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Amanhã. A PSP e a Polícia Municipal do Porto retiraram esta manhã as tendas das pessoas que pernoitaram na Praça Dom João I esta noite. Em causa, um protesto contra a crise na habitação e o aumento do custo de vida. O protesto começou no sábado, envolveu mais de 1500 pessoas. Eram cerca de 50 tendas que estavam ainda no local esta noite e que foram retiradas. Em direto da Praça Dom João I está o Miguel Pinheiro Correia. Bom dia, Miguel. Ainda há manifestantes no local?
Bom dia, Carla. Ainda estão aqui alguns manifestantes, mas num cenário totalmente diferente do que se poderia ver aqui também há umas horas e também do que se podia ver nas últimas noites. Neste momento, já não há tendas na Praça Dom João I. Os manifestantes que aqui permanecem estão ora sentados nas escadas da praça, ora em mesas no centro da mesma praça. Neste protesto que, como dizias, começou no sábado, um protesto contra a subida dos preços da habitação e que terminou abruptamente, terminou mais cedo que o previsto, tendo em conta que também estes manifestantes não teriam data para o fim desta mobilização, mas iriam avaliando a cada dia a continuidade deste protesto. Mas esta manhã, pelas 6h30, chegaram aqui alguns agentes da Polícia Municipal e também da PSP. Neste momento, continuam apenas na praça vários agentes da PSP e começaram, antes das 7h, a retirar as tendas destes manifestantes, alegando às autoridades que estas tendas estavam a obstruir a via pública. Ora, a ação não foi totalmente pacífica. Os manifestantes não concordaram, disseram que tinham autorização da polícia para continuar aqui e então fizeram ouvir os seus protestos, mas acabaram por retirar a maioria das tendas, sendo que o momento de maior tensão deu-se pouco depois. Chegou um caminhão da Câmara do Porto que veio precisamente recolher as tendas que ainda não tinham sido desmontadas e aí, então, juntaram-se algumas pessoas para bloquear o caminhão, com a intenção de adiar um pouco o fim desta mobilização. Surgiram também aí alguns confrontos com a polícia, mas importa referir, pelo menos do que pudemos apurar até ao momento, não resultaram detidos ou identificados pela polícia. Nesta mobilização, que continua, como dizia, aqui com um aspecto diferente, os manifestantes mantêm os cartazes, mas têm os seus mantimentos fora das tendas. As tendas já estão desmontadas. Vemos aqui algumas desmontadas, outras ainda a serem desmontadas, mas já não estão na zona central da praça, estão nas imediações. Continuam aqui com megafones e a ouvir música também. E a polícia está atenta. Vamos então perceber ao longo das próximas horas se sairão mesmo daqui, se tentarão retomar a ação com a nova montagem das tendas.
Vamos perceber como vai evoluir a situação. Miguel Pinheiro Correia, em direto da Praça Dom João I, no Porto, onde nesta altura, como ouvimos, ainda estão alguns manifestantes a protestar contra a crise na habitação e o aumento do custo de vida. Um protesto que começou este fim de semana. Esta manhã, já a PSP e a Polícia Municipal do Porto retiraram as tendas dos manifestantes que passaram as duas últimas noites na Praça Dom João I. E são várias as reações que têm surgido à entrevista que Pedro Passos Coelho deu ontem à noite. Há quem acredite que o antigo primeiro-ministro vai voltar à política e com ideias que envolvem o Chega e a Iniciativa Liberal, mas há também quem discorde. A leitura à entrevista de Passos Coelho foi o tema do Explicador desta manhã. O socialista Vitalino Canas considera que as declarações do antigo primeiro-ministro foram claras. Passos quer voltar a liderar o governo ao lado do Chega e da Iniciativa Liberal.
Aquilo que ontem Pedro Passos Coelho veio dizer é que será, mais tarde ou mais cedo, candidato a primeiro-ministro, porque as condições que ele estabelece para isso são condições que são quase inevitáveis. É como dizer: "Eu candidato-me a primeiro-ministro, se amanhã o dia tiver 24 horas, os dias seguintes também." É claro que amanhã o dia vai ter 24 horas. Significa que daqui a algum tempo Pedro Passos Coelho vai ser candidato a primeiro-ministro para ter um projeto alternativo, ou seja, ter um projeto alternativo que é o projeto de coligação com partidos à direita, Iniciativa Liberal e o Chega.
É a convicção do socialista Vitalino Canas. Pedro Lomba discorda e relembra que não é a primeira vez que Pedro Passos Coelho fala sobre a vida política.
Ele não disse isso com essa clareza, mesmo que eu perceba que há sempre liberdades interpretativas. Julgo que a entrevista é muito clara sobre a condição dele. Agora, uma candidatura é um tema muito mais complexo, depende de muitas coisas, algumas delas julgo que não as temos agora à frente, depende de calendários internos, de calendários nacionais, de uma série de outras questões e, portanto, não lhe consigo dizer: vai ser candidato.
Já Miguel Corte Real, do Chega, considera que um regresso de Pedro Passos Coelho à vida política ativa seria uma boa notícia para o país e também para o Chega.
A participação de Pedro Passos Coelho na vida política é sempre uma boa notícia para o país. Pedro Passos Coelho tem demonstrado e demonstrou já uma grande capacidade de serviço ao país e, portanto, nunca será uma má notícia. E é muito importante que o PSD, se o PSD puder ter uma liderança séria, será muito melhor. Não estou em crer que Pedro Passos Coelho esteja à espera da tempestade perfeita. Não. Pedro Passos Coelho está à espera de ter a oportunidade de pôr o PSD, mas sobretudo Portugal, no rumo certo. E para isso entende que o Chega é essencial e o Chega entende que um PSD com Pedro Passos Coelho Parece-nos que estaria melhor para servir os interesses portugueses.
Miguel Corte-Real, do Chega, a dizer que com Pedro Passos Coelho na liderança do PSD seria mais fácil um entendimento. Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia estão reunidos a esta hora no Luxemburgo. Preparam-se para aprovar o maior pacote de sanções de sempre contra a Rússia. À entrada da reunião, a chefe da diplomacia dos 27 elogia o cessar-fogo energético anunciado por Donald Trump este fim de semana. Um cessar-fogo com efeitos imediatos entre Rússia e Ucrânia sobre infraestruturas energéticas, que foi, entretanto, desmentido rapidamente por um ataque russo. Apesar de saudar esse eventual acordo, a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros diz que a responsabilidade está do lado da Rússia e admite que gostaria que o cessar-fogo incluísse também pessoas.
Nós agradecemos este cessar-fogo energético, apesar de ainda não termos visto a Rússia cumpri-lo. Pessoalmente, gostaria também que incluísse o fim da morte de pessoas inocentes. Ainda assim, o cessar-fogo energético é extremamente importante, porque o inverno vai ser frio. É importante também referir que a Ucrânia tem poucas refinarias, já a Rússia tem muitas, por isso este cessar-fogo é mais benéfico para os russos.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, à entrada da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, preparam-se para aprovar o que descrevem como o maior pacote de sanções de sempre contra a Rússia. Vai visar cerca de 1600 pessoas e entidades ligadas ao complexo militar e industrial russo. São agora 10:08. Carla, antes do Contracorrente, que outras notícias estão a marcar a atualidade? Cerca de 60% dos voos previstos para hoje no aeroporto de Riade devem ser cancelados por causa dos ataques dos últimos dias dos houthis em território saudita. Estas foram declarações, números avançados pelo Ministro da Energia do país. Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão e da Arábia Saudita estiveram esta noite ao telefone. O representante do Irão ofereceu-se para facilitar o diálogo entre sauditas e o grupo do Iémen. Por cá, a Confederação dos Agricultores de Portugal vai concentrar-se daqui a pouco em frente ao Parlamento. Está marcado para às 11h. Vão entregar ao presidente da Assembleia da República e aos grupos parlamentares uma carta a exigir uma verba de compensação ao setor no valor de €140 milhões.