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Boa noite. As notícias com Laura Figueiredo. Boa noite. Um fenómeno meteorológico de vento e granizo atingiu esta noite Albergaria-a-Velha e deixou um rasto de destruição. A freguesia de Branca, no distrito de Aveiro, registou fortes rajadas de vento e uma queda intensa de granizo. À Rádio Observador, o vereador da Proteção Civil dá conta de casas e veículos danificados.
Tivemos aqui bastante casas afetadas com queda de granizo, vento forte que derrubou telhas de cerâmica e de metal, criando alguns prejuízos, tanto dentro das habitações, porque associado ao vento também teve chuva e granizo. Associado a isso, tivemos vários fenómenos, desde veículos danificados, estradas inundadas.
As explicações do coordenador municipal da Proteção Civil de Albergaria-a-Velha, João Oliveira, à Rádio Observador. Na política, André Ventura afirma que a moção de censura ao governo vai separar o trigo do joio, e acusa os restantes partidos de falta de coragem. Confrontado com o expectável chumbo da moção de censura apresentada pelo Chega, André Ventura fala numa espécie de esquizofrenia de coragem na política portuguesa.
Eu acho que é bom também porque, entre outras coisas, separa o trigo do joio e permite separar aqueles que andam há muito tempo a falar que tem que se afastar Luís Neves, mas não querem fazer nada para afastar Luís Neves. A Iniciativa Liberal acordou tarde e disse: "Bom, mas Luís Neves tem que sair. Como é que vai votar a moção de censura? Contra." O Partido Socialista diz: "Bom, a autoridade do Estado está em causa." O mandatário do Presidente da República na saúde diz: "Pode estar em causa o regular funcionamento das instituições." Como é que vota o PS? Não sabemos, mas não vai viabilizar. Ou seja, há nesta política portuguesa uma espécie de esquizofrenia de coragem.
O líder do Chega garantiu ainda que o partido tentou de tudo para evitar ter de avançar com a moção de censura.
O Chega tentou de todas as formas até aqui, todas, ninguém pode dizer o contrário, que isto fosse resolvido antes. Tive a oportunidade de falar com o Primeiro-Ministro diretamente. Tive a oportunidade de falar com o Presidente da República diretamente. Sei que o Presidente da República falou com o Primeiro-Ministro. Todas as instituições do Estado, ou quase todas, já deixaram o seu parecer sobre o que se passa. Qual é o instrumento que um partido tem quando tudo está capturado pelo que parece ser, uma espécie de pacto em que todos estão comprometidos e todos estão conluiados uns com os outros e todos têm medo de falar.
Declarações de André Ventura à chegada ao jantar da distrital do Chega de Lisboa, em Loures. Antes de André Ventura falou Hugo Soares, o secretário-geral do PSD considera que a moção de censura apresentada pelo Chega tem apenas uma intenção: colocar o partido no centro do debate político. Em declarações aos jornalistas à margem da festa da rentrée política do PSD de Ponte de Lima, Hugo Soares reiterou que a moção de censura é completamente deslocada.
Ainda ontem nós tivemos a notícia de que uma agência de rating, das mais conceituadas, elevou o rating da nossa dívida pública para A+, algo que não acontecia há cerca de 25 anos. E creio sinceramente que todas as circunstâncias que hoje o país vive, com os salários a aumentarem, os impostos a descerem sucessivamente, o emprego em níveis máximos históricos, o desemprego em mínimos níveis históricos. Esta moção de censura é completamente deslocada da realidade e tem um objetivo, que é este: é pôr-nos a debater daquilo que verdadeiramente não interessa. É pôr o Chega no centro do debate político, que é isso que o deputado André Ventura gosta e sabe fazer como ninguém, diria, e estar constantemente nas televisões para que se fale dele. Ora, eu não estou disponível para isso.
Hugo Soares respondeu ainda ao secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, que ontem acusou o governo de lucrar com o aumento do preço dos combustíveis.
Eu julgo que o deputado José Luís Carneiro estava mal habituado. Habituou-se, de facto, durante o tempo do doutor António Costa, a que o governo de então ganhasse dinheiro com o aumento dos preços e com as dificuldades de vida dos portugueses. Isso é verdade, de facto. O doutor António Costa demorava muito a reagir e nós sabemos que assim foi, que durante muito tempo o governo do doutor António Costa fartou-se de ganhar dinheiro à custa da subida dos preços. E, portanto, das duas, uma: ou o doutor José Luís Carneiro continua a achar que ainda está a viver no tempo do governo do doutor António Costa, o que manifestamente os portugueses sentem, felizmente, no dia a dia, que já assim não é, ou então está impreparado.
Entretanto, o PS já reagiu. O líder parlamentar, Eurico Brilhante Dias, acusa o governo de estar a viver à custa dos contribuintes. Aponta mais de mil milhões de euros em receita, na sequência do aumento dos combustíveis desde 2024. O PCP considera que o governo deixou-se arrastar pelas polémicas em torno do ministro da Administração Interna. O secretário-geral do Partido Comunista diz que Luís Neves tem muitas explicações para dar. Ainda assim, no segundo dia do Avante, Paulo Raimundo voltou a criticar a iniciativa do Chega. Considera que é centrada nas polémicas que envolvem Luís Neves e não na política do governo.
Nós há muito tempo dizemos que o problema hoje já não é um problema do ministro Luís Neves. É um problema do governo. O governo deixou-se arrastar para este processo e, portanto, a responsabilidade deixou de ser do ministro Luís Neves, passou a ser de todo o governo. E, portanto, vai se tirar conclusões deste processo. Independentemente das explicações que o ministro tem que dar, e tem que dar, e muitas, convenhamos que o problema do governo e o problema das nossas vidas não é apenas aquele ministro. E, portanto, diria que é uma moção de censura dirigida, passa completamente ao lado de todas as políticas do governo, desde logo nos polícias, na GNR, nos bombeiros, passa completamente ao lado disso. Portanto, nós temos que avaliar
O conteúdo, mas também temos que avaliar a forma.
Paulo Raimundo foi ainda questionado sobre o sentido de voto do PCP relativamente à moção de censura. O secretário-geral do partido garante que a decisão está tomada, mas diz que só vai ser conhecida depois da festa do Avante. O Bloco de Esquerda considera que a moção de censura apresentada pelo Chega legitima a má governação do Executivo. Em comunicado, o partido diz que Luís Neves não tem condições para continuar no cargo por ser incapaz de explicar as contradições e garantir a legalidade dos atos enquanto diretor da PJ. O Bloco de Esquerda afirma, no entanto, que não alinha na política do Chega e acusa o partido de André Ventura de ignorar os problemas na governação na moção de censura que apresentou. Quanto ao PAN, considera que não é com uma moção de censura que o país vai ficar esclarecido sobre Luís Neves. Inês de Sousa Real acredita que é o Primeiro-Ministro e o próprio ministro Luís Neves que têm de vir dar explicações.
Nós já convocámos a nossa Comissão Política Nacional. Vamos já amanhã mesmo ter uma reunião para deliberar o nosso sentido de voto, mas entendemos, por um lado, e podemos desde já avançar, que não é ir atrás de uma moção de censura de André Ventura que vai resolver o problema. Não é isso que vai esclarecer o país no que diz respeito à investigação que está neste momento a decorrer em relação ao ministro da Administração Interna. Mas não podemos ignorar que é um tempo muito oportuno para André Ventura, que estava sob pressão com a alegada invasão ao seu gabinete e o alegado desaparecimento de provas do seu gabinete e que acabou por ficar de fora da agenda política.
Inês de Sousa Real, porta-voz do PAN, em declarações aos jornalistas à margem de uma marcha pelos direitos dos animais em Lisboa. Olhamos também para a guerra na Ucrânia. Os enviados especiais dos Estados Unidos estiveram hoje reunidos com Vladimir Putin no Kremlin. Já depois do encontro, o conselheiro do presidente russo afirmou que as negociações foram oportunas e muito benéficas para ambos os lados. Yuri Ushakov revelou que Steve Witkoff e Jared Kushner formularam várias ideias sobre possíveis soluções para o fim do conflito, mas reforçou que estas conversas são confidenciais. Já no início da reunião, o presidente russo admitia que as negociações serão difíceis. Os enviados especiais da Casa Branca estão em Moscovo com o objetivo de reavivar os esforços de negociação para colocar um fim à guerra na Ucrânia. Está previsto que amanhã os dois enviados especiais norte-americanos visitem a capital ucraniana. E devido a esta visita, a Rússia e a Ucrânia concordaram suspender os ataques a Kiev e a Moscovo durante três dias. Tanto Vladimir Putin como Volodymyr Zelensky ordenaram a suspensão dos ataques nas capitais dos dois países para permitir que decorram em segurança as reuniões dos enviados norte-americanos. O presidente russo admitiu, entretanto, que a Ucrânia pediu um cessar-fogo superior a três dias, mas o Kremlin rejeitou. Apesar da trégua em vigor em Kiev e Moscovo, a Rússia atacou esta noite uma zona residencial na região de Kharkiv. Duas pessoas morreram. No futebol, o Sporting venceu o Nacional por 2x0. Volta assim a isolar-se no segundo lugar da Primeira Liga. Um jogo a contar para a quinta jornada do campeonato. No Estádio José Alvalade, em Lisboa, os golos do Sporting foram marcados por Luiz Pirez, aos 32 minutos de penálti, e também por Flávio Gonçalves, aos 49. No final do jogo, o treinador do Sporting, Rui Borges, falou numa vitória que não merece contestação.
Nós controlámos o jogo do início ao fim. Uma primeira parte onde falhámos algumas ligações, estávamos muito lentos. O Nacional entrou com um bloco coeso e às vezes até um bocadinho alto numa fase inicial, depois começou a baixar com naturalidade. Nós ameaçámos, mas fomos muito previsíveis, alguns passes falhados quando entrámos em segundas linhas, mas fomos controlando o jogo, as transições acima de tudo, que sabíamos que tínhamos que estar muito concentrados nesse momento de jogo. Uma segunda parte onde entrámos bem.
Declarações do treinador do Sporting, Rui Borges, à Sport TV. Os leões chegam na segunda posição com 13 pontos, mais três do que o Benfica, terceiro e com menos um jogo disputado, enquanto o Nacional é décimo classificado com quatro. Antes, o Benfica venceu o Marítimo por três bolas a zero. Em casa do Marítimo, o Benfica conseguiu o segundo triunfo consecutivo no campeonato. O médio Leandro Barreiro marcou dois golos, o terceiro foi feito pelo avançado argentino Prestianni. No final da partida, o treinador dos encarnados disse que a vitória foi totalmente justa e que a equipa entrou muito bem no encontro. Marco Silva considera também que o Benfica esteve sempre por cima do jogo até à lesão do lateral-direito.
Uma vitória totalmente justa. Não me lembro de uma defesa do Samuel todo o jogo, que tem um livro lateral minimamente perigoso já na segunda parte. Passou na frente da baliza, mas nada de perigo naquele momento e o jogo todo controlado. Uma entrada muito forte da nossa equipa, em que conseguimos claramente impor o jogo da forma que queríamos. Fizemos um golo e a crítica até à lesão do Ba. Completamente o jogo controlado, sempre em cima do adversário.
Declarações de Marco Silva no final da partida. Já o treinador do Marítimo lamenta que a equipa não tenha criado oportunidades suficientes. Considera que a derrota foi resultado de ter começado a perder logo no início do encontro. É o ponto final neste noticiário. A informação está de regresso à meia-noite e meia.