálculo de quase 3 mil pensões atribuídas entre maio e agosto. A Confederação de Reformados defende que a CGA deve assumir a responsabilidade e as consequências do engano sem penalizar os pensionistas de boa-fé. Em causa estão cortes que variam entre 90 e 200 € mensais, com a administração a conceder 10 dias para resposta em audiência prévia. A CGA recusa ter feito uma reinterpretação da lei e fala num erro de parametrização, sendo que vai dar início às notificações com os valores a devolver ainda este mês. Os pensionistas afetados vão poder optar pelo pagamento voluntário, pelo reembolso em prestações até dezembro de 2027 ou por um desconto mensal na pensão que não ultrapasse os 30%. Passamos à atualidade internacional. O Irão afirma que os Estados Unidos aceitaram algumas das condições para acabar com o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz. Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o Irão apresentou aos Estados Unidos uma proposta para interromper as hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz. Donald Trump rejeitou publicamente a proposta por considerá-la inaceitável. No entanto, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão garante que Washington aceitou alguns dos pontos, embora não todos. Este anúncio surge numa altura em que têm sido registados, quase todos os dias, ataques a petroleiros em Ormuz. Volodymyr Zelensky diz que não reconhece o cessar-fogo energético entre a Ucrânia e a Rússia. Ainda assim, o presidente ucraniano Afirma estar disponível para aceitar a trégua. Na rede social Truth Social, Donald Trump anunciou um cessar-fogo energético com caráter imediato. O presidente norte-americano diz também que a trégua resulta de um acordo entre as duas partes envolvidas no conflito. No entanto, o presidente ucraniano diz desconhecer estas notícias. Ainda assim, assegura que Kiev está sempre disponível para passos de desescalada deste conflito, dizendo estar agora a aguardar por mais detalhes do lado norte-americano. Na análise, António Zeteto, antigo diretor do Instituto de Defesa Nacional, afirma que estes mais recentes passos de Donald Trump, no que toca aos combustíveis, podem estar relacionados com as eleições intercalares de novembro. Quanto ao fato de Zelensky dizer desconhecer o cessar-fogo, António Zeteto explica que o presidente norte-americano costuma antecipar anúncios de acordos para atingir objetivos políticos. O historiador admite ainda que Donald Trump está a tomar decisões que permitam baixar o preço dos combustíveis ainda antes das eleições marcadas para novembro.

Agora estamos na reta final para as eleições e para ele é importante mostrar que existe já um alívio em termos de preços. E nisso o diesel, o gasóleo, é importante, em particular para os Estados Unidos, que é onde tem mais dificuldades em termos de produção de refinarias próprias. Portanto, sim, este é um dos grandes objetivos de Trump, estas eleições intermédias, que irá haver dentro de menos de um mês, e que estas vantagens de última hora podem se traduzir em ganhos eleitorais significativos.

O antigo diretor do Instituto de Defesa Nacional considera ainda que a disponibilidade de Volodymyr Zelensky para convocar eleições funciona como um passo intermédio para tentar alcançar um entendimento. Isto no momento em que Kiev recusa as imposições russas de entrega do Donbass ou de desmilitarização.

Estes acordos continuam e esta questão das eleições é uma maneira de tentar encontrar um entendimento entre as partes, pelo menos por um passo intermédio. Sobretudo, se isso é acompanhado pelo cessar-fogo energético. O cessar-fogo energético é particularmente importante para a Ucrânia, agora que se aproxima o inverno, se, obviamente, o cessar-fogo energético, se aplicar o conceito da Ucrânia sobre o que é que isso é.

É a análise de António Zeteto à Rádio Observador. No desporto, o Benfica recuperou da derrota no clássico do Dragão e venceu o Vitória por 2x0 no Estádio da Luz. Os encarnados regressaram ao campeonato a ganhar em casa. Foi um jogo a contar para a oitava jornada da Liga Portugal, depois da pausa para as seleções. Aos 24 minutos, Samuel Dall inaugurou o marcador pelo Benfica. O Vitória recolheu aos balneários sem gols marcados e assim continuou até ao final do jogo, porque na segunda parte marcou novamente o Benfica. Golo de Sudakov aos 75 minutos. No final da partida, Marcos Silva, o treinador das Águias, diz que destaca a boa prestação da equipa, mas dá especial destaque ao gol de Sudakov, um dos internacionais que esteve afastado durante várias semanas.

Parabéns pra ele, parabéns pra equipa, porque três pontos importantes. Voltar a jogar em casa após não muitos jogos, mas após muitas semanas sem estar aqui com os nossos adeptos. Agradecer aos nossos adeptos, mais de 60 mil novamente na Luz, com a equipa. Em muitos momentos, principalmente na segunda parte, não conseguimos controlar tão bem com bola como normalmente gostamos de o fazer, mas a realidade é que praticamente não demos uma oportunidade de gol ao adversário. Há um cruzamento, sim, na segunda parte, já na fase terminal, em que há um cruzamento e a bola acaba por bater no poste. De resto, o Vitória não tem uma única oportunidade de gol. Mesmo nós não conseguindo controlar tão bem o jogo com bola como normalmente o fazemos e queremos, mas não demos praticamente uma oportunidade de gol ao Vitória. Importante ganharmos, muito importante ganharmos sem sofrer gols e mais três pontos pra nós.

Treinador do Benfica, Marcos Silva, aqui em registros da BTV. Já Tiago Margarido, que assume o comando técnico do Vitória Sport Club, fala um jogo que já se esperava ser difícil perante um forte ataque da equipa da casa.

O Benfica teve uma entrada fortíssima, algo que nós já estávamos à espera. Vieram de um resultado menos bom, então esperávamos uma entrada muito forte. A verdade é que surpreenderam-nos na questão do jogo interior que exploraram, muitas dinâmicas de sair o homem, fundamentalmente a bola no pé este ano é deixada de frente pro Palhinha, bola pro Pavlidis também conseguia deixar de frente. Isso foi nos criando algumas dificuldades e penso que nós demoramos a encontrar-nos no jogo. Penso que os primeiros 20 minutos, os primeiros 25 minutos até o gol do Benfica, o domínio foi óbvio. Depois disso, fomos crescendo, fomos conseguindo ter mais bola num ou noutro momento, a equipa foi ganhando confiança.

O treinador do Vitória, Tiago Margarido, em declarações à BTV. Com esta vitória, o Benfica soma 19 pontos e ocupa o segundo lugar da tabela e continua na perseguição do Futebol Clube do Porto, que lidera o campeonato com 24 pontos. Ainda no desporto, a seleção portuguesa feminina de futsal qualificou-se para o Europeu do próximo ano. A formação orientada por Luís Conceição venceu a Finlândia por 3x0, em Oliveira de Azeméis, na última jornada do grupo um da ronda de elite. Bastava empatar para assegurar o primeiro lugar, mas a equipa das Quinas completou o pleno de vitórias depois dos triunfos sobre os Países Baixos e a República Checa. A vantagem surgiu no minuto oito, com Ana Oliveira a marcar. A superioridade portuguesa voltou a traduzir-se no marcador aos 15 minutos, quando Mariana Marques ampliou para 2x0. Nos minutos finais, a guarda-redes lusa, Ana Catarina, fecha o resultado com um remate de baliza a baliza. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, já parabenizou as atletas e Luís Conceição nas redes sociais. O Europeu Feminino de Futsal de 2027 realiza-se na Croácia de 14 a 21 de março do próximo ano e conta pela primeira vez com oito seleções. Notícia de fecho neste jornal da 1:00 a.m. O essencial da informação é atualizado à 1:30.