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Dos 2x0. Jornal da meia-noite com a Laura Figueiredo. Laura, o Irão afasta conclusões quanto ao acordo com os Estados Unidos, depois de Donald Trump ter afirmado que o acordo pode ser assinado ainda este fim de semana na Europa.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano vai contrariar o presidente dos Estados Unidos, que nas últimas horas garantiu estar para muito breve a assinatura de um acordo de paz com o Irão. Em declarações divulgadas pela agência oficial de notícias Tasnim, o porta-voz da diplomacia iraniana afirma que a maior parte do texto foi finalizado, mas que a Casa Branca continua a mudar de posição em relação às negociações. Assegura também que a República Islâmica não está disposta a ceder nas linhas vermelhas. Horas antes, Donald Trump mostrou-se confiante, diz estar para muito breve a assinatura do acordo de paz.
"O estreito vai abrir oficialmente assim que assinarmos, o que pode acontecer em breve, muito em breve, talvez no fim de semana, na Europa. Eu não vou poder estar lá, mas o vice-presidente, JD Vance, vai lá estar e também outras pessoas. O Steve Witkoff e o Jared Kushner fizeram um excelente trabalho."
Declarações de Donald Trump em conferência de imprensa na Casa Branca. Entretanto, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, já veio dizer que Israel não vai fazer parte do memorando de entendimento emergente com o Irão.
Na política nacional, o presidente da República defende que deve haver uma revisão da Lei das Finanças Regionais.
O anúncio foi feito na cerimônia de apresentação do livro "50 Anos da Autonomia Regional" na Assembleia Legislativa da Madeira. António José Seguro alertou para os desafios da região autónoma e acrescentou, por isso, que há um forte desejo de alteração da Lei das Finanças Regionais, que foi classificada pelo presidente do Governo Regional da Madeira como ridícula e anacrônica.
Sei que há um forte desejo de alteração da Lei das Finanças Regionais, que foi classificada pelo presidente do Governo Regional da Madeira como iníqua e anacrônica. Concordo que é necessária uma revisão e para a qual apelo a um esforço comum, a uma atitude construtiva face aos novos desafios e também ao fato de termos de antecipar um futuro com eventualmente menos fundos comunitários.
O presidente da República acrescentou ainda que a Madeira não deve ser gerida a partir de Lisboa.
E o ministro da Presidência admite que o governo tenha de fazer cedências para conseguir aprovar a prestação social única.
Depois de questionado sobre as negociações com o Chega, que aconteceram esta tarde, António Leitão Amaro lembra que sem maioria no Parlamento, é preciso procurar entendimentos e diz que um dos interlocutores, o PS, não tem mostrado disponibilidade para conversar.
Este governo tem demonstrado sempre, permanentemente, a propósito de todos os diplomas, uma vontade efetiva de negociar com todos. Recorrentemente, o que nós vemos acontecer é os partidos se autoexcluírem de negociações, seja porque nem sequer estão disponíveis ou, na maioria das vezes, dizer: "Eu não me revejo de todo nesta reforma, nesta mudança". Nós respeitamos todos os representantes e vamos construtivamente dialogando com todos e isso implica, naturalmente, aproximações.
Do lado do Chega, André Ventura admite um acordo na prestação social única. O líder do partido esteve hoje reunido com o primeiro-ministro na residência oficial em São Bento. O encontro durou cerca de uma hora e, no final, André Ventura atentou que existem condições para chegar a um acordo.
O que ficou parcialmente acordado é que, no sentido de trabalhar para se poder chegar ainda a esse entendimento de restrição, aceitando o PSD todos os outros pontos em relação ao que o Chega tinha proposto, que seja feita a baixa sem votação deste projeto da prestação social única em relação à votação de sexta-feira, para que no prazo de uma semana, que é o que ficou definido, se possa chegar à fórmula que pretende estabelecer este princípio, repito, do qual não abdicamos. Quem vem de fora de Portugal e quer receber subsídios em Portugal, tem que contribuir de alguma forma para Portugal.
Esta proposta vai ser discutida e votada esta sexta-feira na Assembleia da República.
E o ex-secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, que se demitiu na sequência da nomeação de Viegas Nunes para a presidência do SIRESP, diz que foi apanhado de surpresa por Luís Neves.
António Pombeiro denuncia que o brigadeiro general regressa à liderança do SIRESP com condições remuneratórias sem precedentes e diz não entender a decisão do ministro da Administração Interna.
No final, surpreenderam-me apenas duas coisas: as condições remuneratórias do contrato do general Viegas Nunes, mais vantajosas que as de todas as administrações anteriores, e o fato de o ministro ter abandonado um projeto de dois anos no qual me revi inteiramente do ponto de vista tecnológico e que melhor defendia os interesses do Estado português.
António Pombeiro considera ainda que Viegas Nunes não vai fazer um bom trabalho à frente do sistema de comunicações de emergência e garante que as divergências entre os dois são meramente técnicas e não pessoais.
Ele tem uma visão em levar a infraestrutura para a área militar e acho que não vai prestar um bom serviço ao Ministério da Administração Interna e a minha visão é precisamente a oposta. Portanto, no fundo, é isto que nos separa. Não tenho nada pessoal contra o senhor general.
Declarações de António Pombeiro, ex-secretário-geral do Ministério da Administração Interna, que se demitiu depois da renomeação do brigadeiro general Viegas Nunes para presidir ao SIRESP. E Laura, está feito o primeiro jogo do Mundial, jogo entre México e África do Sul.
A seleção mexicana venceu por 2x0, num jogo marcado por três expulsões. Foi o primeiro de 104 jogos da competição. Portugal entra em campo a 17 de junho frente à República Democrática do Congo. Seleção portuguesa viaja esta sexta-feira para os Estados Unidos.
Ainda no desporto, o presidente do Benfica elogia Marco Silva, mas vinca que José Mourinho era a prioridade para a próxima temporada.
Rui Costa explicou esta tarde a gestão do clube durante o último ano, numa longa conferência de imprensa. O presidente dos encarnados diz que José Mourinho era a prioridade para a próxima época, mas garante que não ficou nas mãos do Real Madrid.
Não ficamos na mão nem de Mourinho, nem do Real Madrid e, portanto, todos os cenários foram equacionados. E obviamente, depois de todo este tempo e todo este turbilhão à volta das eleições do Real Madrid e da continuidade ou não de José Mourinho, nós tivemos que nos fazer ao caminho e programar a próxima temporada e, de consequência, José Mourinho não seria o treinador do Benfica na próxima temporada. Havia um acordo de cavalheiros entre as partes, à qual o Benfica não seria prejudicado, mas que já estaria a pensar num futuro treinador para o Benfica.
Rui Costa, que apesar dos elogios a José Mourinho, diz que Marco Silva é o melhor treinador para o atual momento do Benfica.
Eu espero aquilo que todos os benfiquistas esperam, quando se contrata um treinador para um clube desta dimensão, é que consiga trazer os títulos que tanto ambicionamos. Acreditamos plenamente que Marco é o treinador ideal neste momento para o Benfica. A sua experiência em Inglaterra e aquilo que tem feito ao longo da sua carreira dá-nos esta esperança. Estou muito satisfeito com esta escolha e muito ambicioso para aquilo que é o futuro do Benfica, com um treinador que acredito que nos traga aquilo que nós desejamos.
Marco Silva vai ser apresentado esta sexta-feira, no Museu do Benfica, às 17h. Quanto à temporada em que os encarnados terminaram em terceiro lugar, Rui Costa diz que o Benfica foi mais prejudicado do que nunca.
A fechar, Laura, vamos a outros temas em destaque.
Está dominado o incêndio em Terras de Bouro, no distrito de Braga, cerca de 24 horas depois do início do fogo. A Proteção Civil diz que o incêndio foi dado como dominado por volta das 22h15. O incêndio consumiu uma zona de mato. Não há, por isso, registro de danos ou vítimas. E o incêndio que deflagrou esta tarde num armazém de reciclagem em Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, continua ativo. É o que adianta a fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Central, que explica que as chamas estão agora a começar a ceder aos meios. O Metrô de Lisboa vai prolongar o horário de funcionamento na noite de Santo António. Em comunicado, a empresa explica que é uma decisão tomada para responder ao aumento significativo da procura nestas festas de Lisboa. Assim, de sexta-feira para sábado, o serviço vai ser feito até às 3h, nas quatro linhas existentes, com intervalos médios de cerca de 12 minutos. Por razões de segurança, a extensão Avenida, na linha azul, encerra às 19h30, embora a passagem pedonal subterrânea sob a Avenida da Liberdade permaneça aberta até às 3h de sábado. E o governo aprovou uma despesa de até cerca de 130 milhões de euros para apoios à Ucrânia. A resolução foi aprovada hoje em Conselho de Ministros, no âmbito dos compromissos internacionais assumidos por Portugal. Está prevista ainda a doação de equipamentos militares letais e não letais, bem como outros bens das Forças Armadas. Notícia de fecho do Jornal da Meia-Noite.