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Autárquicas: PS e CDU estabelecem acordo de governação para a Câmara de Almada

Este artigo tem mais de 6 meses

Inês de Medeiros revelou que acordo está a ser finalizado e que permitirá a estabilidade na governação para desenvolver trabalho em prol da comunidade almadense, apesar das críticas feitas pela IL.

A candidata do Partido Socialista (PS) à Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, faz o discurso de vitória com apoiantes na sede de campanha na noite eleitoral das eleições Autárquicas 2025, em Almada, Setúbal, 12 de outubro de 2025. Mais de 9,3 milhões de eleitores podem votar nas eleições autárquicas em Portugal, a 12 de outubro de 2025. CARLOS M. ALMEIDA/LUSA
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▲A socialista Inês de Medeiros e presidente da autarquia nos últimos oito anos disse que os sociais-democratas não quiseram aceitar qualquer pelouro

CARLOS M. ALMEIDA/LUSA

▲A socialista Inês de Medeiros e presidente da autarquia nos últimos oito anos disse que os sociais-democratas não quiseram aceitar qualquer pelouro

CARLOS M. ALMEIDA/LUSA

O PS e a CDU chegaram a um acordo de governação para o executivo da Câmara Municipal de Almada liderada pela socialista Inês de Medeiros que ganhou as eleições autárquicas com 29,10% dos votos.

Para o mandato de 2025-2029 em Almada, no distrito de Setúbal, o PS elegeu quatro vereadores e a CDU com 20,6 por cento dos votos assegurou três vereadores.

O PSD, que no mandato autárquico anterior tinha um vereador com pelouro que lhe foi retirado no início deste ano depois de, em sede de Assembleia Municipal, os sociais-democratas terem chumbado o orçamento camarário, elegeu dois vereadores e o Chega outros dois.

Na noite eleitoral a socialista Inês de Medeiros e presidente da autarquia nos últimos oito anos anunciou que encetaria conversações com todos os partidos exceto com o Chega, força que classificou como não democrática, tendo agora chegado a acordo com a CDU para a governação do município de Almada.

Em declarações à agência Lusa Inês de Medeiros explicou que independente do que ocorreu no mandato passado iniciou o processo de negociações com o PSD e com a CDU, e que os sociais-democratas anunciaram que não aceitariam qualquer pelouro.

“O PSD disse logo que não estava interessado, que não iria aceitar qualquer pelouro, enquanto a CDU se mostrou disponível para conversar“, disse adiantando que o acordo escrito entre o PS e a CDU está ainda a ser finalizado e que este entendimento possibilitará alguma estabilidade na governação para desenvolver trabalho em prol da comunidade almadense “em vez de andar em querelas partidárias”.

Na sequência das conversações a CDU assumirá o pelouro da higiene urbana e frota, da intervenção social e saúde assim como a presidência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada (SMAS), cuja administração integrará um vogal nomeado pelo PS e um segundo vogal por mútuo acordo, assim como a área do movimento associativo e Casa das Associações – para apoio logístico, técnico e jurídico.

Numa nota pública divulgada da rede social Facebook a CDU explicou que os seus vereadores “assumirão pelouros no pressuposto da garantia da dotação de um orçamento adequado, estabelecido a partir de uma avaliação objetiva das reais necessidades de investimento na renovação, manutenção e conservação das infraestruturas e equipamentos”.

Para concretizar o quadro de responsabilidades executivas, serão atribuídos à CDU a permanência de dois vereadores em regime de tempo inteiro e um vereador em regime de meio tempo.

O entendimento sobre o mandato de 2025/2029 na Câmara Municipal de Almada, subscrito pelos eleitos do Partido Socialista e da Coligação Democrática Unitária (CDU) pressupõe que seja feita uma auditoria financeira externa e independente ao universo municipal, abrangendo a Câmara Municipal de Almada (CMA), os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) e a empresa municipal WeMob, a concretizar com a maior brevidade possível.

A auditoria, segundo a CDU, constituirá um instrumento de transparência e rigor na gestão pública, devendo o seu processo ser acompanhado por representantes de ambas as forças políticas.

Em declarações à agência Lusa, Luís Palma, um dos vereadores da CDU e que a 12 de outubro se candidatou à presidência do município, explicou que os vereadores da CDU ficam agora com áreas exigentes e que pretendem iniciar um levantamento exaustivo das necessidades, auscultar os trabalhadores e tentar devolver à esfera pública serviços que são feitos por entidades externas.

O acordo entre o Partido Socialista e a Coligação Democrática Unitária (CDU) para a governação municipal de Almada recebeu críticas por parte da Iniciativa Liberal, que em comunicado classifica-o como um desrespeito ao eleitor almadense” por tal hipótese nunca ter sido colocada durante a passada campanha eleitoral”.

Para a IL Almada, a entrega à CDU de áreas essenciais como Higiene Urbana, Intervenção Social, Saúde e, sobretudo, a presidência dos SMAS e do associativismo “representa uma cedência significativa do PS Almada, que compromete a independência da gestão municipal e devolve à CDU Almada um poder que os almadenses não atribuíram nas urnas”.

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