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São 10h. As notícias com Carla Jorge de Carvalho. A PSP vai reforçar os aeroportos com 370 agentes. É o que revela à Rádio Observador o superintendente Daniel Magalhães, depois do governo ter prometido agir perante as longas filas que se têm verificado em Lisboa, no Porto e em Faro. Em causa está o sistema europeu de controle de fronteiras, um sistema definido pela União Europeia. O reforço da PSP deve chegar a partir de julho. Convidado do Explicador, o superintendente Daniel Magalhães explica que o reforço não é imediato, porque os agentes ainda estão a terminar o período de formação.

A PSP já anunciou que vai ter um reforço. A escola prática está quase a terminar, no final deste mês termina. Ser guarda de fronteira não é só o curso de controle de fronteiras aéreas, que é ministrado pela PSP, também está relacionado com a formação inicial. Portanto, a formação inicial só termina agora esse reforço, que estão a acertar, são de 370, que vão ser adstritos aos aeroportos nacionais.

O Executivo prometeu reforçar meios para diminuir os tempos de espera nos aeroportos. O responsável da PSP explica que se ainda assim estas medidas não forem suficientes para resolver as longas filas de espera, a recolha de dados biométricos pode ser esporadicamente suspensa.

O que tem sido anunciado, e o Estado português também entendeu que poderá suspender temporariamente a recolha biométrica. O controle de segurança, o controle de fronteira continua a ser assegurado, o que poderá é ser reduzido a recolha da fotografia, a recolha da impressão digital do passageiro. Isso em alguns períodos e em períodos limitados. Não obstante, a passagem nas bases de dados europeias, nas bases de dados nacionais, na Eurolis, Interpol, todo esse controle continua a ser efetuado.

O superintendente Daniel Magalhães, convidado do Explicador desta manhã. No último fim de semana, o controle de fronteiras registou tempos de espera acima das duas horas no Porto e de hora e meia nos aeroportos de Lisboa e de Faro. A Ryanair tem sido uma das companhias que está a tentar pressionar o governo a suspender este novo sistema de controle europeu. Cavaco Silva é hoje homenageado no Parlamento Europeu com a recém-criada Ordem Europeia do Mérito. O antigo presidente da República e primeiro-ministro é uma das 20 personalidades que vai receber esta distinção europeia, juntamente com outros nomes como a da ex-chanceler alemã Angela Merkel. O Observador vai acompanhar esta cerimónia em Estrasburgo. É lá que está o editor de política, Rui Pedro Antunes. Rui, bom dia. E já há reações por parte dos vários eurodeputados portugueses.

Sim, é verdade que Cavaco Silva ainda não falou, ele vai falar dois minutos na sessão plenária daqui a pouco. Aliás, ele vai chegar dentro de dois, três minutos aqui ao edifício. Os eurodeputados portugueses fizeram as reações antes, porque reagiram ao próprio prêmio, que também já era conhecido há algum tempo. E aí, sem grande surpresa, a esquerda, em particular o eurodeputado João Oliveira, do PCP, e a eurodeputada Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, foram muito críticos de Cavaco Silva, dizendo que naturalmente que por eles não merecia este prêmio, porque ao contrário do que a União Europeia considera como positivo, aqueles partidos consideram negativo, embora admitam que Cavaco Silva soube interpretar muito bem aquilo que eles chamam de diretivas das instituições europeias e que, na verdade, faz sentido, tendo em conta que é a União Europeia a conceder o prêmio, Cavaco Silva o receba. E depois, do lado do Partido Socialista, que podia ter aqui uma postura mais crítica, se fosse alguns dos seus protagonistas, colocou Francisco Assis a reagir e portanto aí o tom foi elogioso, porque também, em matéria de política externa e não só, mas é dos membros do Partido Socialista e dos eurodeputados que muitas vezes é mais ao centro e portanto, nesse caso, o Partido Socialista não foi crítico. Quanto ao PSD e ao CDS, que foram representados pelos eurodeputados Paulo Cunha e Ana Miguel Pedro, aí foram elogios, mas não se esperava outra coisa dos partidos que neste momento apoiam o governo e portanto, que sempre tiveram a vida toda alinhados de alguma forma, tirando o CDS, quando Cavaco Silva era primeiro-ministro, com Cavaco Silva. Ainda previamente a Cavaco Silva falar, e ele também não terá assim tanto tempo de intervenção, o grande destaque é esta crítica da esquerda, que apesar de não ser uma grande surpresa, fica esta nota que não concordam nada com a atribuição do prêmio. Eles desde logo contestam que este prêmio exista e depois dizem que as razões que levam a União Europeia a condecorar Cavaco Silva são precisamente as razões que eles acham que não deviam ser. Nomeadamente, por exemplo, a abertura da economia aos privados, os processos de privatização, a maneira como a agricultura, isto volto a dizer, segundo disseram o Bloco de Esquerda e o PCP, foi desmantelada, como a indústria com a entrada na União Europeia também sofreu com isso e portanto, tudo aquilo que são as razões que a esquerda vê para a União Europeia atribuir o prêmio a Cavaco, para eles, para o Bloco de Esquerda e para o PCP, não seria merecido e não seriam razões de alguém ser premiado.

É uma distinção, por isso, não consensual. A verdade é que Rui Pedro Antunes é, de fato, um dos nomes que faz parte desta primeira categoria de 20 personalidades que vai receber a distinção. Um momento que vai ser acompanhado pelo Rui Pedro Antunes, é o editor de política do Observador. Esta homenagem vai decorrer no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. A Ordem dos Médicos vai entregar ao governo um compromisso estratégico para a medicina geral e familiar. O objetivo é encontrar soluções para a falta de médicos de família, para as dificuldades de captação e de fixação dos profissionais no Serviço Nacional de Saúde. Os dados do Portal da Transparência do SNS indicam que em março havia mais de 1 milhão e 600 mil utentes sem médico de família, mais 30 mil do que no mesmo mês do ano passado. À Agência Lusa, o bastonário Carlos Cortes explica que é preciso fazer alguma coisa, uma vez que Portugal está a viver um paradoxo.

Mas apesar de termos mais médicos de família, temos, paradoxalmente, mais utentes sem médico de família. Passamos de 1 milhão

Um milhão e praticamente 600 mil pessoas em Portugal não têm médico de família, num contexto onde não houve propriamente um grande aumento da população em Portugal. Isso pode-se explicar por vários motivos. Eu acho que hoje o principal motivo, aquele que nos deve preocupar mais, é a falta de atratividade do Serviço Nacional de Saúde para um conjunto de especialidades. A medicina geral e familiar é uma dessas especialidades.

Este documento vai ser discutido e fechado hoje num fórum de reflexão promovido pela Ordem dos Médicos e pelo Colégio da Especialidade. A ministra do Trabalho entende que as palavras do Presidente da República na campanha eleitoral deram argumentos à UGT para rejeitar um acordo para a reforma laboral. O processo vai avançar para o Parlamento sem ter tido acordo em concertação social, sendo que António José Seguro disse, em campanha eleitoral, que vetaria uma reforma que não tivesse a luz verde dos parceiros sociais. Em entrevista à Antena 1, Maria do Rosário Palma Ramalho rejeita responsabilizar diretamente o chefe de Estado, mas entende que as declarações ditas na campanha acabaram por legitimar a decisão da UGT. Tiveram o efeito ao contrário do que ele pretendia. Em vez de entusiasmar para um acordo, não vou dizer forçar um acordo, mas exercer a sua influência para um acordo, afinal, a UGT ficou legitimada para não celebrar o acordo, como veio a acontecer. Maria do Rosário Palma Ramalho, na Antena 1. Certo é que o governo vai mesmo apresentar a proposta no Parlamento brevemente. Ontem, o primeiro-ministro voltou a deixar avisos à oposição. Avisou que o PSD vai forçar o PS e o Chega a revelarem-se na hora de votar as reformas no Parlamento. As declarações foram feitas na apresentação da moção estratégica à liderança do PSD, uma eleição em que Montenegro volta a ser o candidato único. Voltou a ser adiada a entrega de nomes para o Tribunal Constitucional. Era suposto acontecer até hoje. José Pedro Aguiar Branco culpa os três maiores partidos pela demora deste processo. De acordo com uma mensagem a que o jornal Público teve acesso, o presidente da Assembleia da República comunicou às várias bancadas parlamentares a decisão de que deve aguardar-se agora pela publicação, em Diário da República, da renúncia do atual presidente do tribunal, José João Abrantes. O processo tem se arrastado há vários meses. Aguiar Branco lembra nesta nota que tal deve-se a PSD, PS e Chega, que não conseguiram chegar a acordo para a escolha dos novos juízes e têm pedido sucessivos adiamentos. O assunto vai voltar a ser levado à conferência de líderes, onde vai ser decidida uma nova data. A próxima reunião está marcada para amanhã. São agora 10h10. Carla, antes do contra-corrente, que outras notícias marcam a atualidade? O ex-presidente do governo espanhol, José Luís Zapatero, está a ser investigado por organização criminosa, tráfico de influências e falsificação. Em causa uma investigação a suspeitas de lavagem de dinheiro com o resgate público a uma companhia aérea. De acordo com fontes do Ministério Público espanhol e da Unidade de Investigação da Polícia Nacional, citadas pela Agência EFE, o dinheiro do resgate poderia ter sido usado para branquear verbas vindas de corrupção na Venezuela. É a primeira vez na democracia que um ex-líder do governo nacional é indiciado pela Justiça espanhola. A Rússia declara que as Forças Armadas do país abateram esta noite mais de 300 drones vindos da Ucrânia. De acordo com a informação veiculada por Moscou, os ataques ucranianos provocaram um incêndio em instalações industriais, sem vítimas. Já a Força Aérea Ucraniana informou que, no mesmo período, a Rússia lançou mais de 200 drones em direção ao território ucraniano. Donald Trump terá adiado um suposto ataque para o Irão, previsto para hoje. Ainda assim, o presidente dos Estados Unidos deu ordens para que os militares norte-americanos estejam prontos para qualquer eventualidade. Entretanto, os preços do petróleo caíram depois destas declarações do presidente norte-americano. O Brent continua a ser negociado a menos de $110 por barril.