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As notícias das 10 com o jornalista Luís Soares. Começa a esta hora no Parlamento a discussão sobre as alterações à Lei da Nacionalidade e descida do IRS.
O governo está confiante de que há condições para avançar com a alteração às medidas, sobretudo no que diz respeito à imigração. De resto, o Chega fala numa plataforma de entendimento e ontem à tarde disse que iriam decorrer negociações durante a última noite. As propostas do governo começam a ser discutidas e votadas no Parlamento a esta hora, que vai ter uma agenda cheia. O repórter Miguel Gatos, na Assembleia da República, vai acompanhar estes debates. Importa perceber, Miguel, se há sinais desse resultado das negociações de que falava o Chega.
Ainda não, Luís. Ainda não há qualquer tipo de sinal sobre esses resultados ou conclusões dessa reunião entre os grupos parlamentares do PSD e do Chega sobre a Lei da Nacionalidade. André Ventura, como disseste, anunciou ontem, depois da reunião com o primeiro-ministro em São Bento, um princípio de entendimento com o governo sobre a Lei da Nacionalidade e também sobre matérias de imigração. No entanto, segundo indicação do líder do Chega, as negociações correram noite dentro e não há essas conclusões sobre o encontro. Aguardamos para ver que sentido de voto tem o Chega sobre as propostas do governo para a Lei da Imigração. E o que está em causa? Está em causa, por exemplo, medidas como a exigência de prazos de residência mais alargados para pedir a nacionalidade portuguesa, mudanças na nacionalidade para filhos de estrangeiros. Passará a ser necessário, por exemplo, comprovar três anos de residência legal antes do nascimento dessa criança, para essa criança poder obter a nacionalidade portuguesa. A extinção de vários regimes especiais de naturalização, por exemplo, os descendentes de judeus sefarditas portugueses, e também introdução de uma pena acessória de perda da nacionalidade. São essas algumas das medidas propostas pelo governo e votadas hoje aqui em plenário. Outra das medidas também é a criação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da Polícia de Segurança Pública, uma medida que na anterior legislatura acabou por não passar porque PS e Chega se abstiveram. Ou seja, a medida acabou por não passar no Parlamento, mas o governo volta a tentar criar essa Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras na Polícia de Segurança Pública. Também estão em causa, nos trabalhos de hoje, outras medidas como o regime de entrada, permanência ou saída, a necessidade de visto de residência para obtenção da autorização de residência por parte dos membros da CPLP, restrições na Lei do Grupamento Familiar. Neste momento, António Leitão Amaro já começa a falar. Vamos prosseguir os trabalhos e vamos ver quais são as posições.
Vamos acompanhar um pouco dessa primeira declaração de António Leitão Amaro, Miguel.
Que a nacionalidade portuguesa pressupõe uma ligação sólida com a nossa comunidade política.
Estamos a ouvir o ministro da presidência.
Ser cidadão é um título de pertença ao povo português, de quem goza da mais elevada .
Não estamos a conseguir ouvir essa intervenção.
direitos e deveres, incluindo os de eleger e ser eleito.
Não, está muito lá o fundo, Miguel. Vamos certamente ter a oportunidade de recuperar essas declarações de António Leitão Amaro nos próximos noticiários da Rádio Observador, no Parlamento, onde decorre esse debate e votação destas várias leis relacionadas com a imigração e também com a descida do IRS. Quanto à imigração, Naís alerta de um dos pais da Constituição Portuguesa, Jorge Miranda, afirma que há medidas que suscitam dúvidas de constitucionalidade e alerta que outras são mesmo inadmissíveis à luz da Constituição, um parecer divulgado hoje pelo semanário Expresso.
O antigo deputado do PSD, Miguel Morgado, afirma que a candidatura de Santos Silva à Presidência da República seria lesiva para as instituições democráticas.
Miguel Morgado, que é o novo colunista do Observador, foi convidado da comissão de inquérito desta manhã. O antigo deputado social-democrata, atual comentador e colunista, ironiza, diz até que José Luís Carneiro deve ter suspirado de alívio depois de Santos Silva anunciar que não é candidato a Belém.
Haveria poucos acontecimentos mais lesivos às nossas instituições do que ter Augusto Santos Silva na Presidência da República. Por isso, foi com um suspiro de alívio, embora eu, apesar de tudo, confiasse na sensatez do eleitorado português, que já tinha tido a oportunidade de lhe dar uma lição nas eleições de 2024, quando ele não foi eleito, o único presidente da Assembleia da República a não conseguir ser reeleito quando candidato a deputado. E agora iria acontecer a mesma coisa. Talvez causasse um dano sério à liderança de José Luís Carneiro, esse sim, que deve ter suspirado de alívio com a não candidatura de Augusto Silva.
Mas a grande motivação de Augusto Santos Silva, no seu entender, era enfrentar ou minar a candidatura de António José Seguro.
Claro, porque o PS está numa crise que nós não devemos subestimar. Não é uma crise fatal, evidentemente, mas uma crise radical. E é uma crise pela identidade e pela alma do Partido Socialista.
Miguel Morgado, na comissão de inquérito desta manhã, o antigo deputado do PSD e ex-assessor político de Pedro Passos Coelho, é o novo colunista do Observador.
Só 20% das empresas portuguesas pagam a tempo e horas.
É conclusão de um estudo da consultora Informa D&B, a que o Observador teve acesso. Em maio de 2025, só 20 em cada 100 empresas em Portugal pagaram a tempo e horas. A grande maioria das empresas paga com atraso de até um mês. E nas grandes empresas, apenas 4% pagam nos prazos previstos. O estudo alerta ainda que Portugal está cada vez mais afastado da média europeia.
E Luís, os adeptos do Liverpool continuam a prestar homenagem a Diogo Jota.
O clube inglês abriu um livro de condolências físico e também digital para os adeptos recordarem Diogo Jota, que morreu ontem aos 28 anos de idade. O irmão André Silva também faleceu nesse mesmo acidente de carro. As homenagens multiplicam-se no exterior do estádio, com os adeptos a depositar camisolas e cachecóis do clube. Esta manhã, a imprensa britânica está a dar destaque às homenagens ao jogador, Guilherme Pires, que também acontecem em Portugal.
A BBC dá conta de uma vigília marcada para esta manhã em honra de Diogo Jota e de seu irmão mais novo, André Silva, com o ponto de encontro a ser a Igreja da Ressurreição, em Gondomar. Mas também em Inglaterra, as atenções continuam viradas para esta notícia. A Sky News, numa transmissão desta manhã, mostra as centenas de flores e mensagens dedicadas a Diogo Jota, que continuam a ser deixadas junto ao estádio do Liverpool, que era o atual clube do português.
E é a notícia, Guilherme, que também está em destaque nos jornais britânicos.
Por exemplo, o The Sun dedica por completo a capa do jornal ao antigo internacional português, com a mensagem de que o futebol perdeu um campeão. Outras publicações como o The Guardian, o Metro, o Daily Mail ou o Daily Mirror colocam também Diogo Jota na manchete de hoje. Em Espanha, a notícia também continua em destaque. O jornal Marca coloca na capa uma imagem do minuto de silêncio realizado no jogo de ontem entre Portugal e Espanha, no Campeonato da Europa feminino, em honra de Diogo Jota. E o El Mundo faz capa com uma foto do carro do antigo jogador depois do acidente, e até em França, o desportivo L'Équipe faz manchete com Diogo Jota.
E Guilherme, as reações e as homenagens também continuam a somar-se desde a última noite.
Aquele que era o atual clube de Diogo Jota, o Liverpool, publicou ao final da noite um vídeo de homenagem ao jogador na rede social X.
"I started playing when I was six. When you start, you just want to become this professional footballer and to play for your national team, to have the opportunity to play on the biggest stages with the biggest crowds."
Um vídeo com declarações de Diogo Jota e acompanhado da mensagem: "O nosso rapaz de Portugal para sempre", uma referência a um cântico criado pelos adeptos dos Reds dedicada ao português. O clube onde Diogo Jota despontou, o Paços de Ferreira, partilhou nas redes sociais um vídeo de uma família de escoceses, adeptos do Liverpool, que deixaram um ramo de flores no relvado do estádio do clube pacense. Outro antigo clube do jogador, o Futebol Clube do Porto, deixou um ecrã gigante junto ao Estádio do Dragão ligado durante a noite com uma fotografia de Diogo Jota vestido de azul e branco. E nas horas finais do dia de ontem, outros jogadores, como o companheiro de seleção Bernardo Silva ou o companheiro de equipa Andrew Robertson, dedicaram publicações nas redes sociais a Diogo Jota.
Guilherme Pires e as mais recentes reações e homenagens à morte de Diogo Jota e André Silva, os irmãos que morreram ontem num acidente de carro. O velório decorre a partir das 16h, em Gondomar. O funeral está marcado para amanhã. No entanto, já esta manhã, alguns familiares de Diogo Jota e André Silva já estão na Capela da Ressurreição. À chegada, entre muitas lágrimas e emoção, também há mistura para um momento que, naturalmente, é de consternação para a família.
São 10h11, Luiz, que outras notícias marcam esta manhã de sexta-feira?
Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas na sequência de uma explosão numa bomba de combustível em Roma. Três estão em estado grave, de acordo com a imprensa italiana. As autoridades italianas aguardam ainda os relatos dos bombeiros para apurar as causas deste acidente. Volodymyr Zelensky acusa a Rússia de levar a cabo um ataque cínico contra Kiev. O presidente da Ucrânia afirma que foram disparados mais de 500 mísseis e drones contra a capital ucraniana esta madrugada. Pelo menos 23 pessoas ficaram feridas. Zelensky diz que Moscovo continua a ter um comportamento destrutivo. O antigo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, critica Mário Centeno, governador do Banco de Portugal. Em entrevista ao Expresso, afirma que um banco central não pode ser político, tem de ser independente e técnico. Álvaro Santos Pereira tem sido um dos nomes mais falados para possivelmente suceder a Mário Centeno no Banco de Portugal. Afirma que está, no entanto, muito feliz no cargo de economista-chefe da OCDE. Mais de 30 concelhos dos distritos de Viseu, Coimbra, Guarda, Castelo Branco e Portalegre estão hoje em perigo máximo de incêndio. É o que adiantou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O IPMA coloca ainda sete distritos do continente sob aviso amarelo para o calor.