Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Quarta-feira, 10:01. As notícias com o jornalista Luís Soares. O presidente da Câmara do Seixal nega as acusações da autarca de Almada e aponta o dedo ao concelho vizinho pelos problemas da falta de água.
Inês de Medeiros acusou ontem o município do Seixal de dificultar a resposta à crise no abastecimento de água que se vive no concelho de Almada. A autarca também considera que a água que os almadenses têm a correr nas torneiras não tem de ser paga ao Seixal. Uma opinião diferente tem o autarca Paulo Silva, ouvido pela Rádio Observador, aponta para pagamentos em atraso, dado o número de furos que existem no concelho para abastecer a população de Almada.
Dos 32 furos que abastecem Almada, 28 estão no concelho do Seixal e Almada nunca se preocupou em construir furos no seu concelho para abastecer a sua população. Há condutas para abastecimento de água a Almada que passam pelo subsolo do concelho do Seixal e que têm que pagar taxas de direitos de passagem. Até porque há prejuízos que são causados ao Seixal. Há cerca de três anos, para construirmos uma creche, houve necessidade de desviar uma conduta de abastecimento de água a Almada. Eu falei com a senhora presidente da Câmara de Almada e a senhora presidente disse que isso não era problema dela.
Um caso que já chegou mesmo a tribunal, com a autarquia do Seixal a alegar que Almada nunca pagou a água que consome daquele concelho, tendo já sido condenada até em primeira instância. A câmara liderada por Inês Medeiros foi condenada em primeira instância e aguarda ainda por uma decisão de recurso.
Quanto ao retomar da normalidade em Almada, o autarca do Seixal diz-se disponível para ajudar com mais um furo.
Ainda assim, Paulo Silva, eleito pela CDU, avisa que tudo vai depender de Inês de Medeiros.
Se a presidente da Câmara de Almada falar comigo, nós temos condições até de momento e tivemos a ver de podermos ir e dispensar desde logo a água de um furo à Almada para resolver os seus problemas de imediato. Agora, têm que estar salvaguardados os interesses da população do Conselho do Seixal. Almada tem que pagar aquilo que deve ao Seixal.
Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, entrevistado por Carlos Pedro ontem à noite na SIC Notícias. A presidente da Câmara de Almada anunciou quatro novos furos de água para acelerar o abastecimento à população e espera que isso, nos próximos dias, ajude a atenuar o problema. Entretanto, a Agência Lusa avança que a Provedoria de Justiça está a analisar a situação da falta de abastecimento de água em Almada, na sequência de queixas apresentadas por moradores no concelho. Está conosco em direto neste jornal das 10, José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente. Bom dia, obrigado por se juntar a nós em direto. José Pimenta Machado, estes furos anunciados pela presidente da Câmara de Almada vão ajudar a resolver ou pelo menos a atenuar o problema?
Muito bom dia a quem nos está a ouvir. Deixar aqui duas, três notas, até porque tem havido aqui na comunicação pública alguns conceitos errados. Primeiro, nós não estamos em seca. Felizmente, este ano o país, como sabem, resultado de muita chuva que caiu nos meses de janeiro, fevereiro e março, temos albufeiras a 86% nesta altura do ano, o que é um bom indicador, e também as nossas águas subterrâneas recuperaram, que no caso particular de Almada é a grande origem da água através daquele aquífero calcestado, um grande aquífero. Nota sobre isso, tenho que esclarecer. O que existe de facto em Almada neste momento, houve um pico de consumo. A média foi mais 4% relativamente ao ano anterior, mas de facto nalgumas zonas foram de 15%. Isto é, cada habitante no país, a nível nacional, cada um de nós consome diariamente 180 litros por dia, sendo que em Almada os consumos médios são de 300 litros por cada pessoa por dia e há zonas que são de 400 litros. Então está aqui um pico de consumo. Logo, temos que ver quais são as causas. Nota um também sobre isso, temos que ver. Deixe-me dar dois números para quem nos está a ouvir. A pressão diária que está instalada no sistema de Almada produz cerca de 50 mil metros cúbicos por dia de água. Produz essa água. Os consumos são da ordem dos 70 mil. Portanto, há aqui um déficit de 10 mil entre aquilo que é a capacidade do sistema de produzir água e aquilo que é, no fundo, os consumos atuais.
E estes furos podem ajudar a equilibrar isso?
Já lá vou dizer. Ontem estivemos em Almada, estive na terça-feira a desenhar o plano de contingência com o SMAS e com o ERSAR e ontem estive numa reunião com a senhora ministra, com a senhora presidente da Câmara Municipal, com toda a equipe do SMAS. Duas notas. Obviamente, o plano de contingência que foi montado na terça-feira, e essa é a boa notícia, mas temos que tomar com muito cuidado. Está a produzir resultados, estão a reduzir os consumos e os reservatórios estão a recuperar níveis. É uma boa notícia, mas todos têm que estar a fazer esforço. Aliás, daqui a pouquinho vou ter uma reunião às 14h30 com o SMAS. Outra nota importante.
Consegue quantificar essa recuperação nas últimas horas ou ainda não é possível?
Nós estamos a fazer contas, vou ter uma reunião hoje às 14h30 com toda a equipe para fazer as contas. E esse é um bom indicador, e portanto o esforço que as pessoas estão a fazer está a produzir efeitos. E então temos que continuar nesse caminho, estamos em contingência, temos de ir a esta crise. Segunda nota muito importante, dá esperança ao sistema. Muito rapidamente, ontem na reunião vai entrar em produção um novo furo que vai produzir cerca de 1800 metros cúbicos por dia, isto é, quase 20% daquilo que é o tal défice entre os 50 mil e os 70 mil, para quem está a ouvir, registe estes números. E portanto, é bom para o sistema. E também estamos a trabalhar em mais dois furos, que sim, quando estiverem construídos e a operar, eu creio que em duas semanas, três semanas, estarão concluídos, nós temos o sistema em equilíbrio. E portanto, o que é fundamental? É implementar o plano de contingência desenhado na terça-feira, já começa a produzir resultados, as outras começam a recuperar níveis É acrescentar nova água no sistema, isto é, esse furo que vai entrar neste fim de semana, creio que entre hoje e amanhã, entrar em produção. São mais 20%, aquilo deve ser entre os 50 mil e os 60 mil, e trabalhar naquilo, nos outros furos para, no fundo, equilibrar o sistema.
E essas são medidas mais de curto prazo.
São medidas para se gerir uma coisa que temos que pensar todos. O que interessa agora é gerir a crise, é gerir esta contingência, é resolver o problema das pessoas rapidamente. É o que estamos a trabalhar, obviamente, com a liderança do SMAS de Almada, que tem essa responsabilidade. Nós estamos a prestar o nosso apoio técnico, quer ao nível do processo de licenciamento. Enfim, mexemos muito o tema da seca do Algarve, mas também convém explicar outra coisa. Ontem eu vi várias notícias, o Algarve esteve em seca 10 anos, mas nunca faltou água na torneira. Nunca. Passámos momentos muito difíceis. Eu recordo que em 2024, em janeiro, tínhamos a Alfeite num estado muito baixo.
Esse não é o problema agora.
Não é o caso agora. O apelo que eu faço é o seguinte: o plano de contingência que foi desenhado para cessar os usos da água não prioritários, lavagem de ruas, lavagem de carros, lavagem dos jardins, cessar isso. A água deve ser colocada para uso prioritário, que é para o abastecimento público. Então fazer essa aposta, que já começa a produzir resultados, mas temos que continuar a fazer isso. E agora estamos a colocar nova água no sistema, aquilo que nós desenhámos do lado da oferta, o furo, até este fim de semana, em produção, são cerca de 20%, aquilo deve ser entre os 50 mil que o sistema produz e os 60 mil, que é a procura.
Isso vai ajudar a equilibrar o sistema. Obrigado.
Vai. Não tenho duas respostas.
Muito obrigado. José Pimenta Machado, obrigado por ter estado em direto conosco, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, a ajudar-nos a fazer um ponto de situação das falhas no abastecimento de água no Conselho de Almada.
E já a seguir a este jornal, o Contracorrente também é dedicado a esta crise de água em Almada. O PS critica o governo por não ter levado o novo regime de arrendamento urbano a debate no Parlamento e espera a disponibilidade do executivo para ouvir a posição dos socialistas.
O PS critica a apresentação deste novo regime de arrendamento numa altura em que as rendas estão a subir em quase todos os municípios. Foi pela voz de André Moz Caldas, secretário nacional do PS, que falou há pouco na sede nacional do partido. Moz Caldas diz que os socialistas preferiam outro caminho, que o projeto de lei fosse discutido na especialidade no Parlamento.
O Partido Socialista preferia que o governo tivesse tomado a iniciativa de apresentar uma proposta de lei ao Parlamento que pudesse ser maduramente discutida na especialidade. Se o governo insistir na manutenção de uma proposta de lei de autorização legislativa, o Partido Socialista espera a disponibilidade do governo para ouvir quais são as posições do partido nesta matéria, porque a matéria do arrendamento urbano é de tal forma sensível que a Constituição a reserva ao Parlamento, sem prejuízo da possibilidade de o Parlamento autorizar o governo a legislar.
Declarações de André Moz Caldas, secretário nacional do PS, esta manhã, na sede do partido. O líder do PS também já ontem tinha criticado as novas regras do governo para o arrendamento urbano.
A situação da correção dos exames também foi tema em destaque nesta conferência de imprensa do PS.
Ontem o governo quis passar uma mensagem de tranquilidade ao dizer que 73% das provas já estavam corrigidas. André Moz Caldas desvaloriza esse dado, diz que a situação continua preocupante e dá exemplos.
Cada ponto percentual de provas de exame nacional por corrigir são 3 mil provas. Portanto, com os números de ontem, não podemos estar tranquilos de maneira nenhuma. Mas como já tive a oportunidade de dizer ontem, o ministro já chumbou na época normal, que estava agendada para o dia 14. Já só lhe resta a época de recurso, que será no dia 17. Mas esse dia é um dia de avaliação não apenas para o ministro, mas também para o primeiro-ministro, com o qual estamos já a ficar um pouco preocupados, atento à primeira sua ausência e depois o seu silêncio.
Declarações aos jornalistas de André Moz Caldas esta manhã, numa conferência de imprensa no Largo do Rato, confrontado com as declarações do primeiro-ministro ontem à noite no "Nossa Live", a garantir que o governo está empenhado em resolver o problema dos exames. André Moz Caldas diz que Luís Montenegro só aparece em festivais e jogos de futebol.
Onze mortos confirmados, oito feridos e 19 desaparecidos são as consequências de um incêndio em Espanha, na zona de Almeria. O governo da Andaluzia fala numa tragédia sem precedentes.
O número de vítimas mortais tem vindo a ser atualizado ao longo da manhã. As autoridades avançam que, além das 11 vítimas mortais, poderá haver mais uma, que ainda não está, no entanto, confirmada. Quatro vítimas foram encontradas dentro de carros consumidos pelas chamas. Sete pessoas foram apanhadas pelas chamas quando transitavam a pé. O incêndio começou num cabo de eletricidade que caiu à estrada. As chamas alastraram-se a uma zona florestal. Cerca de mil pessoas foram retiradas de casa na região por precaução, devido à proximidade das chamas. Estão alojadas em abrigos temporários. O vice-presidente do governo da Andaluzia, Antonio Sanz, fala numa tragédia e deixa uma mensagem de solidariedade às famílias das vítimas.
Não há palavras para descrever a dor. Quero transmitir, em nome do governo, a nossa consternação e as nossas condolências às famílias das vítimas. É uma notícia terrível. Hoje, o coração de todos os andaluzes está de luto. Quero transmitir também uma mensagem de máxima prudência, ao mesmo tempo de confiança no trabalho de todas as autoridades envolvidas no combate ao incêndio.
Mensagem deixada pelo vice-presidente do governo da Andaluzia. Também o presidente da República de Portugal enviou esta manhã uma mensagem de condolências e solidariedade ao rei de Espanha, Felipe VI, numa nota publicada no site da presidência. O chefe de Estado lamenta as vítimas mortais resultantes do incêndio florestal em Almeria. Também a presidente da Comissão Europeia admite ter ficado triste com as notícias que chegam de Espanha. Ursula von der Leyen sublinha que a União Europeia está em contacto com as autoridades competentes e presta apoio aos operacionais que estão no terreno. Cerca de 500 operacionais e 16 meios aéreos continuam a tentar dominar este incêndio na região de Almeria, em Espanha.
São agora 10h13. Antes do Contracorrente, Luís, que outras notícias marcam esta manhã?
Jorge Jesus vai ser apresentado hoje, às 15h, como novo selecionador nacional de futebol. O técnico estreita já em setembro com a Liga das Nações, assina contrato até 2030. Ainda no futebol, França está nas semifinais do Mundial, depois de vencer Marrocos por 2 x 0. Golos de Mbappé e Dembélé. França vai ter como adversário na próxima ronda o vencedor do jogo de hoje entre Espanha e Bélgica.