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É meia-noite. As notícias com António José Soares.
Boa noite. Um professor de dança foi despedido da Academia Contemporânea do Espetáculo de Famalicão depois de alegados casos de assédio e é alvo de mais denúncias noutras três escolas. As alegações de assédio foram feitas por dezenas de ex-alunas, incluindo situações quando eram menores de idade. Segundo relatos recolhidos pelo Observador, o docente enviava mensagens persistentes e consideradas desconfortáveis através das redes sociais, com comentários de teor pessoal e emocional. Muitos destes contactos mantinham-se mesmo sem resposta das jovens, obrigando várias a bloquearem o professor por sentirem receio ou desconforto. Esta é uma notícia que pode ler com mais detalhe no site do Observador. É assinada pela jornalista Joana Moreira e faz manchete a esta hora. A greve na Menzies, a antiga Groundforce, provocou este domingo o cancelamento de 36 voos no aeroporto de Lisboa, 22 partidas e 14 chegadas. Um número avançado por Carlos Araújo, dirigente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins. A greve em curso convocada pelo SIMA e pelo Sindicato dos Transportes começou às zero horas de sexta-feira, prolonga-se até à meia-noite de segunda-feira. Trata-se da primeira de cinco paralisações de quatro dias marcadas para os fins de semana até o início de setembro. O sindicato apela à participação dos trabalhadores numa concentração amanhã, esta segunda-feira, às 10h00, no edifício 70 do Aeroporto Internacional Humberto Delgado. O presidente da República garante que ainda não leu a Lei da Nacionalidade. O chefe de Estado alerta também para as dúvidas sobre a Lei de Estrangeiros, que levaram a pedir a fiscalização preventiva do diploma ao Tribunal Constitucional. Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas à margem da cerimónia de encerramento do Festival Internacional de Música de Marvão, no distrito de Portalegre. Questionado pelos jornalistas sobre as dúvidas que tinha em relação à Lei dos Estrangeiros, o presidente da República deu esta explicação.
Correspondem às dúvidas que foram levantadas por várias entidades e, portanto, é bom que haja certeza de direito. O Tribunal Constitucional, mais vale prevenir do que remediar, olhará e dirá: justifica-se, não justifica, e fica definida a certeza do direito, porque no nosso sistema, de outra maneira, o que acontece é que havendo dúvidas, qualquer tribunal pode a qualquer momento suscitar essa dúvida e depois sobe ao Tribunal Constitucional. E aí é já muito mais tarde e com eventuais divergências que o tribunal se pronuncia.
Marcelo Rebelo de Sousa sobre o envio para o Tribunal Constitucional da Lei dos Estrangeiros. Já sobre a Lei da Nacionalidade, o presidente da República diz que ainda não leu.
Ainda não li a Lei da Nacionalidade. Em princípio, como sabem, ela vai ser votada em setembro e, portanto, seguirei o mesmo sistema, que é depois de votada e chegada a Belém, eu naturalmente examino se há algum problema de constitucionalidade ou se há algum problema político e se for caso disso, acho, senão promulgarei.
Já em relação aos serviços de saúde encerrados este fim de semana, o presidente da República não quis comentar. Marcelo Rebelo de Sousa sublinha apenas que acompanha o que se passa em relação a essa matéria. As chamas aproximaram-se de habitações no incêndio em Ponte da Barca, em Viana do Castelo, segundo declarações da Proteção Civil esta noite à Rádio Observador. As casas na linha de fogo foram protegidas por meios de combate. O fogo está a ser combatido nesta altura por mais de 200 operacionais apoiados por cerca de dezenas de viaturas. Segundo a Agência Lusa, que cita um oficial do Comando Nacional da Proteção Civil, há registro de um bombeiro com ferimentos ligeiros. Pelo menos três pessoas morreram na sequência do descarrilamento de um comboio regional na Alemanha, perto da fronteira com França. O acidente aconteceu no sudeste do país, próximo da cidade de Biberach. Segundo o jornal Bild, estavam 100 pessoas a bordo deste comboio. A imprensa regional aponta para mais de 30 feridos, três em estado grave. Os Estados Unidos e a União Europeia chegaram a um acordo comercial para tarifas de 15% sobre os produtos europeus. A decisão foi anunciada depois da reunião deste domingo entre Donald Trump e Ursula von der Leyen, na Escócia. A nova taxa que vai ser aplicada aos produtos europeus é metade daquela que o presidente norte-americano tinha ameaçado impor a partir de 1 de agosto. No final da reunião, os dois líderes falaram aos jornalistas. Donald Trump vê este acordo como uma parceria entre a Europa e os Estados Unidos.
Acho que ambos queríamos fazer um acordo. Disse uma coisa muito importante: vai aproximar-nos. Acho que este acordo nos vai aproximar. É uma parceria, em certo sentido. É um ponto muito importante.
Donald Trump, no final do encontro com Ursula von der Leyen. Já a presidente da Comissão Europeia fala em duras negociações que vão reequilibrar as relações comerciais.
Vai trazer previsibilidade, que é muito importante para as nossas empresas dos dois lados do Atlântico. Será uma tarifa de 15% sobre todos os produtos, tudo incluído. Investimentos, como o senhor presidente disse, irão para os Estados Unidos e as compras que faremos. Basicamente, o mercado europeu está aberto, 450 milhões de pessoas. Portanto, é um bom acordo. É um acordo enorme, com negociações duras. Eu já sabia quando vim e foi realmente muito duro, mas chegamos a uma boa conclusão para os dois lados.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Já na opinião do historiador Bruno Cardoso Reis, trata-se de um mau acordo para a Europa.
É objetivamente um mau acordo. A Europa fica a pagar tarifas muito mais altas do que os Estados Unidos, compromete-se com uma série de compras de investimentos nos Estados Unidos sem nenhuma contrapartida. É tudo menos o tal acordo recíproco que Donald Trump tanto fala. Só é explicável porque os líderes europeus aparentemente acham que a Europa não é capaz de mais ou eles não são capazes.
Bruno Cardoso Reis diz ainda que a taxa de 15% acordada não vai fazer subir a inflação na Europa e explica por quê.
Esse parece ser outro argumento que é usado, que é: "Não podemos retaliar, não podemos avançar com tarifas contra os Estados Unidos como forma de pressionar e ganhar peso poder negocial, porque isso vai trazer inflação para os países europeus". Por essa via, realmente não vai haver inflação. Como nós vamos manter, aparentemente, as tarifas que já existiam com os Estados Unidos, não vai haver mais inflação na Europa, a não ser que seja importada dos produtos americanos.
A opinião do historiador Bruno Cardoso Reis sobre o acordo comercial Estados Unidos-União Europeia, que estabeleceu a aplicação de taxas alfandegárias de 15% aos produtos europeus. Passamos agora ao desporto e começamos pelo futebol. O Porto venceu os neerlandeses do Twente por 2 x 1 no regresso ao Estádio do Dragão. Foi o primeiro teste da pré-época aberto ao público e a primeira vez que os adeptos puderam ver em ação vários dos novos reforços, assim como o próprio técnico italiano Francesco Farioli, em estreia no comando do clube azul e branco. A Inglaterra renovou o título de campeã europeia de futebol feminino depois de vencer a Espanha por 3 x 1, já nos pênaltis. O jogo decorreu no Estádio St. Jakob-Park, em Basileia. As inglesas revalidaram o título europeu e conquistaram o segundo Euro seguido depois de terem vencido em 2022. Tadej Pogačar venceu a Volta à França em bicicleta. O ciclista esloveno iguala os quatro títulos do britânico Chris Froome e fica a apenas um dos recordes históricos de cinco títulos triunfos na prova. Pogačar, com apenas 26 anos, reforça-se assim entre os grandes nomes do ciclismo internacional. O atleta esloveno terminou este domingo em quarto lugar a última etapa da Volta à França em bicicleta, que ligou Mantes-la-Ville aos Campos Elísios com 132 km e passagem inédita por Montmartre. Esta etapa deste domingo foi vencida pelo belga Van Aert, que cortou a meta isolado. As notícias estão de regresso com uma síntese quando for meia-noite e meia, já com edição da jornalista Beatriz Félix. Tenha a continuação de uma excelente madrugada na companhia da Rádio Observador. Boa noite.