Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Notícias. Jornal da Uma, edição com Miguel Cordeiro. Em destaque a esta hora: o mau tempo na Ilha da Madeira continua a provocar constrangimentos, incluindo no aeroporto. Pelo menos 20 voos foram cancelados. A ANA Aeroportos avisa que nos próximos dias a operação pode continuar condicionada.

E por isso apela que os passageiros confirmem primeiro o estado do voo antes de se dirigirem ao Aeroporto Cristiano Ronaldo, na Madeira. Desde a meia-noite foram canceladas nove chegadas e 11 partidas. Oito voos acabaram também por divergir, por não conseguirem aterrar no aeroporto, tiveram de procurar outro aeroporto. Entretanto, foram sinalizadas quase 150 ocorrências no arquipélago da Madeira, devido ao mau tempo. A Madeira esteve em aviso laranja até à meia-noite. Hoje está com aviso amarelo. As próximas horas ainda preocupam. No município de Santa Cruz, na Madeira, uma família ficou desalojada. São cinco pessoas. A autarca Ela Ascenção explica que essa família passou a noite em casa de familiares, não precisou de apoio do município, sendo que Ela Ascenção avisa que para esta hora está previsto um novo pico do mau tempo.

Estamos a contar agora, por volta da 13h, novamente de novo pico, mas uma vez mais, temos já um dispositivo de prevenção. Temos pelo menos uma estrada encerrada, porque foram duas árvores de grande porte, nomeadamente a Estrada Regional 202, entre o Poço e o Santo da Serra. Aproveito para pedir especial cuidado durante a condução a quem tiver que se deslocar, porque também peço para que restrinjam a circulação ao estritamente necessário.

O arquipélago da Madeira continua com aviso amarelo. Esperam-se rajadas de vento até aos 100 km/h, aviso amarelo para o vento, mas também para a chuva e para a agitação marítima.

Em Lisboa, a acampada está a discutir a possibilidade de retirada da Praça do Rossio. É uma proposta que foi a votos ontem e foi rejeitada.

A Assembleia Popular não chegou a entendimento sobre este assunto. Continuam várias tendas na Praça do Rossio, sendo que a proposta foi de Renata Câmara, que sugeriu que até quarta-feira se retirassem as tendas e se pensasse em outro local para a acampada. Esta proposta não foi consensual, gerou alguma discussão na Assembleia Popular e acabou por ser remetida para um plenário de delegados da acampada, um grupo mais pequeno de responsáveis por esse protesto, que votou pela permanência no local durante a noite. O tema continua em discussão, está em cima da mesa essa possibilidade de os manifestantes abandonarem o Rossio. Há um braço de ferro entre o protesto da Renata Câmara, em concreto, continuar na Praça do Rossio, porque foi sobre isso que decidiu o tribunal. Há um braço de ferro sobre essa continuação do protesto e a autarquia, sendo que a autarquia sinalizou um parecer da PSP que indicou que não há condições de segurança para manter o mercado de Natal e o protesto a acontecer no Rossio. Indicou à autarquia três lugares alternativos, tal como tinha sido indicado pelo tribunal e, portanto, nesta altura, Renata Câmara indica que deve a acampada pensar num novo local e discutir essa possibilidade de se retirarem da Praça do Rossio.

No Porto, o presidente da Câmara fala sobre os protestos da Praça Dom João I e garante que não se vai subjugar a uma minoria.

Diz também que a Praça Dom João I não é privatizável. Pedro Duarte continua a dizer que não vai falar com os manifestantes na Praça Dom João I e apela ao diálogo com respeito institucional. Fala de uma ultramaioria. São declarações de Pedro Duarte, em entrevista ao JN e à TSF.

O presidente do INEM garante: vai ter mais ambulâncias disponíveis para este inverno.

Luís Cabral dá uma entrevista ao Observador e aponta dificuldades nos tempos de resposta aos doentes mais urgentes em Portugal, mas garante que o INEM está continuamente a trabalhar para resolver esse problema, principalmente através da modernização tecnológica em curso. Sobre as ambulâncias, como referias, Nelson, diz que há um enorme reforço para este inverno.

Quando tomamos posse, há cerca de um ano, tínhamos 470 ambulâncias contratualizadas com os bombeiros. Vamos entrar neste inverno com 581, ou seja, mais 111 ambulâncias do que aquilo que tínhamos há cerca de um ano. É um crescimento muito significativo e que me parece que vai salvaguardar muitas das situações.

Vê-se agora em que regiões é que houve esse reforço.

Por todo o país. Principalmente, obviamente, e tem sido essa a nossa preocupação, e continua a ser essa a nossa preocupação, na região de Lisboa, na margem sul, também no distrito de Santarém, porque temos em consideração as outras áreas do país e Algarve também, uma das necessidades.

Entrevista de Luís Cabral ao Observador.

Em Espanha, com eleições antecipadas à porta, o presidente do Partido Popular diz que uma coligação com o Vox não depende dele.

É uma decisão dos eleitores. Alberto Núñez Feijóo dá uma entrevista ao "El País", publicada hoje. As sondagens para as eleições espanholas indicam um cenário de maioria de direita. É o que indicam as projeções, com margem para uma coligação de governo maioritária entre o PP e o Vox. Em entrevista ao jornal "El País", Alberto Núñez Feijóo, do PP, diz que a prioridade, nesta altura, é conseguir uma maioria nas urnas.

"Formar ou não uma coligação de governo com o Vox não depende de mim.

Tenho muito claro o que quero, a minha proposta política. Sempre que falei com o líder do Vox, tenho de reconhecer que nunca se falou sobre ministérios. Nunca falámos um segundo sobre isso.

O presidente do PP diz que neste momento quer obter uma maioria suficiente e depois pensar nesses acordos parlamentares com a terceira força política, o Vox. A eleição espanhola está agendada para 29 de novembro.

Já em Israel, Gadi Eizenkot vai ser investido primeiro-ministro do país no gabinete de guerra de hoje. O especialista Marco Serronha diz que Benjamin Netanyahu foi punido pela própria política de guerra.

Sendo que Eizenkot foi escolhido por Isaac Herzog para formar governo, vai ter 28 dias para formar esse governo. Ele ficou em segundo nas eleições, mas conseguiu o maior apoio de deputados no Parlamento, 67 apoiam Eizenkot. Marco Serronha, tenente-general, diz que Netanyahu cansou os israelitas com uma política que foi demasiado voltada para a guerra.

Algum criticismo relativamente à forma como Netanyahu geriu a parte da segurança de Israel no sentido de criar uma situação mais estável. Dá a ideia que o que nós percebemos, e que a grande maioria da população israelita percebia, é que Netanyahu estava numa postura de quanto mais guerra, melhor, porque isso era favorável à manutenção do seu governo. Portanto, jogou muito nessa postura e é evidente que muitos dos israelitas começam a ficar também cansados desse tipo de postura.

Marco Serronha diz também que Eizenkot tem vários desafios pela frente nesta altura, a começar pela desmilitarização do Hamas, sendo que este candidato quer fazê-lo em 18 meses. Considera o tenente-general Marco Serronha que é uma tarefa muito difícil, bem como o reconhecimento do Estado da Palestina.

Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.

Já são quase 24 horas de combate ao incêndio em Rio Maior, conta com cerca de 230 operacionais, também 73 meios terrestres e dois meios aéreos, que houve um reforço esta manhã. O fogo começou às 14h30 de ontem, não há registos de feridos nem de habitações em risco. Avança o fogo numa zona de serra em Casais Munizes, no Conselho de Rio Maior, no distrito de Santarém. A Maratona do Porto deste ano foi dominada por atletas africanos, tanto no masculino como no feminino. Aconteceu esta manhã na Cidade Invicta. O queniano Vincent Kibinge foi o homem mais rápido ao percorrer 42 km em 2h11m. No setor feminino, a etíope Agathe Eshe foi a primeira a passar a meta em 2h28m. Fernando Serrão foi o primeiro português a cruzar a meta, completou a prova em 2h22m. Contou esta 20ª edição com 15 mil participantes de 100 nacionalidades diferentes. Realizou-se esta manhã a Maratona do Porto.