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São 10:01. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O governo prevê que os dois cidadãos portugueses detidos em Israel sejam deportados hoje para Portugal. A deportação vai ser feita via Turquia.

Falamos de dois médicos portugueses que seguiam a bordo da flotilha internacional em direção a Gaza. Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias foram detidos segunda-feira pelas autoridades israelitas. O Ministério dos Negócios Estrangeiros avança, entretanto, à Agência Lusa, que devem ser hoje deportados. O ministério de Paulo Rangel adianta que já transmitiu esta informação às famílias dos portugueses. Já tinha sido noticiado que os cidadãos detidos por Israel iam ser ouvidos hoje em tribunal, com vista ao início do processo de deportação. Os advogados que os visitaram alertam para sinais de abuso físico e psicológico por parte das forças israelitas. Este caso ganhou expressão internacional depois do ministro da Segurança de Israel ter divulgado um vídeo que mostra os ativistas detidos amarrados de joelhos e de cabeça no chão.

O Bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano, considera inaceitável o tratamento a que estão a ser sujeitos os ativistas detidos em Israel.

Diz que é uma atitude inaceitável por parte das autoridades e alerta para uma violação dos direitos dos cidadãos.

Primeiro, nós temos que perceber que não estamos perante nem arguidos, nem combatentes de guerra, ninguém que possa equacionar uma situação de guerra. E mesmo que pudéssemos equacionar, aquele tipo de tratamento é um tratamento degradante, é um tratamento que não é aceitável e naturalmente viola todos os direitos de todos os cidadãos que estavam detidos.

No Explicador desta manhã, o advogado e bastonário da Ordem, João Massano, diz ainda que Israel devia assumir pelo menos parte dos custos do repatriamento dos cidadãos portugueses que estão detidos.

Eu diria que, neste momento, os custos do repatriamento, dada a rapidez como está a ser efetuado, seguramente serão suportados por Portugal. Agora, em bom rigor, eu diria que devia haver aqui uma repartição de custos, porque de facto as pessoas tinham meios para voltar. Bastava, pura e simplesmente, se não queriam que o barco entrasse em águas territoriais israelitas, mandá-lo para trás. No fundo, há a responsabilidade clara de quem interceptou o barco, considerando essa situação, também deveria assumir os custos do repatriamento.

João Massano, bastonário da Ordem dos Advogados, o convidado do Explicador desta manhã, fala numa clara violação do direito internacional por parte de Israel e numa humilhação inaceitável sofrida pelos ativistas. As imagens têm sido, de facto, condenadas por vários países, incluindo Portugal. Luís Montenegro defende mesmo a suspensão parcial do acordo comercial entre a União Europeia e Israel. Esta manhã, a União Europeia e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também condenaram o comportamento de Israel.

E depois de ter surgido o receio de uma nova pandemia por causa do hantavírus, voltamos a falar da Covid-19. A Direção-Geral da Saúde continua a fazer uma vigilância contínua e integrada. Nas últimas semanas, Carla, não houve registro de casos de infecção e a mortalidade também está em níveis reduzidos.

O surgimento de um surto de hantavírus no navio cruzeiro nas últimas semanas voltou a levantar receios antigos. Voltou-se a falar de uma eventual nova pandemia, e isto apesar da Organização Mundial da Saúde já ter afastado essa possibilidade. É neste contexto que a Rádio Observador procurou fazer um ponto de situação da Covid-19. A DGS continua a publicar boletins todas as semanas com os pontos de situação. Os números mostram uma inexistência de casos reportados nas últimas semanas e também de números de mortalidade reduzidos. Miguel Pina Andrade.

"Os números mostram que Portugal tem registado uma atividade reduzida da Covid-19, com uma tendência estável do número de novos casos e mortalidade em níveis reduzidos". São estas as expressões utilizadas pela Direção-Geral da Saúde numa resposta oficial enviada à Rádio Observador. Nos relatórios das últimas semanas, não são reportados quaisquer casos de infecção por Covid-19, sendo que, olhando para os números, conseguimos ver uma curva descendente da incidência, sobretudo desde dezembro de 2022. Nesta resposta enviada à Rádio Observador, a Direção-Geral da Saúde reforça que continua atenta à evolução da Covid-19 e também à circulação das variantes. Entre maio de 2025 e março deste ano, foram identificadas oito variantes e linhagens. A mais comum nos últimos tempos é a Ômicron BA 3.2. Destaque também para a vacinação. Durante a campanha sazonal de outono, foram vacinadas cerca de 1 milhão e 300 mil pessoas. A meta da Direção-Geral da Saúde era de 1 milhão e 500 mil vacinados. O número ficou ligeiramente abaixo. A DGS adianta que o balanço final da campanha vai ser apresentado publicamente em junho, à semelhança do que tem acontecido em anos anteriores.

Miguel Pina Andrade, com o ponto de situação da Covid-19 em Portugal, com base na resposta da Direção-Geral da Saúde. A DGS garante que continua atenta e a colaborar com entidades como o Instituto Doutor Ricardo Jorge. Olhando para todo o mundo, no último mês morreram 517 pessoas por Covid-19. Houve registro de 12 mil casos, metade dos quais no Brasil, são dados oficiais da Organização Mundial de Saúde.

Este é o tema do Onde Está o Caso desta semana, para ouvir mais logo, depois do jornal das 17h, da Tarde Política. A final da Taça de Portugal entre Sporting e Torriense é já este domingo, em Torres Vedras. Os adeptos recuperaram a tradição do Euro 2004, há uma bandeira do clube em cada janela.

Foi o que constatou a Rádio Observador em Torres Vedras, a poucos dias da final do Jamor. O Torriense está de regresso a uma final da Taça. Setenta anos depois, vai ter pela frente o Sporting. Na cidade, os adeptos reconhecem a dificuldade de defrontar um grande, mas também têm muita esperança. João Lourenço.

O Sport Clube União Torreense já não estava na final da prova rainha desde 1956. Agora, os adeptos dizem que a equipa tem a cidade totalmente mobilizada.

Onde eu moro, a três quilômetros, lá na minha aldeia, tem uma série de bandeiras nas varandas.

Tudo Torreense?

Tudo Torreense, claro.

José António Santos, sócio há 52 anos, recorda que o clube tem evoluído em todos os departamentos.

As caras são quase as mesmas. A gente vai tomar um café, olha as caras, sempre as mesmas. Nunca desci de Tavira, fui sempre Torreense, nos bons momentos e nos maus momentos. Mas agora, com esta coisa a caminho, evoluiu muito a nível da região. Vê-se muita miada nova, muitos rapazes novos.

Caras novas no cravado e caras novas na bancada.

Ali na zona de São Domingos de Benfica, já consegui convencer algumas pessoas a me permitirem lá um café, e quando é jogos do Torreense, há pessoas que vão lá e ficam ali a ver comigo.

Filipe Monteiro segue o Torreense há pouco tempo, mas deixa promessas em caso de triunfo.

Eu disse aos meus irmãos, já foi no ano passado ou há dois anos, que quando o Torreense subir de divisão e ganhar a Taça de Portugal, vou a pé a Fátima.

A Fátima ou até ao Brasil.

Isso, com certeza. Vim do Brasil pra isso.

Do Brasil diretamente?

Diretamente do Brasil.

E também vai estar no Jamor?

Com certeza.

José Acácio é pai do jogador do Torreense, Leo, e afirma que o filho está pronto para dar tudo pela equipa.

Acho que ele evoluiu bastante. Nos últimos, deu uma lesãozinha na cavilha, mas se recuperou. Hoje vamos ganhar esse jogo.

E já que falamos na família: de repente, vês o teu pai no principal palco do futebol português, no Jamor, frente ao Sporting. É um orgulho.

É, um grande orgulho pelo meu pai.

Quer subir a escadaria do Jamor com ele.

Aham, quem me dera.

Rodrigo Tralhão quer subir os 90 degraus de pedra do Estádio do Jamor com o pai e treinador do Torreense, Luiz Tralhão. A subida que tantos querem fazer e que 70 anos depois o Torreense vai repetir na final da prova rainha.

A reportagem do João Lourenço, na cidade de Torres Vedras, a poucos dias da final da Taça de Portugal. O jogo é já no domingo.

Às 17h15 e tem relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador, numa emissão especial de desporto. São 19h. Já a seguir, o Contracorrente. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque?

A perícia realizada a Ricardo Salgado, no âmbito do processo EDP Manuel Pinho, concluiu que o antigo banqueiro está incapaz para ser preso, face à doença de Alzheimer. A perícia conclui que a doença limita a compreensão plena da pena de seis anos e três meses de prisão que lhe foi imposta em 2024. É o que pode ler-se no relatório a que o Observador teve acesso. Esta perícia será determinante para a decisão a aplicar pelo Juiz Central Criminal de Lisboa em relação ao cumprimento da pena de Ricardo Salgado. Donald Trump vai falar diretamente com o presidente de Taiwan, depois de ter defendido a anexação de Taipei à China durante a visita a Pequim na semana passada. É uma informação confirmada pelo próprio presidente norte-americano aos jornalistas. Agora, a diplomacia de Taiwan confirma que o presidente ficaria feliz em conversar com Donald Trump. Os dois países não têm uma conversa formal há 47 anos. A última interação foi um telefonema feito precisamente por Trump há 10 anos. O presidente norte-americano que avisa, entretanto, que as negociações com o Irão estão por um fio e admite voltar a atacar. É o que avança o presidente também em declarações aos jornalistas, numa altura em que Teerão está a analisar a mais recente proposta de paz dos Estados Unidos. Rúben Amorim responde aos rumores e fecha a porta ao Benfica. O treinador português afasta a possibilidade de vir a suceder a José Mourinho na próxima época, posição assumida pela agência que representa Rúben Amorim, num comunicado divulgado ontem à noite. A empresa adianta que o treinador não pretende voltar, para já, para Portugal e que vai prosseguir a carreira no estrangeiro. Quanto a José Mourinho, ganha cada vez mais força a hipótese do Real Madrid. Deve ser oficializado no domingo o acordo. Isto é o que vai revelando a imprensa desportiva espanhola. E agora vai um peixinho.

Então, não vai?

Então.

Olha, ficamos a descobrir. O mundo é uma caixinha de surpresas. Há mais mil novas espécies marinhas nas profundezas do oceano. Foram descobertas no último ano.

Isto é a radioatividade.

Que espécies são essas? É o que queremos saber.

Peixinho, por exemplo.

Pensei que íamos falar de grelha, mas ok, vamos lá.

Vamos lá.

Ainda está no habitat. Tubarões-fantasma.

Ui, são os piores.

Assombram os oceanos.

Pior são as esponjas carnívoras.

Sim, aquelas que mordem.

A esponja carnívora.

Olha o banho com isso.

Olha o duche.

Emagrece um pouco.

É verdade. Camarões de cores invulgares, anêmonas, corais e vermes marinhos. Isto não é impressionante?

Como é que não melhora um bocadinho?

Dá um bom insulto ao capitão Haddock. És um verme marinho.

É verdade. Isto acontece porque eram espécies que ainda não eram conhecidas, vivem em ambientes extremos de pressão elevada e de ausência total de luz. Só assim é que sobrevivem.

Como eu gosto de viver.

Assim é que elas estão bem sossegadinhas.

O Observador tem em destaque este artigo, não é? Com esta notícia, tem as imagens das novas espécies. Se quiserem conhecer.

E agora vamos ver quais cabem na grelha.

Para a grelha, os camarinhozinhos de várias cores. Eu, uma esponjinha carnívora, tinha mesmo que calhar.