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É agora meia-noite, atualizamos as notícias na Rádio Observador com a Laura Figueiredo. E Laura, começamos com Rui Moreira. Está a ponderar candidatar-se à Presidência da República.
Uma notícia avançada pela CNN Portugal e confirmada pelo Observador. O anúncio deve ser confirmado esta terça-feira pelo próprio presidente da Câmara do Porto. O Observador sabe que há um grupo que está, há algumas semanas, a trabalhar numa candidatura de Rui Moreira a Belém, que até já tem financiadores. Uma fonte que acompanha o processo destaca que o mote para esta candidatura é uma frase que Rui Moreira costuma dizer: "As eleições não são uma maratona, mas sim uma corrida de 100 metros". O autarca acredita que aparecer tarde o deixa mais perto de vencer.
É mais um candidato que se pode juntar à corrida. Entretanto, Gouveia e Melo continua a cair nas intenções de voto.
De acordo com a mais recente sondagem da Intercampus, para a Correio da Manhã, CMTV e Jornal de Negócios, o almirante caiu quase sete pontos percentuais face ao último estudo feito em junho. Henrique Gouveia e Melo tem agora a prestação mais baixa desde que anunciou a candidatura a Belém, 21% das intenções de voto, mais quatro pontos do que Luís Marques Mendes e António José Seguro. No quarto lugar desta sondagem surge André Ventura com 10%. Em março, o almirante chegou a ter quase 36% das intenções de voto.
E Laura, esta tarde, Gouveia e Melo deixou críticas ao protocandidato à presidência, João Cotrim Figueiredo.
O ex-presidente da Iniciativa Liberal disse este fim de semana, ao Observador, que estava a ponderar entrar na corrida a Belém. Ora o almirante diz que todos são bem-vindos, mas devem estar disponíveis a 100%, o que para Gouveia e Melo não é o caso.
Todas as pessoas devem ter a oportunidade, se acharem que estão em condições, de concorrer à presidência e participarem na democracia. A única coisa que estranhei é o anúncio de um candidato part-time, mas isso depois é uma preocupação dele próprio. É um candidato que quer estar em Bruxelas e quer, simultaneamente, ser candidato à Presidência da República.
Gouveia e Melo, em declarações aos jornalistas, esta segunda-feira, em Lisboa.
Luís Marques Mendes defende uma auditoria independente ao processo de compra da nova sede do Banco de Portugal.
Em causa, uma notícia avançada pelo Observador. Mário Centeno foi alertado por assessores técnicos e jurídicos para vários riscos associados ao contrato promessa para a construção de dois novos edifícios. Apesar dos avisos, avançou com a assinatura dois meses do final do mandato como governador do Banco de Portugal. O CDS já pediu, entretanto, uma audiência urgente no Parlamento. Marques Mendes concorda, mas defende que se vá mais longe.
A bem da imagem do Banco de Portugal, a bem da credibilidade do governador, era uma auditoria interna independente, que esclarecesse tudo. É uma sugestão construtiva que deixo.
E face às declarações de Luís Montenegro, que sublinhou que Mário Centeno tem todas as condições e requisitos para ser reconduzido como governador do Banco de Portugal, Marques Mendes não comenta, remete a decisão para o Executivo.
Quem é que vai ser o novo governador? Sobre isso não me vou pronunciar, espero. É uma decisão do Governo. E portanto, espero a decisão. Não faço ideia qual seja, acho que ninguém sabe.
O candidato à Presidência da República, Luís Marques Mendes, considera que as notícias que vieram a público sobre Mário Centeno não são boas nem bonitas, mas quem se opõe de forma veemente à recondução de Mário Centeno é André Ventura, que já deixou esse pedido ao primeiro-ministro.
Eu espero que o primeiro-ministro tenha o bom senso, a que eu apelo aqui também, de que nós tivemos oito anos de tachos do Partido Socialista, oito anos, em que as pessoas saíam do governo, iam para um tacho numa entidade reguladora, no Banco de Portugal, numa entidade qualquer. Eu quero acreditar que esse tempo chegou ao fim. Ao renomearmos pessoas como Mário Centeno, nós estamos a dizer que esse tempo continua.
O presidente do Chega não confirma, no entanto, se vai acompanhar o pedido do CDS de uma audição urgente a Mário Centeno.
O secretário-geral do PS diz que as críticas internas não são sinais de fraqueza, mas sim da riqueza de um partido que sabe acolher a diversidade.
Em Coimbra, numa sessão de apresentação dos candidatos às Juntas de Freguesia da Coligação Avançar, José Luís Carneiro usou o exemplo da candidatura de Ana Abrunhosa àquela autarquia para dizer que o partido que lidera é como uma grande casa comum de encontro.
Quando aqueles que nos criticam e olham para o PS como tendo muitas vozes, vozes livres, que no espaço público manifestam os seus pontos de vista, e quando olham para isso como uma fraqueza, eu só posso sorrir, porque essa é a nossa grande riqueza. A grande riqueza do Partido Socialista é essa diversidade. Essa diversidade que é interior, que é interna, mas que é essa diversidade de acolher, de se abrir às expressões cívicas e às expressões políticas que estão expressas noutros movimentos políticos, noutras identidades políticas. Essa é a força, a grande força do PS.
José Luís Carneiro, que sublinha que o contrário da diversidade é mesmo o autoritarismo que outros procuram trazer para a vida política.
E Laura, Carlos Moedas garante que contribuiu mais para o setor da habitação do que os antecessores socialistas em 10 anos.
Em entrevista à SIC Notícias esta noite, o autarca de Lisboa respondeu às críticas da adversária Alexandra Leitão, que o acusou de não ter uma política para a habitação. Ora Carlos Moedas explica que foram quatro anos difíceis para melhorar a habitação na capital, depois do mandato do socialista Fernando Medina.
Fizemos na habitação muito mais do que foi feito em 10 anos. Só para lhe dar uma ideia, nos 10 anos, 2010 a 2020, em Lisboa construíram-se 17 casas por ano Nós entregámos 2600 chaves e conseguimos ajudar 1200 famílias. E o grande projeto, um dos maiores projetos que temos pro futuro, é exatamente olhar pra cidade, olharmos pra 250 hectares que estão dentro da cidade, que são terrenos abandonados desde há mais de 20 anos. Conhece bem o Vale de Chelas, onde nós desbloqueamos todo esse terreno, que vai ter mais de 2000 casas, Vale de Santo António, em que vai ter 2400 casas.
Carlos Moedas saiu ainda em defesa do presidente da Câmara de Loures, Ricardo Leão, e recorda que passou pelo mesmo quando mandou retirar as tendas junto à Igreja de Nossa Senhora dos Anjos.
Não há crítica nenhuma a Ricardo Leão, aliás, porque Ricardo Leão aqui está a ser utilizado politicamente como eu fui, quando foram as tendas dos Anjos. À volta da Igreja dos Anjos havia 56 tendas. E há partidos políticos neste país, de extrema-esquerda, que não querem que isto se resolva. E, portanto, quando nós fomos tentar resolver, tínhamos toda essa ideologia, que não quer resolver os problemas, para que isso não fosse. Mas já o disse várias vezes, Ricardo Leão está a fazer aquilo que a lei manda, arranjando sempre alternativas pras pessoas. Se o presidente da Câmara de Loures arranjou essas alternativas, então está a fazer corretamente.
Para já, ainda não é conhecido o número dois da lista de Moedas, mas os nomes que vão integrar a candidatura do PSD, CDS e Iniciativa Liberal à Câmara de Lisboa, vão ser conhecidos a 18 de agosto.
Falamos agora de educação. A disciplina de Cidadania não vai lecionar matérias relacionadas com identidade de gênero.
O ministro da Educação realça que o tema da igualdade é muito importante pela cultura de respeito. Já quanto à identidade de gênero, Fernando Alexandre considera que é um tema complexo.
A equidade de gênero é muito importante. Isso é fundamental. A igualdade de gênero, termos essa cultura do respeito, é muito importante. Outra questão muito mais complexa é a questão da identidade de gênero. E, de facto, ela não faz parte das aprendizagens essenciais, é uma matéria de grande complexidade e que muitas vezes as pessoas não estão sequer preparadas para lecionar. E sobretudo quando estamos a falar de alunos muito jovens.
Ainda na educação, o governo decidiu alargar o apoio à deslocação a todos os professores e educadores de infância colocados a mais de 70 km de casa. A medida entra em vigor a partir de setembro, foi anunciada esta tarde pelo ministro da Educação, que considera uma medida inédita na valorização dos profissionais. Os professores vão passar a receber entre 150 a 450 euros mensais de deslocação. Fernando Alexandre faz as contas quanto esta medida vai custar por ano.
Eu gostava de lembrar que foi o governo anterior, com este ministro e com o primeiro-ministro Luís Montenegro, que criou o apoio à deslocação para os professores. Foi uma medida inédita e inovadora, que nós tínhamos dito que queríamos experimentar e alargar depois de avaliados os efeitos. E, por isso, aquilo que nós estamos a fazer é com uma medida que está avaliada em 25 milhões de euros anuais, na forma que apresentamos hoje, é de facto um avanço muito grande em relação àquilo que existia. Aquilo que existia anteriormente era zero.
A medida vai chegar a mais de 8000 docentes. Em reação às medidas apresentadas, as estruturas sindicais saúdam as propostas do governo, mas pedem mais.
Passam agora nove minutos da meia-noite. Laura Figueiredo, há outras notícias em destaque a esta hora.
O incêndio que deflagrou esta segunda-feira, ao final da tarde, numa fábrica de paletes de madeira no Cercal do Alentejo, já está confinado. É o que avança o comandante da Autoridade Nacional de Proteção Civil, que refere que o fogo foi um reacendimento de um incêndio de há poucos dias. As causas do fogo continuam por apurar. De acordo com a Proteção Civil, neste momento, no local estão ainda cerca de 40 bombeiros. Não há edifícios nem populações em risco. Atualidade internacional. Mais três países assinaram a declaração conjunta pelo fim da guerra em Gaza. Grécia, Malta e Chipre juntam-se à lista de 24 países, que inclui Portugal e também a Comissão Europeia, que assinaram uma declaração a pedir o fim das hostilidades no enclave. Israel já reagiu, rejeita o documento, enquanto o Hamas salta o documento como o reconhecimento internacional da extensão das violações cometidas pelo governo fascista de ocupação. No desporto, o Sporting venceu esta noite os ingleses do Sunderland por 1 x 0. O único gol da partida foi marcado por Francisco Trincão aos 11 minutos. Os leões voltam a jogar mais um encontro de pré-época já no próximo sábado, frente aos espanhóis do Villarreal.
E assim fechamos este jornal da meia-noite. Laura Figueiredo, bom descanso. Até amanhã.
Até amanhã.