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Edição da meia-noite, edição da Laura Figueiredo e começar exatamente no desporto. No desporto, depois da derrota do Benfica frente ao Qarabag e das contestações de adeptos, Bruno Lage diz que não quer ser um problema para o clube, no entanto, deixa a decisão para Rui Costa.
O Benfica perdeu esta noite no Estádio da Luz contra o Qarabag por 3x2. O jogo que terminou com forte contestação dos adeptos a pedirem a demissão do técnico das Águias. No final do jogo, Bruno Lage diz que nunca vai ser um problema para o Benfica.
Nunca serei problema para o Benfica. Por isso, quando o presidente sentir que o rendimento da equipa, eu sou o principal causador disso, quando o presidente sentir que a minha mensagem não passa aos jogadores ou que os jogadores, o grupo, não está comigo, ou quando o presidente sentir que eu não sou, neste momento, a pessoa ideal para o lugar, o Sport Lisboa e Benfica só me paga até esse dia.
O Benfica perdeu no jogo de estreia desta edição da Liga dos Campeões, apesar de ter começado em vantagem. Aos seis minutos, o marcador foi inaugurado no Estádio da Luz por Enzo e aos 16 foi Pavlídis, que marcou o segundo gol das Águias. Mas a formação azéri deu a volta ao resultado com gols de Leandro Andrade aos 30 minutos, Duran aos 48 e Kashu aos 86, gols que garantiram os três pontos ao Qarabag. No final da partida, o treinador das Águias, Bruno Lage, admitiu que não era este o resultado esperado.
Não era o resultado que nós queríamos. Como disse, e bem, acredito que começámos muito bem o jogo, acho que fizemos 30 minutos muito bons. No entanto, sinto que a forma como sofremos o primeiro gol do adversário penalizou-nos um pouco. A equipa depois foi tendo algumas dificuldades em encontrar-se, mantendo-se no jogo. E depois acho que sofremos dois gols que nos penaliza imenso. Aquilo que somos, a forma como defendemos, como somos compactos, penaliza-nos imenso. Por isso, fica o resultado que não queríamos, fica uma noite que não foi feliz.
Na segunda jornada, o Benfica visita os ingleses do Chelsea para jogo que está marcado para 30 de setembro.
Mudando agora de tema, duas ou três semanas é o prazo dado por Marcelo Rebelo de Sousa para um juiz oficial sobre a atuação da ministra da Saúde.
Ana Paula Martins admitiu esta segunda-feira que a situação das urgências de ginecologia e obstetrícia na Península de Setúbal não está como esperava. Em curso, está agora um plano do ministério para contratar sete médicos para o Hospital Garcia de Orta, mas até agora ainda só entraram dois. O presidente da República diz que ainda não está esgotado o prazo e que um juiz oficial vai ser feito no momento certo.
Em rigor, o prazo que eu tinha falado para formular o meu juízo ainda não esgotou. Eu disse que era depois de feita a transição para o outono. Ainda não chegámos ao outono. Estamos no fim do verão, estamos quase no fim do verão. Portanto, eu admito que o meu juízo sobre aquilo que tinha sido prometido e o cumprimento deva esperar ainda mais duas, três semanas.
Marcelo Rebelo de Sousa, que garante que vai cumprir com os prazos definidos para se pronunciar sobre o tema da saúde, depois da ministra Ana Paula Martins ter admitido que houve falhas nos planos traçados.
O presidente da República confirma a inclinação para marcar as eleições presidenciais para o dia 18 de janeiro.
Em declarações aos jornalistas esta tarde na livraria Brotéria, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a afirmar a propensão para marcar as eleições para essa data, o que vem confirmar o que já tinha dito em junho.
Estou propenso para a data de 18 de janeiro, por duas razões. Uma é a seguinte: o prazo de entrega de candidaturas termina um mês antes e tradicionalmente aconteceu algumas vezes que acabou por terminar na véspera Natal. Mas há uma razão mais importante: é que para o caso de haver segunda volta, o período de tempo que dista entre a primeira e segunda volta é 21 dias, o que daria a segunda volta no domingo de Carnaval.
Em vez do dia 25 de janeiro, a data prevista para a escolha do novo presidente da República deve então acontecer a 18 de janeiro. Ainda assim, Marcelo Rebelo de Sousa alerta para o facto de estas declarações ainda não serem um anúncio formal, garante que haverá momento oportuno para essa confirmação. Já sobre candidaturas presidenciais, nomeadamente a de André Ventura, apresentada hoje, Marcelo Rebelo de Sousa recusa comentar, mas manifesta confiança nas opções dos portugueses.
Falando em André Ventura, assegura que a corrida a Belém também é lugar para liderar a oposição.
O líder do CHEGA apresentou-se esta terça-feira como candidato presidencial na sede do partido, numa candidatura que já tinha assumido que não desejava. Ventura pediu desculpa sobre uma sugestão inicial de apoiar Covilhã e Melo e procurou justificar a mudança de opinião sobre a candidatura presidencial Miguel Vitor Dias.
Serei candidato às eleições presidenciais.
O segredo já tinha caído minutos antes da apresentação, mas foi na sede nacional do partido que André Ventura anunciou a candidatura à Presidência da República depois do terceiro lugar em 2021. Agora, já depois de ter conquistado a segunda maior bancada parlamentar, André Ventura procurou explicar-se sobre a candidatura presidencial e diz que esta corrida a Belém é um dos melhores lugares para liderar a oposição neste momento.
Criam uma candidatura fraca da nossa parte. Alguns dizem: "E a liderança da oposição?" Estas eleições presidenciais representam todos os candidatos que o sistema tem e mesmo aqueles que se dizem fora do sistema são uma forma de liderar também a oposição.
Uma corrida presidencial que se conjuga com o fato de líder da oposição. Isto depois de assumir que falhou na missão de encontrar nomes que levem o Chega até a uma segunda volta.
Durante os últimos meses procurei garantir que o Chega tinha um candidato à altura das suas aspirações. Não um candidato qualquer que deixasse pelo caminho o partido, mas alguém que nos levasse à segunda volta das eleições presidenciais de 2026. Falhei nessa tarefa. É sabido de todos e não levará ninguém ao país dizer que tinha preferido que Pedro Passos Coelho fosse candidato.
O nome não é surpresa, o objetivo é segurar o eleitorado do partido, portanto, apontar a uma segunda volta numa candidatura com riscos políticos, diz Ventura, e em que faz um mea-culpa sobre a sugestão inicial de apoiar Gouveia e Melo.
Quero pedir desculpa aos portugueses. Não sabia, como não podia saber, que o almirante Gouveia e Melo, não obstante a forma como se apresentava às eleições presidenciais de fora do sistema, traria para dentro da sua candidatura o pior que o sistema político tem ou teve, como acontece com Isaltino Morais ou com Rui Rio.
Críticas ao concorrente direto antissistema, com André Ventura a reconhecer que esta decisão não foi pacífica dentro do partido, mas a pedir confiança numa corrida a Belém, que continua a alargar o leque de candidatos à direita.
Jornalista Miguel Viterbo Dias, que esteve a acompanhar a apresentação da candidatura de André Ventura às eleições presidenciais de janeiro, que contam já com três candidatos que ocupam espaço político à direita.
António José Seguro apela à convergência do voto de democratas, humanistas e progressistas na candidatura que apresenta às eleições presidenciais.
O antigo líder do Partido Socialista defende que com a candidatura de André Ventura as coisas ficam mais claras e demarca-se da postura do líder do Chega. Seguro sublinha que há demasiada divisão na sociedade portuguesa e, por isso, assume ser contra os muros e a favor das pontes.
Quanto a José Luís Carneiro, diz que a candidatura de André Ventura a Belém deve exigir uma tomada de consciência sobre a importância de apoiar alguém do campo do socialismo nas presidenciais.
Em reação à candidatura de André Ventura, o secretário-geral do PS garante que, a seu tempo, o Partido Socialista vai tomar uma posição oficial, de forma a garantir que os valores da democracia e do Estado de direito são salvaguardados. José Luís Carneiro deixou ainda críticas a André Ventura pelas palavras que proferiu no evento em Madri, organizado pelo partido Vox, em que o líder do Chega pediu a prisão do primeiro-ministro espanhol e elogiou a caçada a imigrantes em Múrcia, no sul de Espanha. José Luís Carneiro diz que ter alguém com esta personalidade a candidatar-se à Presidência da República faz deste um momento decisivo para os democratas dialogarem e concertarem posições entre si.
Paulo Raimundo acusa André Ventura de ser mais um candidato que rasga a Constituição.
Em declarações aos jornalistas no Funchal, esta terça-feira, o secretário-geral do PCP deixou duras críticas ao presidente do Chega e diz que agora há ainda mais razões para apoiar o candidato comunista à Presidência da República, António Filipe.
Como já havia uns poucos candidatos que, por vontade deles, rasgavam a Constituição, aparece mais um. Mais um que não só rasga, como cospe, utilizando toda a artilharia pesada: a mentira, a demagogia. Como já havia uns poucos contra a Constituição, aparece mais um. Diria assim: razões acrescidas para dar apoio, reforçar e apoiar António Filipe na candidatura à Presidência da República.
Já António Filipe, candidato presidencial apoiado pela CDU, espera que os portugueses não se deixem embaralhar por um candidato que considera o pior do sistema.
Agora é meia-noite e 10 e no arranque da Semana Europeia da Mobilidade, o diretor-geral da Bolt em Portugal apela ao debate sobre a mobilidade do futuro, em conjunto com as várias entidades responsáveis pelos transportes.
Mário de Moraes aponta para a necessidade de alternativas ao uso do transporte individual nas cidades.
A ideia é, de facto, ser a alternativa ao transporte individual, portanto, ao carro próprio, e efetivamente garantir que as pessoas podem mover-se de um ponto A a um ponto B usando o método que preferem e promover esta mobilidade sustentável. E o que nós queremos no fim do dia é que as pessoas não tragam o carro para as cidades e possam movimentar-se livremente.
Declarações de Mário de Moraes, diretor-geral da Bolt em Portugal, à Rádio Observador. A edição 24 da Semana Europeia da Mobilidade decorre até domingo em Lisboa.
E agora, Laura, também outras notícias que vão marcando a atualidade.
Mais de 60% das empresas em Portugal não têm um plano de pensões que tenha em conta as necessidades dos colaboradores com mais de 55 anos. A conclusão é de um estudo da consultora de Recursos Humanos, Mercer, divulgado recentemente. O relatório mostra ainda que a maioria dos empregadores não tem um plano de saúde que permita que os trabalhadores mantenham cobertura após a reforma. Na atualidade internacional, Jair Bolsonaro foi hoje internado de urgência num hospital em Brasília, depois de se ter sentido mal. Na rede social X, o filho do ex-presidente brasileiro explica que o pai teve soluços fortes, vômitos e pressão arterial baixa. Bolsonaro foi para o hospital acompanhado por polícias que vigiavam a casa em Brasília. O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o início de agosto. O secretário-geral da ONU assegura que se pode encontrar com o primeiro-ministro de Israel na próxima semana, se Benjamin Netanyahu assim o pedir. Numa conferência de imprensa em Nova Iorque esta terça-feira, António Guterres referiu ainda que, apesar de não ter competências para determinar juridicamente a situação de genocídio, considera que o que está a acontecer na Faixa de Gaza é horrendo e intolerável.
Final do Jornal da Meia-Noite com a Laura Figueiredo. De volta amanhã. Até amanhã.
Até amanhã.
Informação de volta daqui a pouco, à 00h30.