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O FARO. Jornal da meia-noite, com a edição da Diana Rosa. E Diana, o Presidente da República acredita que as contas públicas vão piorar no próximo ano.

Marcelo Rebelo de Sousa antecipa um excedente orçamental superior a 0,1% este ano, mas prevê um 2026 mais complicado. Em declarações à margem do encontro PM&Inovação, que decorreu em Leiria, o chefe de Estado diz que em causa estão os fundos estruturais.

Parecemos alemães. Nós discutimos se vai haver menos 0,1% este ano ou mais 0,1, 0,3 ou 4%. Se querem a minha opinião, vai haver superávit e superior a 0,1%. Também não é muito difícil, basta olhar pra economia portuguesa. No caso da gestão financeira, falta um mês. Quem conhece como é a gestão das contas públicas, está nas mãos de Estado. Mas eu apostaria que é um superávit, e ainda bem que sim, porque o ano que vem é mais complicado, em termos de dívida pública relacionada com os fundos estruturais.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinha o mérito do setor empresarial, em particular o universo das pequenas e médias empresas. Reconhece que o país mudou e está a mudar pelo papel dos empresários e dos trabalhadores.

E o governo concedeu mais tempo para que a UGT analise as alterações propostas pelo executivo à lei laboral. Há uma reunião apontada para o dia 10 de dezembro, véspera de greve, mas ainda está pendente.

Anúncio feito pela ministra do Trabalho, Maria Rosário Palma Ramalho, depois da reunião com a Central Sindical. A governante afirma que a UGT é um parceiro muito forte, apesar da greve de dia 11 de dezembro se manter.

E a UGT é um parceiro muito forte do governo e, portanto, não temos qualquer razão para recusar, apesar de o clima ser o de aproximação de uma greve. Portanto, vamos dar à UGT o tempo que ela pediu, aí depois recomeçaremos. Naturalmente, a reunião plenária do dia 10, se a greve não for desconvocada, terá condições para se realizar. Se a greve se mantiver, com certeza que não vamos realizar uma reunião na véspera de uma greve. E depois ver se há, de acordo com o tempo que a UGT nos vai dizer que precisa para analisar o documento.

A disponibilidade do governo face à UGT foi elogiada pelo líder da Central Sindical, Mário Moraes.

Não desenvolvia e agora as partes manifestaram, quer da parte do governo, quer da UGT, a disponibilidade pra continuar a trabalhar no documento. Encontramos da parte do governo maior abertura, portanto, é bom, independentemente dos processos que estão a decorrer, desde logo a greve, que amanhã entregaremos aqui o pré-aviso de greve.

Quanto às matérias em que o governo se dispôs a ceder, a UGT não revela pra já. As negociações vão continuar, apesar do pré-aviso de greve, que, como vimos aqui, vai chegar amanhã às mãos da ministra Palma Ramalho.

E o PS sublinha que o governo está a demonstrar desumanidade nas alterações que quer promover na lei laboral.

Desprotege vários setores. O secretário-geral José Luís Carneiro deixa por revelar as expectativas que tem para a paralisação do dia 11, mas lembra que foi o primeiro a alertar para a amplitude deste pacote laboral do executivo de Luís Montenegro.

Desde o dia 3 de agosto deste ano, fui o primeiro líder partidário a pronunciar-me sobre a gravidade das propostas que estavam inscritas na proposta do governo pra legislação laboral. Ela é de uma grande desumanidade. Ela coloca em causa valores fundamentais na proteção dos mais jovens, na proteção das mulheres trabalhadoras, na proteção das famílias e na proteção dos mais vulneráveis.

São as considerações do secretário-geral do Partido Socialista numa conferência de imprensa na sede do partido em Lisboa.

E o Bastonário da Ordem dos Médicos acusa as unidades locais de saúde de recorrer a tarefeiros de forma abusiva.

A Associação dos Médicos Prestadores de Serviços esteve hoje reunida no Porto. Esteve a discutir a aprovação do decreto lei que vai regular a contratação destes clínicos prestadores de serviços para o SNS. Carlos Cortes, o Bastonário, não só acredita no abuso das unidades locais de saúde, como sublinha que nenhum profissional gosta de trabalhar a recibos verdes.

E ao longo destes últimos anos, esta figura, a utilização, do meu ponto de vista, da prestação de serviço, foi abusiva da parte das unidades locais de saúde, hoje, dos hospitais anteriormente. São médicos que trabalham a recibo verde. Eu penso que não há ninguém neste país que prefira trabalhar a recibo verde do que ter um contrato com o Serviço Nacional de Saúde.

E quando questionado sobre se é verdade que os médicos prestadores de serviços ganham mais sob a condição de recibos verdes, o Bastonário responde que está mais preocupado com a qualidade do trabalho médico e com a capacidade de resposta do SNS.

Isto numa altura em que está marcada uma reunião da Associação dos Médicos Tarefeitos com o governo.

Agendada para o dia 29, o setor ameaçou suspender as urgências para protestar contra a aprovação do decreto lei, que vai reduzir o valor por hora pago pelo Serviço Nacional de Saúde. Ainda assim, a ministra rejeita que se mantenha o risco de paralisação da resposta urgente.

Essa pergunta, eu acho que é uma pergunta que não deve ser feita ao Ministério da Saúde. Essa pergunta é uma pergunta que tem que ser feita a quem terá identificado uma situação que eu creio sinceramente e espero sinceramente que não aconteça, mas acima de tudo, me parece que não é uma situação que se possa compaginar como plausível.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, aqui num registo da SIC Notícias, à margem da celebração dos 10 anos da hospitalização domiciliária do Garcia de Orta, em Almada

Diana, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima acredita que o crescente número de denúncias de violência doméstica não está obrigatoriamente relacionado com o aumento dos crimes.

Foram mais de 25.300 as ocorrências registradas pela GNR e pela PSP até o final de setembro, número mais alto dos últimos sete anos. À Rádio Observador, Daniel Couturinho acredita que este valor pode apenas refletir uma subida no registro de queixas.

Nós nunca podemos falar de um fenômeno criminal, se ele está a aumentar ou está a diminuir. Aquilo que nós sabemos relativamente à violência doméstica é que o número de denúncias e o número de pedidos de apoio, infelizmente, sobe sempre. Portanto, podemos ter aqui a noção de que o crime está a crescer, mas na verdade, aquilo que nós sabemos é que o número de pedidos de apoio tem crescido.

Daniel Couturinho, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, em declarações à Rádio Observador.

E com sete minutos para lá da meia-noite, Diana, que outros temas estão em destaque?

Uma equipa de altos oficiais do exército norte-americano estão na Ucrânia para ajudar nas negociações de paz. Notícia avançada pelo Wall Street Journal. De acordo com um funcionário norte-americano que falou sob anonimato, o secretário do exército dos Estados Unidos tem uma reunião marcada com o presidente Volodymyr Zelensky esta semana, bem como altos funcionários do governo ucraniano, militares e da indústria da defesa. Ainda Steve Witkoff e o conselheiro Zelensky terão negociado alguns pontos do plano defendido pelos Estados Unidos para acabar com a guerra. O encontro terá acontecido no passado sábado, de acordo com o órgão de comunicação Axios, foi bastante produtivo. À mesa das negociações, esteve também um enviado do Qatar que, juntamente com a Turquia, são responsáveis pela mediação. Morreu aos 83 anos Júlio Rendeiro, lenda do hóquei do Sporting Clube Portugal e ex-selecionador nacional. A informação foi avançada em comunicado pelo clube. O antigo hoquista conquistou três campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal com o clube, contribuiu ainda para a histórica conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1977, altura inédita no hóquei português. Como selecionador nacional, Júlio Rendeiro liderou a equipa nacional que se sagrou campeã do mundo em 1982. Marcelo Rebelo de Sousa já manifestou pesar numa mensagem na página oficial da presidência. O chefe de Estado lembra Júlio Rendeiro como um profissional com dedicação, sentido de liderança e espírito de equipa.

Notícia de fecho do Jornal da Meia-Noite.