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São 10 da manhã. As notícias na sua rádio com Luís Soares. Os incêndios de Arouca e Boticas entraram esta manhã em fase de resolução. Segundo o site da Proteção Civil, não há incêndios ativos em território nacional.

O fogo de Boticas, no distrito de Vila Real, estava ativo desde terça-feira. Encontra-se, neste momento, dominado e entrou em fase de resolução na última hora. Ainda assim, no terreno permanecem cerca de 360 operacionais, 113 viaturas e cinco meios aéreos. Nesta manhã, o fogo que estava ativo em Arouca desde segunda-feira também foi dominado pelos bombeiros. À Rádio Observador, o segundo comandante sub-regional da Proteção Civil, Bruno Silva, explicava que as autoridades, no entanto, não vão baixar a guarda.

Agora, mesmo o incêndio estar dominado, não nos obriga a baixar a guarda, porque ainda temos muito trabalho pela frente. O perímetro do incêndio é bastante extenso. Temos frentes que estão em locais de muito difícil acesso e dá nota àquilo que foi o empenho e o trabalho das diferentes equipes e das diferentes entidades durante a noite, que conseguimos chegar a esta situação. Mas durante o dia não vamos baixar a guarda, vamos manter aquilo que é a vigilância, operações de rescaldo, com o apoio de alguns meios aéreos. E esse é o nosso objetivo durante o dia, tentar impedir que haja problemas de maior.

O ponto de situação do segundo comandante sub-regional da Proteção Civil, Bruno Silva, em declarações esta manhã à Rádio Observador. De resto, no terreno mantêm-se 600 operacionais a esta hora, quase 200 viaturas e quatro meios aéreos nos trabalhos de consolidação e rescaldo. A pequena frente de Castelo de Paivó, neste incêndio de Arouca, tem ainda pequenos focos dispersos, mas para já, já não é uma linha de fogo. Ainda assim, as autoridades vão continuar atentas a este incêndio.

A presidente da Câmara de Arouca está aliviada depois da noite favorável ao combate às chamas.

A autarca Margarida Blém diz que apesar de haver algumas preocupações, acordou hoje mais descansada.

A noite permitiu que realmente hoje de manhã estivéssemos com o incêndio dominado, apesar de termos aqui alguns pontos que são ainda preocupação e obriga a muita vigilância. Mas sim, estamos hoje mais descansados. Permitiu também, fruto do reforço das diferentes equipes, as equipes se revezarem e estamos hoje efetivamente mais aliviados para outro tipo de ações que são necessárias agora neste período.

A presidente da Câmara de Arouca fez também um ponto de situação dos danos provocados por este incêndio. Nestas declarações à Sic Notícias, Margarida Blém reforça o fato de não ter havido vidas humanas em risco, apesar de lembrar os quatro bombeiros feridos no combate às chamas.

Não houve danos humanos. Tivemos quatro bombeiros feridos, que se mantêm estáveis e ainda não fizemos o levantamento de danos, mas não há vidas humanas que tivessem estado em risco e essa era a nossa maior preocupação e portanto, agora temos é que nos preparar também, porque o pós-incêndio e com as chuvas, temos outras preocupações.

Autarca de Arouca, Margarida Blém, no ponto de situação do incêndio que estava ativo desde a segunda-feira, em declarações à Sic Notícias. De acordo com o site da Proteção Civil, continuam neste incêndio cerca de 600 operacionais, quase 200 viaturas e cinco meios aéreos. Dominados estão também os incêndios de Santo Tirso e de Torre de Moncorvo. De acordo com a Proteção Civil, continuam empenhados nas operações de rescaldo em Torre de Moncorvo, quase 400 operacionais, 120 viaturas e também um meio aéreo. Neste momento não há qualquer incêndio ativo em Portugal continental, depois do dia de ontem, bastante complicado para as autoridades. Todos os incêndios estão ou em resolução ou em fase de conclusão.

O presidente do Conselho de Administração da ULS de São José desvaloriza as acusações de que o hospital não tem oferecido um tratamento digno aos doentes. Ainda assim, Miguel Paiva promete um esforço para melhorar a situação dos internamentos no hospital.

A falta de camas disponíveis no internamento leva à retenção de doentes nas urgências, um dos principais problemas identificados neste hospital. No Explicador desta manhã, o presidente do Conselho de Administração da ULS de São José, Miguel Paiva, promete soluções para fazer face à falta de recursos.

O número de doentes que nós temos no serviço de urgência a aguardar internamento é sensivelmente idêntico ao número de doentes que estão internados, vamos chamar assim, indevidamente. Se esse problema não existisse, a nossa dificuldade melhoraria quase que diria imediatamente, mas o nosso desafio, e é nisso que estamos a trabalhar com o serviço de urgência e os outros serviços, é: nós vamos conseguir criar dentro daquilo que está na nossa esfera de atuação Respostas internas.

Mas essas respostas passam por quê? Essas respostas internas passam por quê?

Passam por reorganização de equipas, passam por encontrarmos alguns espaços internos que vamos reorganizar, passam por reorientar equipas de trabalho, reforçar algumas equipas de trabalho.

Miguel Paiva no "Explicador" desta manhã, onde também desvalorizou a demissão da diretora de medicina interna e da ameaça de demissão do diretor de urgência, de acordo com o jornal "Expresso". Miguel Paiva reconhece que há problemas e espaço para melhorar, mas também lembra que a urgência da ULS de São José está debaixo de grande pressão.

O presidente do Chega quer garantir que a descida da idade da reforma está no orçamento do Estado para o próximo ano.

Uma ideia deixada no discurso de ontem à noite de André Ventura, perante militantes, nem se enteram, na rentrée do Chega e de olhos postos na negociação do orçamento. André Ventura traça essa linha vermelha. O Chega quer voltar a discutir a descida da idade da reforma com a AD.

Nós vamos colocar no orçamento do Estado para 2027, a descida da idade da reforma. Não podemos ter os portugueses a trabalhar até aos 90 anos a sustentar o Estado. Não podemos e não devemos.

A promessa deixada pelo presidente do Chega ontem à noite, André Ventura, deixa um recado ao governo para o novo ano político: o Chega está preparado para governar. O líder do partido critica também o estudo pedido pelo governo sobre o estado da Segurança Social, acusa a AD de querer cortar no rendimento dos pensionistas. Uma crítica semelhante fez ontem também o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, em entrevista à "SIC Notícias", diz que o PS pode mesmo vir a chumbar o orçamento se o Executivo puser em causa o sistema de pensões.

É apenas uma manobra de distração e vai fracassar. Esta é a reação do governo do Irão ao anúncio de Donald Trump, que ontem disse que iria começar uma guerra económica inédita contra Teerão.

O presidente norte-americano fala numa operação económica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país. Anúncio feito esta madrugada na rede social Truth. Donald Trump exige um boicote imediato de todos os países às relações comerciais com o Irão. Deixa também ameaças, avisa que qualquer país que ajude ou faça negócios com o Irão vai também sofrer consequências económicas. Na resposta, já esta manhã, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros desvaloriza, diz que Donald Trump quer apenas desviar a atenção dos problemas internos nos Estados Unidos.

E na análise, o historiador Bruno Cardoso Reis diz ter dúvidas sobre a eficácia da decisão de Donald Trump.

E considera que o líder norte-americano está, nesta altura, sem credibilidade no processo de paz.

O problema de base aqui, desde logo, é que nunca sabemos se as ameaças de Donald Trump ou as concessões de Donald Trump são para levar a sério. Ou seja, temos este problema de base com a falta de credibilidade de Donald Trump, que torna muito problemático depois, ou chegar a compromissos, ou também este efeito de dissuasão ou de coerção estratégica, que o que a história também nos mostra é que a guerra económica, as sanções, até podem ter um impacto grande, mas, por regra, dificilmente é um impacto decisivo ou um impacto rápido.

Análise do historiador Bruno Cardoso Reis no Gabinete de Guerra desta manhã.

O presidente ucraniano apela aos aliados para reforçarem o fornecimento de sistemas de defesa aérea à Ucrânia. Isto depois do ataque russo de larga escala que matou, pelo menos, 13 pessoas em Kiev.

Uma declaração publicada na rede social X, Volodymyr Zelensky defende que são necessários mais mísseis Patriot para proteger a população. Agradece também às equipas que continuam a trabalhar nos locais atingidos. Treze pessoas morreram, mais de 40 ficaram feridas na sequência dos ataques russos a Kiev esta madrugada. Há registo de explosões em diferentes pontos da cidade de Kiev. A Força Aérea Ucraniana disse que as forças de Moscovo lançaram mais de 160 drones e dezenas de mísseis balísticos de cruzeiro e hipersônicos durante o ataque em larga escala desta madrugada. Segundo Kiev, as unidades de defesa aérea abateram 145 drones e a maioria dos mísseis de cruzeiro. Entretanto, os meios de comunicação da Rússia relatam que as Forças Ucranianas também atacaram território russo esta madrugada. A Ucrânia atingiu uma refinaria e um terminal petrolífero. A refinaria em causa faz parte de uma empresa russa e tem capacidade para processar mais de 17 milhões de toneladas de petróleo por ano.

18h59. Antes do Contracorrente, Luís Soares, que outras notícias há a destacar?

A GNR registou mais de 3600 acidentes com motociclos no primeiro semestre do ano, que causaram mais de 50 mortes e cerca de 340 feridos graves. Em comunicado, a GNR adianta que o maior número de vítimas continua a ser na faixa etária até aos 29 anos. Há médicos do INEM que foram colocados nos serviços regionais do instituto e estão em situação considerada ilegal. É o que adianta esta manhã o jornal Público. Em causa nomeações feitas pelo atual presidente do Conselho Diretivo do INEM. A atual direção escolheu quatro médicos para cargos de liderança de serviços regionais, sem que eles possuam a categoria de assistente graduado, um estatuto exigido pelo regime das carreiras médicas. O INEM discorda. Ao jornal Público, o instituto alega que tem seguido as disposições previstas nos estatutos do SNS. O tetracampeão de Fórmula 1, Max Verstappen, renovou com a Red Bull por mais quatro anos. O piloto neerlandês coloca, assim, ponto final na especulação dos últimos meses sobre a situação contratual e a possível saída da Red Bull. Anunciou na véspera do Grande Prêmio dos Países Baixos. Em comunicado, Max Verstappen afirma que o objetivo é agora voltar a ser campeão de Fórmula 1.