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Notícias. Jornal das 10, com a Carla Jorge Carvalho. Carla, a Polícia Judiciária está a fazer buscas às sedes do Banco Carregosa e ao Banco Angolano de Investimentos.
Por suspeitas de fraude fiscal. Em causa, um alegado esquema milionário de fuga ao pagamento de IMT na aquisição de imóveis. É o que avançam a Agência Lusa e a CNN Portugal, de acordo com uma fonte da Polícia Judiciária, a Autoridade Tributária e Aduaneira também está a participar nas buscas. A CNN adianta que estão também a ser realizadas buscas em empresas por crimes de fraude fiscal, branqueamento e falsificação relacionados com o mesmo esquema. A Judiciária remete mais pormenores sobre esta operação para mais tarde. É um assunto que contamos também desenvolver nos próximos jornais.
Vamos agora à greve dos trabalhadores do Metro de Lisboa. Tem provocado, ao longo desta manhã, trânsito e constrangimentos nas paragens de autocarros.
Foi o que constatou a Rádio Observador, sobretudo no centro de Lisboa. O repórter Carlos Pedro está em Alvalade. Carlos, para os utilizadores de transportes, a situação não é nova e o trânsito extra também não.
Sim, e é isso que tenho percebido esta manhã. Eu estou junto à Praça de Alvalade e aqui o cenário está longe de ser o caos que se verifica em outros pontos da capital, mas ainda assim é uma imagem pouco habitual. A estação de metro está fechada e naturalmente as paragens de autocarro têm, esta manhã, mais pessoas do que o normal. Tem sido, contudo, um desafio encontrar estas pessoas que estejam dispostas a falar neste dia, até porque, como é normal neste tipo de casos, estas mesmas pessoas estão atrasadas para o trabalho e, portanto, com mais pressa, sendo que não encontrei muitas que tenham sido apanhadas de surpresa. Já estariam cientes desta greve anunciada ontem. Eu consegui falar, no entanto, com a Isabel Joaquim, que vai chegar mais tarde ao trabalho porque não há metro e a solução do autocarro não é muito melhor.
Eles andam sempre cheios e atrasados, na maior parte das vezes, mas é melhor ter transporte do que não ter. Eu preciso chegar ao trabalho e portanto, apanho o autocarro.
Normalmente, nestes dias, chega mais atrasada do que o habitual, tem que dar alguma justificação?
Sim, chego um bocadinho mais atrasada, mas felizmente não tenho que dar justificação. Vou dizer: "Olhe, cheguei meia hora, cheguei uma hora atrasada" e não tenho represálias por isso, não pico ponto.
E como Isabel Joaquim, várias pessoas nesta manhã de quarta-feira marcada por uma greve geral de 24 horas no metro de Lisboa. Não circula qualquer metro em Lisboa. Dizer também que os autocarros das várias carreiras que passam por aqui, por Alvalade, têm quase todos passado por aqui já relativamente cheios, uns bem mais do que outros. Portanto, se de fora em algumas zonas ainda pode parecer um dia normal, uma quarta-feira normal, isso não acontece para quem anda hoje de transportes públicos, sobretudo de autocarro. Dizer ainda também que os constrangimentos tendem-se ao trânsito e até aos táxis e TVDEs, que são outras opções mais procuradas neste dia de greve.
A reportagem do Carlos Pedro está em direto de Alvalade, centro de Lisboa, a dar conta dos constrangimentos, muitos provocados pela greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa.
Uma greve, Carla, que está a levar a uma troca de acusações entre a presidente do Metro de Lisboa e a FECTRANS, a federação de sindicatos que representa os trabalhadores.
Os seis sindicatos explicam que avançaram para esta greve para exigir o cumprimento dos acordos firmados com a administração. A presidente do Metropolitano de Lisboa, Cristina Faz Tomé, garante que tudo está a ser cumprido, pelo que considera que esta paralisação é desproporcional.
Não há motivos, razões para que esta greve ocorra, porque, de facto, a empresa está a cumprir o acordo que foi feito em abril para repor postos de trabalho na área do posto de comando central, coisa que vinha sendo reivindicada pelos sindicatos desde 2019. Nós até apresentamos datas concretas, quando é que este recrutamento vai estar finalizado, e isso é muito claro para os sindicatos, e contamos que estejam finalizados em meados de dezembro deste ano. Por isso consideramos que, de facto, esta greve é desproporcional.
A presidente do Metropolitano de Lisboa avança ainda que a administração recebeu ontem um novo pré-aviso de greve parcial, neste caso para os dias 28 e 30 de outubro, entre as 05h e as 10h. Já a dirigente da FECTRANS, Sofia Gligo, garante que os acordos firmados entre trabalhadores e administração não estão a ser cumpridos.
Foi decidido que enquanto o acordo não se cumprir, enquanto não devolverem as funções às chefias, enquanto não forem respeitados estes trabalhadores que aqui estão, não há efetivamente condições para chegarmos a bom porto. Nós só lastimamos é que a empresa, por exemplo, não tenha dito que tem um conjunto de trabalhadores ao qual lhe veda a possibilidade de exercerem as suas funções. Também está há seis meses para dar formação aos trabalhadores e que não lhes permite desempenhar as suas funções naquilo que é a gestão diária do serviço público.
Sofia Gligo é dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, a falar das reivindicações que levaram à greve dos trabalhadores do metro durante esta quarta-feira. É uma greve de 24 horas que não tem serviços mínimos.
O governo anuncia hoje o vencedor da privatização parcial da TAP. Os sindicatos de trabalhadores da empresa dizem que o mais importante é perceber quais as intenções para o futuro da companhia.
A escolha vai recair entre Air France-KLM ou a Lufthansa. Uma destas empresas vai passar à fase final de negociação e de autorizações regulatórias. O anúncio há de ser feito nas próximas horas pelo governo, que está reunido em Conselho de Ministros. O presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, Ricardo Pena Roias, diz que o mais importante é saber quais as intenções que as empresas concorrentes teriam para a TAP.
É muito complicado Afirmar qual é que será a melhor hipótese, até porque são dois grupos importantes. A Lufthansa tem uma parceria dentro da Star Alliance com a TAP, Air France-KLM já tem outras particularidades, estão noutro grupo, mas ambos são dois grandes grupos com uma importância gigante a nível europeu e diria mesmo a nível mundial. O importante é saber, acima de tudo, quais são as intenções que estas empresas teriam, estes grupos, para a TAP.
Já sobre a possibilidade do processo se prolongar até 2028, o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo e da Aviação Civil aponta a burocracia e as exigências legais como os fatores que podem atrasar a conclusão do processo.
Existem aqui vários temas e vários pressupostos burocráticos, legais, que levarão seu tempo e que só em 2028 é que essas empresas estarão em pleno a gerir a TAP.
É o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, a poucas horas do governo anunciar o comprador parcial da TAP.
O deputado e presidente do PS Açores desvaloriza a mais recente sondagem que coloca o Chega em primeiro nas intenções de voto.
Foi no barómetro do DNA Eximaz para outubro. O Chega ultrapassa o PS na intenção de voto com 30,7% contra 29% dos socialistas. Face a estes números, o presidente do PS Açores diz que existem outras sondagens em que os socialistas estão à frente e num cenário em que o Chega ganhe eleições, Francisco César considera que o PSD deve viabilizar um governo socialista. Ainda assim, considera que esta nova sondagem deve preocupar ainda mais os partidos que compõem o executivo.
O Partido Socialista já está a disputar a liderança e é um dos prováveis, se houvesse eleições, era provavelmente o vencedor. Quem estaria preocupado ou quem deve estar preocupado, deve ser o PSD, que é a terceira força política, e eu acho que isto é praticamente comum, preocupado com as sondagens. Mas aquilo que eu lhe perguntava era o PS em segundo lugar, não ganhando eleições, em segundo lugar. Mas aí há a geometria parlamentar. Portanto, o PS em segundo lugar, com o Chega a ganhar, aquilo que se pede ao PSD é que garanta que o Partido Socialista tem condições para governar.
Análise deixada pelo presidente do PS Açores, Francisco César, o convidado da comissão de inquérito da Rádio Observador.
Apesar do diagnóstico de câncer, o pneumologista Augusto Marques acredita que o Papa tem, nesta altura, um prognóstico positivo. Ainda assim, admite que o líder da Igreja Católica pode vir a precisar de quimioterapia.
O médico avança que o tratamento via radioterapia não será necessário, porque o nódulo já foi retirado. Adianta, por isso, que há apenas a possibilidade de uma quimioterapia leve.
Admite-se que passe um pequeno período de quimioterapia, muito pequeno e muito pouco tóxico, por esta ideia: é que nunca podemos ter a certeza que o nódulo que lá esteve não tenha semeado células e que não haja, em alguns lugares do corpo, células isoladas, invisíveis aos meios de diagnóstico, por serem ainda pouquinhas, compreendem? E que possam estar a crescer. E, portanto, se houver essa suspeita, faz-se uma pequena quimioterapia com a ideia de chegar para a hipótese remota, mas que tem revelado à ciência que vale a pena e aumenta o prognóstico. Mas o prognóstico geral do Papa, neste momento, é muito bom.
De recordar que o líder da Igreja Católica tem agendada uma viagem apostólica para Uruguai, Argentina e Peru, entre os dias seis e 17 de novembro, uma viagem que ainda não é certo que aconteça. O padre Ricardo Figueiredo diz que a Santa Sé guarda novidades com tranquilidade.
Do ponto de vista da Igreja, estamos a acompanhar com serenidade. Acredito que na América do Sul, na Argentina, no Peru, no Paraguai, onde aguardam a visita do Papa, se tiver de haver alguma alteração de agenda a esta visita, acredito que todos acolheremos sempre com toda a serenidade e com todo o cuidado pela saúde do Papa.
Com calma, o padre Ricardo Figueiredo, um dos convidados do Explicador desta manhã. O Vaticano confirmou que o nódulo detetado no pulmão do Papa Leão XIV era, de facto, cancerígeno. Num comunicado divulgado já esta manhã, a Santa Sé adianta que Leão XIV passou bem a noite e que durante o dia deve divulgar novas informações.
Já de seguida, a contracorrente na Rádio Observador. Ainda temos, no entanto, outras notícias em destaque a esta hora, Carla.
Tomam hoje posse as Comissões Parlamentares de Inquérito a Luís Neves e às falhas na correção digital dos exames nacionais. A partir de hoje, as duas comissões podem começar os trabalhos, sobretudo pedir documentos, indicar pessoas para serem ouvidas no Parlamento, sendo que as audições só devem começar no final de novembro, depois da votação final global do orçamento do Estado para 2027. Pelo menos três pessoas morreram e outras 21 ficaram feridas num ataque a Kiev. Há uma criança entre os feridos. Os bombardeamentos causaram também cortes de energia na capital ucraniana. Volodymyr Zelensky denuncia que uma central elétrica na capital voltou a ser atingida pela Rússia. Acusa o Kremlin de ignorar o alegado cessar-fogo energético anunciado por Donald Trump. E quem faz anos hoje, quem é? Winnie the Pooh.
Ah, o Winnie the Pooh.
100 anos. Foi há um século que foi publicado o livro.
Mas está ótimo. Está ótimo. Está ótimo de cabeça, que é o que se costuma dizer nestas alturas.
E não só, está ótimo pra idade, não está?
Falamos daquele ursinho de pelúcia, criado a partir dos brinquedos de uma criança. Tornou-se um fenômeno mundial que hoje vive muito para além dos seus livros.
Muito para além dos livros, os desenhos animados.
Confundo este com o Paddington.
Não.
Mas são ambos ursos ou não?
São. Mas este tem sempre um pote de mel.
Um é mais urso do que o outro. Ok.
As histórias foram traduzidas em várias línguas, venderam milhões de exemplares. As comemorações estão a ser assinaladas, dos 100 anos, com iniciativas como publicações especiais, reedições de histórias originais. O desenho evoluiu muito, naturalmente. A Disney também lançou um vídeo a celebrar a data, a recuperar o universo do ursinho que anda sempre com um pote de mel.
Parabéns Winnie the Pooh, faz hoje 100 anos. Parabéns pra ele. Venham mais 100. No terceiro fecho no Jornal das 10.