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Com a Vanessa Cruz. São 10 horas, atualizamos as notícias na Rádio Observador, edição da Vanessa Cruz. Dia de derby político nas ações de campanha escolhidas por Alexandra Leitão e Carlos Moedas em Lisboa.
O recandidato à Câmara apoiado por PSD, CDS e Iniciativa Liberal começa o dia em Alvalade, uma arruada, já vamos em direto até lá daqui a pouco. Aliás, já temos conosco o Miguel Viteiro Dias. Tenho esta indicação. Miguel, essa arruada começou em Alvalade, um bairro histórico de Lisboa. Carlos Moedas está a contar com participação?
Sim, e está a falar a esta hora aos jornalistas. Vamos ouvir um pouco do candidato do PSD.
Todo tipo de pessoas, comentadores, jornalistas que fazem o seu trabalho de escrutínio, mas depois há o escrutínio da rua. E o escrutínio da rua, para mim, é este, é aquele que eu fiz todos estes quatro anos. Tenho imensa confiança e a confiança que os lisboetas me dão que querem continuar com este projeto.
Fala muito no Bloco de Esquerda, tem mesmo receio que seja um risco para Lisboa. Por que fala tanto do Bloco de Esquerda?
Porque o Bloco de Esquerda bloqueou na Câmara o plano de saúde para os mais de 65 anos, ou seja, as pessoas que hoje têm um plano de saúde deixariam de ter com o Bloco de Esquerda. O Bloco de Esquerda bloqueou mesmo a habitação acessível no que é o Vale de Chelas, na proposta que votou contra. O Partido Socialista, juntamente com o Bloco de Esquerda, bloquearam 600 casas de habitação acessível no que é o Parque das Nações e também em Benfica. O Bloco de Esquerda bloqueou também tudo aquilo que é construção de residências para estudantes a preços acessíveis, mas que eram feitas por privados, porque não gostam dos privados. E, portanto, há aqui uma série de bloqueios ideológicos, que são bloqueios que os lisboetas não querem. Repare, de repente, estávamos nós há dois anos, ou três anos, em que o Partido Socialista, com os seus sócios da extrema-esquerda, decidiram que queriam fechar a Avenida da Liberdade, fechar o trânsito na Avenida da Liberdade. Ninguém pensa que isto tem sentido. Não tem sentido. Ou reduzir de um dia para o outro a velocidade 10 km/h em toda a cidade. E portanto, nós temos um bloco das esquerdas com uma ideologia muito forte e os lisboetas não querem isso. Portanto, é essa escolha que tem que ser feita e para isso é preciso dar condições de governabilidade àquilo que é o projeto que nós representamos. E é um projeto que nós representamos, porque nós temos a melhor equipa. Repare, eu estou aqui com pessoas que representam uma equipa que não tem nada a ver com a equipa de outros candidatos. Eu digo isto com humildade, mas a minha equipa é mesmo muito boa e é uma equipa com grande experiência. Nós temos homens como o Gonçalo Reyes que está aqui, que teve 10 anos de experiência como presidente da RTP e que está a dar aqui a sua capacidade, a sua competência para Lisboa e tantos outros. Todos eles têm uma competência, uma qualidade que eu não vejo nas outras listas. E as pessoas votam para presidente-
Carlos Moedas, o presidente da Câmara de Lisboa e recandidato do PSD, CDS e IL, aqui a falar da diferença entre as equipas, uma mensagem que já tinha deixado também noutras ações de campanha, mas a sublinhar aqui face à equipa liderada por Alexandra Leitão e pelo Partido Socialista.
E com essas críticas também ao Bloco de Esquerda, a reportagem do Miguel Viteiro Dias, que está a acompanhar mais uma ação de campanha de Carlos Moedas em Alvalade. Para esta hora, em Benfica, do outro lado da Segunda Circular, está marcada a primeira ação do dia da principal adversária, Alexandra Leitão, que visita daqui a pouco o Mercado de Benfica, precisamente.
E nós contamos ir até lá em direto na edição das 11. Os líderes partidários, Vanessa, têm estado a dar uma ajuda aos candidatos autárquicos. Pelo PS, precisamente, o secretário-geral José Luís Carneiro regressa de um dia entre os Açores e a Madeira.
E hoje vai estar entre o Oeste e o Ribatejo, há, João, comício ao fim da tarde, na Lourinhã, e também um jantar em Santarém.
Do lado do PSD, o líder Luís Montenegro está hoje a norte.
Sim, agenda cheia, com duas ações de contacto com a população em Vila Pouca de Aguiar e também em Chaves, onde arranca o dia. No direto à campanha, depois das 11h, vamos até lá em direto, sendo que Luís Montenegro vai também ao Porto almoçar com Pedro Duarte, dar uma força ao candidato que ontem assumia não ter grande notoriedade, apesar de as sondagens darem Pedro Duarte taco a taco com Manuel Pizarro, o candidato apoiado pelo PS. Os restantes líderes partidários vão estar, sobretudo, pelo centro e pelo sul do país. O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, em Setúbal. No Algarve, André Ventura vai visitar o Mercado de Olhão. À tarde, segue para o Alentejo, para Beja. A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, também vai estar pelo Algarve.
Destaque agora, Vanessa, para a situação no Médio Oriente. Israel continua a bombardear a Faixa de Gaza, horas depois do Hamas ter aceitado negociar o acordo de paz proposto por Donald Trump e garantir que liberta os reféns.
A Agência de Notícias Associated Press dá conta de uma noite violenta na Faixa de Gaza. Dezenas de ataques aéreos por parte das forças israelitas atingiram, sobretudo, tendas num campo para palestinianos deslocados. Nove vítimas mortais até agora, entre elas duas crianças. O porta-voz da Defesa indica que pelo menos 20 casas foram destruídas.
Ataques que acontecem mesmo depois dos apelos do presidente dos Estados Unidos para as forças israelitas pararem com os bombardeamentos.
E apesar de Israel dizer que está pronto para implementar esse plano proposto por Donald Trump, é a indicação dada pelo gabinete de Benjamin Netanyahu. Agora que do lado do Hamas há abertura para negociar, o especialista em assuntos internacionais Miguel Baumgartner não tem dúvidas de que é a prova que o grupo extremista está desesperado.
O Hamas o que tenta aqui é fazer uma sobrevivência, porque está profundamente isolado. A questão de Aligha e do mundo árabe estar a favor deste acordo. Este acordo teria que ser aceito, quer por Israel, quer com o Hamas, para permitir um cessar-fogo e permitir salvar ainda as pessoas que lá estão.
Este especialista, ouvido pela Rádio Observador, não põe de parte que Israel possa ainda tentar uma invasão total do enclave palestiniano, apesar destas negociações em torno do plano de paz de Donald Trump.
Pelo mundo e também em Portugal, Vanessa, há várias manifestações em defesa da causa palestiniana e a exigir a libertação dos quatro portugueses que participaram na flotilha humanitária.
E que estão detidos há mais de 48 horas por Israel. Em Lisboa, a mobilização começa no Martim Moniz às 15h, vai até ao Rossio. Também há ações marcadas noutras capitais europeias, como Madrid, Roma e Londres.
E são agora 10h06, Vanessa, que outras notícias estão em destaque?
Já podem pedir o apoio extraordinário à deslocação os professores que dão aulas a mais de 70 km de casa. O pedido é feito através da plataforma do sistema interativo de gestão de recursos humanos da educação. O valor do apoio varia entre os €150 e os €450. Miguel Oliveira termina em décimo lugar na corrida sprint do Grande Prêmio da Indonésia de MotoGP. Fez um mau arranque, perdeu dois lugares. Mesmo assim, foi o melhor piloto das quatro Yamaha em pista. A vitória foi do italiano Marco Bezzecchi.
Fica por aqui o Jornal das 10.