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O antigo ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, vê com bons olhos as mudanças na saúde que estão a ser preparadas pelo governo. Ainda assim, considera que não se trata de uma reforma de fundo no setor.
De acordo com o jornal Público, o Executivo vai avançar com uma reestruturação na saúde. O governo liderado por Luís Montenegro pretende transformar a direcção executiva do SNS num novo organismo e também agregar a Direção-Geral da Saúde com o Instituto Ricardo Jorge. Ouvido no "Explicador", o antigo ministro da Saúde do governo de Passos Coelho afirma que vê com bons olhos a reforma. Fernando Leal da Costa esclarece ainda assim que se trata de uma reforma administrativa e não de uma reforma estrutural.
Aquilo que nós temos é uma revisão administrativa. Uma reforma estrutural impõe que se mexa noutro tipo de bases, nomeadamente naquilo que é o sistema de financiamento, a forma como os recrutamentos do pessoal são feitos, as aquisições das compras são feitas, uma maior autonomia das ULS. Enfim, a reforma é uma coisa que terá que acontecer a seguir, mas obviamente o facto de haver já uma revisão é um passo positivo.
A mesma visão tem o antigo director-geral da Saúde, Francisco George, também convidado do Explicador.
Temos que encarar esta reforma orgânica. Não é uma questão, como disse o meu colega, cultural, em termos genéricos. É sim, uma reforma da lei orgânica do próprio Ministério da Saúde, que tem a preocupação de evitar duplicações de missões desenvolvidas por instituições distintas. Isto é um aspecto que naturalmente é positivo.
Esta reestruturação está a ser liderada por Gonçalo Matias, o ministro-adjunto e da Reforma do Estado. Há também outras mudanças previstas. Álvaro Almeida estará de saída da liderança da direcção executiva do SNS. De acordo com o Público, o actual director executivo não gostou de ficar de fora das escolhas do governo para o novo organismo.
O deputado do PS, Luís Testa, reforça que os socialistas vão viabilizar a proposta de orçamento do Estado do governo para evitar uma crise política.
Mas ressalva que este não é o orçamento do PS e que não há nem houve qualquer acordo com o governo. Isto no dia em que o ministro das Finanças entrega e apresenta o orçamento do Estado. Em entrevista à Rádio Observador, Luís Testa sublinha que a viabilização do documento pretende apenas evitar uma nova crise política.
Nós percebemos muito bem o momento que vivemos e, de alguma forma, tentamos ser úteis também a alguma estabilidade que possamos emprestar ao momento actual. Na verdade, este não é o nosso orçamento, não será o nosso orçamento. Aliás, não houve acordo nenhum para nós nos virmos a abster neste orçamento. Não há acordo.
O PS podia negociar como fez no outro.
Certo, mas não há acordo. Este não é o nosso orçamento, não será nem na totalidade, nem em parte, o nosso orçamento.
O deputado do PS, Luís Testa, na comissão de inquérito da Rádio Observador. Sobre Mário Centeno, que tem feito várias intervenções públicas, incluindo críticas a propostas da direção do PS, Luís Testa não acredita que o ex-ministro esteja a posicionar-se para tentar assumir a liderança do partido.
Já o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, acusa Mário Centeno de não ter ideias para o país.
Centeno comparou Luís Montenegro a José Sócrates num artigo de opinião no jornal Público, em que criticou a gestão financeira da AD. A entrevista à Vishy Suass, da Rádio Observador, o eurodeputado e porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, contradiz o ex-ministro das Finanças.
Lendo aquilo que ele vem dizendo, é que ele não tem uma única ideia para o país. Como devem imaginar, não sou um crítico da autoestima, pelo contrário, pratico bastante. Mas parece-me extraordinário que alguém que foi ministro das Finanças, governador do Banco de Portugal e presidente do Eurogrupo, tendo tido ambições também no Banco Central Europeu e no FMI, aparentemente rogadas, que a única ideia que tem para o país é ele próprio.
Sebastião Bugalho, em entrevista à Vishy Suass. O porta-voz do PSD faz ainda uma mudança de estratégia no relacionamento entre governo, PS e Chega. Para Sebastião Bugalho, chegar a acordo com os socialistas seria favorecer o partido de André Ventura.
O eurodeputado do Chega, Tiago Moreira de Sá, considera que a visita do secretário de Estado norte-americano a Portugal é politicamente importante.
Marco Rubio vai reunir-se com Luís Montenegro e com Paulo Rangel para discutir temas como a defesa, a economia e a tecnologia. O eurodeputado do Chega diz que numa altura em que as relações com os Estados Unidos estão instáveis, esta visita fortalece a cooperação transatlântica.
Esta é uma visita politicamente importante. É uma visita no momento em que as relações entre os dois lados do Atlântico não estão na sua melhor fase. É uma visita que visa valorizar a aliança, desde logo entre Estados Unidos e Portugal, e lhes diria também, no sentido mais vasto, é o início de um caminho para valorizar a Aliança Atlântica, valorizar a NATO.
O eurodeputado do Chega, Tiago Moreira de Sá, acrescenta também que a decisão de enviar o secretário de Estado norte-americano a Portugal reflete o reconhecimento dos Estados Unidos do compromisso português para com a aliança.
É o reconhecimento da importância dessa aliança, reconhecimento da importância do papel de Portugal, em particular dos Açores, do papel estratégico de Portugal para os Estados Unidos da América, e também é o reconhecimento da forma como Portugal esteve na questão da guerra do Irão. Ao contrário de outros aliados, Portugal não só esteve ao lado dos seus aliados, os Estados Unidos da América, como respeitou o acordo que tem com o seu aliado e respeitou a aliança que tem o seu aliado. As alianças têm regras, nos bons e nos maus momentos, e têm que ser cumpridas. Acho que há aqui um reconhecimento de Portugal e tudo que é bom para Portugal é bom, evidentemente.
Declarações à Rádio Observador do eurodeputado do Chega, Tiago Moreira de Sá, no dia da visita de Marco Rubio a Portugal, depois de ter passado pela Islândia e também pela Grécia. A Rádio Observador tentou falar com eurodeputados do PCP, Bloco de Esquerda e PS para antecipar esta visita, mas ainda não foi possível.
São 10h07, a seguir o Contracorrente com o Marco Arla. Que outras notícias merecem destaque a esta hora?
O Liceu Francês em Lisboa foi encerrado esta manhã por questões de segurança. A direção enviou uma mensagem aos encarregados de educação. Estaria a ser preparado um bloqueio semelhante ao que está a acontecer nas escolas em França. É uma notícia que contamos desenvolver nos próximos jornais. O estresse e os problemas de saúde psicológica no trabalho podem custar às empresas portuguesas mais de 13 mil milhões de euros em produtividade perdida. É a conclusão de um relatório da Ordem dos Psicólogos. Este impacto corresponde a cerca de 36 milhões de euros por dia. De acordo com o estudo, o valor mais do que quadriplicou nos últimos quatro anos. A Ordem dos Psicólogos defende que seria possível evitar estas perdas com medidas de promoção da saúde psicológica, prevenção e identificação precoce dos problemas. Ainda um alerta de trânsito. A circulação na Ponte Vasco da Gama vai estar condicionada no próximo domingo, devido à realização da meia e da minimaratona de 2026. É o que dá conta a concessionária, a Lusoponte. A circulação vai estar limitada a uma via em cada sentido entre a meia-noite e as duas da tarde.