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Boa noite. As notícias com António José Soares.
Boa noite. A Procuradora-Geral Europeia diz que estão a ser investigadas fraudes de mais de 868 milhões de euros em Portugal. Em entrevista ao "Observador", Laura Kövesi faz um balanço da atividade da Procuradoria Europeia no nosso país e os números são preocupantes. De 22 casos abertos em 2022, passou-se para 69 investigações em curso. A estimativa do montante de fraude sob suspeita pode aumentar para 1000 milhões de euros até ao final do ano.
O número de casos explodiu em Portugal. Estamos a investigar possíveis fraudes cujos danos são superiores a 868 milhões de euros até ao momento. Até o final do ano, esse número pode mesmo chegar a 1000 milhões de euros. É significativo.
Este aumento de atividade da Procuradoria Europeia em Portugal levou mesmo Laura Kövesi a pedir às autoridades nacionais o reforço de mais dois procuradores para a equipa portuguesa. A Procuradora-Geral Europeia esteve esta semana reunida com a ministra da Justiça, Rita Jolies, e com o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
Nós temos apenas seis procuradores europeus delegados em Portugal que têm de fazer as investigações aqui, mas têm de participar noutros tribunais e investigações que ocorrem noutros Estados-membros. É por isso que nós pedimos mais dois procuradores europeus delegados, pelo menos por agora. Os colegas aqui em Portugal ajudam nas investigações que são feitas nos outros Estados-membros. Por exemplo, temos investigações a decorrer na Alemanha, Itália e noutros Estados-membros, que são mais de 100 processos com conexões com Portugal.
A Procuradora-Geral Europeia recordou a Operação Admiral e a Operação Ambrósia, dois casos investigados pela equipa portuguesa da Procuradoria Europeia, e explicou a utilidade desta instituição para Portugal.
Se me pergunta o nome do grupo de crime organizado mais famoso de Portugal, eu não consigo dizer, porque os grupos são internacionais, têm todas as nacionalidades. Entre a Operação Admiral e a Operação Ambrósia, outro caso investigado pela delegação portuguesa da Procuradoria Europeia, que levou a uma acusação em julho deste ano, nós congelamos ativos de mais de 75 milhões de euros. O que significa este valor? Quando os processos transitarem em julgado com uma condenação, esse dinheiro irá direto para o orçamento de Estado da República Portuguesa.
Esta é uma entrevista feita pelo jornalista Neil Luiz Rosa, um artigo que faz manchete a esta hora no site do "Observador". A Inspeção-Geral da Educação e Ciência abriu um processo de averiguações à ACE, Escola de Artes no Porto. A informação foi confirmada ao "Observador" pelo Ministério da Educação e Ciência. A decisão foi tomada após uma denúncia que deu entrada no dia 8 de setembro. A direção da ACE, recordamos, demitiu-se na quinta-feira depois de vários testemunhos partilhados nas redes sociais a relatarem situações de intimidação, abuso e humilhação. Entre os visados está o ator António Capelo, que deu aulas na escola até 2022. Capelo nega todas as acusações. O secretário-geral do PS diz que os primeiros 100 dias do governo da AD foram um fracasso completo. José Luís Carneiro acusa Luís Montenegro de desresponsabilização constante e aponta falhas graves na saúde e na habitação. Em declarações aos jornalistas em Braga, à margem da apresentação do candidato da coligação PS/PAN à Câmara local, o líder socialista deu como exemplo o encerramento das urgências de obstetrícia no distrito de Setúbal. José Luís Carneiro citou ainda as mortes que ocorreram na altura da greve do INEM e os problemas nos incêndios como sinais de falhanço do governo. A presidente da Câmara de Almada critica a atuação do executivo na área da saúde, uma posição assumida na sequência do encerramento da urgência de obstetrícia do Hospital Garcia de Orta, por falta de médicos tarefeiros. Em entrevista na Rádio Observador, Inês de Medeiros acusa o governo de só querer fazer grandes anúncios, mas que depois as soluções ficam pelo caminho.
Mais vale encarar os problemas de frente e sem grandes anúncios e sem grandes soluções-milagre. É óbvio que é preciso abrir concursos para ver se se consegue contratar mais médicos e os grandes planos com base em tarefeiros e protocolos com privados, acabou de provar que não funciona. E não me parece que se atrai médicos para o Serviço Nacional de Saúde com um governo a dizer que eles não querem trabalhar.
A autarca de Almada lamenta também a falta de reuniões com o Ministério da Saúde para discutir as necessidades do Garcia de Orta. Inês de Medeiros refere ainda que o Hospital do Seixal é uma promessa antiga, mas que, por agora, a prioridade deveria ser expandir o Hospital de Almada. O secretário de Estado do Vaticano diz que a solução dos dois Estados é a única forma de resolver o conflito entre Israel e a Palestina. Em entrevista ao "Observador", Pietro Parolin mostra esperança no facto de muitos países já terem demonstrado a intenção de reconhecer a Palestina depois dos últimos acontecimentos em Gaza. O cardeal defende a solução dos dois Estados, e acrescenta a necessidade de fronteiras seguras e a relação de confiança entre Palestina e Israel.
Temos sempre dito que a solução dos dois Estados é a solução mais adequada para resolver o problema entre palestinianos e israelitas. Dois povos que tenham igual dignidade e que vivam em dois Estados com fronteiras seguras e com uma relação de confiança e colaboração. Acreditamos nisto e atualmente não vemos outras fórmulas.
Pietro Parolin alerta também para a nova vaga de rearmamento levada a cabo pelos países europeus. O secretário de Estado do Vaticano relembra que a Igreja Católica defende o desarmamento controlado no velho continente e perspetiva um cenário apocalíptico com a corrida ao armamento nuclear.
Hoje, a questão do desarmamento coloca-se de uma forma muito mais aguda do que no passado, devido ao desenvolvimento de novas armas, que são armas de destruição em massa. Quando pensamos na bomba atômica e no uso da energia nuclear para fins militares, quando pensamos nas novas fronteiras da inteligência artificial, nestas armas que até destroem por si próprias, sem terem de ser guiadas pelo homem, controladas pelo homem. Então, os cenários arriscam, direi esta palavra, tornar-se cenários apocalípticos.
A entrevista ao secretário de Estado do Vaticano pode ser lida na íntegra no site do Observador. Foi conduzida pela editora adjunta de sociedade, Leonor Rizo. A Roménia convocou uma reunião com o embaixador russo em Bucareste depois de um drone russo ter violado o espaço aéreo romeno. O anúncio foi feito hoje pela ministra dos Negócios Estrangeiros. Tem como objetivo comunicar claramente o desagrado do governo romeno e condenar o que considera ser ações irresponsáveis de Moscovo. Acusa ainda a Rússia de provocar uma escalada imprudente ao agir desta forma. Em resposta à invasão dos drones, a defesa romena enviou dois caças F-16 para monitorizar a situação. Duas pessoas foram detidas este domingo após os incidentes que fizeram cancelar a última etapa da Volta à Espanha em bicicleta. O percurso foi invadido por manifestantes pró-Palestina, causando ferimentos a 22 polícias. A etapa que devia terminar na Praça Cibeles, em Madrid, foi interrompida a 56 km da meta. O dinamarquês Jonas Vingegaard foi declarado vencedor sem cerimônia de pódio. Já o ciclista português João Almeida ficou em segundo lugar e também sem consagração. Portugal é campeão europeu feminino de futebol de praia. A seleção nacional venceu a Espanha por 4 x 2 e escreveu assim uma das páginas mais marcantes da sua história em Itália. A seleção nacional venceu com a ajuda de Joana Flores, que marcou três dos gols. Carolina Ferreira apontou o quarto. Com este resultado, Portugal junta-se ao lote restrito de campeãs da Europa, numa prova onde a Espanha já ergueu o troféu em 2022 e 2023, a Polónia em 2024 e a Rússia em 2021. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já deu os parabéns à seleção portuguesa feminina de futebol de praia pela conquista da Liga Europeia. E é com desporto que terminamos esta edição da meia-noite das notícias na Rádio Observador. A informação está de regresso com uma síntese, quando for meia-noite e meia, já com edição do jornalista Carlos Pedro. Eu estou de regresso amanhã para mais uma noite informativa. Tenha a continuação de uma excelente madrugada na companhia da Rádio Observador. Boa noite.