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É uma hora. As notícias com Maria Miguel Marques. Começamos no Porto. A esta hora, pelo menos uma pessoa foi encaminhada para o INEM devido a uma altercação na Praça D. João I. Cerca de mil manifestantes permanecem neste local. Já têm sido muitos manifestantes, mas a praça continua preenchida. Novo protesto depois de uma última madrugada, onde existiu uma intervenção policial por volta das três da manhã. A PSP retirou os manifestantes que estavam acampados na Praça D. João I com um forte dispositivo policial. O Movimento pela Habitação convocou uma nova concentração para hoje no mesmo local. É lá que está o repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia. Miguel, depois dos acontecimentos de ontem neste protesto, há registro de pelo menos um ferido.
Há, exatamente uma pessoa que foi encaminhada pelo INEM. Acreditamos que necessitando de atendimento hospitalar, terá ido para o Hospital Santo António, mais perto aqui da Praça D. João I. Aconteceu há instantes, há algumas horas, ou desde que acabou essa assembleia, que a manifestação aqui na Praça D. João I tem sido muito calma e houve esse pequeno momento de confusão. Mas para tentar perceber ao certo o que aconteceu, tenho comigo Pedro Manuel, um dos responsáveis por este movimento. Pedro, ao certo, o que é que conseguiram perceber que aconteceu ali, que houve uma confusão?
Bem, isto foi resultado da infiltração de um grupo de, pelo menos seis manifestantes de extrema-direita nesta manifestação. Isto foi identificado e eles foram identificados já pela nossa equipa de segurança, mesmo antes da assembleia começar.
Mas houve alguma confirmação oficial da polícia de que estas pessoas pertenceriam a movimentos extremistas?
Não, e eles estavam muito entusiasmados em gritar isso e em provocatórias verbais após o fim da assembleia, que viraram provocatórias físicas e a partir do momento que eles carregaram contra as pessoas, foi acionada a equipe de segurança para formar um cordão, novamente, proteger as pessoas que estavam cá. E não vi quem, não vi exatamente como, mas o mais agressivo deles foi levado ao chão, desacordado. Nossa própria equipa de primeiros socorros prestou os primeiros socorros e chamou a ambulância pra levá-lo. E agora temos a confirmação de que ainda restam cinco membros deste grupo, com confirmação visual de que possuem facas entre as pessoas. Estamos a tomar as medidas cabíveis. A nossa equipa de segurança já foi avisada.
E foi isso, desculpa, que estiveram a falar há pouco com a polícia, estiveram ali reunidos.
Exatamente. Já avisamos esta situação pra polícia. Agora resta saber se eles realmente têm qualquer zelo em prezar com a ordem pública, em mitigar o caos, ou se só estão cá realmente pra preservar os interesses em invalidar a nossa manifestação.
Obrigado, Pedro. Aqui a versão dos acontecimentos segundo o movimento que organizou esta acampada. Facto é que o INEM chegou aqui e levou uma pessoa. A equipa de pronto-socorro deste movimento socorreu primeiro esta pessoa até à chegada do INEM. Entretanto, essa pessoa foi levada para o hospital.
Jornalista Miguel Pinheiro Correia, que está no Porto, na Praça D. João I, dá conta de uma infiltração da extrema-direita nesta manifestação pelo direito à habitação. O PCP diz que Luís Montenegro é o verdadeiro egoísta na luta pela habitação. Em causa, as palavras do primeiro-ministro dirigidas hoje aos manifestantes pela habitação no Porto, onde pediu que não fossem egoístas quanto à tranquilidade e à ordem pública. Em reação a estas declarações, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, devolve a acusação ao líder do governo.
O senhor primeiro-ministro classificou as pessoas que estavam nessa ação como egoístas. O senhor primeiro-ministro é que é um verdadeiro egoísta, não só egoísta, como se coloca ao serviço dos egoístas, dos fundos imobiliários, da banca, dos especuladores. Ora, toda a política de sua iniciativa, convenhamos, não é apenas do senhor primeiro-ministro, não é apenas do governo, é também do Chega e da Iniciativa Liberal, estão ao serviço dos egoístas. E, portanto, para egoísta, egoísta e meio.
Paulo Raimundo sublinha ainda que o PCP apoia todas as ações que expressam indignação e que exigem soluções para os problemas da habitação. Questionado sobre as afirmações da líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, que acusou o PCP e o Bloco de Esquerda de instigarem as manifestações, o líder do PCP diz não estar admirado e que não comenta as declarações para não alimentar a Iniciativa Liberal. Falamos agora da privatização da TAP. Pedro Nuno Santos diz que o fato de o governo reclamar vitória pela venda sem atribuir mérito ao PS é uma verdadeira história da Carochinha. O antigo ministro das Infraestruturas lembra que Luís Montenegro classificou, na altura do governo socialista, o investimento na TAP como um crime político, dizendo que era impossível recuperar este valor. Pedro Nuno Santos diz que agora o primeiro-ministro garante que tal vai acontecer.
O PSD, a AD, Luís Montenegro, estiveram estes anos todos enganados ou a enganar o povo português, porque nos termos deles, nós vamos recuperar o investimento que foi feito na TAP. E isto é muito importante, porque nós não podemos fazer de conta que há um político e há políticos que estiveram anos a destratar o PS, e já agora a mim, enquanto ministro das Infraestruturas, e depois ontem celebram uma venda. Porque ontem vários membros do governo foram às televisões e eles fizeram este exercício: "Nós fizemos uma grande venda sem qualquer responsabilidade do governo anterior". E essa é uma história da Carochinha.
Já quanto à privatização a 100% da TAP, a opinião de Pedro Nuno não alterou. Mantém-se contra.
A minha posição mantém-se, eu sou contra a privatização da maioria do capital da TAP, não muda nada. E sou contra porque nós já sabemos o suficiente em matéria de privatização da maioria do capital de empresas públicas para saber-
Mesmo que se vivam novas crises com os quem aqui assume esses projetos.
Para saber o que acontece a essas empresas públicas a prazo. E portanto, a minha posição sobre essa matéria não se alterou de todo.
Pedro Nuno Santos, em entrevista à CNN, reitera que o governo socialista provou à direita e aos liberais que a TAP pública pode ser rentável e lucrativa. Pedro Passos Coelho não pretende desafiar Luís Montenegro internamente e só admite regressar ao poder depois de vencer eleições legislativas. O Observador sabe que o antigo primeiro-ministro não pretende assumir funções governativas, nem passar diretamente pelo crivo dos eleitores. Um eventual regresso deverá depender da saída de Luís Montenegro ou de uma derrota eleitoral do PSD que abra caminho a uma mudança na liderança do partido. Passos Coelho considera que um governo com ambições de promover reformas estruturais deve ter legitimidade eleitoral. O cenário poderá colocar o PSD perante decisões difíceis sobre a formação do governo, caso as próximas legislativas não deem uma vitória aos sociais-democratas. Para já, o regresso de Passos Coelho mantém-se condicionado a um eventual mau resultado eleitoral do PSD. Este é um artigo que pode ler com mais detalhe no site do Observador, é assinado pelo editor adjunto de política, Miguel Santos Carrapatoso. Falamos ainda de futebol. O Benfica venceu o Celtic por quatro bolas a uma, no jogo a contar para a Liga Europa. O treinador dos encarnados diz que a boa entrada no jogo foi fundamental para a vitória. É a segunda vitória consecutiva do Benfica na competição, após ter batido o AC Milan por duas bolas a zero na primeira jornada da Liga Europa. Na reação à vitória, Marco Silva diz que apesar do resultado expressivo, não foi um jogo fácil e elogia a primeira parte de grande qualidade do Benfica no encontro.
A nossa entrada é uma entrada muito positiva, a comandar o jogo, a levar o jogo para caminhos que nós queríamos levar, a conseguirmos posicionar o nosso meio-campo ofensivo e depois com a qualidade de podermos criar por fora. Fomos criando sempre com grande qualidade e, como disse, pareceu fácil, mas de fácil não tem nada. A reação do Celtic na segunda parte demonstrou a qualidade que tem. É óbvio que a nossa superioridade na primeira parte foi muito boa e foi uma primeira parte de grande qualidade.
A reação do treinador do Benfica, Marco Silva, à vitória frente ao Celtic, um resultado que coloca o Benfica entre os líderes da prova com seis pontos em duas jornadas. Do lado do Celtic, o treinador Martin O'Neill diz que a equipa não desmoronou, mesmo a perder por 3 x 0, e sublinha que o Celtic não vai desistir de se qualificar para a fase de eliminações da Liga Europa.
A perder por 2 x 0, tivemos uma ótima chance de deixar o marcador em 2 x 1. Poucos minutos depois, já estávamos a perder por 3 x 0. Poderíamos facilmente ter desmoronado na segunda parte, mas não foi nada disso que aconteceu. Sinceramente, fiquei extremamente satisfeito com o desempenho na segunda parte. Não é demérito do Benfica, que é uma excelente equipa. Eles vão chegar muito longe nesta competição, mas nós ainda não desistimos de nos qualificar.
O treinador do Celtic, Martin O'Neill, após o jogo frente ao Benfica. A equipa encarnada visita o Chipre na terceira jornada da Liga para um encontro com o Omonia daqui a uma semana. Notícia de fecho neste jornal da uma da manhã, o essencial da informação é atualizado à uma e meia.